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Revitalização do Morenão prevê R$ 16,7 milhões e mira retomada do estádio

Projeto reúne investimentos do Governo de Mato Grosso do Sul, CBF e Federação de Futebol para recuperar a principal praça esportiva do Estado e devolver partidas oficiais ao estádio

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Como noticiado na sexta-feira (3) pelo Correio do Estado, o processo de revitalização do Estádio Universitário Pedro Pedrossian, o Morenão, entrou em uma nova fase com o início da recuperação do gramado.

Agora, novos detalhes revelam a dimensão do projeto, que prevê investimentos de R$ 16,7 milhões para devolver a principal praça esportiva de Mato Grosso do Sul ao calendário do futebol profissional em 2027.

O projeto de revitalização da principal praça esportiva do Estado prevê investimentos de R$ 16,7 milhões em obras estruturais, além de recursos específicos da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para a recuperação completa do gramado e adequações voltadas ao retorno das competições em 2027.

A primeira etapa da recuperação será oficialmente apresentada pela Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS) na próxima segunda-feira (6), durante coletiva de imprensa realizada no próprio estádio.

O cronograma marca o início da substituição integral do gramado, considerada a principal intervenção para permitir que o Morenão volte a receber jogos do Campeonato Sul-Mato-Grossense já na temporada de 2027.

O que será revitalizado

O projeto prevê uma modernização completa da estrutura do Morenão. Entre as intervenções programadas estão a adequação dos acessos, das rotas de fuga e das rampas para atender às normas de segurança e acessibilidade, além do fechamento dos fossos, da instalação de guarda-corpos, corrimãos, barras antiesmagamento e novos portões.

Também fazem parte do pacote de obras a modernização da rede elétrica, a implantação do sistema de prevenção e combate a incêndio, a instalação de novos refletores, a construção de um sistema de irrigação de última geração e a substituição integral do gramado.

As intervenções ainda incluem a reforma da pista de atletismo e melhorias no sistema de drenagem, consideradas essenciais para que o estádio volte a receber partidas oficiais e grandes eventos a partir de 2027.

Gramado terá irrigação moderna

Paralelamente às obras estruturais conduzidas pelo Estado, a FFMS ficará responsável pela recuperação do campo de jogo em parceria com a CBF.

O trabalho prevê a retirada completa do gramado atual, implantação de um moderno sistema de irrigação, instalação de uma nova cobertura vegetal, além da recuperação dos bancos de reservas, dos vestiários e da pista que circunda o campo.

Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

Segundo a Federação, uma empresa especializada em gramados esportivos foi contratada para executar o serviço. A expectativa é que essa fase esteja concluída até o fim deste ano, respeitando o período necessário para enraizamento e adaptação da nova grama.

Projeto será executado em etapas

O plano de recuperação do Morenão foi dividido em três fases. A primeira consistiu na transferência da gestão do estádio da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) para o Governo do Estado, encerrando um impasse administrativo que se arrastava havia aproximadamente uma década.

A segunda etapa corresponde às obras de revitalização atualmente em andamento. Além da recuperação do campo, serão realizadas intervenções estruturais para adequar o estádio às exigências de segurança e acessibilidade.

Já a terceira fase prevê a concessão do Morenão à iniciativa privada. O modelo em estudo admite contratos de longo prazo, podendo chegar a 35 anos, além da exploração comercial por meio da venda dos naming rights, estratégia adotada por diversas arenas brasileiras para ampliar receitas e garantir manutenção permanente do equipamento público.

Futebol profissional volta em 2027

A meta da Federação é concluir todas as intervenções necessárias para que o Morenão receba novamente partidas oficiais a partir de janeiro de 2027.

A intenção é que o estádio seja palco da abertura do Campeonato Sul-Mato-Grossense da Série A, marcando o retorno do principal palco esportivo do Estado ao calendário do futebol profissional.

Além dos jogos, o projeto também prevê a retomada da realização de grandes eventos e shows no estádio.

Para isso, deverão ser adotados protocolos específicos de proteção ao gramado, permitindo a utilização multifuncional da arena sem comprometer as condições técnicas do campo para as competições esportivas.

