Cidades

Defesa dos fracos

Resgate de cães mostra força do movimento pró-animais na China

Resgate de cães mostra força do movimento pró-animais na China

BBC BRASIL

08/05/2011 - 22h43
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Ativistas resgataram cerca de 500 cães destinados a virar comida na China, em um caso que mostra o crescimento do movimento de defesa dos animais no país, segundo o correspondente da BBC em Pequim Michael Bristow.

Os voluntários interceptaram um caminhão que levava os animais em Pequim e compraram os cachorros do caminhoneiro por US$ 18 mil (R$ 29 mil), depois de uma batida envolvendo a polícia.

Aglomerados em gaiolas, os animais estavam sendo levados para o nordeste da China, para serem vendidos a restaurantes.

Alguns dos cães resgatados estavam doentes. Muito apertados no caminhão, eles haviam arranhado e mordido uns aos outros. Além disso, vários tinham parvovírus, um vírus potencialmente fatal que ataca os intestinos e o coração dos caninos.

A carne de cachorro é consumida por muitos séculos na China, onde várias pessoas acreditam que ela tem propriedades medicinais.

A batida, feita em um pedágio no último dia 15 de abril, durou 15 horas. Finalmente, em um ato de desespero, os ativistas usaram seu próprio dinheiro para comprar os cães do motorista.

A polícia, que apareceu no local, alegou que não poderia fazer nada para intervir, já que o caminhoneiro não estava desrespeitando qualquer lei.

Redes Sociais

Os ativistas resolveram agir quando receberam a informação de que um carregamento de cães estava passando por Pequim.

Quando ficou sabendo do caso, o voluntário Wang Qi, que trabalha para a Associação Protetora dos Pequenos Animais da China, publicou a informação por meio de redes sociais para levar mais pessoas a parar o caminhão.

"Mandei a mensagem e então corri para o local. As pessoas começaram a chegar lá uma hora depois. No total, eram quase 300 pessoas", disse Wang à BBC.

Acompanhados de voluntários, alguns animais foram levados a mais de 20 hospitais veterinários, enquanto outros foram levados para recuperação na sede da associação.

Visitas

Informações sobre o resgate se espalharam rapidamente, com centenas de voluntários e amantes dos animais visitando o local nos dias que se seguiram.

Na sede da associação, o correspondente da BBC falou com uma aposentada de 80 anos e sua filha, que apareceram com um carro cheio de ração para cachorro, que doaram à entidade.

"Eu já havia ouvido falar da organização, mas eu nunca estive aqui antes. Pensei em vir e fazer o possível", disse a mulher.

Outras pessoas ficaram comovidas com o drama do resgate e com as más condições de vários dos cães que se recuperavam.

"Eu trouxe um pouco de ração, me sinto muito mal", disse à BBC a chinesa Qi Jing, sem esconder as lágrimas.

De acordo com Bristow, o episódio mostra como um número cada vez maior de chineses agora veem os cães e gatos mais como animais de estimação, e menos como fonte de proteína.

A fundadora da Associação Protetora dos Pequenos Animais, Lu Di - que vive com cerca de cem cães e gatos -, afirma que a lei chinesa não protege apropriadamente os animais de estimação, levando cidadãos comuns a defendê-los por iniciativa própria.

Digital

Grande operadora de celular brasileira pode ter sido alvo de megavazamento de dados

Mais de 500 mil usuários teriam tido os dados expostos por hackers

06/03/2026 18h15

VIVO pode ter tido dados vazados

VIVO pode ter tido dados vazados Reprodução/Twitter

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A VIVO, uma das principais empresas de telecomunicações do Brasil, teria sido alvo de um megavazamento de dados nesta sexta-feira (6). 

De acordo com a companhia Vecert Analyser, uma empresa de cyber segurança internacional, afirmou em suas redes sociais que, pelo menos, 557.892 usuários teriam tido seus dados expostos, como endereço de e-mail, número de telefone e senhas. 

O grupo responsável pelo vazamento dos dados seria o "VFVCT", codinome para "V for Vandetta Cyber Team". 

"O incidente não é um fato isolado, mas parte de uma cadeia de vulnerabilidades críticas", afirmou a Vecert. 

Segundo a empresa, já foram detectadas mais de 26 incidentes distintos ligadas à VIVO desde 2023. As fragilidades na infraestrutura da companhia nacional de telefonia tem sido alvo de grupos hackers e dos chamados 'bots' que tentam explorar e burlar os sistemas de autenticação e dos portais da empresa. 

"A infraestrutura da Vivo Brasil apresenta falhas sistêmicas que são exploradas repetidamente por cibercriminosos. A segurança do usuário permanece em risco até que os múltiplos subdomínios e APIs expostos sejam protegidos", alegou a Vecert Analyser. 

A VIVO não se pronunciou sobre o assunto. 

