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INFRAESTRUTURA

Rota bioceânica será nova fronteira do turismo em quatro países, diz embaixador

Fernando Schmidt, embaixador do Chile no Brasil, está em Campo Grande para falar sobre a importância do corredor
13/12/2018 16:30 - EDUARDO MIRANDA


 

O embaixador do Chile no Brasil, Fernando Schmidt, visita Campo Grande nesta quinta-feira (13), onde fez palestra na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, e encontrou-se com o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e o prefeito Marcos Trad (PSD). Ele também esteve no Correio do Estado, onde falou sobre o principal objetivo de sua vinda: consolidar a rota biocência que passa pelos dois países, além de Paraguai e Argentina. 

Ao contrário dos outros encontros com autoridades e empresários brasileiros, desta vez, o representante do governo chileno exaltou a possibilidade de ganhos não somente no comércio e escoamento de produções, mas no intercâmbio de turistas de todos os países envolvidos na rota. “Há inúmeras atrações que podem receber muito mais visitantes no caminho entre Mato Grosso do Sul e as cidades portuárias de Iquique e Antofagasta”, no Oceano Pacífico. 

Além de Bonito e do Pantanal Sul-Mato-Grossense, Schmidt lembra que o Chaco Paraguaio, por onde a rodovia passará, também é um local belo e inexplorado. Também cita importantes cidades do norte argentino, dotadas de vasta riqueza gastronômica e cultural, com belas catedrais, caso de Salta e San Salvador de Jujuy. É de Salta, por exemplo, a origem da empanada que muitos sul-mato-grossenses, sobretudo os de Corumbá, pensam ser da Bolívia: a Saltenha. 

Entre as duas províncias argentinas e as cidades litorâneas chilenas, ainda existem muitas outras atrações, como por exemplo, salares, a imponente Cordilheira dos Andes, o deserto do Atacama, além de inúmeros observatórios astronômicos. 

ESTRUTURA

“Agora, é preciso é concluir a infraestrutura e garantir os serviços ao longo da rota”, explicou o embaixador do Chile. Para que o caminho de 1,3 mil quilômetros fique totalmente pavimentado, é necessário concluir obras de aproximadamente 400 quilômetros em território paraguaio, além da ponte do Rio Paraguai, entre as cidades de Porto Murtinho, no Brasil, e Carmelo Peralta, no Estado vizinho. A obra deve custar R$ 220 milhões, e será financiada pela Itaipú Binacional, hidrelétrica que pertence aos dois países.