Cidades

Na Capital

Sem credenciamento de hospital, oncologia infantil fica restrita e MPE investiga

Santa Casa e Hospital de Câncer Alfredo Abrão são alvo de inquérito civil

ALINY MARY DIAS

14/08/2015 - 09h20
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O atendimento a crianças que lutam contra o câncer foi restrito nas últimas semas em Campo Grande e a situação motivou abertura de investigação por parte do Ministério Público Estadual (MPE). Os alvos da investigação são o Hospital de Câncer Alfredo Abrão e a Santa Casa de Campo Grande.

Desde o fim do ano passado, a Santa Casa não atende pacientes da área oncológica. Na época, os pacientes foram transferidos para outras unidades de saúde como o Hospital de Câncer e o Hospital Regional Maria Aparecida Pedrossian, todos na Capital.

Diante disso, o atendimento infantil ficou restrito a duas unidades de saúde, até o fim do mês passado, quando o Hospital de Câncer também teve de deixar de atender novos pacientes infantis.

O presidente do hospital, Carlos Coimbra, afirma que a situação foi motivada por impedimento de credenciamento junto ao Ministério da Saúde.

“Nós nunca fomos credenciados para fazer oncologia pediátrica, mas oferecíamos o serviço. No final de julho, o Ministério da Saúde não aprovou o credenciamento e diante disso só atendemos as 35 crianças que já eram pacientes, não atendemos novas crianças”, explica Coimbra.

O impedimento do credenciamento ocorreu em razão de duas exigências principais: Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e Pronto Socorro pediátrico. O Hospital de Câncer não possui as unidades e, por isso, está impedido de atender novos pacientes.

Em Campo Grande, apenas o Centro de Tratamento de Oncologia Infantil (Cetoi) do Hospital Regional está habilitado para atender as crianças com câncer.

A situação continuará assim até que o novo prédio do Hospital de Câncer, que deve ser inaugurado até o fim deste ano, comece a operar. Na unidade, haverá pronto-socorro e UTI infantil.

INVESTIGAÇÃO

A apuração do MPE é comandada pela promotora Daniela Cristina Guiotti, da 32ª Promotoria de Justiça de Saúde Pública. Tanto os hospitais quanto a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) devem ser notificados da abertura de inquérito.

JOGOS ESCOLARES

Inscrições para Jogos Escolares de Campo Grande são prorrogadas

Apenas modalidades individuais tiveram o prazo estendido até a próxima terça-feira (17)

14/03/2026 12h00

Divulgação

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As inscrições para a 38ª edição dos Jogos Escolares de Campo Grande, nas modalidades individuais foram prorrogadas até a próxima terça-feira (17). Com início ainda neste mês, a competição reúne estudantes de 12 a 17 anos, e funciona também como seletiva para os Jogos Escolares da Juventude de Mato Grosso do Sul.

Em busca de incentivar a prática esprotiva nas escolas e revelar talentos que possam representar a Capital em competições estaduais, os jogos são divididos entre masculino e feminino, em duas categorias, A e B.

Categoria A: para estudantes atletas de 15 a 17 anos;
Categoria B: para estudantes atletas de 12 a 14 anos;

Segundo o diretor-presidente da Fundação Municipal de Esportes (Funesp), Maicon Mommand, a competição anual é parte importante do incentivo ao esporte na Capital e por isso prorrogou o prazo de inscrições.

“Optamos por prorrogar o prazo de inscrições para garantir que mais atletas tenham a oportunidade de participar. Os Jogos Escolares de Campo Grande são uma importante iniciativa de incentivo ao esporte entre os adolescentes, promovendo integração e espírito esportivo”.

As modalidades que ainda estão disponíveis para inscrição são as individuais, inclusas: atletismo, badminton, ciclismo, ginástica artística, ginástica rítmica, judô, karatê, natação, taekwondo, tênis de mesa, vôlei de praia, xadrez, wrestling e atletismo adaptado. 

