Cidades

FIM DO CONFLITO

Riedel e Adriane sofrerão multa milionária se atrasarem repasses à Santa Casa

Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e Executivo de Campo Grande podem ser multados juntos em até R$12 milhões totais em caso de descumprimento do acordo

Continue lendo...

Durante a manhã desta terça-feira (30), em reunião na sede da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), o Procurador-Geral de Justiça, Romão Ávila Milhan Junior, esclareceu que tanto o Estado quanto Prefeitura sofrerão uma multa milionária caso descumpram os cronogramas de repasses que tentam solucionar a crise financeira e paralisação dos serviços da Santa Casa de Campo Grande.

Ainda no fim da noite de ontem (29), a prefeita Adriane Lopes usou as redes sociais para anunciar o resultado do acordo firmado no Centro de Autocomposição de Conflitos e Segurança Jurídica (Compor), com o intuito de garantir o pagamento do 13° para os trabalhadores do hospital. 

Conforme destacado na manhã de hoje (30) pelo Procurador-Geral de Justiça, Romão Ávila, o Hospital Santa Casa e seus atendimentos são de suma importância para a população. 

"Se não fosse o Ministério Público, as atividades seriam paralisadas. Se o acordo se arrastasse para precatórios, os pagamentos levariam décadas para serem feitos", afirmou Romão. 

Esse acordo estabeleceu justamente um cronograma de repasses, que tanto a Prefeitura quanto o Executivo Estadual, atualmente representados por Adriane Lopes e Eduardo Riedel - ambos do Partido Progressistas (PP)-, estarão sujeitos a multa em caso de descumprimento. 

Além do Procurador-Geral, a reunião desta terça (30) contou com a presença da coordenadora do Grupo de Atenção Especial à Saúde do MPMS, Daniela Cristina Guiotti; e do promotor de justiça Paulo Ishikawa. 

Aqui, cabe esclarecer que, o acordo de ontem (29) teve cunho paliativo, já que desde novembro foram realizadas sete reuniões com os representantes, sempre com intuito de resolver o problema e retomar os atendimentos de politraumatismo que seriam suspensos por completo, caso não houvesse acordo. 

Segundo Romão, há uma ação civil pública ajuizada pelo doutor Marcos Dias, relacionada à repactuação desse contrato com o município e Estado, em que uma decisão liminar estabelece a apresentação de um plano de açlão até 05 de março, sob pena de multa. 

Segundo o Procurador-Geral de Justiça, Romão Ávila Milhan Junior, a multa fica estabelecida em seis milhões de reais (R$6 mi) para cada um, caso o plano não seja apresentado dentro do prazo previsto. 

Relembre

Essa paralisação dos trabalhadores que acabou afetando o funcionamento da Santa Casa de Campo Grande, como bem acompanha o Correio do Estado, começou antes mesmo do Natal, em 22 de dezembro, quando a presidente da Santa Casa, Alir Terra Lima, e o responsável pelo Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul (SIEMS), Lázaro Santana, reuniram a imprensa  na manhã do dia 22 para tratar das manifestações de trabalhadores que se acumulavam em protesto na frente da unidade. 

Conforme repassado por Alir - e como bem abordado pelo Correio do Estado -, a paralisação inicialmente chegou a afetar 30% dos atendimentos/serviços, ou seja, com cerca de 70% do andamento da Santa Casa funcionando por tempo indeterminado ou até o pagamento integral do décimo terceiro.

Já na manhã do dia 23, os trabalhadores "engrossaram" a paralisação na Santa Casa com "efetivo de 50% na paralisação e 50% trabalhando nos setores" que, em outras palavras, representa uma manifestação que começou envolvendo 1,2 mil funcionários e terminou mobilizando dois dos quatro mil trabalhadores em busca de 13°.

Valores e cronograma

Conforme repassado hoje (30), os aproximadamente R$54,1 milhões servirão para garantir a continuidade dos serviços pelos próximos quatro meses, período no qual será rediscutido o contrato entre Santa Casa, Município, Estado e União.

As contribuições foram estabelecidas da seguintes forma: 

  • R$23 milhões - Governo do Estado 
  • R$15,1 milhões - Executivo Municipal
  • R$16 milhões - Bancada Federal

Para o pagamento do décimo terceiro em atraso, há o repasse de R$9 milhões, que deve ser feito aos celetistas até o dia 10 de janeiro por parte do Governo do Estado.

Cabe esclarecer que, dos mais de 15 milhões por parte do município, R$5,2 mi são referentes a um acordo anterior com o MP, enquanto aproximadamente R$9,9 milhões correspondem ao valor de dano moral coletivo, que havia sido destinado anteriormente para outra finalidade, revertido para a Santa Casa através de termo de acordo. 

Além disso, os 16 milhões de reais por parte da bancada federal são compostos por: R$5 mi em emendas de bancada, com R$11 milhões de repasses individuais vindos de oito deputados e três senadores. 

Esses valores devem ser administrados conforme a demanda da Santa Casa, voltados exclusivamente para pagamentos de profissionais, não podendo ser empregados, por exemplo, na compra de insumos e medicamentos. 

