Cidades

CORUMBÁ

Sabores do Pantanal dão o tom para chefs no festival de gastronomia

Sabores do Pantanal dão o tom para chefs no festival de gastronomia

DA REDAÇÃO

02/05/2014 - 14h00
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                  Mesa de degustação foi preparada para chefs convidados (Foto: Clóvis Neto)

O Festival Gastronômico Sabores das Américas (Fegasa) abriu oficialmente sua terceira edição na noite de ontem (1º), com a presença de chefs, autoridades e representantes do Município e do Estado, e empresário setor local da gastronomia.

Realizado pela Prefeitura Municipal de Corumbá e a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL) do Pantanal, o Fegasa tem parceria do Governo do Estado, Serviço Nacional do Comércio (SENAC/MS) e integra a programação do Festival América do Sul (FAS).

Durante a abertura do Fegasa, a apresentação o bioma do Pantanal e seus potenciais para a gastronomia foram destacados. Os presentes assistiram a um vídeo que mostrou as peculiaridades dos ciclos de cheia e seca e como eles influenciam na manutenção da vida nesse ambiente.

O prefeito de Corumbá, Paulo Duarte, fez um pedido aos chefs e visitantes, alertando sobre a necessidade de frear certos tipos de investimentos com alto poder lesivo ao ambiente pantaneiro.

“É importante também para quem nos visita de outros estados que levem, divulguem o que de belo viram aqui, mas que alertem sobre os riscos desse frágil bioma. Ajudem-nos a preservarnosso Pantanal corre muitos riscos, um deles, é as PCH’s, as Pequenas Centrais Hidrelétricas” disse ao lembrar que o lucro econômico não pode nunca se sobrepor às questões ambientais.

“Tem pessoas querendo fazer dezenas delas (PCH’s) na nascente do rio Paraguai. Isso é um desastre anunciado. Isso é gente que quer ganhar dinheiro às custas da exploração ambiental, quer transformar esse bioma num desastre como aconteceu com o rio Taquari”, afirmou ao citar o episódio do assoreamento do rio e que ainda hoje não se recuperou das consequências da exploraçao indiscriminada.

“São 11 anos de Festival América do Sul, é um festival que já atravessa dois governos, o que demostra que ele é de toda uma cidade, de um povo com o lema de integração da América do Sul. De uns três anos para cá, o Festival Gastronômico foi inserido dentro do FAS e fez com que se integrasse ainda mais a vertente do Turismo, que é muito importante, fundamental. É a vertente do Turismo é que vai ser aquela fonte, aquela vertente geradora de emprego”, afirmou.

Sabores

Apesar do tema do Fegasa deste ano ser “Comida de Rua”, uma pauta que estão em discussão nos grandes centros do país, os organizadores do Festival Gastronômico prepararam receitas com ingredientes locais como forma de proporcionar um entendimento maior da região através de seus sabores.

Caldo de piranha, ceviche e isca de pintado, antepasto de carne soleada com bolacha pantaneira, acompanhado de caipirinha de limão galego e, de sobremesa, sorvete de bocaiuva foram alguns pratos apresentados em forma de “finger foods”.


A terceira edição do Festival Gastronômico Sabores das Américas está acontecendo nas dependências do Sindicato Rural de Corumbá e, ainda tem como atrativo, a Feira Corumbá, espaço que será montado na rua XV de Novembro, como intuito de troca de experiências com os especialistas da gastronomia de várias regiões do Brasil e de países sul-americanos.

Confira a programação

Nesta tarde:

15h15min às 16h45min- Oficina com o Chef Henrique Fogaça, proprietário do Restaurante Sal desde 2005 e neste ano abriu o Bar Cão veio. Sua cozinha é caracterizada por temperos fortes e produtos de qualidade. Também coordena o projeto “O Mercado”.
17h às 18h30min - Oficina com o Chef Arturo Herrera, natural da Cidade do México, com uma considerável bagagem em gastronomia mexicana. Ele aposta nesta nova tendência gastronômica urbana: os Food Trucks. Leva a comida mexicana aos grandes centros de trabalho. Com o La Buena Station passeia pelos bairros de Perdizes, Pinheiros, Vila Matilde em São Paulo.
18h45min às 20h - Oficina com o Chef Rodrigo Martins, Chef Executivo dos restaurantes Vino! (SP) e La Varenne (Curitiba) e presta consultoria para Manjar das Garças e Amazon Beer (ambos em Belém) e Oliva Pizzas (Londrina).
19h às 21h - Feira Corumbá - Rua XV de Novembro (entre avenida General Rondon e Rua Delamare) - Roda de conversa com os Chefs convidados. Tema: “Movimento de Comida de Rua é legal”.

