Cidades

FRAUDE NO RELATÓRIO

Relatório fraudou quantidade de peixes mortos e governo pode pedir ressarcimento

Os óbitos teriam ocorrido por falta de alimentação aos bichos aquáticos

DA REDAÇÃO

13/06/2015 - 00h00
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O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) afirmou ontem que se comprovada a denúncia de que houve morte dos peixes que foram adquiridos para povoar o Aquário do Pantanal, os responsáveis serão punidos e o Estado irá pedir o ressarcimento do dinheiro investido.

Diferente do que foi divulgado pelo relatório da Anambi Análise Ambiental, que foi contratada para fazer o manejo dos animais em 24 meses por R$ 5,2 milhões, o espaço da quarentena não estaria com todos os 12,5 mil peixes, mas sim 5 mil. Com isso a informação de que 10 mil animais não teriam resistido à mudança de temperatura, faz com que o relatório justifique a atual presença de só de 2,5 mil que sobraram. 

Os óbitos teriam ocorrido por falta de alimentação aos bichos aquáticos. A maior mortandade por fome foram dos animais comprados, ou seja, aqueles que vieram de fora de Mato Grosso do Sul. 

Foram para o lixo o dinheiro investido para a aquisição das espécies amazônicas (arraias e peixes de pequenos portes como tetras e piabas), asiáticas, africanas e australianas. 

(*) A reportagem. de Gabriela Couto, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado. 

 

Expogr

Genética sul-mato-grossense domina julgamento de cavalos árabes na Expogrande

Equinos de MS, MT, PR e SP disputam na Expogrande provas que avaliam desempenho e morfologia e consolidam o Estado como referência nacional

19/04/2026 15h00

Agroa Agência

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A força da genética equina de Mato Grosso do Sul foi destaque neste sábado (18), durante o julgamento da raça Árabe na 24ª Expogrande Arabian Show. O evento, que reuniu criadores e exemplares de diferentes regiões do país, evidenciou o protagonismo do estado no melhoramento genético da raça, com domínio expressivo de animais oriundos de Maracaju nas principais categorias da competição.

Realizado dentro da programação da Expogrande 2026, o julgamento contou com a participação de equinos vindos de Mato Grosso, Paraná, São Paulo e do próprio Mato Grosso do Sul. As avaliações envolveram critérios rigorosos, como morfologia, movimentação, tipicidade racial e desempenho em pista, fatores determinantes para a escolha dos campeões.

Entre os competidores, o Haras Engenho, sediado em Maracaju, destacou-se ao conquistar o maior número de premiações do evento. O resultado é atribuído a décadas de investimento contínuo em melhoramento genético, seleção criteriosa de linhagens e manejo técnico especializado, consolidando o criatório como uma das principais referências da raça Árabe no Brasil.

Um dos grandes destaques da competição foi a égua Caprice Navarre, que conquistou o título de Campeã Ouro na categoria de 48 a 60 meses. Filha do consagrado garanhão Navarre, o animal chamou a atenção dos jurados pelo equilíbrio morfológico, tipicidade e refinamento, características consideradas ideais dentro dos padrões da raça.

De acordo com o juiz da exposição, Cézar Schmidt, o equilíbrio foi decisivo para a definição dos vencedores. Ele ressaltou que tanto a Campeã Ouro quanto a Prata no Campeonato Égua são descendentes diretas de Navarre, evidenciando a consistência genética transmitida pelo garanhão.

“São animais muito equilibrados, com bastante tipo Árabe, beleza e excelente conformação”, destacou. 

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Mesmo após sua morte, Navarre segue influenciando diretamente a qualidade dos plantéis por meio do uso de sêmen congelado, técnica amplamente utilizada na reprodução equina de alto padrão.

Além dessa linhagem consolidada, o evento também marcou a ascensão de novos reprodutores, como RD Ravhier, cuja primeira filha em idade de competição já conquistou o primeiro lugar em sua categoria e o título de Reservada Campeã (Prata) no Campeonato Júnior Fêmea.

Para Alexandre Puga de Barcelos, diretor de leilão da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (ACMS), as características dos principais garanhões explicam o sucesso em pista.

Segundo ele, Navarre se destaca pela altura, estrutura longilínea e movimentação expressiva, enquanto Ravhier já demonstra transmitir qualidades importantes como boa frente, pescoço bem estruturado e excelente padrão de cabeça.

O proprietário do Haras Engenho, Laucídio Coelho Neto, atribui os resultados ao trabalho contínuo e à dedicação ao aprimoramento da raça.

“O cavalo precisa ser atlético. A conformação é essencial para o desempenho em provas; sem isso, o animal perde qualidade. É um trabalho de muitos anos, sempre buscando evolução”, afirmou.
 

A tradição familiar também é um dos pilares do sucesso do criatório. A criadora Maria Alice da Mota Barcelos destacou a importância da continuidade entre gerações no desenvolvimento da atividade.

“Poder ver novamente o quanto a raça tem evoluído e com animais de tão alto nível é muito bacana. É um legado que continua”, disse ela, acompanhada pela nova geração da família na pista.

Além do reconhecimento técnico e dos títulos conquistados, a genética apresentada durante a Expogrande também movimenta o mercado. O Haras Engenho já anunciou a realização de um leilão no próximo dia 15 de agosto, quando serão ofertados animais selecionados tanto para reprodução quanto para uso funcional, atendendo a diferentes perfis de criadores e cavaleiros.

