Cidades

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Sem-teto ameaçam fazer novo ato durante amistoso da seleção em SP

Sem-teto ameaçam fazer novo ato durante amistoso da seleção em SP

FOLHAPRESS

05/06/2014 - 01h00
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Os sem-teto afirmaram na noite desta quarta-feira que poderão fazer um novo protesto em ruas da capital paulista na próxima sexta, durante o amistoso da seleção brasileira, caso não haja avanço nas negociações do grupo com o governo. A afirmação foi feita no final do ato que reuniu em torno de 12 mil pessoas na região do Itaquerão. "Se até sexta, quando tem amistoso, não tiverem atendido nossas reivindicações, não sei se a torcida vai conseguir chegar nesse jogo não", afirmou Guilherme Boulos, coordenador do MTST (Movimentos dos Trabalhadores Sem-Teto). O grupo deverá fazer uma assembleia nesta quinta-feira para decidir se o protesto ocorrerá e como será. O amistoso do Brasil será contra a Sérvia e acontecerá no estádio do Morumbi. Esse será o último jogo da seleção brasileira antes da Copa do Mundo. 

Mais cedo, no ato de ontem, Boulos também afirmou que os diálogos com os três níveis de governo começaram, mas que o MTST não teve nenhuma resposta concreta quanto às suas reivindicações. "Não estão deixando alternativa", afirmou ele, que fala em "radicalização" durante o início da Copa do Mundo, que acontecerá no estádio Itaquerão. O protesto de quarta reuniu em torno de 12 mil pessoas, segundo estimativa da PM. O movimento, porém, afirma que esse número pode chegar a 25 mil. Segundo Boulos, há pessoas de 13 ocupações da cidade entre elas a Copa do Povo, em Itaquera, zona leste, e Nova Palestina, na zona sul. O grupo se reuniu na Radial Leste, na frente da estação Vila Matilde do metrô, e seguiu em caminhada até o estádio do Itaquerão.

Uma das reivindicações dos sem-teto é a desapropriação da área da Copa do Povo e sua destinação para habitação. O grupo também pede, entre outras coisas, mudanças no programa federal Minha Casa, Minha Vida e uma proposta de Lei do Inquilinato que controle os reajustes de aluguel. Um outro ato do movimento chegou a a reunir 15 mil pessoas no último dia 22 de maio, no largo da Batata (zona oeste). Na ocasião, Boulos disse que transformaria este mês em um "junho vermelho".

Policiais Militares

Policiais militares também programaram um ato para quarta-feira na região do Itaquerão. Foram convocados para a manifestação os policiais aposentados, pensionistas e familiares de PMs de todo o Estado. A assessoria da PM falou que o grupo foi ao local em 15 ônibus, mas os organizadores apontam que foram 25. Segundo a PM, 400 pessoas saíram da avenida Marquês de São Vicente, passaram pela marginal Tietê e depois pela Radial Leste, até chegarem ao estádio. Os organizadores, porém, apontam que a manifestação pode ter reunido 800 pessoas. Segundo o coronel Sérgio Payão, coordenador da CERPM (Coordenadoria das Entidades Representantes dos PMs), o ato acontece por conta do encerramentos das negociações salariais que ocorriam com o governo estadual. Ele diz que as entidades querem reajuste de 19%, mas o governo, após oito reuniões, disse que não pode oferecer reajuste nenhum.

Um soldado da PM recebe no início de carreira R$ 2.183,12. A categoria reivindica reajuste de 19%, mas o governo não ofereceu nenhum reajuste até o momento. Os policiais militares não têm data base, que em outras carreiras marca a data de negociações e reajuste anual. O último reajuste da categoria ocorreu em dezembro de 2013 e foi de 7%. "De um lado é o PCC matando nossos soldados. Do outro, é o PSDB matando nossas famílias de fome", afirmou o vice-presidente da Associação de Cabos e Soldados da PM do Estado, Antonio Carlos Amaral, o Duca. A categoria, porém, afirma que não deve ocorrer greve. Todas as 17 entidades da categoria estão empenhadas em evitar a greve, em respeito pela população. Mas todo mundo está bem revoltado", afirmou o cabo Wilson Morais, presidente da associação.

A Secretaria de Segurança Pública afirmou, em nota, que "o colegiado de secretarias envolvidas nas negociações salariais tem mantido diálogo transparente e permanente com a Polícia Militar, além de suas entidades de classe. Os índices de aumento salarial serão anunciados no tempo oportuno." A pasta diz ainda que a gestão atual já "concedeu três aumentos salariais, o que representa um reajuste acumulado de 36,59%, quase o dobro da inflação do período, e a promoção de 27.282 policiais militares, resultado de um novo plano de carreira."

