Cidades

BRASIL

Segunda parcela do décimo terceiro deve ser paga até sexta-feira

Valor extra vai beneficiar 95,3 milhões de trabalhadores e injetar R$ 369,4 bilhões na economia

Continue lendo...

A segunda parcela do décimo terceiro salário deve ser depositada até a próxima sexta-feira (19) para cerca de 95,3 milhões de brasileiros. O pagamento segue o calendário previsto em lei, que determina o repasse da primeira parcela até 28 de novembro e a quitação do benefício até 20 de dezembro.

Considerado um dos principais direitos trabalhistas do país, o décimo terceiro salário deve injetar aproximadamente R$ 369,4 bilhões na economia brasileira em 2025, conforme estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em média, cada trabalhador com carteira assinada receberá R$ 3.512, considerando a soma das duas parcelas.

O calendário de pagamento vale apenas para trabalhadores na ativa. Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tiveram o décimo terceiro antecipado, como ocorreu nos últimos anos. A primeira parcela foi paga entre 24 de abril e 8 de maio, enquanto a segunda foi liberada entre 26 de maio e 6 de junho.

Quem tem direito ao décimo terceiro

De acordo com a Lei nº 4.090/1962, que instituiu a gratificação natalina, têm direito ao décimo terceiro salário os trabalhadores com carteira assinada, aposentados e pensionistas que tenham trabalhado por pelo menos 15 dias no ano. Nesses casos, o mês em que o empregado trabalhar 15 dias ou mais é considerado como mês completo para efeito de cálculo.

Também recebem o benefício trabalhadores em licença-maternidade e aqueles afastados por doença ou acidente. Já em casos de demissão sem justa causa, o décimo terceiro deve ser pago de forma proporcional ao período trabalhado, junto com as verbas rescisórias. O direito é perdido apenas quando a demissão ocorre por justa causa.

Como é feito o cálculo

O pagamento integral do décimo terceiro é garantido a quem trabalha há pelo menos um ano na mesma empresa. Para quem atuou por menos tempo, o valor é calculado de forma proporcional: a cada mês com ao menos 15 dias trabalhados, o empregado tem direito a 1/12 do salário de dezembro.

A regra, porém, também prevê descontos. Caso o trabalhador tenha faltado mais de 15 dias no mês sem justificativa, aquele período não entra no cálculo do décimo terceiro.

Atenção à tributação

Os descontos de Imposto de Renda e contribuição ao INSS incidem apenas sobre a segunda parcela do décimo terceiro. A primeira metade do benefício é paga integralmente, sem descontos. Já o recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é obrigação do empregador.

As informações sobre a tributação do décimo terceiro salário devem constar em campo específico na declaração anual do Imposto de Renda Pessoa Física.

**Com Agência Brasil**

Assine o Correio do Estado

"INFILTRADOS"

Alvo de buscas do Gaeco, delegado some e nem advogado sabe o paradeiro

Advogado afirma que Hoffman D'Ávila Cândido e Sousa não está preso nem foragido e espera confirmação de eventual mandado de prisão para se entregar

24/09/2026 10h28

Delegado está envolvido entre suspeitos por desvio de droga em MS

Delegado está envolvido entre suspeitos por desvio de droga em MS Gerson Oliveira

Continue Lendo...

Alvo da Operação Infiltrados, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) nesta quinta-feira (24), o delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa está em Campo Grande, mas não se encontrava em sua residência durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão realizado no imóvel. A defesa afirma que ele não está preso nem foragido e que deverá se apresentar caso seja confirmada a existência de mandado de prisão.

Em coletiva, o advogado Hamilton Ferreira de Almeida disse que ainda buscava informações sobre a situação do delegado e não havia recebido confirmação sobre eventual ordem de prisão preventiva ou temporária.

“Eu sei que ele não está preso. Falaram que ele estava preso, publicaram, mas ele não está preso”, afirmou.

Hamilton confirmou que Hoffman permanece em Campo Grande, mas não revelou onde ele está. Segundo o advogado, a ausência do delegado da residência não significa que ele esteja foragido.

A defesa sustenta que, caso seja constatada a existência de uma ordem judicial de prisão, Hoffman deverá comparecer às autoridades. “Nem sei se ele tem prisão preventiva decretada. Se tiver, ele vai se apresentar”, declarou.

