Maria Eduarda Soares Pereira Leal, de 18 anos, conseguiu entrar no curso de Engenharia Agronômica (bacharelado) na Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Ilha Solteira (SP), sem terminar o ensino médio, com auxílio da Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul.
Duda era aluna da Rede Estadual de Ensino (REE-MS) em Selvíria (MS), município localizado a 396 quilômetros de Campo Grande, divisa dos estados MS/SP.
Ela continua morando em Selvíria (MS) e já está cursando o primeiro semestre em Ilha Solteira (SP), que fica a 15 quilômetros da cidade em que mora.
Conforme apurado pela reportagem, Duda prestou o vestibular da Unesp e obteve um resultado excelente, alcançando nota suficiente para ingressar no curso de seus sonhos em uma universidade pública.
Mas, como ela não havia concluído o 3º ano do ensino médio, a escola em que estudava se negou a emitir o certificado de conclusão de educação básica. Vale ressaltar que ela estava no terceiro ano e que só iria finalizá-lo em dezembro deste ano.
Os pais acionaram a justiça e a Defensoria Pública solicitou o documento para que a menina conseguisse se matricular na universidade.
A Defensoria Pública agiu rapidamente, obteve na Justiça de 1º Grau a tutela de urgência e determinou que a escola emitisse o documento. O processo foi deferido e instituição escolar redigiu o certificado de conclusão do ensino médio.
Com isso, a menina conseguiu se matricular na Unesp e atualmente cursa o 1º semestre de Engenharia Agronômica (bacharelado).
“Sempre foi um sonho meu entrar em uma universidade pública… Eu tinha 48 horas para fazer minha matrícula e o trabalho da defensora foi muito bem-feito! Nunca vou ser capaz de agradecer à altura”, disse a acadêmica, emocionada.
Engenharia Agronômica é um campo da engenharia que integra conhecimentos de ciências exatas, biológicas e sociais para planejar, desenvolver e otimizar a produção agrícola e pecuária de forma sustentável.
O engenheiro agrônomo atua desde o manejo do solo e o controle de pragas até a gestão de recursos naturais, buscando aumentar a produtividade agropecuária e garantir a qualidade dos alimentos.
Em junho deste ano, houve outro caso semelhante: Kariny Gabriela Souza Herrera, de 16 anos, conseguiu entrar no curso de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), sem terminar o ensino médio, com auxílio da Defensoria Pública de MS.



