Cidades

MATO GROSSO DO SUL

Segurança pública: criminalidade cai, mas polícia mata mais

Homicídios, feminicídios e crimes de violência doméstica tiveram queda no primeiro semestre de 2023; em contrapartida, furtos e roubos aumentaram, e mortes causadas por policiais também

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O primeiro semestre apresentou redução da criminalidade em Mato Grosso do Sul se comparado ao mesmo período do ano passado. No entanto, o número de mortes por intervenção do Estado aumentou três vezes mais. Os dados são da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). 

No primeiro semestre de 2022, foram registradas 18 mortes decorrentes de intervenção policial no Estado, neste ano o número triplicou e contabilizou 67 mortes. O número representa um aumento de 272.22%.

Esse é o maior número de mortes em intervenção policial notificados nos últimos 10 anos em Mato Grosso do Sul. Os dados começaram a ser catalogados em 2013 e, desde então, 2019 havia sido o ano com mais óbitos por agentes do Estado, com 41 mortes entre os seis primeiros meses do ano.

Em fevereiro, um rapaz envolvido em uma tentativa de homicídio morreu após trocar tiros com a polícia no Jardim Centro Oeste, em Campo Grande. Na ocasião, uma pessoa fugiu e outra foi presa.

Em abril, outro caso foi registrado em Dourados. Luis Eduardo Santos Leal, 22 anos, morreu em confronto com policiais civis. Ele tinha registro de tráfico de drogas e era procurado por dupla tentativa de homicídio.

O caso mais recente registrado aconteceu na última quinta-feira (29), um homem morreu em confronto com a polícia no bairro das Moreninhas, em Campo Grande. O rapaz seria autor do assassinato de Renan de Camargo Candido, 23 anos, morto em março no Jardim Macaúbas.

Homicídio e feminicídio 

O índice de homicídio doloso notificado no primeiro semestre de 2023 apresentou queda quando comparado ao mesmo período do ano anterior. Neste ano, foram contabilizados 209 homicídios, ante os 229 registrados de janeiro a junho em 2022.

O último caso foi registrado na noite de sexta-feira (30), com o assassinato de Dorvalino Alves da Costa, de 79 anos, encontrado morto na residência, na Rua Nazaré, no bairro Noroeste, em Campo Grande. Ele teria lutado contra o assassino.

O crime contra mulheres apresentou redução no número de casos. Enquanto nos primeiros seis meses do ano passado foram registradas 24 mortes por feminicídio, o Estado soma 10 vítimas até o momento. 

O último caso de feminicídio foi registrado no sábado (1º). A vítima, Natali Gabrieli da Silva Souza, 19 anos, foi morta a facadas na frente do filho pelo marido, Cléber Corrêa Gomez, 30 anos, no Jardim Lageado, em Campo Grande.

Violência doméstica apresentou queda de 2,98%, no primeiro semestre do ano passado foram notificados 9.724 casos, já neste ano foram 9.434 casos. Em contrapartida, crimes de estupro tiveram aumento de 3,12%, saltando de 1.026 casos para 1.058. 

Mortes no trânsito

O número de mortes no trânsito apresentou redução, no primeiro semestre de 2022 foram registradas 131 vítimas fatais, já neste ano foram 122 mortes registradas até junho. Só em Campo Grande, de acordo com os últimos dados divulgados pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) são 11 óbitos, isso sem contabilizar os quatro que ocorreram somente nesta semana, incluindo dois na noite deste sábado (1º).

Furto e roubo

Os crimes de roubo e furto registraram aumento de 82,67% e 9,83%, respectivamente. Foram registrados 524 boletins de ocorrência por roubo e 1.604 por furto a mais comparado ao último ano. Já os números de estelionato caíram de 6.817 para 5.986, uma redução de 12,17%.

Casos de latrocínio, roubo seguido de morte, pontuou queda de 40%, de cinco vítimas em 2022 para três neste ano. Morte a esclarecer, os registros onde a tipificação do crime, quando não natural, acontece após laudo da perícia, houve aumento de 580 para 629, sendo alta de 8,45%.

