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Seca

Rio Aquidauana atinge nível crítico e entra em estado de estiagem; veja mapa

Conforme levantamento do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), cenário foi impactado pela falta de chuvas na região

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Após cenário de falta de chuvas, o Rio Aquidauana atingiu nível crítico e entrou em estado de estiagem. A situação foi anunciada no boletim diário da Sala de Situação, publicado nesta segunda-feira (17).

Conforme a publicação, realizada pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), a região do Rio Aquidauana não registrou nenhuma chuva nas últimas 48 horas. Nos últimos sete dias, foram registrados apenas 12 milímetros de precipitação na estação monitorada.

Vale destacar que os levantamentos da Sala de Situação monitoram 13 estações em nove rios diferentes: Aquidauana, Piquiri, Cuiabá, Paraguai, Miranda, Taquari, Pardo, Aporé e Dourados.

No caso da publicação desta segunda, o boletim analisou o período entre os dias 15 e 17 de fevereiro. Veja o mapa:

Estações de monitoramento do Imasul. (Reprodução, Imasul)

Chuvas abaixo da média

Os números registrados pelas estações mostraram volumes abaixo da média histórica esperada para o mês de fevereiro.

A publicação também indicou que, além do Rio Aquidauana, outras áreas também não receberam chuvas significativas, o que abaixou a média acumulada no mês.

Os níveis dos rios são monitorados diariamente e classificados em quatro cotas de referência: estiagem, normal, alerta e emergência. O Rio Taquari, se manteve dentro da faixa de alerta, registrando índice acima da cota com permanência de 5%.

Em Coxim, na estação do Rio Taquari, o monitoramento registrou 93,8 milímetros na última semana, de um total de 170 milímetros previstos como média histórica para o mês.

Análise de nível dos rios de MS entre 15, 16 e 17 de fevereiro. (Reprodução, Imasul)

Previsão do Tempo

Para os próximos dias, conforme o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec), as altas temperaturas devem continuar nos termômetros.

Os meteorologistas preveem máximas entre 36 e 39°C com baixa umidade relativa do ar
(entre 20-40%) no estado.

Para as regiões sul, leste e sudeste de Mato Grosso do Sul, são previstas temperaturas mínimas entre 23 e 25°C e máximas entre 34 e 38°C.

Nas regiões sudoeste e pantaneira, são esperadas mínimas entre 23 e 27°C e máximas entre 36 e 39°C. Já nas regiões do bolsão e norte, são aguardadas mínimas entre 22 e 25°C e máximas entre 32 e 36°C.

Em Campo Grande, as mínimas ficarão entre 21 e 23°C e máximas entre 32 e 34°C. 

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Memória

Morre em Campo Grande, aos 83 anos, o jornalista João Naves de Oliveira

Jornalista, que já trabalhou no Correio do Estado, O Globo e Estadão morreu em casa, neste domingo (22)

22/03/2026 19h08

Jornalista João Naves de Oliveira

Jornalista João Naves de Oliveira Arquivo

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Morreu neste domingo (22), em Campo Grande, aos 83 anos, o jornalista João Naves de Oliveira. Ao longo de sua carreira, Naves ocupou cargos como de editor no Correio do Estado, e de correspondente em jornais como O Globo e O Estado de S.Paulo. 

Naves, como era conhecido nas redações, morreu em casa. Ele enfrentava há vários anos problemas de saúde. João Naves era viúvo da jornalista Denise Abraham, que faleceu aos 55 anos, em 2012. Naves deixa a filha Yolanda.

O jornalista mudou-se de São Paulo para Campo Grande na década de 1980 para trabalhar no jornal Correio do Estado. Desde então foi, também, correspondente do jornal O Globo em Mato Grosso do Sul, tendo participado de vários pools de reportagens, como a ocupação dos kadiwéus que fez cinco pessoas reféns, entre autoridades da Funai, jornalistas e arrendatário de terra em Bodoquena. 

Já no período que antecedeu sua aposentadoria, foi assessor de imprensa do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e também correspondente do jornal O Estado de S.Paulo.

