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Rúgbi luta para aparecer e crescer no cenário brasileiro

Rúgbi luta para aparecer e crescer no cenário brasileiro

Redação

06/03/2010 - 17h30
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        Da redação

        Faltam duas semanas para se conhecer o campeão do torneio da Seis Nações, que reúne as principais equipes de rúgbi. No resto do mundo, onde a modalidade alcança a terceira maior audiência esportiva, a expectativa para quem vencerá a final é grande e comum. No Brasil, apesar de soar estranho e ainda ser um esporte desconhecido pela maioria, acompanhar campeonatos de rúgbi não é tão raro assim. Ao menos três bares de São Paulo transmitem as principais disputas.
        Alguns, em vez de passar ao vivo, preferem exibir reprises dos jogos. Mesmo assim conseguem um retorno considerável. Em média, 30 pessoas comparecem semanalmente aos pubs da capital. A maioria dos fãs pratica ou já jogou rúgbi. Segundo os proprietários dos bares, também apaixonados pelo esporte, a popularidade aumentou graças a maior divulgação do rúgbi, que desde 2003 faz parte da programação da ESPN.
        Ainda confundido com o futebol americano, o rúgbi, na verdade, surgiu antes, em 1823, enquanto o futebol foi criado em 1867. No Brasil, o próprio Charles Miller, criador do futebol tradicional, foi quem trouxa na bagagem uma bola extra, mais oval, fundando o primeiro time de rúgbi, o São Paulo Athletic Club (SPAC). No entanto, só agora o esporte começa a crescer, com reais chances de ascensão, depois que voltará a ser considerado modalidade olímpica, após 92 anos. A última vez foi em Paris, em 1924, e o retorno será em 2016, no Rio.
        Nos últimos 3 anos, 56 novos clubes surgiram no País, quase dobrando o número de equipes - que passou de 60 para 116. Todas amadoras. Em vez de receber, o jogador paga para competir. No Bandeirantes, atual campeão brasileiro, a mensalidade é de R$ 90 - usada para manutenção do campo (em reforma, no momento), compra de equipamentos e para pagar treinadores e dirigentes.
        Os atletas também costumam dividir as despesas dos torneios, como inscrição e viagem. Mesmo assim, estão lá, nos três treinos semanais, todos à noite, pois durante o dia os jogadores precisam trabalhar. "Sempre tive outro emprego, mesmo agora como treinador. A remuneração é quase simbólica", disse Gabriel Clauzet, técnico do time adulto, além de consultor ambiental.
        TREINO É DUREZA

        O treinamento parece mais uma preparação para guerra. Os atletas superam frio e, pior, campos mal conservados, com mais barro do que grama. "Infelizmente, isso mostra a realidade do rúgbi no País", lamentou Felipe Barbosa, que também acumula funções: é vice-presidente do Bandeirantes e jogador, apesar de estar temporariamente afastado do campo, por uma pubalgia.
        Apesar do constante contato físico durante o jogo, os atletas garantem que as lesões são raras. "Nunca me machuquei gravemente O mais comum é lesionar o ombro, fora isso são desgastes comuns a qualquer esporte, como contusão muscular", comentou o jogador de centro Fernando Portugal. Porém, não se pode descartar um preparo mínimo, com alimentação balanceada e muita musculação. "Não dá para ser atleta só de fim de semana, como no futebol. Precisa se preparar sempre", disse Portugal, um dos poucos a "sobreviver" do esporte.
        O porte físico, apesar de dissonante se comparado ao dos atletas profissionais, não representa obstáculo à prática do esporte. "Tem lugar para todo mundo, do troncudo ao magrinho, mais apto para correr", explicou o auxiliar técnico do Bandeirantes, Martin Hittmair.
        O que falta é investimento nas categorias de base. Enquanto nos países onde o rúgbi tem bastante presença, começa-se a treinar com 7 anos, no Brasil a idade inicial fica em torno dos 15 ou ainda mais tarde, na universidade. A diferença etária continua na hora de parar. Segundo os jogadores, lá fora um profissional atua até 30 anos - geralmente a fase do auge para os brasileiros Como por enquanto não se pode abrir mão de atletas mais velhos, o que se tem feito, então, é investir na outra ponta.
        O São José Rúgbi realiza um projeto com jovens, com apoio de patrocinadores. "É daí que vem nossos bons resultados. Crianças de 7 a 10 anos aprendem com mais facilidade", afirmou o presidente do clube, Ange Guimera. Em fevereiro, a equipe adulta ganhou o Circuito Seven, disputado com sete jogadores.
        Agora, será a vez do Bandeirantes investir nos mais novos. O clube da capital tem um projeto de inclusão social de jovens carentes. De acordo com o vice-presidente da Confederação Brasileira de Rúgbi (CBRu), Werner Grau Neto, o clube recebeu R$450 mil de verba para esse programa, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte. Ele ressaltou o papel social da modalidade "No rúgbi você não vê jogador batendo boca com juiz. Há um respeito em campo, que influencia no seu comportamento", observou. "Depois do jogo, parece um único time, em que todo mundo se reúne para comemorar", completou Clauzet.
        A iniciativa dos dois principais clubes nacionais indica uma evolução na estrutura do esporte. Apesar do resultado vir a longo prazo, hoje já se tem conquistas importantes. Ainda distante das primeiras posições no mundo -está em 29.ª no ranking da Federação Internacional de Rúgbi (IRB), a seleção brasileira sobressai na América do Sul. "Hoje já somos a quarta força do continente, só atrás da Argentina, Chile e Uruguai", comemorou Werner.
        RIVAIS SÃO EXEMPLO 

