Cidades

PANDEMIA

Seis cidades da fronteira estão sem mortes por Covid-19 há mais de 60 dias

Municípios participaram de vacinação em massa em junho e mais da metade está sem mortes há mais de 30 dias

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Após mais de dois meses do fim da vacinação em massa na fronteira de Mato Grosso do Sul, a imunização continua a mostrar efeitos nos municípios. 

Das 13 cidades contempladas na pesquisa, seis não registram óbitos há mais de 60 dias por Covid-19.  

De acordo com levantamento realizado pelo Correio do Estado, algumas cidades que dividiram as 165,5 mil doses da Janssen e que participam da vacinação em massa não registram óbitos em decorrência do vírus há mais de 33 dias. 

Alguns municípios, é o caso de Sete Quedas, Paranhos, Japorã, Antônio João, Caracol e Porto Murtinho, zeraram as mortes pelo coronavírus há, pelo menos, 63 dias.

Últimas notícias

Para o médico infectologista Julio Croda, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), responsável pelo estudo no Estado, os dados são reflexo da eficácia da vacina e da importância da pesquisa.

“A cobertura vacinal dessas cidades está bem acima de 90%, e isso reflete nos indicadores de hospitalização e número de óbitos. Esses índices são resultados da eficácia da vacinação”, apontou Croda.  

Ao todo, foram 13 cidades da fronteira com Paraguai e Bolívia que fizeram parte do projeto Vebra Covid-19, que avaliou o impacto da vacinação em massa a partir da dose única da Janssen.

A cidade com registro de morte há mais tempo é Japorã, onde o último óbito foi há 85 dias, em 19 de junho. 

Desde o início da pandemia, a cidade registrou nove mortes em decorrência da doença, a maioria de pessoas idosas que tinham comorbidades.

“A pesquisa depois de um mês já tinha mostrado reflexos positivos, e isso deve permanecer, o que só reafirma como a vacina da Janssen funciona para os alvos que participaram e previne os casos de hospitalização e óbitos”, destacou Julio Croda.  

Conforme o secretário de Saúde de Mundo Novo, Fábio Roberto Dias, o município não registra óbitos por Covid-19 há 34 dias. 

A última morte aconteceu no dia 11 de agosto, o que, segundo ele, se deve ao avanço da vacinação e ao estudo realizado na cidade.

“A vacinação e a pesquisa foram cruciais para termos a diminuição no número de mortes registradas na nossa cidade, estamos caminhando para a volta à normalidade. A população muito contribuiu para esse momento, além disso, faz mais de um mês que não há internação em Mundo Novo”, avaliou.  

Entre os municípios que participaram da pesquisa, a cidade de Corumbá foi a última que registrou mortes em decorrência do vírus. 

No dia 11 de setembro, uma menina de apenas 6 anos foi a óbito por Covid-19. Ela estava internada desde o dia 29 de agosto, por complicações da doença, e não resistiu.  

Os 13 municípios fronteiriços que participaram da pesquisa foram : Corumbá, Ladário, Porto Murtinho, Caracol, Bela Vista, Antônio João, Ponta Porã, Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Paranhos, Sete Quedas, Japorã e Mundo Novo.

Estudo

A vacina americana da Janssen é de aplicação única e foi utilizada para estudo epidemiológico. 

Produzido pelo grupo Johnson & Johnson, esse imunobiológico de dose única possui eficácia de 85% para casos graves de Covid-19 e proteção completa contra hospitalização e morte pela doença.

Nos municípios que fizeram parte da pesquisa, todos os habitantes acima de 18 anos que ainda não tinham sido vacinados com outros imunizantes receberam a dose da Janssen. 

O estudo tem como objetivo monitorar o impacto da vacina na imunidade coletiva.  

A pesquisa é semelhante à que já foi feita nos municípios de Serrana e Botucatu, ambos em São Paulo, e tem como objetivo analisar o impacto da vacinação em massa em pessoas entre 18 e 50 anos.

Prosseguir

Mais da metade dos municípios que participaram da vacinação em massa foram classificados na bandeira amarela, ou seja, apresentam grau tolerável de risco, conforme o bandeiramento realizado pelo comitê gestor do Programa de Saúde e Segurança na Economia (Prosseguir).  

De acordo com o último levantamento, 30 municípios de Mato Grosso do Sul estão na bandeira amarela, e, entre eles, o número de óbitos registrados por Covid-19 também segue em queda.

