Cidades

BALBÚRDIA INFANTIL

Semana da criança: tempo de celebrar não diminui atenção e cuidado com pequenos

Associações se unem em festa para criançada no Jd. São Pedro, lembrando a importância de estar atento às brincadeiras

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Nesta quarta-feira (12) é celebrado, junto da data de Nossa Senhora Aparecida - e outras datas como os dias nacionais da Leitura e do Mar -, o Dia das Crianças. 

Vale lembrar que, para garantir a brincadeira, os pais precisam estar o tempo todo atento aos filhos. 

Ainda nesta terça-feira (11), alguns já realizam ações em celebração à infância, caso da iniciativa realizada pelo Associação de Moradores do Jardim Ouro Preto e Instituto Jardim de Deus. 

Na região, centenas de crianças aproveitaram a tarde desta quinta-feira para brincar em pula-pula, se divertir com personagens e aproveitar das comidas típicas de festa, além do bolo de 50kg. 

Com equipe de animação, pipoca, cachorro-quente e mais, o espaço estava preparado, inclusive com saquinhos de doces variados, para receber até 400 crianças. 

Foto: Divulgação

"Já é o terceiro ano, nossa festa, na verdade, fazemos essa iniciativa sempre no dia das crianças há 16 anos. De três anos para cá começamos a fazer pela Associação dos Moradores do Jd. Ouro Preto e Instituto Jardim de Deus, o qual sou presidente de ambos", explica Márcio do Carmo Vieira Lima. 

Esse evento conta com apoio da Energisa, Conveniência e Mercearia ZK e demais empreendimentos da região. 

"É trazer para as crianças uma lembrança boa, na melhor época da nossa vida, que é a infância, e também ensinar e educar através de projeto social", comenta o presidente da Associação e Instituição. 

Ele explica que quase todas as crianças presentes fazem parte do projeto, que contempla os pequenos com assistência e educação. 

"A maioria, 90% são crianças carentes da região, que passam dificuldades com problemas familiares; pessoas que vêm de famílias, às vezes, sem estrutura e, aqui na associação, a gente ensina dança, temos curso de literatura com Seu Arnaldo de Olegário, membro da Academia Brasileira de Letras e esnina, faz acompanhamento escolar e todo o trabalho para tentar dar um futuro para elas", pontua. 

Cuidado na brincadeira

Parceira do evento, a Energisa aproveita a semana da criança, para alertar aos pais para tentar evitar acidentes envolvendo a rede elétrica na hora da brincadeira.

Das pipas próxima da fiação, às tomadas e conectores domésticos, o coordenador de Saúde e Segurança da Energisa MS, Wagner Garcia Lima, comenta a característica exploradora da criança, que perpassa pelas variadas etapas do crescimento. 

Dados do  Anuário Estatístico de Acidentes de Origem Elétrica 2022 - divulgado pela Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel) - apontam que, em quase uma década, 342 crianças, de 0 a 10 anos, perderam a vida no Brasil vítimas de choque elétrico.

“Os riscos de acidentes elétricos são diferentes para cada faixa etária. Crianças menores precisam ser monitoradas o tempo todo para que não coloquem plugues na boca, não mexam, nem puxem fios, cabos ou extensões, nem coloquem objetos na tomada”, expõe Wagner Garcia.

Ele cita que os equipamentos eletrônicos não devem ser usados durante carregamento, e que, na hora de conectar aparelhos, os adultos devem estar atentos aos chamados Ts, que podem sobrecarregar e superaquecer as tomadas. 

“Não permita que crianças ou adolescentes escalem postes, nem entrem em uma subestação de energia na tentativa de resgatar pipas. O correto é soltar pipa longe da rede elétrica, em áreas abertas como campos de futebol e parques”, finaliza ele sobre a brincadeira do lado de fora.