Confira abaixo os números registrados no primeiro semetres de 2023:

Crimes Total primeiro semestre de 2022 Total primeiro semestre de 2023
Estelionato 6.817 5.986
Estupro 1.026 1.058
Feminicídio 24 10
Furto 16.231 17.925
Homicídio  228 209
Mortes no trânsito 131 122
Mortes por intervenção do Estado 18 67
Morte a esclarecer 614 641
Roubo 1.554 2.068
Tentativa de homicídio 301 296
Violência doméstica 9.724 9.434
Lesão seguida de morte 3 8

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solidariedade

Campanha Natal Solidário é lançada com foco em arrecadar brinquedos em Campo Grande

Itens arrecadados serão distribuídos para crianças em situação de vulnerabilidade social em dezembro

23/08/2026 17h00

Prefeitura pede que brinquedos doados sejam novos

Prefeitura pede que brinquedos doados sejam novos Foto: Pixabay

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A Prefeitura de Campo Grande, por meio do Fundo de Apoio à Comunidade (FAC), lançou oficialmente a Campanha Natal Solidário, que tem como principal objetivo arrecadar brinquedos novos para crianças de famílias em situação de vulnerabilidade social.

As doações serão destinadas a ações especiais de Natal, que serão realizadas nas sete regiões urbanas e nos dois distritos de Campo Grande, Anhanduí e Rochedinho.

Conforme a prefeitura, a proposta é mobilizar a população para transformar solidariedade em presentes e levar alegria às crianças durante o período natalino.

Podem ser doados brinquedos novos para meninas e meninos nos pontos de coleta espalhados pela cidade.

Entre os pontos de arrecadação estão o Shopping Norte Sul Plaza, na Avenida Presidente Ernesto Geisel, 2.300, e a sede do Fundo de Apoio à Comunidade (FAC), na Avenida Fábio Zahran, 6.000, na Vila Carvalho.

“Doar um brinquedo novo de menina ou menino é levar amor e alegria a quem mais precisa, que é a criança”, destaca a presidente do FAC, Adir Diniz.

O FAC destaca ainda a importância de que as doações sejam de brinquedos novos. A iniciativa busca garantir que cada criança receba um presente em boas condições e tenha a experiência de abrir um brinquedo novo no Natal.

Além de estimular a solidariedade, a campanha busca reforçar a importância do consumo consciente e do cuidado com o meio ambiente. A proposta, conforme o Executivo Municipal, une sustentabilidade e solidariedade ao incentivar atitudes que contribuam para o bem-estar das pessoas e do planeta.

A Campanha Natal Solidário conta com o apoio das secretarias municipais e de parceiros da iniciativa privada, além de estar aberta à participação de toda a população.

Para informações sobre a campanha e orientações para doações, o FAC disponibiliza o telefone (67) 2020-1361.

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24° FEMINICÍDIO

Mulher é morta a facada dentro de casa e MS registra o 24° feminicídio

Crime ocorreu na manhã deste domingo (23), na Vila Trindade; vítima tinha 38 anos e polícia realiza buscas pelo suspeito e a filha do casal

23/08/2026 15h15

Polícia Civil foi acionada para apurar a morte de Marta Florentino Godoi, de 38 anos, ocorrida dentro da residência onde vivia, em Aquidauana

Polícia Civil foi acionada para apurar a morte de Marta Florentino Godoi, de 38 anos, ocorrida dentro da residência onde vivia, em Aquidauana Divulgação

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Uma mulher de 38 anos foi morta a facada dentro de casa na manhã deste domingo (23), na Vila Trindade, em Aquidauana. Identificada como Marta Florentino Godoi, ela teria sido atacada pelo próprio marido, que fugiu após o crime levando a filha menor de idade do casal. 

O caso é investigado como feminicídio. Conforme informações do portal O Pantaneiro, o crime ocorreu por volta das 6h, em uma residência localizada na Travessa Margarita Meza. Marta foi atingida por um golpe de faca e não resistiu aos ferimentos. 

Depois do ataque, o suspeito deixou o imóvel e teria levado a filha do casal. Equipes das forças de segurança foram mobilizadas para tentar localizá-lo e encontrar a criança. Até o momento, as circunstâncias que levaram ao crime não foram esclarecidas.