A reportagem entrou em contato com as secretarias de Saúde e verificou que mais de 16 cidades não registram mortes há mais de um mês por Covid-19.  

Como exemplo, na cidade de Rio Verde de Mato Grosso o último registro de óbito foi há 61 dias, em 13 de agosto. 

De acordo com o secretário de Saúde do município, Roberto Martins da Silva, também há mais 50 dias não há registro de internações por Covid-19.  

“As coisas estão melhorando, tínhamos uma procura diária de 60 a 70 pacientes no centro de referência que abrimos para atender apenas pessoas com sintomas de Covid-19, agora, temos em média duas [pessoas] procurando atendimento com sintomas gripais. A vacinação fez isso acontecer”, destacou.  

Tacuru também está sinalizada na bandeira amarela do Prosseguir e registrou o último óbito no dia 22 de junho, há quase 90 dias, enquanto Rio Brilhante e Itaquiraí contabilizaram a última morte em decorrência do coronavírus no dia 4 de agosto.

Imunização

Com o repasse de doses extras da Janssen e a chegada de novas vacinas, Mato Grosso do Sul é o estado brasileiro onde a vacinação está mais avançada.

Desde o dia 19 de janeiro, Mato Grosso do Sul já aplicou 3.291.117 doses contra a Covid-19, sendo 1.869.233 primeiras doses, 1.158.021 segundas doses e 234.886 doses do imunizante de aplicação única.

O Estado tem 74,9% da população total com a primeira dose ou a dose única de vacina contra a doença. Outros 49,6% já completaram a imunização com as duas aplicações ou com a vacina de dose única.

águas de fevereiro

Volume de chuva em Campo Grande em fevereiro deste ano é quase o dobro do ano passado

Faltando 6 dias para o mês acabar, a média estimada do volume de chuva para fevereiro já foi alcançado com folga

22/02/2026 16h00

O mês pode se tornar o mais chuvoso dos últimos dez anos

O mês pode se tornar o mais chuvoso dos últimos dez anos FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A chuvarada em Campo Grande e em diversos municípios de Mato Grosso do Sul no mês de fevereiro já é considerada a maior em, pelo menos, três anos. 

Na Capital, o volume de chuva registrado neste mês já é quase o equivalente ao dobro do volume observado no mesmo mês de 2025. 

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), até hoje (22), já choveu 228,6 milímetros em Campo Grande, frente a 116,8 milímetros em fevereiro do ano passado, uma diferença de 111,8 milímetros. 

O volume de chuvas já ultrapassou com folga a média esperada para todo o mês na cidade, que era de 180 milímetros. Esse volume foi alcançado no dia 19 de fevereiro, faltando ainda 9 dias para o mês terminar. 

Com o Estado em alerta para chuvas intensas até, pelo menos, o final desta segunda-feira (23), fevereiro deste ano caminha para bater a marca de fevereiro de 2023, quando choveu 242,2 milímetros ao longo do mês. 

O mês já é o mais chuvoso dos últimos três anos e, se a previsão do tempo se confirmar para a última semana do mês, há a possibilidade de que este seja um dos fevereiros mais chuvosos dos últimos 10 anos, posto ocupado pelo mês de 2019, quando o acumulado no período foi de 251,4 milímetros. 

Os alertas emitidos pelo Inmet para todos os municípios do Estado avisam sobre o risco de acumulados de chuva de até 50 milímetros no dia, acompanhados de ventos intensos, podendo chegar a 60 km/h. Há risco de alagamentos, quedas de galhos e descargas elétricas. 

No início da tarde deste domingo (22), uma chuva rápida em várias regiões de Campo Grande já foi suficiente para formação de enxurradas e lamaçal. 

No bairro Nova Lima, região Norte da cidade, crianças e adolescentes foram vistas brincando na enxurrada na rua Jerônimo de Albuquerque. 

Já no Portal Caiobá 2, na Rua Velia Berti de Souza, que não possui asfalto, moradores ficaram ilhados devido ao acúmulo de água na via. 

"A situação é recorrente e causa transtornos, risco de acidentes e sensação de abandono, já que a infraestrutura [asfalto] chegou nas ruas ao redor, mas aqui não", relatou um morador. 

La Niña

Atualmente, o clima brasileiro está sob influência do fenômeno La Niña, quando as águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial se resfriam de forma anormal, favorecendo chuvas irregulares e volumosas especialmente na região Centro-Oeste.

