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Satisfação do motociclista está em alta

Satisfação do motociclista está em alta

ARTHUR CALDEIRA, AGÊNCIA INFOMOTO

22/01/2010 - 07h13
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Em um cenário de queda de 30% nas vendas em função da crise financeira, a competição entre os revendedores de motocicletas nos Estados Unidos está mais acirrada do que nunca. Quem ganha com isso é o consumidor, revela uma pesquisa divulgada recentemente pela J.D. Power Associates, renomada empresa de marketing norteamericana. O estudo realizado pelo 12º ano consecutivo apontou um nível recorde de satisfação dos consumidores que adquiriram uma moto entre setembro de 2008 e maio de 2009. Mais de 8.000 motociclistas norteamericanos foram entrevistados pela J.D. Power. De acordo com suas respostas, o nível de satisfação atingiu 838 pontos em uma escala de 1.000 – um aumento de 24 pontos em relação ao estudo anterior e recorde do setor. A i nda segundo a pesqu isa, a satisfação melhorou em todos os cinco quesitos levados em consideração: produto, qualidade, custo de ser proprietário, vendas e serviço. Por ém, o aumento foi maior nas vendas e nos serviços prestados pelos revendedores. “Com vendas caindo cerca de 30% no último ano, os fabricantes estão competindo ainda mais por cada consumidor”, analisou Todd Markusic, diretor da divisão automotiva da J.D. Power. “O resultado dessa competição m a i s ac i r - rada é que a qualidade e o desempenho das motocicletas estão mais altos do que nunca e os revendedores estão dando muito mais atenção à experiência dos consumidores na compra e na manutenção de suas motos”, concluiu. O estudo ainda constatou que os revendedores que fizeram contato telefônico após a venda ou uma revisão, chamado de “follow-up” no jargão do marketing, garantiram clientes mais satisfeitos. Em média, entre os clientes que foram contatados por telefone a satisfação com a compra é cerca de 170 pontos maior do que entre os que não receberam atenção dos revendedores. “A ligação de ‘follow-up’ é um conceito muito simples e básico, entretanto 20% dos compradores de motos novas não receberam nenhuma ligação e 56% dos que revisaram suas motos não foram contatados”, esclareceu Markusic. Apesar de o estudo ter sido realizado nos Estados Unidos, o cenário no mercado brasileiro de motocicletas não é muito diferente. Afinal, o setor de duas rodas fechou o ano de 2009 com queda de 20% nas vendas e fidelizar o cliente com produtos de qualidade e bom atendimento são conceitos universais, que valem tanto acima quanto abaixo do Equador.

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Correios vetam vale-natal de R$ 2,5 mil a funcionários, enquanto aguardam decisão da Fazenda

O benefício de vale-natal faz parte do ACT firmado pela empresa e os trabalhadores da estatal, em 2024

05/12/2025 19h00

Foto: Emerson Nogueira/Futura Press/Estadão Conteúdo

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Em crise, os Correios decidiram não renovar este ano um benefício de vale-natal de R$ 2,5 mil aos seus funcionários, valor que foi pago em 2024, após Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A empresa comunicou seus funcionários sobre o não pagamento na noite de quarta-feira. Ao mesmo tempo, a estatal espera a avaliação da equipe econômica sobre os próximos passos nas negociações com os bancos.

O benefício de vale-natal faz parte do ACT firmado pela empresa e os trabalhadores da estatal, em 2024. Ele vem sendo renovado, enquanto a atual direção negocia novos termos, mas o benefício de Natal foi cancelado em função da crise e da necessidade de cortes de custos. A informação foi publicada pela Folha de S. Paulo e confirmada pelo Estadão.

Em paralelo, a empresa aguarda avaliação do Tesouro Nacional sobre o plano de recuperação, para poder voltar a negociar com os bancos um empréstimo na casa dos R$ 20 bilhões. A expectativa era de que isso fosse concluído ainda esta semana, mas o desfecho dessa análise deve ficar para a semana que vem.

