A falta de programas habitacionais em Campo Grande, aliada ao desemprego e à crise financeira resulta no crescimento de invasões de áreas públicas que transformam qualquer pedaço de terra em novas favelas. Espalhados por todas as regiões da cidade, os barracos oferecem abrigo, mas nenhuma proteção ou segurança às famílias, que não têm garantia de segurança nem da tão sonhada casa própria, caso permaneçam nas invasões. Levantamento feito pelo Correio do Estado, indica dez aglomerações de sem-tetos em Campo Grande, quatro delas formadas pela própria prefeitura.
Os moradores convivem com outros graves problemas e denunciam até esquema criminoso que envolve grileiros, que cobram entre R$ 1 mil até R$ 4 mil para autorizar a construção dos barracos. “Eu paguei, minha vizinha pagou. Todo mundo da favela paga. Tem gente que pagam R$ 1 mil, R$ 1,5 mil. Tem pessoa que paga até R$ 4 mil para poder ficar em paz, sem confusão”, diz uma moradora de favela na região Oeste da cidade, que não será identificada na reportagem.

(*) A reportagem, de Natália Yahn, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.