O Morenão não recebe uma partida oficial do Campeonato Sul-Mato-Grossense desde 2022. Desde então, problemas estruturais e a falta de investimentos impediram a utilização do estádio, considerado um dos maiores símbolos do esporte em Mato Grosso do Sul.

Com a injeção de recursos públicos e privados e o início efetivo das obras, a expectativa das autoridades esportivas é devolver ao Estado uma arena apta a sediar competições estaduais, nacionais e grandes eventos culturais.

habeas corpus

Justiça rejeita liberdade para 'família Marcola' por esquema de 'fechamento' com Deolane

Os cinco integrantes da família Herbas Camacho são réus por lavagem de dinheiro e organização criminosa na mesma investigação que prendeu a influenciadora

13/07/2026 21h00

Deolane Bezerra foi presa na Operação Vérnix

Deolane Bezerra foi presa na Operação Vérnix Foto: Reprodução/Instagram

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A 16ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo negou os pedidos de habeas corpus apresentados pela defesa de Marco Willians Herbas Camacho, o 'Marcola Narigudo', apontado como líder máximo do Primeiro Comando da Capital (PCC), de seu irmão, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, e de seus sobrinhos Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho.

Os cinco integrantes da família Herbas Camacho são réus por lavagem de dinheiro e organização criminosa na mesma investigação que prendeu a influenciadora Deolane Bezerra Santos, suspeita de fazer o "fechamento" financeiro do esquema, segundo o Ministério Público de São Paulo. Deolane foi presa no dia 21 de maio sob suspeita de lavar parte da fortuna do PCC.

A defesa de Marcola, de seu irmão e de seus sobrinhos, conduzida pelo criminalista Bruno Ferullo Rita, informou que "recorrerá às instâncias superiores para reformar a decisão que manteve as prisões preventivas" (leia a íntegra abaixo).

Alvos da Operação Vérnix, investigação deflagrada em maio passado sobre o uso de uma transportadora de valores de fachada em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, para movimentar e ocultar parte da fortuna do PCC, Marcola e Alejandro já estavam presos no sistema penitenciário federal antes mesmo do estouro da Operação Vérnix - o chefe da facção está recolhido há quase três décadas. Já os sobrinhos são considerados foragidos: Paloma estaria na Espanha e Leonardo, na Bolívia, segundo os investigadores.

A relatora dos habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargadora Renata William Rached Catelli, afirmou, ao rejeitar o pedido de Marcola ‘Narigudo’, que ele exerce a "liderança máxima em uma sofisticada organização criminosa, sendo certo que, mesmo recolhido ao sistema penitenciário federal, em tese exercia controle patrimonial e decisório sobre a empresa instrumentalizada para a lavagem de capitais, determinando aquisição de bens, divisão de lucros e execução de operações financeiras ilícitas, valendo-se, para tanto, da interposição de terceiros".

"Se nem mesmo o recolhimento anterior foi capaz de obstar a continuidade delitiva, mostra-se legítima e necessária a decretação de nova prisão preventiva, inclusive como forma de reforçar os mecanismos de contenção e interromper a atuação criminosa em curso, não se tratando de medida redundante ou materialmente vazia, mas sim funcionalmente necessária à contenção do risco atual, restando hígido, sob esse aspecto, o requisito da necessidade que ampara o decreto prisional hostilizado", pontua a magistrada.

Renata Catelli também rejeitou o argumento da defesa de Marcola de que a prisão estaria baseada em fatos antigos. Segundo ela, embora a decisão de primeira instância mencione fatos novos relacionados a outros investigados, a prisão preventiva do líder do PCC se sustenta em elementos específicos e individualizados, que apontam para uma atuação continuada no suposto esquema criminoso.

Veja o que diz a defesa da família Herbas Camacho

"Bruno Ferullo Rita, advogado de Marco Willians Herbas Camacho, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, vem a público se manifestar acerca da decisão proferida pela 16ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que na data de ontem denegou a ordem nos habeas corpus impetrados em favor de seus constituintes.