Na terça-feira, o Tesouro informou à estatal que não dará aval a um empréstimo de R$ 20 bilhões caso as taxas de juros estejam acima de 120% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). A proposta dos bancos, segundo apurou o Estadão, foi de 136% do CDI. Ou seja: com essa taxa, a proposta foi recusada, dando início a uma nova rodada de negociação.

A equipe econômica estuda uma forma de dar um fôlego de curto prazo para a companhia, para que ela não negocie com os bancos sob forte pressão. Mas o desenho dessa ajuda ainda não foi definido.

Nesta quinta-feira, 4, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que se isso ocorrer com aportes do Tesouro, será dentro das regras fiscais.

Rombo bilionário

Os Correios correm para conseguir a liberação do empréstimo para lidar com uma crise financeira sem precedentes. De janeiro a setembro deste ano, a empresa teve prejuízo de R$ 6,05 bilhões, em uma combinação de queda de receitas com aumento de despesas.

Com o empréstimo, a empresa pretende quitar uma dívida de R$ 1,8 bilhão, além de financiar um programa de desligamento voluntário (PDV) e fazer investimentos para tentar recuperar espaço no mercado de encomendas e elaborar novas fontes de receitas.

A estatal também precisa regularizar pendências com fornecedores Isso é visto como crucial pela atual gestão para que a empresa recupere a performance no setor de entregas, a confiança de clientes e tenha aumento de receitas.

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Prefeita sanciona lei que dificulta emissão de atestado médico em Campo Grande

Lei pretende desestimular o uso indevido e fraudulento de atestado

05/12/2025 18h45

Foto: Reprodução

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A prefeita Adriane Lopes (PP) sancionou a o Projeto de Lei que endurece e dificulta o acesso a atestado médico aos pacientes da rede municipal de Saúde em Campo Grande.

O texto foi aprovado em regime de urgência e única discussão instituindo o Programa Atestado Responsável, com a finalidade de endurecer a emissão de atestados, proposta  dos vereadores Rafael Tavares e André Salineiro.

Segundo o texto aprovado, a emissão de atestados deverá ocorrer de forma criteriosa e ética, sendo prerrogativa exclusiva do médico, que decidirá sobre a necessidade e o período de afastamento do paciente.

Quando não houver justificativa médica para afastamento, poderá ser emitida apenas uma declaração de comparecimento, comprovando a presença do paciente na unidade de saúde. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) não especifica sobre a apresentação deste documento para abonar  a falta no trabalho, ou seja, a empresa não tem a obrigação de pagar o salário do dia.

Conforme a lei, o programa “Atestado Responsável” tem objetivo de promover a emissão de atestados médicos de forma responsável e ética, priorizando as reais necessidades clínicas dos pacientes, contribuir para a redução da sobrecarga de atendimentos nas UPA’s e Postos de Saúde, direcionando os recursos para os casos de maior urgência e gravidade. 

Além disso, pretende desestimular o uso indevido e fraudulento de atestados para fins de justificação de ausências sem real necessidade de afastamento laboral, fortalecer a autonomia, a segurança e a responsabilidade do profissional médico na tomada de decisão clínica sobre a necessidade de afastamento do trabalho.

Conforme o texto, o intuito do programa é implementar medidas de controle, registro e transparência na emissão de atestados médicos incluindo o monitoramento da quantidade de documentos emitidos, identificação de padrões de uso e eventuais fraudes, de modo a permitir a avaliação contínua da política pública e seus ajustes futuros.

O que diz as regras da CLT?

A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) não especifica a declaração de comparecimento, exceto em situações específicas, prevista no Artigo 473, em que o trabalhador pode se ausentar sem prejuízo do salário para acompanhar a esposa ou companheira durante a gravidez até dois dias para consultas médicas e exames, ou para acompanhar um filho de até 6 anos em consulta médica, uma vez por ano.

Para outros tipos de consultas e exames, o abono de faltas não é previsto na lei e a aceitação do documento depende da política interna da empresa ou de acordos coletivos.

 

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