Cidades

Folha de pagamento

Secretário garante que queda na arrecadação não afeta pagamento dos servidores da prefeitura

Com relação ao reajuste dos valores, a pasta afirma que será estudado durante o ano

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A redução de quase 50% na arrecadação nos valores do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) de Campo Grande não deve impactar a folha de pagamento dos servidores da prefeitura da Capital. 

Durante coletiva nesta quarta-feira, o secretário municipal de Finanças, Isaac José de Araújo, assegurou que os funcionários receberão os salários em dia, mesmo com uma quantia de arrecadação menor que a prevista para o mês de janeiro. 

“Tivemos uma queda na arrecadação. A princípio, os salários não vão ser prejudicados nesses primeiros meses. Até em cima da decisão da Câmara de ontem, que trouxe mais claridade à situação, nós temos evidências de que vamos pagar os salários nas datas previstas”, afirmou o secretário. 

Sobre a expectativa dos servidores de várias categorias, como educação e saúde, sobre o reajuste salarial, Isaac alegou que será estudado.

“Sobre o aumento, a gente vai estudar durante o ano, ainda temos que discutir quando chegar o momento”. 

Este é o quinto ano consecutivo em que os funcionários não têm os pagamentos ajustados. 

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), já havia dito no ano passado que o “arrocho” fiscal no bolso dos servidores poderia durar por tempo indeterminado. 

“Para o ano que vem [2026] eu não tenho como dizer, porque esse plano de equilíbrio fiscal é até a gente recuperar a capacidade de investimento do município. Pode durar um ano, como pode durar dois anos. Então, vai depender muito dos avanços que nós vamos implementar nesse tempo”, declarou na época. 

Queda da arrecadação

O Correio do Estado já mostrou que a polêmica sobre aumento do IPTU na Capital derrubou pela metade a arrecadação do imposto em janeiro na comparação com o mesmo mês de 2025. 

No ano passado, conforme dados oficiais, entraram R$ 286 milhões nos cofres municipais em janeiro. O imposto é a principal fonte de receita do município no começo do ano.

Segundo o secretário de Governo e Relações Institucionais, Ulisses da Silva Rocha, este montante chegou apenas à metade disso, R$ 177 milhões.

A explicação principal é que o prazo de vencimento para pagamento do imposto com direito a desconto de 10% e também da primeira parcela foi adiado de 12 de janeiro para 12 de dezembro, final do ano. Além disso, a segunda parcela também foi prorrogada, de 10 de fevereiro para 12 de fevereiro.

Recalculando

Após decisão judicial, a Prefeitura foi obrigada a recalcular o valor do imposto para os imóveis que sofreram aumento acima do valor da inflação no período, que foi de 5,32% devendo emitir novos boletos até a semana que vem, de forma on-line. 

Esse novo cálculo deve afetar, no entanto, apenas 3% de todos os contribuintes, abrangendo apenas o chamado “Tarifaço dos Terrenos”. 

Em outras palavras, até o ano passado, os proprietários de boa parcela destes terrenos pagavam 1% de imposto, até essa mudança para 3,5% que sozinha já representa um aumento de 250% no valor do carnê e, se estes terrenos estão na lista dos 45% dos imóveis que sofreram majoração desta taxa por conta da reclassificação feita este ano, acabaram sofrendo tarifaço duplamente.

Em nota técnica, a prefeitura frisou que só foram suspensos através da decisão aqueles terrenos, os ditos "imóveis territoriais", que tiveram alíquota aumentada em 2026, sendo o único ponto abordado em decisão judicial. 

"Atinge 15 mil imóveis aproximadamente, de um total de 485 mil... que vão estão suspensos dentro do site de cobrança pois estamos refazendo os cálculos", cita o secretário Isaac, afirmando que ainda não é possível estipular uma data de até quando deve durar essa suspensão. 