Os repasses a serem feitos devem ser cumpridos nas seguintes datas: 

  1. Janeiro - R$24 milhões 
  2. Fevereiro - R$16 milhões
  3. Março - R$16 milhões
  4. Abril - R$4,8 milhões 

Com isso, a expectativa entre as partes é que a repactuação do contrato dê fim à ação civil pública até o fim de março, com o intuito de eliminar o déficit mensal da Santa Casa, que chega a R$ 12 milhões ao mês segundo a instituição, e garantir a sustentabilidade dos serviços. 

Assine o Correio do Estado

supersalários

Em meio a polêmicas, Tribunal de MS paga R$ 281 mil a desembargador

Valor é relativo a janeiro e não é caso isolado. Desembargadora alçada ao CNJ recebeu mais de R$ 187 mil

19/02/2026 11h51

Dados do CNJ revelam que os magistrados estaduais de MS tiveram média salarial de R$ 151,2 mil em 2024

Dados do CNJ revelam que os magistrados estaduais de MS tiveram média salarial de R$ 151,2 mil em 2024

Continue Lendo...

Em decisão divulgada nesta quinta-feira (19) o ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), proibiu a aplicação ou a edição de novas leis que permitam o pagamento de salários ou de verbas indenizatórias acima do teto constitucional —os chamados penduricalhos, suspensos por ele em 5 de fevereiro. 

As decisões dele tendem a ter impacto significativo nos supersalários pagos pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Conforme dados públicos, do site da transparência, um único magistrado recebeu R$ 281.230,88 no começo de fevereiro, praticamente na mesma data em que o ministro emitiu a liminar prometendo colocar um freio nos supersalários nos órgãos públicos.

Em sua decisão, ele vetou o pagamento de penduricalhos que não estejam previstos em lei de alcance nacional. Boa parte das vantagens extra-teto pagas a magistrados de Mato Grosso do Sul estão previstas em leis estaduais, que agora estão sendo consideradas inválidas pelo ministro. 

Temendo que penduricalhos sem previsão legal sejam aprovados no afogadilho, Dino disse nesta quinta-feira ter feito uma "reflexão complementar" à liminar inicial e que é preciso "evitar inovações fáticas ou jurídicas", pois isso poderia "embaraçar" deliberações que cabem exclusivamente ao STF, "detentor da prerrogativa de fixar a última palavra em interpretação da Constituição".

Conforme o site da transparência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, o desembargador Jonas Hass, primeiro colocado no ranking mensal dos supersalários pagos em janeiro, recebeu mais de R$ 280 mil em janeiro. 

Deste montante, R$ 47,5 mil são relativos ao salário-base. Porém, sua conta bancária engordou por conta de R$ 188,3 mil pagos a título de vantagens eventuais; R$ 30 mil identificados apenas como indenizações e outros R$ 15,2 mil descritos como  vantagens pessoais. 

O teto do funcionalismo público é de R$ 46,3 mil. Então, se não houvesse os tradicionais dribles, a maior parcela deste valor teria sido bloqueda. Porém, somente R$ 12,8 mil foram retidos por conta disso. 

Além disso, ele pagou R$ 6,5 mil à Previdência e R$ 15,6 mil de Imposto de Renda. Ou seja, depois dos descontos, ainda sobraram mais de R$ 246 mil, conforme os dados publicados pelo Tribunal de Justiça.

Embora em janeiro tenha sido o campeão em rendimentos, ele está longe de ser um caso isolado de salário bem superior ao teto constitucional. Logo depois dele aparece o nome do desembargador Carlos Eduardo Contar, que ganhou notoriedade nacional ao hastear a bandeira da monarquia quando assumiu a presidência do Tribunal de Justiça, em setembro de 2021. (A folha de pagamento do Tribunal de Justiça é dividida em seis tabelas diferentes e boa parcela dos servidores aparece em mais de uma delas. Para chegar ao valor total é necessário somar todas elas). 

Seu rendimento bruto somou R$ 232 mil. Os descontos, porém, foram um pouco menores que os do primeiro colocado. Somando previdência, imposto de renda e valor acima do teto, foram descontados pouco mais de R$ 28,3 mil. Sendo assim, sobraram ainda mais de R$ 200 mil.

Em tese, os exageros nos salários do Poder Judiciário deveriam estar sendo controlados pelo Conselho Nacional de Justiça, já que ele foi criado para exercer o controle administrativo, financeiro e disciplinar do Poder Judiciário. Porém, não é isso que está acontecendo.

E, a tendência é de que tão cedo não desempenhe esse papel. A representante de Mato Grosso do Sul que no começo de fevereiro tomou posse no Conselho, Jaceguara Dantas,  chegou dando sinais de que os supersalários não estão entre suas principais preocupações. 

Praticamente no mesmo dia da posse, 3 de fevereiro, recebia seu contra-cheque relativo ao mês anterior com exatos R$ 187.843,34. Além disso, recebeu mais R$ 3.487,13 em diárias, possivelmente por conta de preparativos para o cargo que ocuparia.

