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Salário não cai na conta e servidores municipais ficam frustrados

O prazo dado pela Prefeitura de Campo Grande para o pagamento dos servidores, conforme informações repassadas à ACP, será nesta quinta-feira (08)

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Os servidores municipais que aguardavam receber nesta terça-feira (7) acabaram demonstrando insatisfação ao encontrar com a conta zerada. O salário de janeiro é referente ao mês trabalhado de dezembro.

Contudo, até o momento, o dinheiro não "pingou" nas contas dos servidores, que se depararam surpresos com a situação. Conforme apurado pela reportagem do Correio do Estado, servidores que não quiseram se identificar ficaram indignados com o cenário, e denunciam outros problemas de remuneração com a Prefeitura de Campo Grande

"Ninguém recebeu [o salário]. O que ela fez foi adoçar a boca dos apoiadores durante a campanha, pagando quase que concomitantemente com o estado", disse um servidor que não recebeu. Outros relataram à reportagem que além do salário de janeiro, o décimo terceiro também não chegou na conta.

Além disso, conforme apurado, os professores convocados não conseguem sequer consultar o holerite no portal do servidor.

Em nota, o secretário jurídico do Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACPMS) Leonel Alves do Bonfim, informou que o problema aconteceu em razão da não consideração do sábado como dia útil pelo município.

"Para a prefeitura, servidor público por ser regime estatutário, o sábado não é considerado dia útil. Então amanhã (8) será o quinto dia útil e confirmaram que amanhã estará na conta dos servidores", disse.

Com relação ao pagamento do décimo terceiro salário dos professores convocados o secretário jurídico da ACP explicou que é proporcional e o pagamento será efetuado em caráter indenizatório. 

"O acerto do décimo terceiro é o proporcional de férias dos convocados será em caráter indenizatório, pois os contratos encerraram dia 21. Nos informaram que será pago junto com os dias de dezembro. Quanto ao sistema, geralmente os holerites ficam disponíveis assim que fazem o pagamento", relatou.

A reportagem do Correio do Estado entrou em contato com a Prefeitura de Campo Grande para entender a situação e saber se há um prazo para a regularização dos depósitos. Contudo, não tivemos resposta. O espaço segue aberto para manifestação.

O presidente da ACP, o professor Gilvano Bronzoni, contou que entrou em contato com a Secretaria Municipal de Finanças e Planejamento (Sefin) e foi informado de que um problema no sistema ocasionou o não pagamento do salário dos professores.

“O vencimento de dezembro e as férias cobramos hoje da Sefin e nos disseram que amanhã estará na conta. Disseram que houve problemas técnicos. Não é bom esse atraso.”

O prazo dado pela Prefeitura de Campo Grande para o pagamento dos servidores, conforme informações repassadas à ACP, será amanhã (08), no quinto dia útil do mês.

Anúncio dos secretários 

A prefeita Adriane Lopes anunciou os primeiros nomes das secretarias, como bem acompanhou o Correio do Estado, sem nenhuma novidade com "caras conhecidas". Entre os nomeados está Márcia Helena Hokama, que segue à frente da Secretaria de Fazenda (Sefaz).

Diante da insatisfação dos servidores, a reportagem solicitou contato com a titular da pasta, mas, até o fechamento do material, não obteve resposta.

O anúncio dos primeiros titulares foi feito na última sexta-feira (03), com nomes conhecidos, como:

  • Andréa Alves Ferreira Rocha - Secretaria de Administração e Inovação (Semadi);
  • Ademar Silva Junior - Secretaria de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico (Semades);
  • Leandro Basmage - Agência Municipal de Tecnologia da Informação e Inovação (Agetec).

Outros nomes foram divulgados na segunda-feira (06) e ao estilo “time que não se mexe”, todos os nomes já faziam parte da gestão anterior.
 

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Inquérito

Juiz diz que Bernal é "risco" e mantém ex-prefeito preso

Magistrado afirmou que ainda não havia provas para considerar o caso como legítima defesa

26/03/2026 08h15

Juiz diz que Bernal é considerado um

Juiz diz que Bernal é considerado um "risco" Álvaro Rezende

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O juiz Ronaldo Gonçalves Onofri, que comandou a audiência de custódia do ex-prefeito Alcides Bernal, na manhã de ontem, manteve o advogado na cadeia. Entre as suas razões para mantê-lo preso está o fato de que o magistrado o considerou um “risco à segurança das pessoas envolvidas e à ordem pública”.

Alcides Bernal foi preso na tarde de terça-feira, após matar a tiros o fiscal tributário estadual Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, que havia entrada na sua casa, imóvel que havia sido arrematado pela vítima, mas que ainda não estava em sua posse.

A prisão em flagrante foi convertida em preventiva pelo magistrado durante a audiência de custódia, realizada na manhã de ontem no Fórum da Comarca de Campo Grande. 

O magistrado derrubou todos os argumentos da defesa em sua deliberação. Sobre a tese de legítima defesa, principal linha dos advogados de Bernal, o juiz alegou falta de provas para subsidiá-la.

