Cidades

CASO VANESSA RICARTE

Riedel discute medidas mais eficazes no combate à violência contra mulher

Reunião ocorre após o feminicídio da jornalista Vanessa Ricarte, de 42 anos, assassinada a facadas pelo noivo

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Governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), se reuniu com o alto escalão de sua gestão para discutir medidas mais eficazes no combate à violência contra mulher, na noite deste domingo (16), na sede da Governadoria, localizada no Parque dos Poderes, em Campo Grande.

A reunião ocorre após o feminicídio da jornalista Vanessa Ricarte, de 42 anos, assassinada a facadas pelo noivo, na tarde desta quarta-feira (12), no bairro São Francisco, em Campo Grande.

Jornalista Vanessa Ricarte, de 42 Anos, assassinada pelo noivo. Foto: Instagram

Horas antes de morrer, Vanessa solicitou medida protetiva contra o autor na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM). Em seguida, voltou para casa e foi morta com golpes de faca.

De acordo com o Ministério das Mulheres, o percurso de Vanessa até sua casa não poderia ter ocorrido sem a escolta da Patrulha Maria da Penha, segundo o protocolo de avaliação de risco para mulheres em situação de violência e que orienta o atendimento na Casa da Mulher Brasileira.

O feminicídio escancara uma série de falhas do poder público de Mato Grosso do Sul no enfrentamento da violência contra mulher, mostrando que medidas precisam ser tomadas e o modelo de atendimento à mulher vítima de violência precisa ser reformulado.

Na reunião, foram discutidos como será o trabalho integrado para fortalecer a rede de proteção à mulher vítima de violência e mudar a estrutura do modelo atual. Po enquanto, soluções ainda não foram apresentadas, mas serão divulgadas nos próximos dias.

O objetivo da reunião é apresentar soluções mais eficazes no combate à violência, fortalecer a rede de proteção e apoio à mulher e reestruturar o atual modelo que presta atendimento às mulheres.

Participaram da reunião

  • Secretário de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira
  • Secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, Patrícia Cozzolino
  • Secretária de Cidadania, Viviane Luiza
  • Secretário de Governo e Gestão Estratégica, Rodrigo Perez
  • Subsecretária de Políticas Públicas para Mulheres, Manuela Bailosa
  • Delegado-geral a Polícia Civil, Lupérsio Degerone
  • Presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, desembargador Dorival Renato Pavan
  • Líder da campanha #TodasPorElas, desembargadora Jaceguara Dantas Da Silva
  • Procurador-geral de Justiça, Romão Avilla Milhan Junior

De acordo com o governador, o atual modelo que tem se mostrado falho, pois, feminicídios e tentativas de feminicídio continuam ocorrendo.

‘Se o modelo posto não tem gerado o resultado esperado, a gente tem que mudar o modelo. A gente não tem tido o êxito necessário, pois os casos [de feminicídio e tentativa de feminicídio] continuam acontecendo. Essa é minha angustia e demanda para que todos se mobilizem em torno de ações concretas, que gerem resultado e barre esse tipo de ação com a frequência que tem tido dentro de Mato Grosso do Sul. Importante registrar que as instituições estão mobilizadas, e esse é o primeiro passo, todos convergentes em uma mesma ação para que consigamos em um curto prazo fazer diferente”, ressaltou o governador.

O ASSASSINATO

Jornalista, Vanessa Ricarte, de 42 anos morreu esfaqueada pelo noivo, Caio Nascimento, de 47 anos, em 12 de fevereiro de 2025, no Jardim São Bento, em Campo Grande.

Ela foi socorrida e encaminhada ao Hospital Santa Casa, passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu. A morte foi confirmada por amigos em um grupo de jornalistas do WhatsApp às 23h55min de quarta-feira (12).

Caio está preso na DEAM.

Eles namoravam há 4 meses e moravam juntos. Ele tem passagens pela polícia por roubo, tentativa de suicídio, ameaça e violência doméstica contra a mãe, irmã e outras namoradas.

