Cidades

MEIO AMBIENTE

Obra sem licença ambiental avança no Pantanal de MS

Obras em estrada de acesso ao Porto São Pedro foram retomadas, mesmo com ordem do TCE-MS para que implantação de revestimento primário seja feito

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A implantação de revestimento primário na estrada que dá acesso ao Porto de São Pedro, em Corumbá, uma das obras que foi paralisada no ano passado por determinação do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), foi retomada sem devido licenciamento ambiental.

A obra recebeu, em novembro do ano passado, uma licença ambiental por parte da Fundação de Meio Ambiente do Pantanal (FMAP), órgão da Prefeitura de Corumbá, porém, segundo informações obtidas pelo Correio do Estado, esse documento não teria validade perante ao TCE-MS.

Ainda de acordo com fontes do Correio do Estado no TCE-MS, análise descobriu que nenhuma obra das 15 paralisadas teriam licenças ambientais válidas, apesar de ter sido anunciado o licenciamento e a retomada de algumas.

É o caso das obras na rodovia não pavimentada, que foi retomada, pelo menos, desde a semana passada, em trecho que totaliza 23,417 quilômetros de extensão e que é de responsabilidade da empresa Avance Construtora LTDA. O contrato foi assinado sob o valor de R$ 46.069.463,28.

O Correio do Estado recebeu vídeos que mostram o dia em que uma barcaça carregada de maquinários da empresa saiu do Porto Dona Emília rumo ao Porto São Pedro, onde as obras já começaram, segundo informações confirmadas pela reportagem.

No Portal da Transparência do governo do Estado, entretanto, a obra aparece em lista de construções paralisadas em Mato Grosso do Sul.

Segundo o documento, a obra segue paralisada há mais de um ano porque “as análises para reprogramação da obra não foram concluídas”.

PARALISAÇÃO

No ano passado, o TCE-MS determinou a paralisação de 15 contratos de obras que estavam sendo realizadas no Pantanal sul-mato-grossense sem licença ambiental adequada.

Todas as obras envolviam revestimento primário em nove rodovias e estradas sem asfalto, localizadas no meio do bioma pantaneiro e que, na visão do TCE-MS, tinham potencial agressivo contra o meio ambiente.

Um dos casos mais emblemáticos envolve a MS-228, a Estrada Parque. Além da execução da obra de aterro sem os devidos estudos de impacto, a via apresentava problemas como o início de assoreamento em alguns trechos e a interrupção de cursos d’água, efeitos negativos para o fluxo da fauna, principalmente na região da Nhecolândia.

Na semana passada o TCE-MS, por meio do presidente Jerson Domingos, anunciou que voltaria à região para inspecionar as rodovias estaduais, principalmente as que deveriam estar paralisadas. 

Conforme matéria do Correio do Estado publicada na semana passada, a decisão do presidente do TCE-MS foi tomada com base em análise da Divisão de Fiscalização de Obras e Serviços de Engenharia e Meio Ambiente (Dfema).

A conclusão é de que os documentos apresentados pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) não demonstram com clareza se as exigências feitas pelo Tribunal, em 13 de julho de 2023, para pôr fim à medida cautelar que paralisou as obras no início deste ano, foram de fato atendidas.

Conforme apurado pelo Correio do Estado, essas equipes da Corte de Contas já estão em Corumbá para a fiscalização nas obras.

PATROLA

Ainda segundo informações do Correio do Estado, uma das empreiteiras que não teria retomado suas obras na região é a de André Luís dos Santos, mais conhecido como André Patrola, a André L. dos Santos LTDA., que está responsável por um trecho de 17 quilômetros entre a MS-228 e a Vazante do Castelo, no Distrito de Nhecolândia.

Saiba

As obras foram embargadas pelo TCE-MS em julho do ano passado. Segundo o órgão, as obras na MS-228, por exemplo, estariam elevando a estrada do nível do solo, transformando a via em uma barragem, impedindo que a água da chuva vá ao encontro do Rio Paraguai. Isso, em um futuro próximo, poderiam transformar a planície pantaneira em um deserto.

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DISPARIDADE

Elite do funcionalismo da Capital obtém reajuste 1.415% maior que a plebe

Salário da prefeita Adriane Lopes, por exemplo, terá reajuste de 66,7% entre abril do ano passado e fevereiro do próximo ano. Servidores da base deve obter 4,39%

11/06/2026 11h40

Projeto de reposição salarial prevê reposição de 4,39%, que será dividido em duas etapas, com a segundo sendo repassada só em 2027

Projeto de reposição salarial prevê reposição de 4,39%, que será dividido em duas etapas, com a segundo sendo repassada só em 2027

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Quando assumiu o atual mandato, em 1º de janeiro de 2025, o salário da prefeita Adriane Lopes (PP) estava em R$ 21.263,62. Em abril, subiu para R$ 26.943,05. Em feverreiro de 2026 saltou para R$ 31.912,56. E, conforme a previsão, em fevereiro do próximo ano sobe para R$ 35.462,22. 

Estes seguidos aumentos representam alta de 66,7%  no salário da chefe do Executivo e também garantem melhorias salariais com índice próximo a isso para secretários e uma série de outros servidores, entre os quais médicos, parcela dos dentistas, boa parte dos auditores-fiscais e procuradores jurídicos e até uma parcela dos diretores de escolas, entre outros. 