Sábado

09h às 10h30min - Oficina com o Chef Alexandre Furquim, formado em gastronomia, é sócio-proprietário e responsável pela cozinha do Restaurante Zafferano, em Campo Grande – Mato Grosso do Sul.
10h45min às 11h45min - Oficina com o Chef Rodrigo Martins
12h às 13h30min - Oficina com o Chef Henrique Fogaça
13h30min às 15h - Oficina com o Chef Checho Gonzales
15h15min às 16h45min - Oficina com o Chef Arturo Herrera
17h às 18h30min - Oficina com Chef Hugo Antares
18h45min às 20h - Oficina com o Chef Alexandre Furquim
19h às 21h - Feira Corumbá

DEMOCRACIA

Lula tem 80,5% dos votos na Nova Zelândia, contra 19,4% de Flávio

Ao todo, 918.911 brasileiros residentes no exterior estão aptos a votar neste ano, segundo dados do TSE. O eleitorado está distribuído por 134 países

25/10/2026 07h32

Para que uma seção eleitoral seja instalada no exterior, é necessário haver pelo menos 30 eleitores aptos a votar na localidade

Para que uma seção eleitoral seja instalada no exterior, é necessário haver pelo menos 30 eleitores aptos a votar na localidade

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu 80,54% dos votos na Nova Zelândia no segundo turno da eleição presidencial, contra 19,46% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Os dados foram apurados pelo Estadão na madrugada deste domingo, 25, com base nos boletins de urna das cinco seções eleitorais de Wellington, capital do país.

Os boletins de urna (BUs), disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em seu site de resultados, são documentos emitidos por cada urna eletrônica ao fim da votação. Eles registram a quantidade de votos recebidos por cada candidato na respectiva seção eleitoral e permitem conhecer os resultados antes da totalização oficial pelo tribunal.

Na Nova Zelândia, os boletins das cinco seções de Wellington foram publicados na madrugada deste domingo. Dos 526 brasileiros que compareceram às urnas no país, 418 votaram em Lula e 101 escolheram Flávio Bolsonaro. Outros quatro eleitores votaram em branco e três anularam o voto.

No primeiro turno, Lula também foi o vencedor das eleições na Nova Zelândia. O candidato recebeu 234 votos (70,48%), enquanto Flávio Bolsonaro, do PL, teve 64 votos (19,28%). Renan Santos recebeu 13 votos (3,92%).

No primeiro turno, a diferença entre Lula e Flávio na Nova Zelândia foi de 170 votos a favor do petista. Agora, ela subiu para 317 votos. 

As urnas na Nova Zelândia foram abertas às 16h de sábado, 24, pelo horário de Brasília. No Brasil, a votação começa às 8h deste domingo, no horário oficial.

Ao todo, 918.911 brasileiros residentes no exterior estão aptos a votar neste ano, segundo dados do TSE. O eleitorado está distribuído por 134 países, em 1.361 seções eleitorais, que contam com 1.407 urnas eletrônicas.

Para que uma seção eleitoral seja instalada no exterior, é necessário haver pelo menos 30 eleitores aptos a votar na localidade.

O número de brasileiros habilitados a votar fora do País representa um aumento de 31,82% em relação à eleição de 2022, quando cerca de 697 mil eleitores estavam aptos a participar do pleito no exterior.

Por causa da diferença de fuso horário entre os países, a votação no exterior começa antes da abertura das seções eleitorais no Brasil e se estende por mais de 29 horas. O processo teve início às 16h de sábado, 24, pelo horário de Brasília, na Nova Zelândia, e só termina na noite deste domingo, no Canadá, com o fechamento das últimas seções.

Em geral, os locais de votação fora do território nacional funcionam das 8h às 17h, conforme o horário de cada país.