        Como a superioridade argentina é indiscutível, o jeito é se aproximar dos vizinhos do sul. O São José, por exemplo, acabou de "importar" Ignácio Ferreyra, que irá treinar o time adulto e formar futuros treinadores. Já o Bandeirantes tem apostado em intercâmbios. A equipe juvenil passa uma temporada com o time de Tucumã.
        E vem mais investimentos, com a proximidade da Olimpíada do Rio. Os dirigentes da confederação se movimentam em busca de recursos A seleção conseguiu seus primeiros patrocinadores: a Topper e a Cremer. Mas é difícil traçar meta para daqui 6 anos, até porque a IRB ainda não definiu a forma de classificação para os Jogos. A torcida é para que o País anfitrião, no caso o Brasil, tenha vaga garantida. "Acredito que a seleção possa ficar entre as oito primeiras", opinou Fermin Padilla, sócio do All Black, um dos pubs que transmite os jogos.
        Para isso, a modalidade tem crescido nos dois extremos: Nordeste e Sul. Segundo Werner, enquanto os times de Santa Catarina e Rio Grande do Sul contam com a vantagem de estarem perto dos argentinos, os nordestinos tem o biotipo ideal para a prática do rúgbi de sete. "Nesta categoria, vai melhor quem é esguio e veloz, tudo que o Nordeste tem", analisou o vice-presidente da CBRu.
        Mas, por enquanto, a expansão territorial do rúgbi é apenas uma tendência. O foco de atletas está no eixo Rio-São Paulo. Somente as equipes do Bandeirantes e São José reúnem 14 jogadores da seleção masculina, entre eles o capitão, Ramiro Mina. (do Estadão)

solidariedade

Campanha Natal Solidário é lançada com foco em arrecadar brinquedos em Campo Grande

Itens arrecadados serão distribuídos para crianças em situação de vulnerabilidade social em dezembro

23/08/2026 17h00

Prefeitura pede que brinquedos doados sejam novos

Prefeitura pede que brinquedos doados sejam novos Foto: Pixabay

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A Prefeitura de Campo Grande, por meio do Fundo de Apoio à Comunidade (FAC), lançou oficialmente a Campanha Natal Solidário, que tem como principal objetivo arrecadar brinquedos novos para crianças de famílias em situação de vulnerabilidade social.

As doações serão destinadas a ações especiais de Natal, que serão realizadas nas sete regiões urbanas e nos dois distritos de Campo Grande, Anhanduí e Rochedinho.

Conforme a prefeitura, a proposta é mobilizar a população para transformar solidariedade em presentes e levar alegria às crianças durante o período natalino.

Podem ser doados brinquedos novos para meninas e meninos nos pontos de coleta espalhados pela cidade.

Entre os pontos de arrecadação estão o Shopping Norte Sul Plaza, na Avenida Presidente Ernesto Geisel, 2.300, e a sede do Fundo de Apoio à Comunidade (FAC), na Avenida Fábio Zahran, 6.000, na Vila Carvalho.

“Doar um brinquedo novo de menina ou menino é levar amor e alegria a quem mais precisa, que é a criança”, destaca a presidente do FAC, Adir Diniz.

O FAC destaca ainda a importância de que as doações sejam de brinquedos novos. A iniciativa busca garantir que cada criança receba um presente em boas condições e tenha a experiência de abrir um brinquedo novo no Natal.

Além de estimular a solidariedade, a campanha busca reforçar a importância do consumo consciente e do cuidado com o meio ambiente. A proposta, conforme o Executivo Municipal, une sustentabilidade e solidariedade ao incentivar atitudes que contribuam para o bem-estar das pessoas e do planeta.

A Campanha Natal Solidário conta com o apoio das secretarias municipais e de parceiros da iniciativa privada, além de estar aberta à participação de toda a população.

Para informações sobre a campanha e orientações para doações, o FAC disponibiliza o telefone (67) 2020-1361.

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24° FEMINICÍDIO

Mulher é morta a facada dentro de casa e MS registra o 24° feminicídio

Crime ocorreu na manhã deste domingo (23), na Vila Trindade; vítima tinha 38 anos e polícia realiza buscas pelo suspeito e a filha do casal

23/08/2026 15h15

Polícia Civil foi acionada para apurar a morte de Marta Florentino Godoi, de 38 anos, ocorrida dentro da residência onde vivia, em Aquidauana

Polícia Civil foi acionada para apurar a morte de Marta Florentino Godoi, de 38 anos, ocorrida dentro da residência onde vivia, em Aquidauana Divulgação

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Uma mulher de 38 anos foi morta a facada dentro de casa na manhã deste domingo (23), na Vila Trindade, em Aquidauana. Identificada como Marta Florentino Godoi, ela teria sido atacada pelo próprio marido, que fugiu após o crime levando a filha menor de idade do casal. 