Na época da aprovação do reajuste escalonado do salário da prefeita, que serve de teto para o restante do funcionalismo, foi anunciado que o impaco médio mensal destes aumentos seria de R$ 6,85 milhões aos cofres da prefeitura de Campo Grande. 

Em fevereiro de 2023 chegou a ser aprovado pela Câmara de Vereadores aumento de quase 100% sobre o salário da prefeita, que iria para R$ 41.845,48 já no começo do novo mandato. 

Mas, em meio à repercussão negativa, Adriane Lopes conseguiu derrubar a lei aprovada no ano anterior e a Câmara acabou provando reajuste menor (66,7%), e escalonado em três etapas, com a última delas vigorando a partir de fevereiro do próximo ano

Nesta quarta-feira (10), a prefeita encaminhou projeto para a Câmara de Vereadores prevendo reposição de 4,39% para cerca de 9 mil servidores que estão na base da pirâmide salarial. Além da disparidade entre os valores dos salários, o índice percentual de diferença entre o reajuste da elite e o reajuste oferecido agora à plebe do funcionalismo municipal de Campo Gande é da ordem de 1.415%. 

E, conforme sua proposta, 2,2% seriam concedidos em agosto e o restante, em março do próximo ano, um mês depois que o salário dela e da elite do funcionalismo subir pela terceira vez.  A última vez que o funcionalismo municipal obteve reajuste linear foi em meados de 2021. Desde então, a inflação acumulada está na casa dos 34%. 

No projeto enviado à Câmara nesta quarta-feira, o Executivo não fez menção ao impacto financeiro que a correção de 2,2% causará na folha salarial a partir de agosto ou a partir de março do próximo ano. Vereadores da base aliada da prefeita também não souberam informar nesta quinta-feira (11) qual seria este impacto. 

Porém, para milhares de servidores o impacto será zero. Isso porque o salário-base de mais cinco mil trabalhadores municipais enquadrados até o chamado nível dez está abaixo de um salário mínimo e precisa receber complemento, já que nenhum trabalhador pode receber menos de R$ 1.621,00.

Então, com a reposição de 2,2% ou de 4,39%, o salário-base vai até apresentar uma pequena melhora. Automaticamente, porém, o complemento salarial que a administração já paga sofrerá redução e o rendimento que efetivamente chegará ao bolso dos servidores não terá alteração. 

VEREADORES

No começo do ano passado também ocorreu aumento no salário dos 29 vereadores, de 37,3% . Com isso, a remuneração passou de R$ 18,9 mil para R$ 26,08 mil. O reajuste foi aprovado em dezembro de 2023, com a justificativa de que o salário dos vereadores deve corresponder a 75% daquilo que recebem os deputados estaduais. 

POLÍCIA

Irmão do prefeito de Bandeirantes é preso por desvio de combustível

Operação da Deleagro flagrou descarregamento clandestino de diesel em propriedade no município; motorista de caminhão-tanque também foi preso

11/06/2026 11h30

 Ação da Polícia Civil apreendeu cerca de 2 mil litros de diesel, reservatórios utilizados para armazenamento do combustível e aparelhos celulares.

Ação da Polícia Civil apreendeu cerca de 2 mil litros de diesel, reservatórios utilizados para armazenamento do combustível e aparelhos celulares. Divulgação

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A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta quarta-feira (10), dois homens suspeitos de envolvimento em um esquema de furto e receptação de combustível no município de Bandeirantes. Entre os detidos está Selmo Ribeiro Abrante, irmão do prefeito da cidade, autuado pelo crime de receptação.

Conforme informações divulgadas pela Delegacia Especializada de Combate a Crimes Rurais e Abigeato (Deleagro), a ação ocorreu durante diligências investigativas que apuravam o furto de parte da carga transportada por um caminhão-tanque. O motorista do veículo foi preso em flagrante por desviar e comercializar clandestinamente o combustível.

De acordo com a Polícia Civil, os investigadores identificaram que parte da carga de óleo diesel era retirada antes de chegar ao destino final e revendida irregularmente. Durante a operação, também foi preso o responsável pelo recebimento e armazenamento do produto furtado.

Segundo informações publicadas pelo portal iDest, equipes da Deleagro monitoravam um caminhão-tanque suspeito e acompanharam o veículo até um imóvel localizado na Rua Afonso Pena, em Bandeirantes. No local, os policiais teriam flagrado o descarregamento do combustível em um reservatório com capacidade aproximada de mil litros instalado em uma propriedade onde funcionam uma oficina mecânica e um pátio para caminhões e tratores.

Ainda conforme o portal, o motorista relatou aos investigadores que já havia realizado entregas semelhantes no endereço em outras ocasiões. Na ação desta quarta-feira, ele descarregaria cerca de 600 litros de diesel, que seriam vendidos por R$ 4 o litro. As declarações foram registradas pela autoridade policial e deverão ser analisadas ao longo da investigação.

Durante a operação, a perícia foi acionada para realizar levantamentos no local e verificar a eventual ocorrência de crime ambiental. Foram apreendidos os reservatórios utilizados para armazenar o combustível, aproximadamente 2 mil litros de óleo diesel e dois aparelhos celulares.

A Polícia Civil informou que a ação integra o Programa Brasil Contra o Crime Organizado e foi realizada no âmbito da Operação Protetor, coordenada pela IOPI/CGFRON/Senasp, do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Os dois presos permanecem à disposição da Justiça. As investigações continuam para apurar possíveis crimes relacionados ao caso e identificar outros envolvidos no esquema.

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