Durante as primeiras horas da madrugada desta terça-feira (17), a MS-162 foi bloqueada por indígenas que cobram segurança no trecho e o recapeamento da via, nas proximidades do distrito de Quebra Coco, em Sidrolândia.
Os manifestantes fecharam a rodovia com pneus e montaram uma frente de bloqueio. Somente ambulâncias e veículos que transportam pessoas para atendimento médico estão sendo autorizados a passar.
Um dia antes, o prefeito do município, Rodrigo Basso, esteve na rodovia com uma equipe da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul), acompanhando a operação para iniciar o tapa-buracos e o recapeamento.
“O governador deixou bem claro que a obra vai ser feita e, assim que houver uma estiagem, os trabalhos serão iniciados”, informou Rodrigo.
Imagem Reprodução - Trecho que deve passar por reparosO vereador Otacir Pereira Figueiredo, conhecido como Gringo, agradeceu o apoio do governo do Estado, destacando a importância dos reparos na via, que devem reduzir o número de acidentes.
“A manutenção dessa via é de extrema importância, não só para a comunidade indígena, mas também porque é um corredor turístico, onde muitas pessoas que transitam por essa região já perderam a vida”, disse Gringo.
Por meio de nota a Agesul informou que mantém diálogo contínuo com as comunidades indígenas e moradores sobre a situação da MS-162, no trecho entre Sidrolândia e o distrito de Quebra Coco.
Confira na íntegra:
“Representantes das comunidades foram recebidos na Seilog nos dias 19 de dezembro de 2025 e 28 de janeiro de 2026, quando o Governo do Estado apresentou e pactuou o compromisso de executar o recapeamento dos 28 km da rodovia, com prazo estimado de conclusão até junho de 2026.
Mesmo com a previsão inicial para o segundo semestre, a Agesul antecipou ações, iniciando em fevereiro os serviços preliminares de tapa-buraco emergencial e já executando a recuperação dos primeiros 5 km.
As frentes de trabalho seguem avançando conforme as condições operacionais nos demais pontos críticos. No entanto, o volume recente de chuvas pode comprometer esses reparos e favorecer o surgimento de novos danos na pista.
A partir de abril, será iniciado o remendo profundo nos trechos mais comprometidos. Tanto esses serviços quanto o recapeamento completo dependem de condições climáticas adequadas, uma vez que a aplicação da massa asfáltica exige solo seco e estável para garantir durabilidade e qualidade.
Uma equipe técnica da Agesul está em Sidrolândia nesta terça-feira para vistoria e definição das próximas ações.
O Governo do Estado reforça que todas as informações foram previamente apresentadas às comunidades, mantendo transparência, presença e compromisso com a recuperação da MS-162”.
No mesmo trecho, em dezembro de 2025, indígenas bloquearam a rodovia pleiteando a manutenção. A liberação só ocorreu após alinhamento com autoridades do governo do Estado.