Normalmente, o fenômeno deixa de atuar no mês de abril, contribuindo para o retorno de períodos de seca. 

Para a meteorologista do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima em Mato Grosso do Sul (Cemtec), Valesca Fernandes, no segundo semestre, o Estado deve ser impactado por outro fenômeno, o El Niño, responsável pelo aumento das temperaturas. 

"Sobre o El Niño, ele tem um impacto indireto aqui no Estado [em relação às chuvas]. Porém, quando ele atua aqui no Estado, ele impacta na temperatura, favorecendo a ocorrência de ondas de calor e temperaturas acima da média. Há uma previsão do possível desenvolvimento do El Niño no trimestre de julho, agosto, setembro", afirmou. 

O El Niño foi um dos responsáveis pela formação dos incêndios descontrolados no Pantanal, principalmente no ano de 2024, época em que Mato Grosso do Sul estava sob influência do fenômeno. 


 

Oportunidade

Inscrições para concurso para diplomata com salário de R$22,5 mil vão até quarta-feira

As provas serão aplicadas em duas fases, sendo a primeira em todas as capitais do País, inclusive Campo Grande

22/02/2026 14h30

Os 60 aprovados atuarão em Brasília, no Palácio Itamaraty

Os 60 aprovados atuarão em Brasília, no Palácio Itamaraty Divulgação

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O Ministério das Relações Exteriores (MRE) abriu um concurso para o cargo de diplomata com 60 vagas e salário inicial de R$ 22.558,56. Pela primeira vez, duas vagas estão reservadas a candidatos indígenas. 

A seleção terá duas fases e as provas da primeira fase serão aplicadas em todas as capitais do Brasil, inclusive Campo Grande. 

Os interessados na seletiva devem fazer sua inscrição pelo site do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e de Promoção de Eventos (Cebraspe), banca organizadora do processo seletivo, até a próxima quarta-feira (25) às 17 horas (horário de MS). 

Das 60 vagas, três são destinadas à pessoas com deficiência, 15 são para candidatos pretos e pardos, uma para quilombola e duas para indígenas. As demais são para a ampla concorrência. 

Para participar do concurso, não é exigido formação específica. Porém, o candidato deve possuir algum diploma de curso superior reconhecido pelo Ministério da Educação. 

Fases

A primeira fase do concurso é composta por uma prova objetiva no modelo certo ou errado, com questões de Língua Portuguesa, Inglês, História do Brasil, História Mundial, Geografia, Direito e Política Internacional.

A segunda fase terá provas escritas das mesmas matérias e de um idioma adicional, podendo ser espanhol ou francês. 

A primeira fase terá provas aplicadas em todas as capitais do País e no Distrito Federal. Já na segunda fase, a prova será realizada nas capitais estaduais e no Distrito Federal, desde que hajam candidatos aprovados na primeira fase nessas cidades. 

Para concorrer às vagas reservas, o candidato deve se autodeclarar no momento da inscrição. Será realizada verificação documental por uma comissão no caso de candidatos indígenas e quilombolas. 

O valor da taxa de inscrição é de R$ 229 e os candidatos doadores de medula óssea e inscritos no CadÚnico podem solicitar a isenção. 

Cronograma

  • Inscrições e solicitação da isenção de taxa: 4 a 25 de fevereiro
  • Data final para o pagamento da taxa de inscrição: 13 de março
  • Consulta aos locais da prova objetiva da Primeira Fase: 20 de março
  • Aplicação da prova objetiva da Primeira Fase: 29 de março em dois turnos (manhã e tarde)
  • Resultado final e convocação para a Segunda Fase: 17 de abril
  • Aplicação da prova escrita:
  • 25 de abril: Língua Portuguesa (manhã) e História do Brasil (tarde)
  • 26 de abril: Língua Inglesa (manhã) e Geografia (tarde)
  • 2 de maio: Política Internacional (manhã) e Economia (tarde)
  • 3 de maio: Direito (manhã) e Língua Espanhola ou Língua Francesa (tarde)
  • Resultado final da Segunda Fase: 3 de junho
  • Resultado final do concurso e homologação: 1º de julho

Os aprovados ingressarão no cargo de Terceiro Secretário, classe inicial da carreira de Diplomata e farão parte do Curso de Formação do Instituto Rio Branco, etapa obrigatória para a confirmação no cargo. 

Entre as principais responsabilidades da função estão a representação, negociação e defesa dos interesses do Brasil no exterior. 
 

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