Com exceção desses 15 mil terrenos baldios agora, qualquer um dos chamados imóveis prediais, as habitações, precisam atender o prazo que termina amanhã (12/02) para o pagamento à vista, já que esses não sofreram qualquer aumento acima do índice da inflação e não foram citados, ainda com o desconto de 10%, que por sua vez foi mantido em decisão judicial.


 

FOLIA 2026

Veja quais ruas estarão interditadas para o Carnaval em Campo Grande

A folia na Capital deve durar até o dia 21 de fevereiro

11/02/2026 15h00

Feriado em 2026 deve ser um dos maiores de todos do MS

Feriado em 2026 deve ser um dos maiores de todos do MS FOTO: Marcelo Victor/Correio do Estado

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A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) divulgou o cronograma das ruas que estarão interditadas durante o período do Carnaval em Campo Grande. 

A lista garante que motoristas se programem para rotas alternativas no período e que os eventos aconteçam sem perigo em diferentes regiões da cidade. 

O órgão ressalta, ainda, as orientações para que os motoristas respeitem os limites de velocidade, não dirigirem alcoolizados e respeitar às sinalizações temporárias e orientações dos agentes. 

Aos foliões, as orientações são para a priorização do transporte público ou de aplicativos para os deslocamentos e o planejamento antecipado. 

Veja abaixo os trechos interditados:

Desfile das Escolas de Samba

Ensaios técnicos

Datas: 11 e 12 de fevereiro
Local: Praça do Papa
Horário: a partir das 19h

Rotas alternativas:

  • Avenida Presidente Vargas
  • Avenida Aeroclube
  • Avenida Fernando de Noronha
  • Blocos de Carnaval

Bloco Reggae

Datas: 13 e 14 de fevereiro
Local: Avenida Calógeras (esquina com Avenida Mato Grosso)
Horário: das 18h à meia-noite

Bloco Farofolia

Data: 13 de fevereiro
Local: Rua Dr. Temístocles (entre Rua 14 de Julho e Avenida Calógeras)
Horário: das 16h à meia-noite

Bloco Só Love

Data: 13 de fevereiro
Local: Rua General Melo (entre Rua 14 de Julho e Avenida Calógeras)
Horário: das 16h à meia-noite

Bloco Cordão Valu

Datas: 14 e 17 de fevereiro
Local: Avenida Calógeras (entre Rua General Melo e Avenida Mato Grosso)
Horário: das 15h à meia-noite

Bloco Ipa Lelê

Datas: 14 e 16 de fevereiro
Local: Avenida Mato Grosso (entre Rua 14 de Julho e Avenida Calógeras)
Horário: das 16h à meia-noite

Bloco Capivara Blasé

Datas: 15 e 16 de fevereiro
Local: Rua Dr. Temístocles (entre Rua 14 de Julho e Avenida Calógeras)
Horário: das 14h à meia-noite

Bloco Forrozeiros MS

Data: 21 de fevereiro
Local: Rua Dr. Temístocles (entre Rua 14 de Julho e Avenida Calógeras)
Horário: das 18h à meia-noite

Bloco Eita

Data: 21 de fevereiro
Local: Avenida Calógeras (esquina com Avenida Mato Grosso)
Horário: das 14h à meia-noite

Rotas alternativas para todos os blocos carnavalescos listados:

  • Avenida Mato Grosso (sentido R. Rui Barbosa até Rua 13 de Maio)
  • Rua 14 de Julho x Rua Antonio Maria Coelho
  • Avenida Ernesto Geisel x Rua Antonio Maria Coelho
  • Bloco Barra da Saia

Data: 16 de fevereiro
Local: Teatro da Orla Morena – Cabreúva
Horário: das 15h às 22h

Rotas alternativas:

  • Avenida Noroeste x Rua Feliciana Carolina
  • Rua 11 de Outubro até a Rua Plutão
  • Bloco Subaquera

Data: 16 de fevereiro
Local: Rua Abdalla Roder, nº 692 – Vila Margarida
Horário: das 16h à meia-noite

Rotas alternativas:

  • Rua Abdalla Roder x Rua Carneiro Campos
  • Rua Abdalla Roder x Rua Elizioter Araújo França

