Cidades

infiltrados

Secretaria de Puccinelli tinha
49 funcionários "fantasmas"

Até dezembro, 24 empreiteiras mantinham verdadeiro escritório na Secretaria de Obras

DA REDAÇÃO

10/02/2015 - 00h00
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Nos últimos anos, 24 empreiteiras mantinham escritórios particulares com pelo menos 49 funcionários cumprindo expediente diário dentro da Secretaria de Estado de Obras Públicas e de Transportes (SEOP) e da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul). Os funcionários, que tinham os salários pagos pelas próprias empresas, eram responsáveis por facilitar o acesso dos donos das empresas ao governo e consequentemente garantir contratos milionários do setor de obras.

No fim do mandato de André Puccinelli (PMDB), na segunda quinzena do mês de dezembro último, todos os funcionários foram demitidos das funções que atuavam de forma irregular e, conforme denúncia feita por um ex-funcionário, a nova equipe do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), a qual o Correio do Estado teve acesso, o próprio ex-governador teria demitido os funcionários das empreiteiras e construtoras para que o esquema de facilitação não fosse descoberto.

No entanto, segundo o titular da secretaria de infraestrutura, Marcelo Miglioli, a demissão dos funcionários causou efeito contrário, já que na primeira semana de governo vários setores da pasta estavam vazios. “Eles prestavam serviço no órgão e as construtoras que pagavam o salário deles, muitos setores ficaram vazios e ficamos surpresos. Estamos apurando tudo isso”, disse o secretário.

Os detalhes de como funcionava o esquema e qual a atuação de cada funcionário das empreiteiras dentro do governo ainda está sendo investigado, mas os nomes dos envolvidos e das empresas já foram descobertos. 

A reportagem, de Aliny Mary Dias, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

MPMS

Homem é condenado a 25 anos por estupro de vulnerável em Dourados

Crimes contra duas meninas ocorreram entre 2018 e fevereiro de 2024, Justiça também determinou indenização de R$ 20 mil às vítimas

19/10/2026 11h25

Foto: Divulgação / MPMS

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Um homem foi condenado a 25 anos e 24 dias de prisão por estupro de vulnerável contra duas meninas menores de 14 anos.  A condenação foi decretada pela justiça de Dourados e os crimes ocorreram entre 2018 e fevereiro de 2024.

A condenação foi obtida após ação apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, o MPMS, através da 13ª Promotoria de Justiça de Dourados. A pena deve ser cumprida inicialmente em regime fechado. 

Segundo a decisão da Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e Cartas Precatórias Criminais da Comarca de Dourados, o homem se aproveitou da relação de confiança que mantinha com a família das vítimas para praticar atos libidinosos contra as duas meninas.

As vítimas relataram sobre os abusos sofridos, durante sessões de atendimentos psicológicos, realizados durante a fase de investigação. Posteriormente, prestaram depoimentos especiais em juízo. 

Os relatos foram considerados coerentes e compatíveis com as demais provas reunidas no processo. A sentença cita laudos, parecer psicológico e outros elementos produzidos durante a investigação e a instrução processual.

A divisão da pena foi fixada individualmente para cada crime cometido contra as duas vítimas. 

Pela violência praticada contra a primeira, o homem recebeu 10 anos e 8 meses de reclusão. Com relação a segunda vítima, a pena ficou estabelecida em 14 anos, 4 meses e 24 dias de prisão, totalizando 25 anos e 24 dias de reclusão.

Além do cumprimento da pena em regime fechado, a Justiça determinou que o acusado pague R$ 20 mil, em indenização às vítimas, sendo R$ 10 mil, para cada vítima. 

O réu está preso desde abril de 2026. Na sentença, o juiz decidiu manter a prisão cautelar devido à gravidade dos crimes, à pena aplicada e à permanência dos motivos que justificaram a prisão preventiva.

EXONERAÇÃO

Preso com R$ 127 mil, ex-assessor de deputado é exonerado da Alems

José Antônio tinha vínculo profissional com Lídio Lopes há pelo menos sete anos, e foi nomeado como assessor de gabinete parlamentar em agosto de 2019

19/10/2026 11h20

Além de ser preso com R$ 127 mil e santinhos do deputado Lídio Lopes, Zé Bocão também ofereceu dinheiro aos policiais

Além de ser preso com R$ 127 mil e santinhos do deputado Lídio Lopes, Zé Bocão também ofereceu dinheiro aos policiais Reprodução

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José Antônio Pires de Souza, o Zé Bocão, foi exonerado do cargo que ocupava na Assembleia Legislativa. Ele estava nomeado como assessor parlamentar no gabinete do deputado estadual Lídio Lopes (Avante). No dia 30 de setembro, foi preso com R$ 127 mil em espécie e santinhos do político.

José Antônio tinha vínculo profissional com Lídio Lopes há pelo menos sete anos, e foi nomeado como assessor de gabinete parlamentar em agosto de 2019.

A exoneração foi decretada no dia 9 de outubro. Zé Bocão foi preso após a Polícia Militar identificar que seu veículo estava em alta velocidade na MS-180. Na abordagem, o ex-vereador de Mundo Novo afirmou estar indo em direção ao município, onde exerceu cinco mandatos e também foi ex-presidente da Câmara Municipal.

A abordagem aconteceu entre Iguatemi e Japorã, a cerca de 50 quilômetros do destino final, por volta das 20h30, em um estabelecimento comercial de bebidas em Japorã.

Durante a abordagem, os militares notaram o nervosismo de José Antônio enquanto realizavam a fiscalização e encontraram no veículo 11 pacotes de dinheiro em espécie e blocos de santinhos agrupados do candidato Lídio Lopes.

O flagrante resultou na apreensão dos itens eleitorais e dos pacotes de dinheiro, encaminhados posteriormente para a Delegacia de Polícia Civil de Iguatemi, para onde José Antônio também foi levado.

Segundo o boletim de ocorrência, José Antônio ainda teria oferecido R$ 5 mil aos policiais militares para não ser encaminhado à delegacia.

Solto às vésperas das Eleições

José Antônio Pires de Souza foi solto no dia 3 de outubro, às vésperas do primeiro turno das eleições. A decisão proferida pela juíza concedeu liberdade provisória a ele, mediante o pagamento da fiança, no valor de 20 salários mínimos, o equivalente a R$ 32,4 mil. O pedido para libertação de Zé Bocão foi feito pelo advogado Benedicto Arthur Figueiredo Neto.  

Na audiência, a defesa de José Antônio recorreu à liberdade provisória, sob justificativa de "ausência de requisitos para decretação de prisão preventiva" e das condições de saúde do autuado, por ser uma pessoa idosa, de 71 anos, e com comprometimento da coluna vertebral, conforme descrito no inquérito.

No documento, a juíza ressalta que a prisão em flagrante não pode ser convertida em preventiva, uma vez que não preenche os requisitos dos artigos 312 e 313 do Código de Processo Penal.

Foi concedida, então, a liberdade provisória, com aplicação de medidas cautelares, sob obrigatoriedade de presença do suspeito perante autoridade todas às vezes que for intimado, bem como a proibição de mudar de endereço sem permissão ou ausência por mais de oito dias da Comarca, sem informar onde está.

Em caso de descumprimento de qualquer medida imposta, poderá ser decretada prisão preventiva.

Para as investigações, foi apreendido também o celular de José Antônio, e deferida em audiência pela Juíza, a quebra de sigilo telefônico para contribuir na apuração do caso, a ser realizada extração de informações pela Polícia Federal e também pelo Ministério Público.

*Colaboração de Noysle Carvalho

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