O advogado soube da operação após ser procurado pela família. Segundo ele, a esposa do delegado entrou em contato para informar que policiais estavam na residência cumprindo uma ordem de busca. Ela permanecia no imóvel durante as diligências.

Ainda na manhã desta quinta-feira, a reportagem constatou a presença de uma viatura do Gaeco e outra da Polícia Civil na residência do delegado.

Testemunhas relataram que técnicos de informática entraram e saíram do imóvel. Até o momento, não há confirmação oficial sobre eventual apreensão de computadores, celulares ou outros equipamentos eletrônicos.

Operação Infiltrados

A Operação Infiltrados foi deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), para cumprir 24 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 38 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Terenos.

As investigações começaram em outubro de 2025 e, segundo o MPMS, apontaram a participação de integrantes das forças de segurança em um esquema de desvio de drogas apreendidas, principalmente cocaína.

Os investigadores apuram se parte dos entorpecentes apreendidos era omitida dos registros oficiais ou retirada de depósitos de delegacias. Posteriormente, a droga seria repassada a traficantes ligados ao grupo investigado e recolocada no mercado ilegal.

Até o balanço divulgado pelo Gaeco, haviam sido cumpridos mandados de prisão preventiva contra nove policiais civis, dois policiais militares e um policial penal.

A defesa de Hoffman informou que continua buscando informações oficiais sobre a situação do delegado.

"INFILTRADOS"

Operação mira delegado e policiais por suposto desvio de droga em MS

Gaeco cumpre 26 mandados de prisão e 38 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Terenos

24/09/2026 08h30

A operação segue em andamento e novas informações podem ser divulgadas ao longo do dia

A operação segue em andamento e novas informações podem ser divulgadas ao longo do dia Marcelo Victor

Continue Lendo...

O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (24), a Operação Infiltrados, contra um esquema suspeito de desviar drogas apreendidas pelas forças de segurança em Mato Grosso do Sul.

Ao todo, foram expedidos 24 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 38 de busca e apreensão. As diligências ocorrem em Campo Grande, Dourados e Terenos.

Até o momento, conforme balanço divulgado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), foram cumpridos mandados de prisão preventiva contra nove policiais civis, dois policiais militares e um policial penal.

Na residência do delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa, um dos alvos da Operação Infiltrados, a reportagem constatou a presença de uma viatura do Gaeco e outra da Polícia Civil durante o cumprimento das diligências nesta manhã.

Segundo testemunhas, técnicos de informática entraram e saíram do imóvel. Até o momento, não há informação oficial sobre eventual apreensão de computadores, celulares ou outros equipamentos eletrônicos no local.

Hoffman atuava na 6ª Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande. Antes, ele trabalhou na Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros.

As investigações começaram em outubro de 2025, depois que elementos relacionados ao suposto esquema foram encontrados durante as operações Traquetos e Blindspot, também conduzidas pelo Gaeco.

Segundo o MPMS, o grupo investigado teria participação de integrantes das forças de segurança e atuaria principalmente no desvio de cocaína apreendida durante ocorrências policiais.

A investigação aponta duas formas de atuação. Em uma delas, parte da quantidade de droga efetivamente apreendida não seria registrada oficialmente. Na outra, entorpecentes seriam retirados diretamente de depósitos de delegacias.

Posteriormente, a droga desviada seria entregue a traficantes ligados ao grupo investigado e recolocada no mercado ilegal.

A suspeita é de que agentes públicos tenham utilizado o acesso proporcionado pelas próprias funções exercidas na segurança pública para viabilizar o esquema.

Operação Infiltrados

A ação desta quinta-feira conta com apoio das corregedorias das polícias Civil e Militar, Batalhão de Choque, Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e Polícia Institucional do Ministério Público Federal.

Representantes da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso do Sul (OAB-MS), também acompanharam diligências realizadas na residência de uma advogada.

O nome “Infiltrados”, segundo o Ministério Público, faz referência à suspeita de participação de integrantes da organização criminosa em órgãos de segurança pública e ao suposto uso das estruturas destinadas ao combate à criminalidade para a prática dos crimes investigados.

A operação segue em andamento e novas informações podem ser divulgadas ao longo do dia.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).