Cidades

MPMS

Homem é condenado a 25 anos por estupro de vulnerável em Dourados

Crimes contra duas meninas ocorreram entre 2018 e fevereiro de 2024, Justiça também determinou indenização de R$ 20 mil às vítimas

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Um homem foi condenado a 25 anos e 24 dias de prisão por estupro de vulnerável contra duas meninas menores de 14 anos.  A condenação foi decretada pela justiça de Dourados e os crimes ocorreram entre 2018 e fevereiro de 2024.

A condenação foi obtida após ação apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, o MPMS, através da 13ª Promotoria de Justiça de Dourados. A pena deve ser cumprida inicialmente em regime fechado. 

Segundo a decisão da Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e Cartas Precatórias Criminais da Comarca de Dourados, o homem se aproveitou da relação de confiança que mantinha com a família das vítimas para praticar atos libidinosos contra as duas meninas.

As vítimas relataram sobre os abusos sofridos, durante sessões de atendimentos psicológicos, realizados durante a fase de investigação. Posteriormente, prestaram depoimentos especiais em juízo. 

Os relatos foram considerados coerentes e compatíveis com as demais provas reunidas no processo. A sentença cita laudos, parecer psicológico e outros elementos produzidos durante a investigação e a instrução processual.

A divisão da pena foi fixada individualmente para cada crime cometido contra as duas vítimas. 

Pela violência praticada contra a primeira, o homem recebeu 10 anos e 8 meses de reclusão. Com relação a segunda vítima, a pena ficou estabelecida em 14 anos, 4 meses e 24 dias de prisão, totalizando 25 anos e 24 dias de reclusão.

Além do cumprimento da pena em regime fechado, a Justiça determinou que o acusado pague R$ 20 mil, em indenização às vítimas, sendo R$ 10 mil, para cada vítima. 

O réu está preso desde abril de 2026. Na sentença, o juiz decidiu manter a prisão cautelar devido à gravidade dos crimes, à pena aplicada e à permanência dos motivos que justificaram a prisão preventiva.

el niño

Cheia do Rio Paraná expulsa rebanhos e isola dezenas de famílias em MS

Povoado de 80 residências está completamente isolado no município de Batayporã por conta da cheia e dezenas de crianças estão sem transporte escolar na região

19/10/2026 11h10

Peões enfrentam os alagamentos em Batayporã para retirar os bovinos que estão em fazenas que foram tomadas pela cheia

Peões enfrentam os alagamentos em Batayporã para retirar os bovinos que estão em fazenas que foram tomadas pela cheia

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Em um ano marcado pelas fortes chuvas atribuídas ao fenômeno El Níño, dezenas de famílias estão ilhadas e milhares de bovinos estão sendo retirados de fazendas por conta da cheia do Rio Paraná e do represamento do Rio Bahia, no município de Batayporã, desde a semana passada.

Os alagamentos ocorrem próximo ao porto São João, onde a travessia pelo Rio Paraná para chegar ao estado de São Paulo é feita por meio de balsa. Nesta região foram pelo menos 300 milímetros de chuva desde o começo do mês, segundo o prefeito de Batayporã, Germino Roz.

Mas, o principal responsável pelos alagamentos é o grande volume de água que estaria sendo liberado pela hidrelétrica de Porto Primavera, que tem em torno de 230 mil hectares e está em torno de dez centímetros acima do normal para esta época do ano.

De acordo com o prefeito, o principal problema na região por enquanto é a suspensão de transporte escolar e o isolamento de 80 famílias que moram no distrito de Perdizes, um povoado que fica a 47 quilômetros da área urbana de Batayporã.

“Esses moradores não conseguem ir para Bataguassu porque as estradas estão alagadas e não conseguem chegar a Batayporã porque a enxurrada arrastou o aterro da via de acesso ao povoado”, relata o prefeito. A reconstrução deste aterro já está sendo providenciada, diz o prefeito, mas para isso é necessário que o nível da água recue.

Além dos transtornos e dos estragos nas estradas, a cheia também provoca sérios prejuízos econômicos aos pecuaritas e ao poder público. "Por conta da cheia, os produtores estão vendendo um gado que ainda não estava pronto e tanto eles quanto a prefeitura sofrem perdas porque o valor do gado fica muito abaixo do previsto", explica Germino. 

Por conta do grande volume de água, a chegada e saída ao distrito é feita somente de barco. Mas, estes deslocamentos ocorrem somente em casos de urgência. As crianças, por exemplo, estão sem aulas e a prefeitura está levando o que o prefeito chama de aulas programadas para que elas acompanhem de casa o andamento das atividades feitas pelo restante das turmas.

Segundo Neuza Aparecida de Souza, de 72 anos, única moradora do Porto São João, a cheia desta vez é maior inclusive do que aquela que ocorreu no começo de 2023, quando pelo menos nove mil hectares de sete fazendas ficaram parcialmente submersos.

“Aqui perto de casa já passou muito caminhão tirando gado das fazendas inundadas. Mas também tem muito fazendeiro retirando os rebanhos a pé, porque os caminhões já não conseguem entrar nas fazendas. O Rio Bahia se esparramou e inundou tudo”, explica ela.

O nível do Rio Paraná subiu principalmente a partir da última sexta-feira, segundo a idosa, que tem um pequeno bar às margens do rio. De acordo com ela, o rio está pelo menos cinco metros acima do normal. Assim como o prefeito, ela também acredita que tenha havia aumento do vertimento de água na usina.

