Cidades

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Sem pressa

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Redação

12/08/2010 - 07h41
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Lançada em setembro de 2007, ao custo de R$ 40 milhões, a obra do terminal intermodal de cargas de Campo Grande ficou paralisada durante longos meses porque o Tribunal de Contas da União descobriu irregularidades na licitação, principalmente no que se refere ao custo da obra, bancada pela União. Após a revisão dos custos, que recuaram consideravelmente, no final do ano passado os trabalhos foram retomados e a previsão é de que ainda  neste ano a obra esteja concluída, embora esta previsão não seja nenhuma garantia, pois em 2008 já falava-se exaustivamente que até o fim daquele ano tudo estaria pronto.
    Porém, ao que parece, não existe pressa para deixar o local em condições de uso, pois ninguém sabe ao certo a partir de quando realmente passará a ter utilidade, uma vez que até agora está praticamente no zero o processo para licitar a empresa que irá administar o terminal. A explicação oficial é de que a burocracia das licitações é muito grande e por isso não há previsão para sua ativação. Porém, faz três anos que começou a construção e, como tudo deve ser executado conforme consta no projeto inicial, nada impediria que as etapas burocráticas da licitação fossem realizadas concomitantemente ao andamento da obra. Ao que tudo indica, porém, o contorno ferroviário da Capital terá mais um "elefante branco", semelhante ao da estação ferroviária, que ficou abandonada ao longo de quase meia década e passou a ter utilidade somente há pouco mais de um ano, quando passou a ser utilizado duas vezes por semana, com os embarques e desembarques do Trem do Pantanal.
    No caso do terminal intermodal, é de se supor que não fique obsoleto por longo tempo, pois é inimaginável que autoridades municipais, estaduais e federais promovam investimento desta magnitude se não têm a certeza de que terá utilidade e necessidade. Isto, pelo menos, em tese. Conforme o discurso oficial, o investimento tem o objetivo de facilitar o processo de exportação e importação, pois empresários não mais precisarão se deslocar aos portos como o de Paranaguá ou  Santos para cuidar dos morosos processos de liberação de mercadorias e pagamento de impostos. Como este terminal funcionará na prática, só os idealizadores sabem, mas estão convictos de que haverá demanda e de que o investimento é necessário e pertinente.
    Contudo, se é assim, simplesmente não existe explicação para o fato de até agora não existir processo licitatório para contratação de uma empresa de logística para administar o local. Então, se o terminal realmente trará as vantagens que vêm sendo propaladas há anos, é de se esperar que até o fim das obras a parte burocrática para ativá-lo também esteja providenciada, pois, em tese, importadores e exportadores devem estar anciosos à espera das facilidades  que advirão do investimento.

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Dupla invade floricultura e come chocolates furtados em MS

AMbos os criminosos já tinham passagem pela polícia

29/01/2026 14h30

Divulgação/PCMS

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Na madrugada de quarta-feira (28), dois homens, de 20 e 25 anos de idade, invadiram uma floricultura no município de Três Lagoas e levaram consigo diversas mercadorias do comércio.

Logo no início da manhã, foi registrado o boletim de ocorrência e os investigadores da Seção de Investigação Geral (SIG) iniciaram as apurações para encontrar os suspeitos.

Pelas imagens registradas pela câmera de segurança do estabelecimento, foi possível identificar um dos criminosos. A partir desse reconhecimento, os policiais econtraram ele e o comparsa.

Em depoimento, eles confessaram a prática do furto e relataram que parte das mercadorias roubadas foram vendidas e que o restante foi comido por eles.

Foi identificado que os criminosos possuem prática reiterada no crime. Por isso, o delegado responsável pela SIG representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.

Após a conclusão dos procedimentos legais, os dois homens foram encaminhados às celas da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC), onde permanecem à disposição da Justiça.

 

Balanço

A cada semana, 2 trabalhadores são resgatados do trabalho escravo em MS

Levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostrou que, em 2025, foram resgatados 95 trabalhadoras em situações análogas à escravidão no Estado

29/01/2026 14h00

Divulgação/MPT-MS

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Mato Grosso do Sul encerrou o ano de 2025 com um balanço de 95 trabalhadores e trabalhadoras resgatados de situações semelhantes ao trabalho escravo no Estado. Os dados foram apresentados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) na última quarta-feira (28). 

