Cidades

Combate ao mosquito

Saúde intensificará combate à dengue em seis bairros

Saúde intensificará combate à dengue em seis bairros

KARINE CORTEZ

22/01/2010 - 08h20
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Com índice de infestação do mosquito Aedes aeg ypti – transmissor da dengue – acima de 1,5% nas regiões do Lagoa e Anhanduizinho, a Prefeitura de Campo Grande decidiu concentrar os trabalhos nesses locais e utilizar as seis viaturas de ultrabaixo volume, conhecidas como fumacê, enviadas pelo Ministério da Saúde, para o combate do mosquito. Os equipamentos foram entregues ontem e já estarão circulando a partir de hoje nos bairros Tarumã, Leblon, Aero Rancho, Batistão, Coophavila II e Lageado, que integram as regiões do Lageado e Anhanduizinho. Mas, segundo o diretor estadual de Vigilância em Saúde, Eugênio Barros, os veículos foram emprestados pelo ministério e terão de ser devolvidos quando a situação da dengue for amenizada na Capital. De acordo com o secretário municipal de Saúde, Luiz Henrique Mandetta, dos casos de dengue do total de 10 notificações da doença, sete são pessoas que moram em algum dos seis bairros da região do Lageado ou Anhanduizinho. “Vamos trabalhar para fazer o bloqueio do mosquito e evitar que ele se desloque para outros bairros. Para termos sucesso vamos começar o trabalho com o fumacê das extremidades do bairro para dentro”, enfatizou o secretário. Ele explicou que as pessoas devem deixar portas e janelas abertas no momento em que o fumacê estiver passando. “O alcance do produto é de 80 metros e por isso as pessoas devem permitir que o fumacê entre nas casas para matar o mosquito”, salientou Mandetta. Ele disse ainda que o trabalho será feito duas vezes ao dia, das 5h às 7h30min e das 17h às 19h30min. Prevenção O gove r n a d or A n d r é Puccinelli (PMDB) atribuiu à população parte da culpa pelo aumento no número de casos da dengue em Mato Grosso do Sul. “A população não tem feito a parte dela que é limpar suas casas. A maior parte das larvas do mosquito, 99%, está dentro das residências, e isso é culpa de quem?”, indagou. O secretário municipal de Saúde fez questão de ressaltar que o mosquito transmissor da dengue não se prolifera em terrenos baldios apenas com mato alto. “O Aedes aeg ypti tem como característica se alimentar do sangue de humano e ele é atraído pelo suor das pessoas. Por conta disso, esse mosquito não sobrevive em terrenos baldios. Dengue é uma doença tipicamente urbana, ninguém vai ser contaminado em uma fazenda”, declarou.

Cidades

BNDES financia R$ 1,98 bi para Bram construir 6 navios de apoio fretados pela Petrobras

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bi

21/01/2026 19h00

Sede da Petrobrás

Sede da Petrobrás Imagem: Agência Petrobras

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 1,981 bilhão para a Bram Offshore Transportes Marítimos construir seis embarcações híbridas de apoio marítimo à produção offshore de petróleo e gás, que serão afretadas pela Petrobras, informou o banco nesta quarta-feira, 21.

O anúncio acontece um dia após a estatal assinar, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contratos para expansão da sua frota própria de gaseiros, barcaças e empurradores no estaleiro da Ecovix, no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 2,8 bilhões.

Já as embarcações de apoio financiadas pelo BNDES decorrem de contratos da Petrobras para afretamento por 12 anos, e serão utilizadas para o transporte de suprimentos entre as plataformas de perfuração ou produção em alto mar e as bases em terra. A construção será no Estaleiro Navship, em Navegantes, Região Metropolitana da Foz do Rio Itajaí, em Santa Catarina.

A propulsão dos navios será híbrida, do tipo diesel-elétrica, com bancos de baterias que fornecerão energia suficiente para que, sem outra fonte, sejam capazes de manter a embarcação em posição por um tempo preestabelecido. Também serão dotadas de conector elétrico capaz de receber energia diretamente do porto, quando atracadas.

"O apoio do BNDES contribui para desenvolver e capacitar com emprego de tecnologias mais avançadas o parque nacional de estaleiros, a partir da produção de embarcações com banco de baterias e motores elétricos, que reduzem as emissões de gases de efeito estufa", afirmou em nota o presidente do banco, Aloizio Mercadante.

Segundo o BNDES, os recursos virão do Fundo da Marinha Mercante (FMM). A Bram vai adquirir, até julho de 2028, 6 embarcações da classe PSV 5000. Com o projeto, a expectativa é de criação de 620 empregos diretos no estaleiro durante a construção das embarcações e de 190 empregos diretos na Bram na fase operacional delas.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 21, no Estaleiro Navship, pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, em cerimônia com a presença da diretora de Infraestrutura e Mudança Climática do BNDES, Luciana Costa.

"Esse tipo de investimento só acontece em um País que voltou a ter estabilidade econômica e confiança para investir. O resultado não poderia ser melhor: estaleiros cheios, mais de 50 mil empregos gerados no setor em 2025 e o fortalecimento da nossa economia", disse na ocasião o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

A Bram Offshore Transportes Marítimos Ltda é uma empresa do grupo americano Edison Chouest, de capital fechado, com presença no Brasil desde 1991. Atualmente, é a maior companhia de apoio offshore do país, operando uma frota de 77 embarcações.

Ponta Porã

Fronteira: PF deflagra operação contra uso irregular de substâncias químicas

Investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque

21/01/2026 18h20

Foto: Divulgação

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A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira (21), uma operação contra empresas suspeitas de utilizar estruturas de fachada para o manuseio irregular de substâncias química, ação realizada em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.

A investigação foi iniciada com a apreensão de caminhõestanque, que transportavam líquido transparente identificado como NAFTA, comumente empregada na adulteração de combustíveis. 

A ação contou com o apoio de fiscais da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e cumpriu mandados de busca e apreensão e a suspensão de atividades ilegais.

Operação visa prevenir práticas ilícitas, proteger o consumidor e fortalecer a coleta de provas para o aprofundamento das investigações. As apurações seguem em andamento, sob sigilo.

A substância apreendida estava em desacordo com as notas fiscais. Há indícios de que o líquido era carregado e armazenado clandestinamente em imóveis ligados às empresas investigadas.

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