Porém, no site da hidrelétrica existe a informação de que o volume médio de água nos 15 primeiros dias de outubro foi de 5.574,73 metros cúbicos por segundo, o que é considerado normal. Neste domingo (18) a vazão aumentou para 6.528 metros cúbicos por segundo.

Em 2023, quando ocorreu a última grande cheia na região, a hidrelétrica chegou a liberar até 14 mil metros cúbicos por segundo, o que fez o nível do rio subir repentinamente.

A diferença é que naquele ano a água era quase toda procedente de fortes chuvas em Minas Gerais, Goiás e na norte de São Paulo. Agora, explica o prefeito de Batayporã, o Rio Paraná está cheio e represado desde o lago de Itaipu e a água simplesmente não está mais descendo.

E, por conta das condições geográficas, os alagamentos ocorrem somente do lado de Mato Grosso do Sul, onde as terras estão a penas cinco ou seis metros acima do nível normal do rio. No lado paulista, as terras estão todas em torno de 40 metros acima deste nível.

Na região do Porto São João, o principal responsável pelas inundações é o represamento do Rio Bahia. Mas ele não é o único. Próximo a Angélica, mais abaixo, o Rio Ivinhema também está represado e inundou dezenas de ranchos e pesqueiros às margens da BR-276 da MS-141. 

 

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OPERAÇÃO BACKBONE

Mulher e filho de Marcinho VP são presos em operação da PF

Familiares de traficante preso em Campo Grande são investigados em esquema de controle ilegal da internet no Rio de Janeiro

19/10/2026 11h00

Operação Backbone investiga esquema de exploração ilegal de internet em comunidades dominadas pelo Comando Vermelho no Rio de Janeiro

Operação Backbone investiga esquema de exploração ilegal de internet em comunidades dominadas pelo Comando Vermelho no Rio de Janeiro Polícia Federal / Divulgação

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A mulher e um dos filhos do traficante Márcios dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, que está preso na Penitenciária Federal de Campo Grande, foram presos nesta segunda-feira (19), durante uma operação da Polícia Federal contra um esquema milionário de exploração ilegal de serviços de internet no Rio de Janeiro.

Conforme informações divulgadas pelo portal de notícias UOL, Márcia Gama dos Santos Nepomuceno e Lucas Santos Nepomuceno estão entre os presos na Operação Backbone, que investiga a atuação de integrantes do Comando Vermelho (CV) no controle do fornecimento de internet em comunidades da capital fluminense.

A ofensiva resultou, até o momento, em 19 prisões. Ao todo, foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) 23 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão, além de medidas para bloquear até R$ 558 milhões em bens e valores vinculados aos investigados.

As ações ocorrem no Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Teresópolis, Maricá e Magé. Parte dos mandados também é cumprida em unidades prisionais, incluindo estabelecimentos do Sistema Penitenciário Federal.

Segundo a Polícia Federal, a organização criminosa utilizava ameaças e violência para controlar o mercado de internet nos complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão, impedindo a atuação de empresas que não tinham autorização da facção.

Os criminosos cortavam cabos, incendiavam caixas de distribuição e ameaçavam profissionais responsáveis pela manutenção das redes. Com isso, moradores e comerciantes ficavam sem alternativas e eram obrigados a contratar os serviços oferecidos por provedores ligados ao grupo.

Além de impor o serviço à população, a facção cobrava mensalidades das empresas autorizadas a atuar nos territórios sob seu domínio. Os pagamentos representavam uma fonte significativa de recursos para a organização.

Documentos contábeis analisados pelos investigadores apontam que, em apenas um mês, o dinheiro arrecadado com o fornecimento de internet representou mais de 40% da receita do grupo criminoso no Complexo da Penha.

A investigação também identificou a utilização de empresas para movimentar e ocultar os valores obtidos ilegalmente. Entre os negócios suspeitos estão provedores de internet, produtoras de eventos, empresas de publicidade e estabelecimentos de fachada.

Os recursos também teriam sido utilizados na aquisição de imóveis pagos em dinheiro e em operações com criptoativos, dificultando o rastreamento da origem do patrimônio.

Marcinho VP

Marcinho VP está preso desde agosto de 1996 e é apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças históricas do Comando Vermelho. Atualmente, ele permanece custodiado na Penitenciária Federal de Campo Grande, unidade de segurança 

máxima localizada na capital sul-mato-grossense.

Embora esteja encarcerado há aproximadamente três décadas, investigações policiais apontam que ele continuaria exercendo influência sobre a estrutura da facção.

No comunicado sobre a Operação Backbone, a Polícia Federal informou que um dos líderes da organização, atualmente custodiado no Sistema Penitenciário Federal, continuaria controlando atividades empresariais exploradas nos territórios dominados pelo grupo, com a participação de familiares e outras lideranças.

Conforme as investigações, o dinheiro arrecadado pelo esquema era movimentado por empresas e intermediários financeiros até chegar a familiares de uma liderança da organização criminosa.

Além das prisões, a Justiça determinou medidas contra 42 empresas e 40 pessoas físicas investigadas. As atividades econômicas das pessoas jurídicas envolvidas deverão ser suspensas.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) também será comunicada para adotar providências relacionadas à cassação das autorizações de funcionamento dos provedores investigados.

Segundo a Polícia Federal, as medidas deverão considerar a necessidade de manter o fornecimento de internet aos moradores das regiões afetadas, evitando a interrupção de um serviço essencial.

Os investigados poderão responder por crimes como extorsão majorada, lavagem de dinheiro, interrupção de serviços de telecomunicações, exploração clandestina de telecomunicações e domínio social estruturado.

A Operação Backbone integra a força-tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal para combater organizações criminosas que atuam no Rio de Janeiro.

 

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