Cidades

Pandemia

Infectologista aponta falta de consciência de vacinados como agravante da pandemia

Vacinados somente com a primeira dose que abandonam cuidados de segurança podem ser vitimas fatais do vírus

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Pessoas que receberam somente a primeira dose da vacina contra Covid-19 estão se contaminando pelo vírus por abandonar as ações de biossegurança.  

De acordo com a infectologista e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Ana Lúcia, as pessoas que tomaram apenas um das duas doses dos imunizantes contra a covid estão tendo a falsa sensação de segurança total e estão abandonando os cuidados básicos, ocasionando a contaminação pelo vírus que gera o agravamento da pandemia.

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"As pessoas acreditam estarem imunizadas porque tomou uma dose da vacina, você só está vacinado, isso significa que os cuidados devem continuar, mas elas não estão se protegendo e estão se contaminando, registramos casos graves e até mesmo óbitos nessas circunstancias"

Até o momento o Brasil e consequentemente o Mato Grosso do Sul administraram somente vacinas divididas em duas doses, sendo a CoronaVac, AstraZeneca e Pfizer. 

A primeira dose significa que o indivíduo foi vacinado, a segunda dose conclui o processo de imunização deste.

Segundo Ana Lúcia, o agravamento da pandemia não está ligado somente aos vacinados que não estão se cuidando, mas também a população em geral que não se sensibiliza com a própria situação que tem vivido, indo contra todas as medidas de segurança.

"Nossa vacinação está lenta, não temos possibilidade de abertura de novos leitos, a única forma de controlar a contaminação é fazendo aquilo que estamos orientando há cerca de um ano e meio, usar máscara, distanciamento social, sair apenas quando necessário, essas ações salvam vidas", disse a especialista.

Situação de Mato Grosso do Sul

Sem a possibilidade de abertura de novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) o Estado já teve de transferir uma paciente para Rondônia nesta quarta-feira (2).

Ao todo, 30 pacientes devem ser enviados para outros estados para obterem tratamento contra Covid.

Neste feriado de Corpus Christi, Mato Grosso do Sul confirmou 2.470 novos casos de Covid-19 nas últimas 24h.

O número é o maior registrado nesta semana e se aproxima do último recorde de confirmações, quando foram confirmados 2.998 novos casos na semana passada.

No Estado, 59 pessoas também perderam suas vidas de ontem para hoje, totalizando então 6.976 mortes pelo Coronavírus.

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até novembro

IBGE inicia coleta da Pesquisa Nacional de Saúde em 4,3 mil domicílios de MS

Além de entrevistas, participantes selecionados terão pressão arterial, peso e altura aferidos

12/07/2026 18h00

Pesquisadores visitarão domicílios até o dia 30 de novembro de 2026

Pesquisadores visitarão domicílios até o dia 30 de novembro de 2026 Foto: Divulgação / IBGE

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou, na última sexta-feira (10), a coleta da terceira edição da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2026), realizada em parceria com o Ministério da Saúde.

A PNS é realizada por amostragem e, até 30 de novembro, cerca de 60 entrevistadores do IBGE visitarão 4.335 domicílios em Mato Grosso do Sul. Em todo o País, serão 140 mil domicílios visitados em todos os estados.

O levantamento domiciliar vai coletar informações sobre as condições de saúde da população, hábitos de vida, acesso e utilização dos serviços de saúde, ocorrência de doenças crônicas e fatores associados à qualidade de vida.

Durante a visita, o entrevistador do IBGE aplicará um questionário sobre o domicílio e seus moradores. Em seguida, um morador com 15 anos ou mais, selecionado aleatoriamente, responderá ao questionário individual.

Entre os temas investigados estão doenças crônicas, saúde da mulher, saúde da população idosa, saúde bucal, saúde mental, alimentação, atividade física, tabagismo, acidentes, violência, doenças transmissíveis, pessoas com deficiência, cobertura por plano de saúde, utilização dos serviços de saúde, além de informações sobre educação,trabalho, renda e condições de moradia.

Além da entrevista, os participantes selecionados para o questionário individual terão a pressão arterial, o peso e a altura aferidos.

Os dados da PNS 2026 servem para acompanhar e avaliar políticas públicas, planejar as ações do Sistema Único de Saúde (SUS), fortalecer a saúde privada e monitorar o cumprimento de metas nacionais e internacionais relacionadas ao tema.

“Os resultados permitem conhecer melhor a realidade do país, apoiar estudos e pesquisas e subsidiar ações voltadas à promoção da saúde e à redução das desigualdades”, disse o IBGE, em nota.

