Cidades

caso playboy da mansão

Segundo júri de Jamilzinho tem somente uma mulher

Duas outras chegaram a ser sorteadas, mas acbaram sendo substituídas a pedido da defesa. Jurados ficarão totalmente isolados durante quatro ou cinco dias

Continue lendo...

Somente uma mulher faz parte dos sete jurados que vão dizer se os quatro acusados de envolvimento com o assassinato de Marcel Hernandes Colombo, o Playboy da Mansão, são ou não culpados pela execução, ocorrida em 18 de outubro de 2018. 

O número de mulheres poderia ser maior, mas duas delas foram dispensadas. Além disso, um homem também foi dispensado após a realização do sorteio. 

Normalmente os advogados de defesa preferem um júri formado por homens, já que, em tese, estes são menos susceptíveis aos argumentos emotivos geralmente utilizados pela acusação. 

No primeiro júri ao qual foi submetido Jamil Name Filho, pela morte de Matheus Xavier, em julho do ano passado, o corpo de jurados foi composto por cinco homens e duas mulheres. Mesmo assim, ele foi condenado a 23,5 anos de prisão por ter sido mandante da morte do estudante. 

Os nomes das cerca de 25 pessoas que fariam parte do sorteio dos jurados já eram de conhecimento dos advogados de defesa e acusação, que normalmente fazem um estudo prévio sobre o perfil destes jurados. Por isso, no momento do sorteio, dispensaram três das pessoas que haviam sido inicialmente escolhidas.

Por ser um julgamento que deve durar quatro ou cinco dias, ficarão praticamente isolados dos familiares e vão dormir em um hotel, onde  terão segurança especial durante todo o período.

Alimentação, hospedagem e transporte ficarão por conta da Justiça. Os celulares de todos foram recolhidos e partir do início do julgamento teriam de se pedir a um oficial de justiça caso precisem de algo. Este oficial, por sua vez, terá de pedir autorização do juiz para atender às solicitações.

Previamente informados, praticamente todos já foram ao fórum com malas ou mochilas, pois tinham conhecimento de que poderiam ser sorteados e que teriam de ficar em isolamento. 

Cadê o pistoleiro?

Além de Jamil Name Filho, estão sendo julgados o policial federal  Everaldo Monteiro de Assis e os guardas municipais Marcelo Rios e Rafael Antunes Vieira. Jamilzinho é acusado de ser o mandante e os demais, teriam servido de intermediários. 

O homem que teria feito os disparos,  Juanil Miranda Lima, porém, nunca foi localizado. Ele faz parte da lista vermelha da Interpol, aquela que reúne os bandidos mais procurados do país, mas nunca mais foi localizado. 

Existem suspeitas, inclusive, de que ele tenha sido morto e seu corpo nunca tenha sido localizado. Outros pistoleiros que prestaram serviço a esta quadrilha foram mortos e até esquartejados, como ocorreu Rafael Leonardo do Santos,  encontrado carbonizado em 22 de agosto de 2013 às margens do anel viário de Campo Grande. 

Conforme o MPE, Marcel Colombo foi morto porque dois anos antes teria agredido Jamilzinho após um desentendimento em uma casa noturna de Campo Grande. 

 

Números

Apenas 76 países enviaram delegações à COP15 em Campo Grande

Organização espera reunir cerca de 2 mil pessoas, entre delegados, cientistas e povos indígenas

26/03/2026 17h45

Ministra Marina Silva

Ministra Marina Silva Foto: Marcelo Victor

Continue Lendo...

A 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias (COP15) começou nesta segunda-feira (23) com um dado que chama atenção: há mais participantes acompanhando o evento de forma virtual do que presencial. Dos 133 países signatários do tratado, apenas 76 enviaram delegações, enquanto o restante optou pela participação remota.

Naa entrada do Pantanal, a maior zona úmida tropical do planeta, a conferência reúne espera reunir cerca de 2 mil pessoas, entre delegados, cientistas, povos indígenas, comunidades locais e organizações de conservação. O encontro ocorre em um contexto ambiental crítico para a região, que enfrenta seca, incêndios florestais e mudanças no uso do solo.

A abertura da conferência também foi marcada pela divulgação de novos relatórios que apontam um cenário preocupante para a biodiversidade global. Segundo o documento “Estado das Espécies Migratórias do Mundo: Relatório Provisório (2026)”, quase metade (49%) das espécies listadas na Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias (CMS) apresenta tendência de queda populacional, enquanto cerca de uma em cada quatro já está ameaçada de extinção em nível global.