O caso é investigado como feminicídio. Conforme informações do portal O Pantaneiro, o crime ocorreu por volta das 6h, em uma residência localizada na Travessa Margarita Meza. Marta foi atingida por um golpe de faca e não resistiu aos ferimentos. 

Depois do ataque, o suspeito deixou o imóvel e teria levado a filha do casal. Equipes das forças de segurança foram mobilizadas para tentar localizá-lo e encontrar a criança. Até o momento, as circunstâncias que levaram ao crime não foram esclarecidas.

A Polícia Civil realizou os primeiros levantamentos no local. A ocorrência é acompanhada pela Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) de Aquidauana, sob responsabilidade da delegada Isabelle Sentinelo. A investigação deverá reconstruir os momentos anteriores ao ataque e apurar a motivação. 

Moradores da região relataram que não tinham conhecimento de episódios anteriores de violência doméstica envolvendo o casal. As informações preliminares também indicam que não havia registros policiais nteriores relacionados a agressões ou desentendimentos entre os dois. 

A ausência de ocorrências anteriores, no entanto, será considerada apenas como um dos elementos da investigação. A Polícia Civil devera ouvir pessoas próximas à vítima, ao suspeito e reunir outros elementos para esclarecer a dinâmica do crime. 

Feminicídio

Feminicídio é o assassinato de uma mulher pelo fato de ser mulher, ou seja, questões de gênero que envolvem violência doméstica, física, verbal, sexual ou patrimonial. 

Geralmente, o feminicídio é praticado por (ex) companheiros, (ex) namorados, (ex) noivos ou (ex) esposos da vítima. 

É um crime hediondo cuja pena pode variar de 20 a 40 anos de reclusão, não sendo possível pagar fiança. A pena é cumprida em regime fechado.

O feminicídio passou a ser um crime autônomo, com seu próprio artigo no Código Penal, diferente do homicídio qualificado. O condenado por feminicídio perde o poder familiar e é impedido de exercer cargos/funções públicas.

Violência contra mulher deve ser denunciada em qualquer circunstância, seja agressão física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial.

Os números para denúncia são 180 (Atendimento à Mulher), 190 (Polícia Militar) e 153 (Guarda Civil Metropolitana).

O sinal "X" da cor vermelha, escrita na mão, significa que a vítima quer alertar que sofre violência doméstica. Portanto, o cidadão deve ficar atento, acolhê-la e acionar as autoridades. 

2026

A morte de Marta ocorre dois dias depois de Mato Grosso do Sul atingir a marca de 23 feminicídios registrados em 2026. O número foi alcançado após um caso ocorrido em Costa Rica, na sexta-feira (21).

Conforme dados do Monitor da Violência contra a Mulher, da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS), o Estado contabilizava 23 vítimas de feminicídio neste ano até agosto.

Caso a investigação confirme o enquadramento da morte de Marta como feminicídio e o caso seja incluído nas estatísticas oficiais, Mato Grosso do Sul passará a contabilizar 24 feminicídios em 2026.

As buscas pelo suspeito continuam, enquanto a Polícia Civil trabalha para esclarecer a motivação e as circunstâncias do crime, além de localizar a filha do casal.

Lista trágica

Confira a lista de mulheres vítimas de feminicídio em 2026:

  1. Josefa dos Santos - 16 de janeiro
  2. Rosana Candia Ohara - 24 de janeiro
  3. Nilza de Almeida Lima - 22 de fevereiro
  4. Beatriz Benevides da Silva - 25 de fevereiro
  5. Liliane de Souza Bonfim Duarte - 6 de março
  6. Leise Aparecida Cruz - 7 de março
  7. Ereni Benites - 8 de março
  8. Fátima Aparecida da Silva - 23 de março
  9. Marlene de Brito Rodrigues - 6 de abril
  10. Vera Lúcia da Silva - 13 de abril
  11. Zelita Rodrigues de Souza - 30 de abril
  12. Kelly Laura - 15 de maio
  13. Fabíola Marcotti - 18 de maio
  14. Maria do Carmo - 28 de junho
  15. Paula de Souza Conceição - 11 de julho
  16. Rosenilda de Oliveira Candelário - 17 de julho
  17. Terezinha Nantes - 27 de julho
  18. Ana Carolina Goés - 31 de julho
  19. Adrielle Encarnação - 31 de julho
  20. Rose Batista Cabreira - 2 de agosto
  21. Adriana Barrios - 5 de agosto
  22. Nathalia Rodrigues Nogueira - 06 de agosto
  23. Fátima Alves de Matos - 21 de agosto

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