Conforme regulamento geral de ambas as modalidades (etapa 2) é possível se inscrever online e entregar a documentação presencial, das 07h30 às 13h na Gerência de Organização de Eventos da Funesp, localizada na Rua Paulo Coelho Machado, 663, no Bairro Santa Fé.

O regulamento e formulários estão disponíveis no site da Funesp.

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campo grande

Sem justificativa, gasolina subiu 16 centavos após início da guerra no Irã

Preço nas refinarias não sofreu alteração após o ataque dos EUA ao Irã. Se a comparação for com o fim de 2025, a alta no preço médio chega a 27 centavos

14/03/2026 11h45

Postos nos quais era possível abastecer por R$ 5,85 amanheceram com valores acima dos R$ 6 neste sábado

Postos nos quais era possível abastecer por R$ 5,85 amanheceram com valores acima dos R$ 6 neste sábado

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Embora a Petrobras tenha mantido o preço da gasolina mesmo com o aumento do petróleo no mercado mundial depois dos ataques de Israel e Estados Unidos ao Irã, no dia 28 de fevereiro, nos postos de Campo Grande os preços aumentaram, em média, 16 centavos nas últimas duas semanas, o que representa aumento de 2,7%. 

Conforme pesquisa divulgada semanalmente pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), na semana que se encerrou em 28 de fevereiro,  o preço médio da gasolina nos 23 postos pesquisados em Campo Grande estava em R$ 5,89, com  os preços variando entre R$ 5,65 e R$ 6,09. 

Na pesquisa relativa à semana que se encerrou neste sábado (14), o valor médio é de R$ 6,05. No local mais barato, conforme este levantamento, a gasolina estava a R$ 5,89 e no mais caro, R$ 6,19. 

Mas, conforme apuração do Correio do Estado, em praticamente todos os postos os preços estão acima de seis reais. Naqueles em que até quinta-feira era possível abastecer por R$ 5,89 amanheceram neste sábabo cobrando R$ 6,08. Apesar de serem de bandeiras concorrentes, os preços saltaram em torno de 40 centavos nas últimas duas semanas de maneira uniforme. 

Este mesmo levantamento também aponta que nas duas últimas semanas ocorreu aumento da ordem de 14 centavos no preço médio da gasolina nos 49 postos que incluem cidades do interior.

Em 28 de fevereiro o preço médio era de R$ 6,06. Na pesquisa encerrada neste sábado, o valor médio estava em R$ 6,18.  A variação é de R$ 5,89 a R$ 6,94. Na prática, porém, na maior parte das cidades os preços já estavam acima dos sete reais neste sábado.

SEM JUSTIFICATIVA

O reajuste sem justificativa de agora não chega a ser novidade e nem é um caso isolado. No começo do ano o governo estadual elevou em 10 centavos por litro o valor do ICMS. Dias depois, porém, em 27 de janeiro, a Petrobras reduziu em 14 centavos o valor da gasolina nas refinarias. A pevisão era de que a redução nos postos fosse da ordem de 10 centavos por litro.

Ou seja, os dez centavos de aumento no começo do mês deveriam ter sido anulados em a redução concedida nas refinarias semanas depois. 

Na prática, contudo, no final da primeira semana de fevereiro os preços médios em Campo Grande estavam 12 centavos acima daquilo que era praticado no final de dezembro, conforme as pesquisas semanais da ANP. 

Na pesquisa fechada no dia 27 de dezembro do ano passado, antes da alta do imposto, o preço médio da gasolina em Campo Grande estava em R$ 5,78. Agora, o valor médio é de R$ 6,05. 

Desde então, em tese, não há explicação objetiva para aumento de preço das bombas.  Mesmo assim, desde o fim do ano passo o preço médio aumentou R$ 27 centavos, o que equivale a uma ala de 4,67%. 

 

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