A jornalista morreu quatro dias antes de seu aniversário. Ela era assessora de imprensa do Ministério Público do Trabalho (MPT) e se formou em jornalismo pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

PRISÃO

Filha de chefe da regulação estadual é presa em operação do Gaeco

Esposa e filha de dono da Gráfica Alvorada também estão entre prisões realizadas nesta manhã

07/07/2026 12h30

Equipes do Gaeco cumpriram mandados de prisão e busca em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Goiás durante a Operação Gutenberg

Equipes do Gaeco cumpriram mandados de prisão e busca em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Goiás durante a Operação Gutenberg Paulo Ribas

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A filha de Ed Carlos Britto Burgatt, coordenador estadual de Regulação Assistencial da Secretaria de Estado de Saúde (SES), foi presa na manhã desta terça-feira (7) durante a Operação Gutenberg, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).

Jéssica Burgatt foi encaminhada ao Segundo Distrito Policial, em Campo Grande, após o cumprimento do mandado de prisão preventiva. Além dela, também foram presas Olívia Jafar, ligada à Gráfica Alvorada, e Rossana Jafar, mãe de Olívia. Esta última foi detida durante a operação, enquanto Olívia foi presa na Rua Ricardo Brandão, na Capital, nas primeiras horas desta terça-feira.

A operação investiga uma organização criminosa suspeita de fraudar contratos públicos para aquisição de livros paradidáticos e de utilizar a influência de servidores da área da saúde para obter vantagens financeiras.

Entre os principais alvos está Ed Carlos Britto Burgatt, que atua como coordenador estadual de Regulação Assistencial da SES. Equipes do Gaeco cumpriram mandados de busca e apreensão no Complexo Regulador Estadual (Core), com apoio do Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

Ao todo, a Operação Gutenberg cumpre 16 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, além de São Paulo (SP) e Abadiânia (GO).

Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), a organização criminosa utilizava a influência de servidores públicos da saúde para condicionar a autorização de exames, cirurgias e vagas em hospitais da rede estadual à aquisição de livros comercializados pelo grupo investigado.

As investigações apontam ainda que os envolvidos fraudavam procedimentos de contratação direta, dispensando licitação para direcionar a compra de livros paradidáticos por órgãos públicos.

Conforme o MPMS, o grupo recebeu mais de R$ 27 milhões dos cofres públicos. Os recursos, segundo a investigação, eram distribuídos entre servidores públicos e pessoas físicas e jurídicas, com o objetivo de ocultar e dissimular a origem ilícita do dinheiro.

Além de Ed Carlos Britto Burgatt, outro alvo da operação é o ex-prefeito de Fátima do Sul e atual chefe de gabinete do deputado estadual Jamilson Name, Junior Vasconcelos, que também teve mandado expedido no âmbito da investigação.

polícia investiga

Bebê de 9 meses é internada após ingerir maconha e mãe é presa

Menina foi encaminhada ao hospital pela própria mãe, apresentando quadro de intoxicação, e segue internada

07/07/2026 11h29

Criança foi internada no Hospital Regional de Coxim, para observação

Criança foi internada no Hospital Regional de Coxim, para observação Foto: Divulgação

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Uma bebê de 9 meses foi internada após ingerir um pedaço de maconha e apresentar quadro de intoxicação, nessa segunda-feira (6), em Coxim. A mãe foi presa.

De acordo com informações do site Coxim Agora, a própria mãe levou a bebê até o pronto-socorro do Hospital Regional de Coxim, cerca de três horas após ela ter mastigado um cigarro de maconha e ingerido a droga em casa.

A mãe relatou aos médicos que a menina apresentava sonolência excessiva.

A equipe médica realizou lavagem gástrica na criança, utilizando sonda, com saída da droga contendo grumos.

No momento da avaliação, a criança estava estável, mas permaneceu em observação na sala vermelha. A equipe médica orientou que casos de intoxicação do tipo podem ter como efeitos hipertermia, convulsões, broncoespasmos e alteração do nível de consciência.

O caso foi discutido com o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) e, por precaução, foi determinada a internação da bebê na ala pediatria, com permanência mínima de 12 horas em observação e previsão de alta apenas após 48 horas, caso não apresente sinais de agravamento.

A Polícia Civil foi informada sobre o caso, compareceu ao local e realizou a prisão da mãe da criança. 

As circunstâncias do caso serão investigadas e a Polícia Civil também busca esclarecer como a bebê teve acesso a droga, além de verificar eventual responsabilidade de outras pessoas envolvidas.

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