Desfile Oficial das Escolas de Samba

Datas: 16 e 17 de fevereiro
Local: Praça do Papa
Horário: a partir das 19h

Rotas alternativas:

  • Avenida Presidente Vargas
  • Avenida Aeroclube
  • Avenida Fernando de Noronha

Apuração das notas

Data: 18 de fevereiro
Local: Teatro de Arena do Horto Florestal
Horário: a partir das 17h

Entrega das premiações

Data: 20 de fevereiro
Local: Armazém Cultural – Esplanada Ferroviária
Horário: a partir das 18h

Confira a programação completa do Carnaval 2026 a partir de quinta-feira (12):

12 de fevereiro

  • 20h - Bloco Evoé Baco - Rua Antônio Maria Coelho, com 14 de julho

13 de fevereiro

  • 15h - Bloco do Reggae – Monumento Maria Fumaça
  • 16h - Bloco Farofolia – Esplanada Ferroviária (Rua Dr. Temístocles, 103)
  • 16h - Bloco Só Love – Esplanada Ferroviária (Rua General Melo, 91)

14 de fevereiro

  • 15h - Bloco do Reggae – Monumento Maria Fumaça
  • 15h - Cordão Valu – Esplanada Ferroviária
  • 16h - Bloco Ipa Lê Lê – Avenida Mato Grosso, 68
  • 9h às 14h - Bloco Acorda o Galo - Morada dos Bais

15 de fevereiro

  • 14h - Bloco Capivara Blasé – Esplanada Ferroviária

16 de fevereiro

  • 14h - Bloco Capivara Blasé – Esplanada Ferroviária
  • 15h - Cia Barra de Saia - Orla Morena (voltado para mulheres, mães e crianças)
  • 16h - Bloco Ipa Lê Lê – Avenida Mato Grosso, 68
  • 16h - Bloco Subaquera – Rua Abdala Roderbourg, 692, Vila Margarida

17 de fevereiro

  • 15h - Cordão Valu – Esplanada Ferroviária

21 de fevereiro

  • 14h - Bloco Eita! – Monumento Maria Fumaça
  • 17h - Bloco dos Forrozeiros MS – Esplanada Ferroviária (Rua Dr. Temístocles)

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correia de longa distância

Irmãos Batista projetam inédita "estrada rolante" de 12 km em MS

Instalação de uma correia para o transporte de minérios na morraria de Corumbá deve tirar 300 caminhões por dia das estradas secundárias da região da mineração

11/02/2026 12h45

Atualmente, o transporte de minérios entre as minas na morraria de Corfumbá e o local do depósito é feito por caminhões

Atualmente, o transporte de minérios entre as minas na morraria de Corfumbá e o local do depósito é feito por caminhões

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Para reduzir a circulação de caminhões com minérios na região de morraria de Corumbá e Ladário, a LHG Mining, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, pretende fazer uma espécie de "estrada rolante" de pelo menos 12 quilômetros para transportar boa parte dos minérios que extrai na região. A distância equivale ao trajeto entre o centro de Campo Grande e as Moreninhas.

Um dos primeiros passos para instalação daquilo que chamam de Transportador de Correia de Longa Distância (TCLD) foi dado nesta terça-feira, quando um decreto do Governo do Estado desapropriou 846 hectares de nove proprietários ao longo dos quais será instalada esta "estrada rolante". 

Conforme a publicação do diário oficial, das áreas desapropriadas, 338,5 hectares já pertencem à mineradora e os 507 restantes estão em nome de outros proprietários. O valor das indenizações ainda não foi definido. 

A instalação da esteira para o transporte de minérios faz parte do pacote de investimentos de R$ 4,03 bilhões qua a LHG, empresa do grupo J&F, está fazendo desde o ano passado na extração de minérios. Conforme o Estudo de Impacto Ambiental, a meta é elevar a extração de 12 milhões para 25 milhões de toneladas anuais. 

