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Reforma no câmpus de Coxim fecha ciclo de R$ 19,9 milhões em obras no IFMS

Desse montante, R$ 13,6 milhões são verba federal do Novo Programa de Aceleração do Crescimento

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Com investimento total de R$ 19,9 milhões, o Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) concluiu o ciclo de planejamento para a construção de refeitórios em oito campi da instituição até 2026 . A última ordem de serviço foi assinada neste mês pela reitora Elaine Cassiano e pela diretora-geral do Câmpus Coxim, Angela Kwiatkowski. 

Do valor total, R$ 13,6 milhões são provenientes do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), do Governo Federal, e R$ 6,3 milhões são recursos próprios do IFMS. Em Campo Grande, Corumbá e Ponta Porã as obras já estão em execução, enquanto em Aquidauana e Dourados estão no início. Em Jardim e Três Lagoas os contratos foram assinados em agosto. Todas as obras têm prazo de um ano e devem ser concluídas até o segundo semestre de 2026.

Em Coxim, o refeitório terá 543,90 m² e capacidade para atender até 150 estudantes de forma simultânea. O investimento será de R$ 2,1 milhões, dos quais R$ 1,7 milhão virá do Novo PAC. A entrega está prevista para agosto de 2026, sob responsabilidade da empresa M E Engenharia LTDA.

A reitora Elaine Cassiano destacou que a assinatura representa o fechamento da etapa de planejamento, mas reforçou a necessidade de execução eficiente. "Implantar a alimentação escolar para toda a comunidade é um objetivo de grande significância. Queremos que os estudantes permaneçam na instituição, sejam acolhidos com dignidade e tenham condições para aprender e se desenvolver", afirmou durante a Reditec, realizada em Bonito (MS).

A diretora-geral Angela Kwiatkowski ressaltou que o novo espaço será essencial para melhorar a qualidade da alimentação e do rendimento escolar. "Desde 2024 o campus já oferece merenda, mas a nova estrutura garantirá um ambiente adequado e em conformidade com as normas sanitárias", disse.

Atualmente, nove dos dez campi do IFMS oferecem alimentação escolar gratuita. A política é considerada estratégica pela instituição, pois fortalece a permanência dos alunos, contribui para o desempenho acadêmico e fomenta a agricultura familiar, responsável pelo fornecimento de parte dos alimentos.

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Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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