O presidente da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Árabe (ABCCA), Francisco Vilaró Carrasco, reforçou a relevância do criatório sul-mato-grossense no cenário nacional.

“O Laucídio é um criador super criterioso. O Navarre, por exemplo, foi um garanhão excepcional que deixou uma progênie muito boa, animais com corpo, atitude e cabeças bonitas”, destacou Carrasco.

O encerramento da 24ª Expogrande Arabian Show consolida Mato Grosso do Sul como um dos principais polos da raça Árabe no país, com destaque para a produção pantaneira, que alia beleza estética, resistência e funcionalidade. O desempenho dos animais em pista reafirma o avanço genético da região e projeta o estado como referência tanto no cenário nacional quanto internacional da equinocultura.

DIA DOS POVOS INDÍGENAS

MS possui a 3ª maior população indígena do Brasil

Lançamento do Painel Povos Originários de MS mapeia informações sobre os mais de 116 mil indígenas moradores do Estado

19/04/2026 14h00

MS possui quase 7% de toda a população indígena do País

MS possui quase 7% de toda a população indígena do País Valdenir Rezende / Arquivo Correio do Estado

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Mato Grosso do Sul é casa para a terceira maior população indígena do Brasil, com 116.469 pessoas, o que corresponde a 6,9% de total a população indígena do País. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) referentes ao último censo em 2022 e, agora, podem ser acessados de forma mais facilitada através do Painel Povos Originários. 

Mais da metade dessa população vive fora de terras indígenas (59%), com a população espalhada pelos 79 municípios do Estado. 

As cidades com maior número de povos originários são Campo Grande (18.434), Dourados (12.054), Amambai (9.988), Aquidauana (9.428) e Miranda (8.866). A maior parte da população é composta por mulheres, chegando a 50,7% do total. 

Com relação a faixa etária, 33.674 são indígenas entre 15 e 29 anos, correspondendo à maior parcela da população. Em seguida,m osde 30 a 39 anos, com 15.456, dos 10 aos 14 anos, com 12.379 pessoas e dos 40 aos 49 anos, com 12.054 indígenas. 

Curiosamente, Mato Grosso do Sul possui 94 indígenas com mais de 100 anos, sendo 71 mulheres e 23 homens. Entre os mais velhos também, são 185 mulheres e 128 homens entre os 90 e os 99 anos de idade. 

Segundo as informações coletadas no Painel, são 139 etnias e 48 línguas indígenas presentes em todo o Estado. Destas, oito etnias originárias de Mato Grosso do Sul reconhecidas pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai): Guarani Kaiowá, Guarani Ñandeva, Terena, Kadiwéu, Kinikinau, Guató, Ofaié e Atikum.

A grande variedade de etnias presentes no Estado mostra a consolidação de MS como um polo de referência em áreas primordiais como educação e saúde, atraindo indígenas de diferentes regiões brasileiras. 

Painel Povos Indígenas

O Painel foi desenvolvido pelo Observatório da Cidadania em parceria com a Secretaria de Estado da Cidadania e a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Nele, é possível ter acesso a informações sobre os povos originários desde natalidade e envelhecimento até a educação, moradia e distribuição territorial.

"Por muito tempo, essas pessoas estavam no mundo, mas não apareciam nos dados. Eu fico imaginando quantas histórias poderiam ter sido diferentes se lá atrás a gente tivesse acesso a esse tipo de informação. O que estamos fazendo agora é olhar para essas pessoas com seriedade e responsabilidade", disse o secretário de Estado de Cidadania José Francisco Sarmento. 

A ausência de dados dessa população foi o que motivo à criação do mapeamento para desenvolvimento do painel. De acordo com o técnico da Subsecretaria de Políticas Públicas para Povos Originários, Josias Ramires Jordão, do povo Terena, em um tempo não muito distante, era preciso ir diretamente às aldeias para entender cada realidade presente no Estado. 

"Lá atrás, a gente não tinha indicadores. Era ligar para as lideranças e perguntar quantas crianças, quantas mulheres havia nas comunidades. Era tudo muito disperso. Hoje, com esses dados, a gente consegue enxergar a população indígena como um todo, e isso muda completamente a forma de construir políticas públicas", explicou.

A partir desses dados, será possível incluir a voz dos povos indígenas presentes no Estado na formação e pensamento de políticas públicas, de formas que as decisões e melhorias também cheguem até eles. 

"Este painel tem como objetivo dar visibilidade à presença e à diversidade dos povos originários em Mato Grosso do Sul. Ao reunir informações sobre distribuição territorial, perfil populacional e condições socioeconômicas, ele contribui para o reconhecimento das especificidades culturais e históricas desses povos e para o fortalecimento de políticas públicas mais justas e direcionadas", afirmou o coordenador do Observatório da Cidadania, professor Samuel Leite de Oliveira.

Para o secretário José Francisco Sarmento, o painel representa mais do que um avanço técnico, é uma mudança de postura. 

"A cidadania tem o papel de colocar luz sobre quem historicamente foi deixado de lado. Quando a gente conhece, a gente se responsabiliza. E é isso que estamos fazendo: olhando para essas pessoas como sujeitos de direitos, independentemente de qualquer outra condição", afirmou.

Disponível de forma gratuita e acessível, o Painel Povos Originários é o oitavo a ser divulgado pelo Observatório da Cidadania. É possível visualizar o conteúdo completo clicando aqui.

Em todo o Brasil, são 1.694.836 indígenas. No total, são 391 etnias presentes em 335 terras indígenas e 295 línguas diferentes utilizadas ou faladas no País. 

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