MEIO AMBIENTE

Lula cita "ajuda inestimável" de Riedel e Adriane para realização da COP15 em MS

Presidente disse que Campo Grande ser sede é uma "escolha estratégica", por ser ponta de entrada do Pantanal, a maior planície alagável do mundo

22/03/2026 19h03

Lula e Riedel se cumprimentam durante sessão da COP15; Adriane Lopes ficou na 2ª fileira de autoridades durante discursos

Lula e Riedel se cumprimentam durante sessão da COP15; Adriane Lopes ficou na 2ª fileira de autoridades durante discursos Foto: Marcelo Victor/Correio do Estado

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou o apoio do governador Eduardo Riedel (PP) e da prefeita Adriane Lopes (PP) para que a 15ª Reunião da Conferência das Partes (COP15) sobre a Convenção de Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS) fosse realizada em Mato Grosso do Sul.

Durante seu discurso no segmento presidenciável da conferência na tarde deste domingo, Lula comentou que contou com uma “ajuda inestimável” dos líderes do Estado e de Campo Grande, além de ter chamado Riedel de “meu querido amigo”, mesmo sendo de lados opostos ideologicamente e nas eleições deste ano.

“Queria aproveitar para, em público, agradecer ao governador e à prefeita pela ajuda inestimável que eles deram para que esse evento pudesse acontecer aqui no Estado do Mato Grosso do Sul”, disse.

Também, o presidente aproveitou a oportunidade para dizer que é uma grande honra para o Brasil sediar um evento desta magnitude e importância para o meio ambiente mundial, especialmente em Campo Grande, que ele descreveu como uma escolha estratégica, justamente por ser porta de entrada do Pantanal, a maior planície alagável do mundo.

“Organizar este evento em Campo Grande, no estado do Mato Grosso do Sul, é uma escolha estratégica. Estamos na porta de entrada do Pantanal, maior planície alagável tropical do mundo. Esta região simboliza de forma singular a riqueza natural da América do Sul e a interdependência entre países cujas faunas e flores atravessam fronteiras.”, afirma o presidente.

Além de Lula, discursaram: Marina Silva (Ministra do Meio Ambiente do Brasil); Amy Fraenkel (Secretária-Executiva da CMS); Fernando Aramayo Carrasco (Chanceler da Bolívia); e Santiago Peña (Presidente do Paraguai). Tudo isso sob a moderação de João Paulo Capobianco, presidente designado da COP15.

Ao todo, conforme consta no acordo, a COP15 da CMS custará R$ 46,9 milhões aos cofres públicos, que serão custeados pelo governo federal (R$ 26,7 milhões), em conjunto com o governo de Mato Grosso do Sul (R$ 10,7 milhões) e projetos de cooperação internacional (R$ 2,5 milhões), como o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e o World Wide Fund for Nature (WWF), além de patrocinadores.

COP15

A COP15 da CMS promove a conservação de espécies, seus habitats e rotas em escala global, abrangendo cerca de 1.189 espécies, entre aves, mamíferos, peixes, répteis e insetos. Atualmente, conta com 133 partes signatárias, sendo 132 países e o bloco da União Europeia (formado por 27 nações).

A conferência faz parte de um tratado das Nações Unidas assinado em 1979, no âmbito do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), com sua primeira edição tendo ocorrido em 1985, em Bonn, na Alemanha.

A última edição foi realizada em Samarcanda, no Uzbequistão, em fevereiro de 2024. Ainda não há data e local definidos para a realização da próxima conferência.

Para que não haja confusão, a COP15 da CMS e a COP30 – que também foi realizada no Brasil, no ano passado – tratam de assuntos diferentes.

Enquanto a COP15 da CMS aborda a conservação de animais, a COP30 tem como tema central as mudanças climáticas e os planos das principais nações para promover um futuro melhor diante da piora do aquecimento global.

Diretor-presidente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur), o turismólogo Bruno Wendling afirmou que Campo Grande deve receber de 2,5 mil a 3 mil pessoas durante a conferência, o que pode movimentar o turismo local e as redes de hotéis da cidade.

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