Cidades

CAMPO GRANDE

Secretaria de Cultura publica lista de quase R$ 2,3 mi em projetos pela PNAB

Iniciativa do Governo Federal gerida pelo Ministério da Cultura, Política Nacional só começou a ser executada com o fim de 2023 e termos de execução assinados têm vigência de seis meses

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Aproximadamente R$2,3 milhões em projetos pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) tiveram seus termos de execução publicados hoje (16), pela Secretaria Executiva de Cultura através do Diário Oficial de Campo Grande. 

No Diogrande de hoje (16), foram publicados aproximadamente 59 termos de execução pela Secult, com assinaturas do titular, Valdir João Gomes de Oliveira, todos com prazo de vigência de aproximadamente seis meses (180 dias).  

Conforme o Executivo de Campo Grande, esses contemplados ainda fazem parte do primeiro ciclo do edital da PNAB, lançado ainda em 2024.

Do contato com a classe artística, a Prefeitura diz que mantém diálogo permanente através da Secult, por canais diretos com os proponentes, por meio do Fórum e Conselho municipais de cultura, que ficam responsáveis por repassar ao poder público um "raio-x" da situação da categoria. 

"A expectativa é que essas seleções fortaleçam a cadeia cultural, estimulem a produção artística local e garantam a continuidade das ações culturais na cidade", diz o município em nota retorno ao Correio do Estado.

PNAB

Diferente da chamada "Lei Paulo Gustavo" - da qual Mato Grosso do Sul precisou devolver milhões aos cofres da União após fim do prazo de execução -, a Política Nacional Aldir Blanc foi instituída por lei que data de seis de julho de 2022. 

Porém, cabe apontar que essa iniciativa do Governo Federal, gerida pelo Ministério da Cultura, só começou a ser executada, de fato, com o fim de 2023.

Através da chamada PNAB, a União destinará anualmente R$ 3 milhões para os entes federativos pelos próximos quatro anos e meio. 

Como há alguns nomes repetidos, sobre essa primeira leva, a Prefeitura indica que foram lançados três editais específicos, sendo que uma mesma pessoa não pôde concorrer duas vezes dentro de um mesmo edital. 

Porém, havia a possibilidade de que alguns artistas fossem contemplados em diferentes frentes, "como projetos individuais e também coletivos, grupos, Pontos de Cultura ou espaços culturais", cita o Executivo, como no caso do Grupo Casa e/ou do Espaço FNK. 

"Importante frisar que os editais seguem minuta enviada pelo Ministério da Cultura. A seleção das propostas foi feita por pareceristas técnicos de diferentes regiões do Brasil, sendo os mesmos selecionados mediante edital publicado no Diário Oficial de Campo Grande, o que garante imparcialidade no processo. A nota final atribuída pelos avaliadores foi o único critério utilizado para a seleção dos projetos", complementa a Pasta.

Perda de recurso

Recentemente a vereadora Luiza Ribeiro denunciou a perda de R$ 23 milhões, de recursos referentes ao 2° ciclo da PNAB, apontando "grave irresponsabilidade da gestão municipal por não cumprir a execução mínima de 60% dos recursos do primeiro ciclo até o prazo final de 7 de julho de 2025, conforme exigido pelo Governo Federal".

Cabe explicar que também já houve reunião da consulta pública para plano de ação no 2° ciclo da PNAB, os valores voltados para a cultura da Capital somam R$5.802.794,95, dos quais R$ 3 mi seriam destinados à publicação de edital para atender as manifestações culturais em Campo Grande.

Segundo a vereadora, tal falha deixopu a Capital fora do primeiro lote de municípios habilitados a receber novos recursos da PNAB, junto de apenas outros dez municípios sul-mato-grossenses. 

"O município não apenas falhou no uso do recurso já disponível, como agora compromete o futuro de projetos culturais que impactam positivamente a vida de milhares de pessoas”, afirmou Luiza, que também é Presidente da Comissão de Cultura da Câmara Municipal", expõe Luiza através de material divulgado pela assessoria. 

Haveriam ainda sinais de má gestão no chamado Fundo Municipal de Incentivo à Cultura (FMIC) e no Programa de Fomento ao Teatro (Fomteatro), que segundo Luiza seguem sem execução adequada. 

Luiza aponta que os pagamentos do edital de 2022 do FMIC teriam sido prometidos para 2025, de forma parcelada, porém, até o momento, apenas uma parcela teria sido quitada, ou seja, com os meses seguintes ainda em aberto.

“A Prefeitura está dando calote na cultura. A cidade está parada, sem investimento, sem transparência e sem respeito aos artistas e à população que paga seus impostos. A cultura de Campo Grande pede socorro. Estamos diante de uma Prefeitura que não investe, não paga e ainda deixa escapar recursos preciosos que vem do Governo Federal. Isso é inadmissível” conclui a vereadora. 
 

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Cidades

Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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