Exames de sangue e urina

O Instituto destaca que, na edição 2026, pela primeira vez será feita uma coleta de biomarcadores, por meio de exames gratuitos de sangue e urina, em uma subamostra de participantes com 35 anos ou mais, entre julho
e outubro.

Os exames incluem hemograma, perfil lipídico, hemoglobina glicada, creatinina, ácido úrico, sódio, potássio, sorologia para chikungunya e dosagem de chumbo e mercúrio.

Posteriormente, os participantes voluntários receberão gratuitamente os resultados dos exames realizados.

As análises dos resultados das amostras permitirão produzir indicadores relacionados a doenças crônicas, fatores metabólicos, função renal, exposição a contaminantes ambientais, entre outros.

Como identificar o entrevistador

Os entrevistadores do IBGE estarão devidamente identificados com crachá, colete institucional e dispositivo eletrônico de coleta.

A identidade do servidor pode ser confirmada pelo portal respondendo.ibge.gov.br ou pelo telefone 0800 721 8181, tendo em mãos um dos seguintes dados: matrícula, CPF ou RG do entrevistador.

O IBGE destaca que a participação dos moradores dos domicílios selecionados é fundamental para garantir que os resultados representem adequadamente as condições de saúde da população do país. 

Por isso, se um pesquisador bater à porta, o IBGE orienta que o morador colabore e responda aos questionamentos.

TEMPO

Após chuvas, tempo volta a ficar seco durante a semana em Mato Grosso do Sul

Amplitude térmica permanece, com frio nas primeiras horas do dia e calor ao longo da tarde

12/07/2026 17h00

Semana deve ter baixa umidade relativa do ar

Semana deve ter baixa umidade relativa do ar Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A frente fria que passou por Mato Grosso do Sul e trouxe chuvas durante o fim de semana se afasta para o sudeste do País e as áreas de insabilidade perdem força no Estado nesta semana. O tempo volta a ficar seco, com índices de umidade relativa do ar em torno de 30%,

De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), nesta segunda-feira (13) ainda pode haver frio em alguns municípios, com mínima entre 9°C e 12°C. 

No entanto, o tempo volta a ficar mais estável, especialmente nas regiões centro-sul, sudoeste e sudeste. Nas demais regiões, ainda não se descartam pancadas isoladas de chuva e tempestades, devido à permanência
de umidade e à atuação de áreas de instabilidades.

A partir de terça-feira (14), as áreas de instabilidade diminuem e os dias devem ter predomínio de sol e tempo seco, mas ainda com amplitude térmica, com grande diferença entre as mínimas e máximas registradas no mesmo dia.

Nas madrugadas e primeiras horas da manhã, as temperaturas podem chegar a 10°C, especialmente no sul do Estado, mas sobem rapidamente ao longo do dia, com máximas ultrapassando os 30°C.

Em Campo Grande, as temperaturas oscilam entre 10°C e 34°C, sem previsão de chuvas.

A umidade relativa do ar volta a atingir níveis de atenção em Mato Grosso do Sul, com índices em torno de 30%, principalmente durante a tarde. O índice é considerado prejudicial à saúde, podendo surgir sintomas como ressecamento da pele, desconforto nos olhos, boca e nariz.

O Cemtec também alerta que a persistência do tempo quente, seco e com baixa umidade relativa do ar
aumenta significativamente o risco de ocorrência e propagação de incêndios florestais, exigindo atenção redobrada da população.

Diante desse cenário, a recomendação é se manter hidratado, evita exposição ao sol nas horas mais quentes do dia e umidificar os ambientes.

Inverno

O inverno começou no dia 22 de junho e deve ser marcados por ondas de calor, influenciadas pelo super-El Niño, e chuvas um pouco acima da média, mas ainda com longos períodos de seca.

A estação segue até dia 22 de setembro e, de acordo com dados do Cemtec, apresenta os menores índices pluviométricos do ano no Estado, ou seja, é o período conhecido como estiagem. Ainda por causa disso, também se observam baixos índices de umidade relativa do ar.

Conforme reportagem do Correio do Estado, mesmo que a estação seja conhecida por período mais frios, em Mato Grosso do Sul a situação é diferente, já que a tendência climática indica temperaturas próximas ou ligeiramente acima da média histórica, que geralmente varia de 24°C a 26°C em grande parte do Estado.

Ainda de acordo com o Cemtec-MS, “esse cenário pode gerar impactos sobre os setores agropecuário, hídrico, energético e de saúde pública, reforçando a necessidade de monitoramento meteorológico contínuo”.

O centro meteorológico reforçou que o El Niño deve se intensificar no segundo semestre deste ano em Mato Grosso do Sul, contribuindo para a ocorrência de ondas de calor mais frequentes e intensas e para períodos prolongados de temperaturas acima da média.

 

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