Antigo 

Em 2021, o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça notificou as quatro grandes operadoras de telefonia no Brasil, a Oi, Vivo, Claro e Tim para que explicassem o vazamento de dados de quase 103 milhões de contas de celular.

O vazamento foi constatado por uma empresa de cibersegurança no dia 10 de fevereiro daquele ano. Informações sensíveis dos consumidores ficaram expostas, como número do RG, CPF, data de nascimento, e-mail, endereço, número do celular e detalhes sobre o valor e o pagamento da fatura. 

Precauções

Para se proteger, é recomendável não responder a e-mails que declarem que seus dados foram expostos ou utilizar sites suspeitos para realizar essa verificação. Esses mecanismos geralmente pedem que o cidadão compartilhe alguns de seus dados pessoais para realizar a suposta verificação e isso pode aumentar a sua exposição.

Além disso, é importante trocar as senhas e demais informações de acesso aos serviços e às plataformas que foram afetados por vazamento de dados. Outra dica é utilizar a autenticação de dois fatores sempre que disponível, além de seguir monitorando a atividade nas contas e nos serviços potencialmente relacionados aos dados vazados.

Se verificar que seus dados foram utilizados de maneira fraudulenta – por exemplo, para abrir uma conta ou para adquirir algum bem –, o usuário deve buscar informações junto aos provedores do serviço, além de reportar a ocorrência à autoridade policial, para viabilizar a apuração e se proteger.

Justiça federal

Tribunal lança Inteligência Artificial para auxiliar juízes e desembargadores em processos

Plataforma LIA 3R será usada em tarefas como pesquisa, entendimento de documentos, processos e redação de minutas da Justiça Federal

06/03/2026 18h00

TRF3 lançou ferramenta de Inteligência Artificial

TRF3 lançou ferramenta de Inteligência Artificial Foto: Divulgação

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O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) lançou a plataforma de Inteligência Artificial (IA) LIA 3R, desenvolvida por magistrados e servidores para auxiliar em tarefas como pesquisa, entendimento de documentos, processos e redação de minutas.

De acordo com o desembargador federal Nino Toldo, membro efetivo da Comissão Permanente de Informática do TRF3, a ferramenta integra tecnologia e prática judicial para tornar o trabalho dos magistrados mais ágil e eficiente, preservando a segurança e a qualidade das informações processuais. 

Ele explica que a ideia de inteligência artificial começou com um projeto que se chamava Sigma, pois há, na Justiça Federal, muitos processos semelhantes.

"A partir de decisões, vamos dizer assim, padronizadas, se constitui um banco de dados e aí foi sendo feito um trabalho de sugestão, o sistema analisava o processo e sugeria para o usuário essa ou aquela minuta de decisão, de despacho para utilizá-la. E depois, com o avanço dos sistemas, dos programas de inteligência artificial, isso foi sendo aprofundado e agora desenvolveu o sistema LIA", explica.

A presidente da Comissão Permanente de Informática do TRF3, desembargadora federal Daldice Santana, ressaltou que a plataforma foi criada para atuar como instrumento de apoio às atividades diárias e não irá substituir os magistrados.

“A palavra ‘apoio’ tem muito sentido, porque a decisão continuará sendo humana. A IA não tem consciência, não tem vontade. A responsabilidade continua sendo institucional, do órgão julgador ou mesmo do magistrado e servidor", ressaltou.

Daldice Santana lembrou que o projeto foi concebido com base em três pilares, sendo ética e governança, autonomia institucional e responsabilidade orçamentária.

“A solução foi estruturada dentro dos limites financeiros estabelecidos. Inovar não significa gastar mais, mas usar melhor os recursos de que dispomos”, enfatizou a magistrada. 

Como funciona 

A LIA 3R estará disponível no Processo Judicial Eletrônico (PJe) apenas para quem realizar o curso de capacitação oferecido pela Secretaria de Tecnologia da Informação (SETI).  

Ela funciona como um chat, guiado por prompts (comandos) padronizados, que orientam o modelo sobre o que fazer e detalham como deve ser a resposta. 

Quando necessário, a plataforma também usará bases de conhecimento RAG, técnica utilizada para ampliar a capacidade de resposta, e integrações que enriquecem a resposta. 

O recurso foi desenvolvido como uma evolução do sistema de centralização dos modelos e ranqueamento com utilização de inteligência artificial e passa por melhorias contínuas de usabilidade, segurança, governança e conteúdos, segundo o TRF3.

A ferramenta usa principalmente banco de dados do PJe, bases de conhecimento com documentos curados e documentos fornecidos pelo usuário na conversa, como textos e anexos.

O nome LIA 3R foi baseado na ideia apresentada pelo servidor Urias Langhi Pellin. Segundo o Tribunal, trata-se de um nome feminino, que personifica a tecnologia como uma aliada no dia a dia, e resgata o antigo laboratório de IA do Poder Judiciário (LIIA-3R), o primeiro do Brasil. 

TRF3 lançou ferramenta de Inteligência ArtificialPlataforma LIA 3R

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