O salário-base da agora conselheira foi de "apenas" R$ 41,8 mil. Mas, as vantagens eventuais e pessoais lhe garantir mais de R$ 115 mil. Além disso, recebeu R$ 30 mil a título de indenização. Por conta do teto salarial imposto pela legislação, ela sofreu um desconto de R$  11.908,77. 

Conforme dados do Conselho Nacional de Justiça, em 2024, os magistrados estaduais de Mato Grosso do Sul custaram R$ 151,2 mil mensais, ficando em segundo lugar no ranking nacional dos tribunais estaduais. 

E, apesar da crise financeira e da determinação do governador Eduardo Riede para o corte de gastos até o fim de 2026, o Tribunal de Justiça acrescentou R$ 100 milhões em suas previsões de gastos para este ano. O TJ elevou seu orçamento de  R$ 1.364.912.200,00, em 2025, para R$ 1.464.780.100,00, o que equivale a um acréscimo de 7,3%.

REFORÇO

Na decisão divulgada nesta quinta-feira, o ministro Flávio Dino lembrou que segue correndo o prazo de 60 dias para que os órgãos da administração pública, de todos os níveis da federação, publiquem as verbas remuneratórias e indenizatórias que despendem, com a indicação específica das leis que as fundamentam.

Dino também mencionou a emenda constitucional de 2024, que prevê que apenas verbas indenizatórias previstas em lei de caráter nacional estejam fora do teto. Segundo o ministro, mais de um ano depois da promulgação da emenda, a regulamentação ainda não foi feita pelo Congresso.

"Caberá exclusivamente ao STF examinar a fixação de regime transitório, caso o Congresso Nacional não cumpra o seu dever de legislar e mantenha a omissão institucional. Renova-se o já formulado apelo ao legislador", escreveu.

O ministro lembrou que o presidente da Câmara, Hugo Motta, já se pronunciou sinalizando disposição para editar a lei. "Com a mesma coerência de quem defende a reforma administrativa, nós estamos aqui para dizer que a decisão do ministro Dino foi feliz; que nós vamos fazer essa discussão e esse debate, porque é isso que a sociedade nos cobra", disse o parlamentar, em trecho transcrito por Dino.
 

BAZAR SOLIDÁRIO

Outlet da AACC-MS tem Iphones novos a partir de R$ 810 parcelado em 10x

Celulares estão lacrados e são oriundos de apreensões da Receita Federal cedidas para a instituição

19/02/2026 11h10

Fila em bazar da ACC-MS

Fila em bazar da ACC-MS MARCELO VICTOR

Continue Lendo...

Associação dos Amigos das Crianças com Câncer (AACC/MS) realiza outlet de celulares e itens de decoração com preços especiais.

Os celulares à venda são iPhone, Realme e Xiaomi, novos e lacrados, com preços a partir de R$ 810, podendo parcelar em até 10 vezes sem juros no cartão de crédito.

Não foram divulgados quais são os modelos e quantas unidades estarão disponíveis. Os aparelhos são oriundos de apreensões da Receita Federal cedidas para a instituição.

As formas de pagamento são PIX, dinheiro, cartões de débito e crédito, com parcelamento para compras a partir de R$ 100.

O evento também oferece descontos de 20% em todas as peças do Bazar fixo da AACC/MS, como roupas, calçados, brinquedos, itens de casa, semijoias e itens variados, todos de qualidade e marcas reconhecidas.

Além de economizar, quem compra no bazar contribui diretamente para o atendimento prestado a crianças e adolescentes em combate ao câncer.

O outlet solidário será realizado nos dias 4 e 5 de março de 2026, das 8h às 17h, na sede da AACC/MS, localizada na avenida Ernesto Geisel, número 3475, bairro Orpheu Baís, em Campo Grande.

O objetivo é arrecadar dinheiro para manter os custos mensais básicos da Casa de Apoio, como água, luz, combustível, telefone, alimentação, material de limpeza e higiene pessoal, assistência aos beneficiários e cobertura de exames e medicamentos não disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os custos mensais giram em torno de R$ 400 mil.

AACC-MS

A Associação dos Amigos das Crianças com Câncer (AACC/MS) foi fundada em 29 de março de 1998 com a missão de cuidar, amparar e auxiliar crianças e adolescentes com câncer em Mato Grosso do Sul.

Está localizada na avenida Ernesto Geisel, número 3475, bairro Orpheu Baís, em Campo Grande.

A Casa de Apoio oferece:

  • Acolhida e hospedagem à criança e adolescente com câncer e 1 acompanhante do sexo feminino
  • Distribuição de cestas básica e cestas sociais às famílias
  • Transporte
  • Atendimentos Multiprofissionais
  • Serviço Social
  • Atividades lúdico-pedagógicas
  • Salão de Beleza

De acordo com a instituição, em 2025, 323 crianças foram atendidas, 17.910 atendimentos multiprofissionais foram realizados, 6.346 pessoas foram hospedadas, 31.676 refeições foram servidas e 1.525 cestas básicas foram entregues.

 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).