Uma criança de apenas 48 dias de vida tornou-se a 10ª vitima de chikungunya em Dourados, morte confirmada nesta sexta-feira (8) pela prefeitura.
O garoto morava na Aldeia Bororó e estava internado no Hospital da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) desde o último dia 3.
O informe epidemiológico divulgado nesta sexta-feira traz 5.350 casos prováveis, 3.340 casos confirmados, e 2.010 casos em investigação. Neste momento, 35 pacientes seguem internados.
O primeiro óbito dentro da reserva indígena foi de um idoso de 69 anos, ocorrido no dia 25 de fevereiro. A segunda morte foi registrada em 9 de março, morte de um indígena de 73 anos. No dia seguinte, 10 de março, foi confirmada a morte de bebê de apenas 3 meses de vida.
A quarta morte ocorreu em 12 de março, indígena de 60 anos. Dois dias depois, um indígena de 77 anos foi vítima da arbovirose. Já no dia 24 de março, um bebê de apenas 1 mês de vida se tornou a 6ª vítima.
A sétima morte foi confirmada em 3 de abril, morte de um indígena de 55 anos. A oitava vítima foi um indígena de 29 anos, morador da Aldeia Bororó.
Conforme a secretaria municipal de saúde, ao longo dos últimos 15 dias, a curva de positividade da Chikungunya em Dourados se mantém em níveis elevados (entre aproximadamente 54% e 61%).
Outras 3 mortes seguem em investigação: 1 criança indígena de 12 anos; 1 idoso não indígena de 84 anos, portador de doença arterial coronariana; 1 homem de 50 anos, que informou não possuir doenças crônicas no momento da classificação de risco, morte constatada no último dia 27.
O secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, lamentou a décima morte em Dourados. “A situação continua muito grave e as pessoas precisam entender que combater os focos do mosquito Aedes aegypti não é obrigação exclusiva da prefeitura e sim de toda população”, voltou a enfatizar Marcio Figueiredo.
“Somente com esforços conjuntos, acabando com todos os pontos de água parada, mantendo os quintais limpos e recolhendo o lixo de forma correta, vamos vencer a guerra contra esse mosquito”, finalizou.
*Um idoso de 63 anos, não indígena também foi vítima da arbovirose no município.