“A defesa sustenta a ocorrência de legítima defesa. Todavia, para o reconhecimento da excludente de ilicitude nesta fase processual, seria necessária prova cabal, inequívoca e indiscutível, o que não se verifica no presente momento. Ao contrário, os elementos constantes dos autos indicam versão distinta”, afirma Onofri.

“Destaca-se o depoimento da testemunha Maurílio da Silva Cardoso, o qual afirmou que a vítima não teve qualquer oportunidade de reação ou explicação, tendo o custodiado se aproximado já com a arma em punho e efetuado disparos de imediato. Relatou, ainda, que nem ele nem a vítima estavam armados, tampouco houve discussão ou confronto prévio”, completou.

Em outro ponto, o juiz afirma que a alegação de que o ex-prefeito tem saúde fragilizada ainda não foi comprovada, por isso não viu necessidade de converter a prisão para outras medidas.

“No que tange às condições de saúde, deverá o custodiado ser submetido à avaliação médica, a fim de se aferir a real dimensão de eventuais necessidades clínicas. Todavia, até o presente momento, não há elementos que indiquem a impossibilidade de tratamento no âmbito da unidade prisional, tampouco prova de enfermidade grave que justifique a substituição da prisão preventiva por medida diversa. Assim, não se verifica, neste momento, a necessidade de conversão da prisão preventiva em outra medida, permanecendo adequada a custódia cautelar nos termos já delineados”, alega.

Por fim, Onofri alega que pelo fato de Alcides Bernal ter antecedentes criminais, já que foi condenado por crime de calúnia, em processo que já transitou em julgado, e pela gravidade do crime, a sua soltura representaria insegurança para pessoas ligadas ao fato.

“O custodiado é acusado da prática de crime doloso contra a vida, o que, por si só, evidencia elevada gravidade concreta. Soma-se a isso o contexto fático, no qual se verifica a existência de conflito patrimonial ainda em curso, o que potencializa o risco à segurança das pessoas envolvidas e à ordem pública, caso lhe seja concedida liberdade”, defende o magistrado.

“É certo que a prisão preventiva constitui medida excepcional. Contudo, no presente caso, estão presentes elementos concretos que evidenciam o perigo gerado pelo estado de liberdade do custodiado, revelando-se a medida extrema necessária e adequada, sendo insuficientes quaisquer medidas cautelares diversas da prisão para a preservação da ordem pública”, completa Onofri.

O CRIME

A vítima foi morta com dois tiros nas laterais da barriga. Um dos disparos transfixou e saiu nas costas, de acordo com o boletim de ocorrência.

Roberto Carlos e Bernal disputavam a posse de uma verdadeira mansão, localizada na Avenida Antônio Maria Coelho, no Bairro Jardim dos Estados. A propriedade havia sido arrematada pela vítima, em um leilão feito pela Caixa Econômica Federal, porém, o ex-prefeito continuava no imóvel e recusava-se a sair.

Segundo testemunhas disseram à polícia, Bernal havia, inclusive, trocado, por várias vezes, a fechadura da residência. Na terça-feira, no entanto, Roberto Carlos, acompanhado de um chaveiro, se dirigiu até a casa. O profissional abriu o portão e quando estava abrindo a porta da frente os dois foram surpreendidos pelo ex-prefeito.

Conforme depoimento do chaveiro, Maurilio da Silva Cardoso, o ex-prefeito teria apontado a arma para Roberto Carlos e perguntado o que ele estava fazendo no local.

A testemunha afirma que antes mesmo da vítima responder foi atingida por um tiro e caiu. Já Bernal garante que haviam três homens e que ele teria sido atacado, por isso respondeu com os tiros.

Por outro lado, o chaveiro garantiu, em depoimento, ter ouvido apenas um disparo, no entanto a vítima foi atingida por dois tiros. 

Após atirar, Bernal foi até a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) e confessou o crime, alegando legítima defesa. O caso segue em investigação.

* Saiba

O caso foi registrado como homicídio qualificado como traição e emboscada e pode ser levado ao Tribunal do Júri.

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Cidades

Júri nos EUA considera Instagram e YouTube responsáveis em julgamento sobre vício em redes

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas

25/03/2026 23h00

Crédito: Marcelo Casal Jr / Agência Brasil

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Um júri considerou a Meta e o YouTube responsáveis nesta quarta-feira, 25, em um processo inédito que visava responsabilizar as plataformas de mídia social por danos a crianças que usam seus serviços, concedendo a autora US$ 3 milhões em danos.

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas.

O júri também decidiu que a negligência de cada empresa foi um fator substancial na causa do dano à autora, uma mulher de 20 anos que afirma ter se tornado viciada em mídias sociais quando criança e que esse vício exacerbou seus problemas de saúde mental.

Este é o segundo veredicto contra a Meta esta semana, depois que um júri no Novo México determinou que a empresa prejudica a saúde mental e a segurança das crianças, violando a lei estadual

Meta e YouTube (de propriedade do Google) emitiram declarações discordando do veredicto e prometendo explorar suas opções legais, o que inclui apelações.

O porta-voz do Google, Jose Castañeda, afirmou na declaração da empresa que o caso "não entende o YouTube, que é uma plataforma de streaming construída de forma responsável, não um site de mídia social". Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

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