No estudo de impacto ambiental a empresa informa que "o minério produzido na Planta de Beneficiamento será enviado por correia transportadora, com extensão de 12 km, até o pátio de estocagem de produtos, onde serão formadas pilhas. As correias serão cobertas, evitando o arraste de poeira pelo vento". 

Para conseguir a licença de operação, a empresa informou que esta "estrada rolante" levaria os minérios até as proximidades da ferrovia. Deste ponto, o transporte seria feito de trem até o porto Gregório Curvo, no distrito de Porto Esperança, de onde os minérios são escoados pelo Rio Paraguai rumo ao mercado internacional

Porém, desde o começo de dezembro do ano passado a empresa suspendeu o transporte ferroviário e desde então todo o material é levado de caminhão entre o distrito de Maria Coelho e Porto Esperança. Por trem, esse trajeto era de 46 quilômetros. 

Depois da suspensão do transporte ferroviários, centenas de caminhões passaram a utilizar a BR-262 para levar o minério até o porto. Somente nos primeiros nove meses do ano passado  a LHG despachou 4,2 milhões de toneladas de minérios pelo Rio Paraguai a partir do terminal Gregório Curvo, que funciona na margem esquerda do Rio Paraguai.

De acordo com o Coordenador de Mineração da Secretria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semadesc), Eduardo Pereira, a implantação do TCLD representa um avanço relevante do ponto de vista ambiental e de segurança. 

De acorco com ele, “a implantação do Transportador de Correia de Longa Distância até o Terminal Ferroviário do Menkc vai retirar das estradas sinuosas que ligam as jazidas cerca de 300 caminhões diariamente". 

Atualmente, cada caminhão, explica ele, leva em torno de 40 toneladas de minério partindo de áreas com altitude de 900 metros. Por conta da morraria, as estradas são tomadas por uma série de curvas e por isso o percurso que os caminhões fazem é bem superior aos 12 quilômetros que essa correia terá, já que ela será praticamente em linha reta.

Por dia, então, a "estrada rolante" vai fazer o transporte de cerca de 12 mil toneladas de minério. "Isso significa redução expressiva das emissões de CO, mais segurança viária, preservação de vidas e menor impacto ambiental", segundo Eduardo Pereira.

No estudo de impacto ambiental a LHG também destaca a relevância desta correia dizendo que "a implantação da correia transportadora de minério ajudará a reduzir os impactos sonoros ao substituir parte do transporte rodoviário, minimizando os efeitos no ambiente". 

Embora atualmente esteja suspenso o transporte ferroviário, o projeto da LHG prevê a construção de um novo terminal de embarque (Pera Ferroviária) às margens da ferrovia, evidenciando que no futuro a empresa pretende retomar a modalidade. A ferrovia deve passar por nova licitação em novembro deste ano.

Embora já exista em outros estados, como Minas Gerais e Pará, esta será a primeira correia de longa distância a ser utilizada no setor de mineração em Mato Grosso do Sul. 

COMPENSAÇÃO

Nesta quarta-feira (11), publicação do diário oficial do Governo do Estado revela que a mineradora LHG Mining fará um repasse superior a R$ 53,2 milhões à administração estadual a título de compensação ambiental por conta da ampliação das atividades de mineração em Corumbá e Ladário.  

Como a atividade de mineração é considerada como sendo de alto potencial poluente, a compensação ambiental equivale a 1,32% de todo o investimento previsto pela mineradora. 

Depois da conclusão dos investimentos, conforme o estudo de impacto ambiental, haverá significati va contratação de pessoal para a execução de atividades administrativas e atividades operacionais de lavra, beneficiamento, transporte e operação do pátio de produtos e pera ferroviária.

A previsão é de que haja necessidade de contratação de 551 pessoas, elvando o volume de empregos de 969 para 1.520 pessoas. 

Mas, durante a fase implantação das atividades de ampliação, a geração de vagas será b em maior. Durante o pico da fase  de implantação serão necessários cerca de 4.300 trabalhadores, com alojamento para 2.600 operários na área do projeto, informe o estudo de impacto ambiental. 

 

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