Atenção, Motoristas

Ponte da BR-262 será fechada por 19 horas em MS; veja dia e horário

Bloqueio total começa às 17h de quarta-feira (21) e segue até o meio-dia de quinta (22), para continuidade das obras de recuperação da estrutura.

17/10/2026 12h17

Ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262, ficará totalmente interditada por 19 horas para continuidade das obras de recuperação da estrutura.

Ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262, ficará totalmente interditada por 19 horas para continuidade das obras de recuperação da estrutura. Foto: Divulgação Governo MS.

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Motoristas que utilizam a BR-262 para chegar a Corumbá, na região do Pantanal de Mato Grosso do Sul, precisarão se programar para uma interrupção prolongada no trânsito na próxima semana. A ponte sobre o Rio Paraguai ficará totalmente interditada por 19 horas, entre quarta-feira (21) e quinta-feira (22), para a continuidade das obras de recuperação da estrutura.

De acordo com comunicado divulgado neste sábado (17) pelo Governo do Estado, o bloqueio começará às 17h de quarta-feira e seguirá até o meio-dia de quinta.

Durante esse período, a passagem de veículos ficará suspensa para a realização de serviços de concretagem em pontos da ponte.

A intervenção faz parte de uma obra que recebe investimento superior a R$ 11,7 milhões e é executada pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), em cooperação técnica com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

A interdição deve afetar principalmente moradores, caminhoneiros, transportadoras e turistas que dependem da rodovia para entrar ou sair de Corumbá, uma das principais cidades da região pantaneira.

Ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262, ficará totalmente interditada por 19 horas para continuidade das obras de recuperação da estrutura.Confira os horários de início e término da interdição da ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262, em Mato Grosso do Sul.

Segundo a Agesul, a escolha do período entre o final da tarde e a madrugada busca diminuir os transtornos para quem utiliza a BR-262, uma vez que a circulação de veículos costuma ser menor nesses horários.

Apesar disso, o bloqueio também alcançará parte da manhã de quinta-feira, exigindo atenção de quem pretende viajar para Corumbá ou deixar o município nesse intervalo.

A orientação do Governo do Estado é que motoristas e empresas de transporte antecipem o planejamento dos deslocamentos, observem os horários previstos e respeitem a sinalização instalada nas proximidades da ponte.

Ambulâncias poderão atravessar durante o bloqueio?

Embora a interdição seja total para o trânsito comum, situações de emergência terão tratamento diferenciado.

Conforme a Agesul, serão adotadas medidas para permitir a passagem segura de ambulâncias e veículos das forças de segurança pública, mediante acompanhamento de equipes de apoio responsáveis pela operação no local.

A medida busca garantir o atendimento de ocorrências urgentes sem comprometer a segurança dos trabalhadores responsáveis pela recuperação da ponte.

Ponte passa por obras de R$ 11,7 milhões

A recuperação da ponte sobre o Rio Paraguai integra um conjunto de intervenções destinadas a melhorar as condições estruturais de uma das principais ligações rodoviárias do Pantanal sul-mato-grossense.

Desde junho deste ano, o trânsito funciona em meia pista, por meio do sistema conhecido como pare e siga, no qual os veículos se revezam para atravessar o trecho liberado.

Para permitir a continuidade da circulação durante as obras, também foram instaladas plataformas metálicas, utilizadas como apoio provisório na estrutura.

O trabalho prevê a recuperação de elementos estruturais, correção de falhas e reforço da ponte, com o objetivo de aumentar sua segurança e durabilidade.

As interrupções completas são necessárias em determinadas etapas, especialmente durante a concretagem, e fazem parte do cronograma de execução dos serviços.

O secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara de Carvalho, afirmou que a intervenção busca garantir uma solução duradoura para a travessia.

“Estamos avançando para uma recuperação completa da estrutura, com soluções definitivas e tecnologia adequada”, declarou o secretário, ao destacar a importância da ponte para Corumbá e toda a região pantaneira.

Ponte tem quase dois quilômetros de extensão

Com 1.890 metros de comprimento, a ponte sobre o Rio Paraguai está localizada na região de Porto Morrinho, a cerca de 70 quilômetros de Corumbá, e é uma das principais ligações rodoviárias do Pantanal sul-mato-grossense.

A estrutura é utilizada por moradores, trabalhadores, turistas e veículos de transporte de cargas, tornando a interdição um ponto de atenção para quem depende da BR-262.

