Cidades

CONCURSOS E EMPREGOS

Residência da Sesau oferece bolsas de até R$ 12,6 mil para médicos

A Prefeitura também oferta bolsas de R$ 4 mil para residentes nas áreas de Educação Física (bacharelado), Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Odontologia, Psicologia e Serviço Social

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A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) abriu as inscrições para os programas de "Residência Médica em Medicina da Família e Comunidade" e "Residência Multiprofissional em Saúde da Família". As bolsas ofertadas podem chegar a R$ 12,6 mil para médicos. 

Este montante da residência de Medicina é composto pela bolsa base do Ministério da Educação (MEC-MS),  no valor de R$4.106,09, e complementada pela instituição parceira FIOCRUZ, com um investimento de R$ 8.535,17.

O candidato deverá pagar o valor da taxa de inscrição de R$ 400,00 através do boleto emitido no site, até o dia 22 de janeiro. A duração do curso é de dois anos. Confira mais informações acessando o edital.

Ao todo, são 36 vagas destinadas a médicos e 45 vagas para a residência multiprofissional, destinadas a profissionais formados em Educação Física (bacharelado), Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Odontologia, Psicologia e Serviço Social.

Os 45 residentes destas categorias receberão uma bolsa no valor de R$ 4.106,09, baseado no valor vigente da bolsa do MEC. A taxa de inscrição para estes profissionais é de R$ 250.

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo site da Prefeitura, na área de processos seletivos, onde também estão disponíveis os editais com todas as informações sobre o processo seletivo, cronograma e conteúdo programático. 

Processo seletivo 

O certame prevê reserva de vagas para ações afirmativas, destinadas a candidatos negros, indígenas e pessoas com deficiência, conforme a legislação municipal. 

Na residência multiprofissional, as áreas com maior número de vagas são Enfermagem (25) e Odontologia (8). As demais oportunidades estão distribuídas entre Educação Física (2), Farmácia (4), Fisioterapia (2), Psicologia (2) e Serviço Social (2). 

A seleção será realizada por meio de prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório, marcada para o dia 1º de fevereiro, para ambos os programas. A avaliação contará com 50 questões de múltipla escolha.  

O gabarito preliminar será divulgado até as 17h do dia 2 de fevereiro, com período para interposição de recursos nos dias 2 e 3.

O resultado final está previsto para 4 de fevereiro de 2026 e será publicado no site da Sesau, onde todas as informações oficiais do processo seletivo permanecerão disponíveis. 

Cronograma

Período das inscrições - 23/12/2025 a 21/01/2026
Solicitação de isenção de taxa de inscrição - 23/12/2025 a 02/01/2026
Resultado de isenção de taxa de inscrição - 08/01/2026
Último dia para pagamento da taxa de inscrição - 22/01/2026
Homologação das inscrições - 26/01/2026
Prova Objetiva - 01/02/2026
Divulgação do gabarito oficial preliminar - 02/02/2026
Interposição de recursos às questões da prova - 2 e 03/02/2026
Divulgação do gabarito oficial definitivo - 04/02/2026
Classificação ampla concorrência e ações afirmativas - 06/02/2026
Avaliação de condicionalidades (cotas) - 09/02/2026
Classificação final - 13/02/2026
Matrícula (primeira chamada) - 19 a 20/02/2026
Matrícula (segunda chamada) se houver - 24 a 25/02/2026
Início do programa de Residência - 01 de março de 2026

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Operação Infiltrados

Advogada é presa em quadrilha de policiais traficantes em MS

Jéssica Santos foi alvo de prisão preventiva na Operação Infiltrados, que investiga desvio de drogas apreendidas por policiais; delegado também está entre os presos

24/09/2026 18h01

Inscrição da advogada na Ordem dos Advogados do Brasil

Inscrição da advogada na Ordem dos Advogados do Brasil reprodução site OAB

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A advogada Jéssica Santos é uma das pessoas presas na Operação Infiltrados, desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) nesta quinta-feira (24), em Campo Grande e no interior de Mato Grosso do Sul. Contra Jéssica, apurou o Correio do Estado, pesa um mandado de prisão preventiva por integrar uma quadrilha chefiada por policiais que traficavam as drogas que apreendiam.

No grupo, há até delegado de polícia, caso de Hoffman D’Ávila Cândido Souza, titular da 6ª Delegacia de Campo Grande, mas que ficou mais de cinco anos, de 2019 a fevereiro de 2026, na titularidade da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico de Campo Grande (Denar), divisão policial que, justamente, deveria combater o tráfico de entorpecentes.

A participação de Jéssica não foi detalhada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul. O Correio do Estado apurou, contudo, que ela tem um escritório de advocacia em sociedade com o marido — que não é investigado — e que teria um familiar envolvido com o narcotráfico.

Em uma busca no banco de processos criminais, o Correio do Estado encontrou processos em que Jéssica defende acusados de tráfico presos pela Denar.

Alvo de prisão preventiva, Jéssica está reclusa no Presídio Militar de Campo Grande pelo fato de ser advogada. O cumprimento do mandado de prisão contra ela foi devidamente acompanhado pela Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul (OAB-MS), que deve abrir processo ético-disciplinar contra a suspeita.