A defesa respeita a decisão do Tribunal, mas dela diverge sob o ponto de vista jurídico. Permanece o entendimento de que os decretos de prisão preventiva não atendem aos requisitos previstos no art. 312 do Código de Processo Penal, especialmente quanto à contemporaneidade exigida pelo § 2º do referido dispositivo, uma vez que os fatos centrais considerados para a decretação das prisões remontam aos anos de 2019 e 2022, sem a demonstração individualizada de fatos novos e atuais capazes de justificar a manutenção da custódia cautelar de cada um dos investigados.

Cumpre esclarecer que os habeas corpus julgados discutiam exclusivamente a legalidade das prisões preventivas, não tendo havido qualquer análise sobre o mérito das acusações formuladas, que seguem sendo discutidas nos autos principais. A defesa recorrerá às instâncias superiores para reformar a decisão que manteve as prisões preventivas, sem prejuízo de todas as medidas cabíveis quanto ao mérito da ação penal."

Ocupações

MPMS apura ocupações às margens da MS-141 por riscos à segurança viária

Investigação busca identificar invasões na faixa de domínio da rodovia entre Ivinhema e Angélica, avaliar impactos ambientais e cobrar providências dos órgãos responsáveis

13/07/2026 18h29

Moradia improvisada instalada às margens da MS-141, em Mato Grosso do Sul.

Moradia improvisada instalada às margens da MS-141, em Mato Grosso do Sul. Foto: Divulgação MPMS

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As ocupações irregulares às margens da rodovia estadual MS-141, no trecho entre os municípios de Ivinhema e Angélica, passaram a ser alvo de investigação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

O caso integra a pauta de julgamento do Conselho Superior da instituição e tem como objetivo verificar a extensão das ocupações, a legalidade das construções, os impactos ao meio ambiente e os riscos à segurança viária, além de definir as responsabilidades dos órgãos públicos competentes pela fiscalização e eventual remoção das irregularidades. 

A apuração foi instaurada pela 2ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente de Ivinhema por meio de inquérito civil que busca reunir informações técnicas sobre a situação existente no quilômetro 81 da MS-141.

O procedimento pretende esclarecer se há ocupações humanas em desacordo com a legislação, bem como identificar os possíveis danos provocados à faixa de domínio da rodovia e às áreas ambientalmente protegidas. 

Além da análise urbanística e ambiental, o Ministério Público também pretende avaliar se as construções representam risco para motoristas e moradores.

Edificações erguidas próximas à pista podem comprometer a visibilidade, dificultar futuras obras de ampliação da rodovia e aumentar o risco de acidentes, especialmente em um trecho utilizado diariamente para o escoamento da produção agrícola da região. 

Caso sejam constatadas irregularidades, o procedimento poderá resultar na celebração de termos de ajustamento de conduta, recomendações aos órgãos públicos ou até mesmo no ajuizamento de ação civil pública para garantir a desocupação das áreas e a recuperação ambiental, quando necessária.

A investigação também deverá apontar quais instituições têm competência para atuar na regularização da situação e na adoção das medidas cabíveis. 

Rodovia estratégica

A MS-141 é uma das principais ligações do Vale do Ivinhema e desempenha papel estratégico para o transporte da produção agropecuária e industrial da região.

O trecho entre Ivinhema e Angélica recebe intenso fluxo de caminhões, máquinas agrícolas e veículos de passeio, tornando a preservação da faixa de domínio e das condições de segurança um fator essencial para reduzir o risco de acidentes e garantir a mobilidade.

Nos últimos anos, o crescimento urbano e rural em municípios da região aumentou a pressão sobre áreas próximas às rodovias estaduais.

Em diversos casos, construções irregulares e ocupações em locais inadequados acabam dificultando ações de manutenção, ampliando riscos aos usuários e gerando impactos ambientais que podem exigir intervenção do poder público.

A inclusão do procedimento na pauta do Conselho Superior do MPMS representa mais uma etapa da investigação, que continuará reunindo informações técnicas antes da definição das medidas administrativas ou judiciais eventualmente necessárias.

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