Depois da Nova Zelândia, as urnas são abertas na Austrália e em países da Ásia, ainda na noite de sábado. Na madrugada e ao longo da manhã de domingo, é a vez dos brasileiros que vivem na Europa votarem.

DEMOCRACIA

Jardineiro perde o posto de 1º a chegar na escola com 8,4 mil eleitores

A escola no Parque do Lageado, em Campo Grande, tem mais eleitores que em 27 municípios de Mato Grosso do Sul

25/10/2026 07h17

Desta vez, José Vilmar (de verde), que normalmente era o segundo a chegar à escola, chegou mais cedo que o jardineiro Paulo Sérgio

Desta vez, José Vilmar (de verde), que normalmente era o segundo a chegar à escola, chegou mais cedo que o jardineiro Paulo Sérgio Marcelo Victor

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Embora tenha chegado de madrugada, desta vez jardineiro Paulo Sérgio Pires, 58 anos, foi o segundo na fila na porta da escola Padre Tomáz Ghirardelli, no bairro Parque do Lageado, para participar da disputa à Presidência da República. Ele perdeu o posto para José Vilmar, que chegou por volta das 04:50 e que nas três eleições anteriores fora o segundo a chegar.

O jardineiro que normalmente chegava em primeiro foi superado por um nordestino do Piauí de 62 anos que veio para trabalhar na usina Quebra Coco faz 26 anos e que se mudou para Campo Grande depois que e indústria deu sinais de falência.

E sua ligação com a escola não é somente por ser seu local de votação. Apesar de já ter passado dos 60, a Tomáz Ghirardelli é seu local de estudo, já que não conseguiu estudar durante sua infância em seu estado de origem.

Embora tenham  chegado um pouco mais tarde, pelo menos outras 80 pessoas também estavam na porta da escola, a que concentra o maior número de eleitores em um só endereço em todo o Estado, antes das 07:00, horário em que foram abertos os portos.

O jardineiro diz que chega cedo por pura ansiedade. Esta porém, não acaba assim que consegue votar. Ela se estende até o fim da apuração, diz ele. E neste domingo, na mais acirrada disputa da história brasileira depois da redemocratização, a ansiedade dele certamente está sendo compartilhada com boa parte dos 158 milhões de brasileiros aptos a participarem da votação presidencial.

Com suas 26 seções, nesta escola vota mais gente que em 27 municípios do interior. Somente nesta escola do Parque do Lageado estão cadastrados 8.415 eleitores. O número é um pouco menor que os 8.569 eleitores da disputa municipal realizada há dois anos. Mesmo assim, a quantidade de eleitores ainda é maior que o total de 27 municípios de Mato Grosso do Sul, O menor é Figueirão, com 2.810 aptos a votar.

PERFIL

Mas não é só na Escola Pe. Thomaz Ghirardelli que existe grande concentração de eleitores neste domingo. No Centro Universitário da Grande Dourados (Unigran), na região central de Campo Grande, por exemplo, são 7.893 eleitores.

Outro local que supera o número de eleitores de muitos municípios é a Escola Estadual Teotônio Vilela, situada no Núcleo Habitacional Universitário, com 7.885 eleitores. 

Na Capital, são 237 locais de votação e 2.242 seções eleitorais, que atendem 640.453 eleitores, segundo o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS). Em Mato Grosso do Sul, as seções eleitorais abriram às 7h e encerram às 16h.

Ao todo, a Capital conta com 2.242 urnas eletrônicas, uma para cada seção eleitoral. Em todo o estado, são 7.106 urnas. A Justiça Eleitoral conta com 908 urnas de reserva, disponíveis para eventuais substituições durante a votação.

ABSTENÇÃO RECORDE

No primeiro turno da votação, Mato Grosso do Sul teve o maior percentual de abstenções entre todos os estados, chegando a 23,87%. Somando exatos 2.024.430 eleitores aptos a votarem, o Estado registrou o comparecimento de somente 1.541.220 deste total.

Ou seja, com quase meio milhão de faltosos (483.210 que deixaram de votar em MS), além de estar no topo das abstenções Mato Grosso do Sul ficou ainda dois pontos percentuais acima da média nacional de abstenções, que ficou em 21,08%. 
 

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