A Polícia Civil realizou os primeiros levantamentos no local. A ocorrência é acompanhada pela Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) de Aquidauana, sob responsabilidade da delegada Isabelle Sentinelo. A investigação deverá reconstruir os momentos anteriores ao ataque e apurar a motivação. 

Moradores da região relataram que não tinham conhecimento de episódios anteriores de violência doméstica envolvendo o casal. As informações preliminares também indicam que não havia registros policiais nteriores relacionados a agressões ou desentendimentos entre os dois. 

A ausência de ocorrências anteriores, no entanto, será considerada apenas como um dos elementos da investigação. A Polícia Civil devera ouvir pessoas próximas à vítima, ao suspeito e reunir outros elementos para esclarecer a dinâmica do crime. 

Feminicídio

Feminicídio é o assassinato de uma mulher pelo fato de ser mulher, ou seja, questões de gênero que envolvem violência doméstica, física, verbal, sexual ou patrimonial. 

Geralmente, o feminicídio é praticado por (ex) companheiros, (ex) namorados, (ex) noivos ou (ex) esposos da vítima. 

É um crime hediondo cuja pena pode variar de 20 a 40 anos de reclusão, não sendo possível pagar fiança. A pena é cumprida em regime fechado.

O feminicídio passou a ser um crime autônomo, com seu próprio artigo no Código Penal, diferente do homicídio qualificado. O condenado por feminicídio perde o poder familiar e é impedido de exercer cargos/funções públicas.

Violência contra mulher deve ser denunciada em qualquer circunstância, seja agressão física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial.

Os números para denúncia são 180 (Atendimento à Mulher), 190 (Polícia Militar) e 153 (Guarda Civil Metropolitana).

O sinal "X" da cor vermelha, escrita na mão, significa que a vítima quer alertar que sofre violência doméstica. Portanto, o cidadão deve ficar atento, acolhê-la e acionar as autoridades. 

2026

A morte de Marta ocorre dois dias depois de Mato Grosso do Sul atingir a marca de 23 feminicídios registrados em 2026. O número foi alcançado após um caso ocorrido em Costa Rica, na sexta-feira (21).

Conforme dados do Monitor da Violência contra a Mulher, da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS), o Estado contabilizava 23 vítimas de feminicídio neste ano até agosto.

Caso a investigação confirme o enquadramento da morte de Marta como feminicídio e o caso seja incluído nas estatísticas oficiais, Mato Grosso do Sul passará a contabilizar 24 feminicídios em 2026.

As buscas pelo suspeito continuam, enquanto a Polícia Civil trabalha para esclarecer a motivação e as circunstâncias do crime, além de localizar a filha do casal.

Lista trágica

Confira a lista de mulheres vítimas de feminicídio em 2026:

  1. Josefa dos Santos - 16 de janeiro
  2. Rosana Candia Ohara - 24 de janeiro
  3. Nilza de Almeida Lima - 22 de fevereiro
  4. Beatriz Benevides da Silva - 25 de fevereiro
  5. Liliane de Souza Bonfim Duarte - 6 de março
  6. Leise Aparecida Cruz - 7 de março
  7. Ereni Benites - 8 de março
  8. Fátima Aparecida da Silva - 23 de março
  9. Marlene de Brito Rodrigues - 6 de abril
  10. Vera Lúcia da Silva - 13 de abril
  11. Zelita Rodrigues de Souza - 30 de abril
  12. Kelly Laura - 15 de maio
  13. Fabíola Marcotti - 18 de maio
  14. Maria do Carmo - 28 de junho
  15. Paula de Souza Conceição - 11 de julho
  16. Rosenilda de Oliveira Candelário - 17 de julho
  17. Terezinha Nantes - 27 de julho
  18. Ana Carolina Goés - 31 de julho
  19. Adrielle Encarnação - 31 de julho
  20. Rose Batista Cabreira - 2 de agosto
  21. Adriana Barrios - 5 de agosto
  22. Nathalia Rodrigues Nogueira - 06 de agosto
  23. Fátima Alves de Matos - 21 de agosto

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