Por ter uma filha bebê, a expectativa é que Jéssica ingresse, nas próximas horas, com um pedido de relaxamento da prisão na Justiça.

Policiais traficantes

A Operação Infiltrados, do Gaeco, foi às ruas para cumprir 24 mandados de prisão preventiva nesta quinta-feira (24), dois mandados de prisão temporária e ainda 38 mandados de busca e apreensão nas cidades de Campo Grande, Dourados e Terenos.

A investigação teve início depois de as equipes do Gaeco descobrirem um grande esquema de desvio de droga apreendida, especialmente cocaína, por policiais. As informações chegaram ao conhecimento do Gaeco durante as operações Traquetos e Blindspot.

O desvio das drogas apreendidas ocorria por meio da omissão dos policiais ao realizarem os registros formais das ocorrências de parte da droga efetivamente arrecadada ou até mesmo pela subtração da cocaína do depósito da delegacia.

Os policiais civis, então, repassavam a droga a traficantes que não atuam no serviço público, como eles, dando seguimento ao comércio ilegal.

Entre os presos, há um delegado da Polícia Civil, policiais civis, policiais militares e um policial penal.
 

Trânsito

Sem solução provisória, MS-040 pode ficar até 60 dias sem caminhões

Restrição nos km 205 e 223 já chega ao 20º dia, enquanto concessionária ainda não definiu quando tráfego pesado será liberado

24/09/2026 18h00

Trecho da MS-040

Trecho da MS-040 Reprodução/PMRMS

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A MS-040 pode permanecer por até 60 dias com o tráfego de caminhões e outros veículos pesados restrito nos quilômetros 205 e 223, mas, 20 dias após o início das intervenções nas pontes, ainda não há uma solução provisória nem prazo definido para a retomada do fluxo normal. Em resposta ao Correio do Estado, a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (Agems) informou as alternativas disponíveis para o transporte de cargas, mas não apontou uma data para a liberação do trecho.

As intervenções começaram no início de setembro e impedem a passagem de caminhões e outros veículos pesados pelas duas estruturas. Para os demais veículos, o tráfego permanece em sistema de Pare e Siga. A orientação para o transporte de cargas é utilizar principalmente a BR-267, enquanto outras rotas também são indicadas conforme a origem e o destino.

O problema é que o desvio já mostrou, na prática, as dificuldades provocadas pela retirada dos caminhões da rota original. Na quarta-feira (23), carretas ficaram atoladas em uma estrada de terra no km 172 da MS-040 durante uma interdição. Os veículos teriam sido orientados a seguir pelo desvio e acabaram bloqueando a passagem nos dois sentidos. A Caminhos da Celulose indicou a BR-267 como alternativa para os veículos pesados.

A situação também deixou de ser apenas uma questão de obra. Em 18 de setembro, moradores, produtores rurais e transportadores bloquearam a MS-040 em Santa Rita do Pardo para protestar contra a restrição, que já havia chegado à segunda semana.

Trecho da MS-040

Desde o início das intervenções, a concessionária informou que os serviços nas pontes poderiam durar entre 30 e 60 dias. O prazo, porém, não significa que exista uma data definida para o retorno dos caminhões, já que a previsão está relacionada à duração dos trabalhos de manutenção.

É justamente nesse intervalo que permanece a principal questão: se a obra pode avançar por até dois meses, que medida será adotada para evitar que o transporte de cargas fique submetido durante todo esse período às rotas alternativas?

A cobrança ganhou força nesta semana, quando o deputado estadual Pedro Arlei Caravina levou o caso à Assembleia Legislativa e pediu informações sobre os laudos que fundamentaram a restrição, o cronograma das intervenções e a possibilidade de instalação de uma ponte provisória para liberar os veículos pesados. O parlamentar também relatou ter recebido da concessionária a informação de que uma nova avaliação seria feita no dia 25.

A possibilidade de uma estrutura provisória é especialmente relevante porque permitiria separar duas questões: a necessidade de executar o serviço nas pontes e a necessidade de manter o corredor de cargas funcionando. Até agora, porém, não há confirmação de que uma ponte móvel ou outra alternativa temporária será instalada.

ROTAS

Questionada pelo Correio do Estado sobre a situação, a Agems informou as alternativas disponíveis para os veículos pesados e os procedimentos de acompanhamento da concessão. A agência, no entanto, não apresentou uma data para a normalização do tráfego nos dois pontos.

A cada dia de restrição, caminhões são retirados de um dos principais corredores utilizados entre Campo Grande, Santa Rita do Pardo e a região da divisa com São Paulo, enquanto produtores e transportadores precisam absorver os custos e dificuldades das rotas alternativas.

A própria Agems destaca, desde o início da concessão, que acompanha a execução do contrato e fiscaliza as obras da Rota da Celulose. A concessão reúne 870,3 quilômetros de rodovias e prevê R$ 10,1 bilhões em investimentos.

Na prática, porém, a questão que permanece sem resposta é objetiva.

O Correio do Estado procurou a Caminhos da Celulose para saber quais serão os próximos passos. Até a publicação, não houve resposta.

 

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