Os resgates resultaram em indenizações que chegaram a quase R$ 11,5 milhões, tanto às vítimas como à sociedade pela ofensa moral. Outras ações movidas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT-MS) resultaram em mais de R$ 98 milhões requeridos entre 2024 e 2025, que aguardam apreciação pela Justiça especializada. 

O número é inferior ao balanço de 2024 até o ano passado, quando foram firmados 21 acordos em procedimentos instaurados para apurar o resgate de 222 empregados submetidos às condições em Mato Grosso do Sul. 

Durante todo o ano, no Brasil, foram resgatados 2.772 trabalhadores em 1.594 ações fiscais em combate ao trabalho escravo, que garantiram o pagamento de mais de R$ 9 milhões em verbas rescisórias às vítimas. 

Os dados mostraram que os setores com maior número de trabalhadores resgatados foram obras de alvenaria (601), administração pública em geral (304), construção de edifícios (186), cultivo de café (184) e extração e britamento de pedras e outros materiais de construção (126). 

Isso demonstra que houve uma mudança no perfil dos resgates, onde 68% dos empregados identificados em situação análoga à escravidão no Brasil foram resgatados de meios urbanos em 2025, superando o número de ocorrências em meios rurais, onde era mais comum de ser observado em anos anteriores. 

Segundo o MTE, o trabalho escravo contemporâneo abrange casos além da atividade econômica específica, mas inclui áreas como colheitas de café, desmatamento, a mineração ilegal, a indústria textil e o trabalho doméstico. Nesse último caso, foram realizadas 122 ações fiscais específicas no País, resultando no resgate de 34 empregados. 

O Ministério ainda forçou que todo trabalhador resgatado tem direito ao recebimento do Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado (SDTR), que é pago em três parcelas no valor de um salário mínimo. 

“Esse benefício contribui para a reconstrução da vida das vítimas após tão grave violação dos direitos. Além disso, todos são encaminhados à Assistência Social e, posteriormente, às diversas políticas públicas, de acordo com seus perfis específicos”, escreveu a pasta. 

Em 2025, os estados brasileiros com maior número de ações fiscais foram São Paulo, com 215, Minas Gerais, 145, Rio de Janeiro, 123, Rio Grande do Sul, 112, e Goiás, com 102 ações. 

Já em números de trabalhadores resgatados, Mato Grosso tomou a liderança, com 607 resgates, seguido pela Bahia, com 482, Minas Gerais, com 393, São Paulo, 276 e Paraíba, com 253. Mato Grosso do Sul aparece em 8º lugar no ranking nacional. 

Plano Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo

Na manhã de ontem (28), marcando o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, foi lançado, em Campo Grande, o primeiro Plano Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo em Mato Grosso do Sul e um Fluxo Estadual de Enfrentamento ao Trabalho Escravo.

O documento, que começou a ser redigido em maio de 2025 pela Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae-MS), sob orientação da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e com cooperação de diversas instituições, estabelece diretrizes fundamentadas em quatro eixos prioritários: governança, prevenção, repressão e proteção às vítimas.

“O lançamento destes documentos representa um marco no fortalecimento das políticas públicas de enfrentamento a essa grave violação de direitos humanos. A iniciativa consolida a atuação articulada entre instituições e reforça o papel do MPT com para a prevenção, a repressão e a reparação dos danos causados pelo trabalho em condição análoga à de escravo, além da proteção integral às vítimas”, ressaltou a Procuradora-chefe do MPT-MS, Cândice Arosio.

Já o fluxo de atendimento às vítimas do trabalho escravo dá especial destaque à atuação no período posterior ao resgate, considerando os aspectos sociais e as vulnerabilidades dessas pessoas. Em geral, são trabalhadores com baixa escolaridade, muitos dos quais expostos precocemente à exploração do trabalho, ainda na infância, e que necessitam de políticas de qualificação profissional e inclusão social voltadas à sua reinserção digna e formal no mercado de trabalho, respeitadas essas condições.

O Plano Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo tem duração prevista de dez anos e estabelece metas de médio e longo prazo, com revisão intermediária no quinto ano de vigência, a fim de monitorar a efetividade das ações e atualização das estratégias conforme a realidade do Estado. 

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