O estudo indica que a pressão sobre essas espécies é resultado de uma combinação de fatores, como sobre-exploração, destruição de habitats, poluição, mudanças climáticas e a presença de espécies invasoras.

Ao longo da semana, os participantes discutirão propostas de inclusão de novas espécies nas listas de proteção, além de ações conjuntas, resoluções e decisões que irão orientar as políticas de conservação nos próximos anos. As deliberações finais devem ser submetidas à aprovação no próximo domingo (29).

A Conferência das Partes é o principal órgão deliberativo da CMS e se reúne a cada três anos. O encontro tem como objetivo avaliar avanços, atualizar compromissos e reforçar medidas de proteção às espécies migratórias, sempre com base em evidências científicas sobre ameaças, tendências populacionais e estratégias de conservação eficazes. O evento é realizado no Bosque dos Ipês. 

Assine o Correio do Estado

Epidemia

Idoso é a 6ª vítima de Chikungunya de 2026 em MS

Óbitos pela doença em 2026 já correspondem a um terço do total em 2025

26/03/2026 17h30

Óbitos pela doença em 2026 já correspondem a um terço do total em 2025

Óbitos pela doença em 2026 já correspondem a um terço do total em 2025 Divulgação

Continue Lendo...

Um idoso de 72 anos é a 6ª vítima confirmada decorrente da Chikungunya. A morte do homem aconteceu no dia 19 de março, mas estava em investigação, sendo confirmada no boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (SES) desta quinta-feira (26). A vítima era do município de Bonito e foi a primeira morte fora de Dourados. 

O idoso possuía outras comorbidades, como hipertensão arterial e diabetes e apresentou os sintomas iniciais no dia 13 de março, apenas seis dias antes do óbito. 

De acordo com o boletim epidemiológico da SES, o município de Bonito tem 56 casos da doença confirmados e 74 em investigação, colocando a cidade com risco vermelho para incidência de Chikungunya, quando há mais de 300 casos a cada 100 mil habitantes. 

Em apenas três meses, 2026 já registrou pouco mais de um terço das mortes registradas em todo o ano de 2025, considerado o ano mais letal da doença no Estado, com 17 óbitos. 

Além do idoso, as outras cinco vítimas eram moradores de aldeia indígenas em Dourados:

  • mulher de 69 anos (Aldeia Jaguapiru, no dia 26/02);
  • homem de 73 anos (Aldeia Jaguapiru, no dia 09/03);
  • bebê de 3 meses (Aldeia Bororó, no dia 10/03);
  • mulher de 60 anos (Aldeia Jaguapiru, no dia 12/03);
  • bebê de 1 mês (Aldeia Jaguapiru, no dia 24/03).

Em todo o Estado, são 3.058 casos prováveis de Chikungunya e 1.452 casos confirmados. Dentre os casos confirmados, 21 são gestantes. 

Chikungunya em MS

Em Dourados, a atual situação causada pelo surto de chikungunya motivou o decreto de estado de emergência em saúde pública por parte do Executivo Municipal. 

Inicialmente concentrada na área da Reserva Indígena, a disseminação da doença já atinge bairros como Jardim dos Estados, Novo Horizonte e a região do Jóquei Clube, apontados como áreas com maior incidência de focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor também da Dengue e Zika.

Essa "explosão" dos casos de Chikungunya em 2025 passou a ser observada já desde o início do ano passado, quando até o começo de março Mato Grosso do Sul já anotava 2.122 casos prováveis. 

Através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, por exemplo, é possível notar que a série histórica iniciada em 2015 começa com apenas um óbito registrado naquele ano.

Até 2024 essa arbovirose iria vitimar um total de apenas oito sul-mato-grossenses, já que com 2016 e 17 passando sem qualquer registro de morte por Chikungunya em Mato Grosso do Sul, a doença só voltou a matar um paciente em 2018, ano em que três pessoas morreram.

Porém, nos quatro anos seguintes (de 2019 a 2022) ela voltaria a sumir do radar do sul-mato-grossense. Na sequência, antes de explodir no ano passado, 2023 e 2024 só registraram, respectivamente, três e uma morte por chikungunya em Mato Grosso do Sul, com o ano passado somando o dobro dos óbitos da última década, como bem acompanha o Correio do Estado

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).