O Governo do Estado orienta os motoristas a planejarem suas viagens e evitarem o trecho durante o bloqueio. A previsão é de que o trânsito seja liberado ao meio-dia de quinta-feira (22).

 

 

 

 

IMPOSTO

MPMS abre inquérito civil para investigar IPTU de Adriane Lopes

Tanto Adriane Lopes quanto seu marido, o deputado estadual Lídio Lopes, não declararam o imóvel ao TSE em 2022 e 2026

17/10/2026 11h45

Desde janeiro deste ano, há uma ação popular que cobra a atualização do IPTU do imóvel de Adriane Lopes

Desde janeiro deste ano, há uma ação popular que cobra a atualização do IPTU do imóvel de Adriane Lopes FOTO: Marcelo Victor/Correio do Estado

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul, através da 31ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Comarca de Campo Grande, instaurou um inquérito civil para apurar irregularidades na cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) dos imóveis da Prefeita Municipal Adriane Lopes (PP)

O inquérito civil, de número 06.2026.00000715-8, encontra-se sob sigilo e exige senha. A decisão de instaurar o processo foi assinada pelo promotor de Justiça Humberto Lapa Ferri, na última terça-feira (13). Adriane Lopes possui residência em área nobre de Campo Grande, no bairro Carandá Bosque III, avaliada em R$ 1.163.425, segundo o cadastro imobiliário da Prefeitura de Campo Grande. Em 2026, o IPTU cobrado sobre a residência foi de R$ 11.634,25.

A mansão está localizada em um terreno que une duas áreas, uma de 588m² e outra com mais de mil m². O local era uma praça que foi desafetada e adquirida por Lídio Lopes (Avante), marido da Prefeita. Porém, a construção da casa não foi averbada, ou seja, apenas o IPTU do terreno foi cobrado e não da casa. 

O inquérito foi instaurado uma semana após Lídio Lopes ser reeleito deputado estadual. Em sua declaração de patrimônio ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele não informou sobre o imóvel onde mora com a família.

Na declaração de bens apresentada ao TSE, o parlamentar registrou patrimônio de R$ 562.375,84, o que representa aumento de aproximadamente 95% em relação aos R$ 288 mil declarados em 2022. 

Além disso, o imóvel do Carandá Bosque III também esteve ausente nos bens informados pela prefeita nas eleições municipais, durante a campanha pela reeleição em 2024.

Ação corre na Justiça

A denúncia sobre uma suposta manobra para reduzir o valor do IPTU da mansão já corre na Justiça desde a candidatura da Prefeita em 2024. Em janeiro deste ano, o advogado Luiz Henrique Correia de Pádua Pereira ingressou com uma nova ação popular, na 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, para denunciar a manobra.

Na ação, o advogado diz que o terreno de 588 metros quadrados foi declarado por Adriane como “lote sem edificação” e pagou imposto territorial. Com isso, além do valor do imóvel ser menor, a alíquota foi menor.

Entre os pedidos da ação estão: punição a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente (Semadur) pela omissão; que seja feita uma nova fiscalização da mansão, lance o valor correto do IPTU e cobre os valores atrasados da prefeita. 

Outro questionamento foi a mudança no enquadramento do Bairro Carandá Bosque 3, onde reside Adriane, que levou a redução de 41% na taxa do lixo, de R$ 1,2 mil para R$ 706.

O que diz a Prefeitura?

Nos autos da ação, a Prefeitura de Campo Grande e a Semadur sustentam que o imóvel foi adquirido há anos pela Prefeita e devidamente registrado como territorial. A aquisição foi em outubro de 2012, ainda na gestão de Nelsinho Trad , no valor de R$ 107.000,00, sendo registrada no dia 30 de janeiro de 2013, na gestão de Alcides Bernal, não sendo exigida qualquer transparência nesse sentido.

O Executivo aponta ainda que a praça foi objeto de desafetação e aquisição por ato oneroso sem qualquer lesão aos cofres públicos municipais e que a área não possui qualquer construção, tratando-se de terreno cuja alíquota incidente é de 3,5%. 

Para a Prefeitura, o aumento da área do terreno por remembramento, por si só, não causa aumento do valor venal do imóvel como um todo, sendo que apenas o aumento da área construída influiria no aumento da base de cálculo. 

Nos autos, a Semadur e o Executivo dizem que são exigidos dois IPTUs de Adriane Lopes e Lídio Lopes, sendo um para cada imóvel, além das respectivas taxas de coleta do lixo, que juntos somam R$ 16.643,78 e que não compete à fazenda pública obrigar qualquer contribuinte à regularizar sua construção perante a serventia registral.

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