 

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Números

Apenas 76 países enviaram delegações à COP15 em Campo Grande

Organização espera reunir cerca de 2 mil pessoas, entre delegados, cientistas e povos indígenas

26/03/2026 17h45

Ministra Marina Silva

Ministra Marina Silva Foto: Marcelo Victor

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A 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias (COP15) começou nesta segunda-feira (23) com um dado que chama atenção: há mais participantes acompanhando o evento de forma virtual do que presencial. Dos 133 países signatários do tratado, apenas 76 enviaram delegações, enquanto o restante optou pela participação remota.

Naa entrada do Pantanal, a maior zona úmida tropical do planeta, a conferência reúne espera reunir cerca de 2 mil pessoas, entre delegados, cientistas, povos indígenas, comunidades locais e organizações de conservação. O encontro ocorre em um contexto ambiental crítico para a região, que enfrenta seca, incêndios florestais e mudanças no uso do solo.

A abertura da conferência também foi marcada pela divulgação de novos relatórios que apontam um cenário preocupante para a biodiversidade global. Segundo o documento “Estado das Espécies Migratórias do Mundo: Relatório Provisório (2026)”, quase metade (49%) das espécies listadas na Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias (CMS) apresenta tendência de queda populacional, enquanto cerca de uma em cada quatro já está ameaçada de extinção em nível global.

O estudo indica que a pressão sobre essas espécies é resultado de uma combinação de fatores, como sobre-exploração, destruição de habitats, poluição, mudanças climáticas e a presença de espécies invasoras.

Ao longo da semana, os participantes discutirão propostas de inclusão de novas espécies nas listas de proteção, além de ações conjuntas, resoluções e decisões que irão orientar as políticas de conservação nos próximos anos. As deliberações finais devem ser submetidas à aprovação no próximo domingo (29).

A Conferência das Partes é o principal órgão deliberativo da CMS e se reúne a cada três anos. O encontro tem como objetivo avaliar avanços, atualizar compromissos e reforçar medidas de proteção às espécies migratórias, sempre com base em evidências científicas sobre ameaças, tendências populacionais e estratégias de conservação eficazes. O evento é realizado no Bosque dos Ipês. 

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Epidemia

Idoso é a 6ª vítima de Chikungunya de 2026 em MS

Óbitos pela doença em 2026 já correspondem a um terço do total em 2025

26/03/2026 17h30

Óbitos pela doença em 2026 já correspondem a um terço do total em 2025

Óbitos pela doença em 2026 já correspondem a um terço do total em 2025 Divulgação

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Um idoso de 72 anos é a 6ª vítima confirmada decorrente da Chikungunya. A morte do homem aconteceu no dia 19 de março, mas estava em investigação, sendo confirmada no boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (SES) desta quinta-feira (26). A vítima era do município de Bonito e foi a primeira morte fora de Dourados. 

O idoso possuía outras comorbidades, como hipertensão arterial e diabetes e apresentou os sintomas iniciais no dia 13 de março, apenas seis dias antes do óbito. 

De acordo com o boletim epidemiológico da SES, o município de Bonito tem 56 casos da doença confirmados e 74 em investigação, colocando a cidade com risco vermelho para incidência de Chikungunya, quando há mais de 300 casos a cada 100 mil habitantes. 

Em apenas três meses, 2026 já registrou pouco mais de um terço das mortes registradas em todo o ano de 2025, considerado o ano mais letal da doença no Estado, com 17 óbitos. 

Além do idoso, as outras cinco vítimas eram moradores de aldeia indígenas em Dourados:

  • mulher de 69 anos (Aldeia Jaguapiru, no dia 26/02);
  • homem de 73 anos (Aldeia Jaguapiru, no dia 09/03);
  • bebê de 3 meses (Aldeia Bororó, no dia 10/03);
  • mulher de 60 anos (Aldeia Jaguapiru, no dia 12/03);
  • bebê de 1 mês (Aldeia Jaguapiru, no dia 24/03).

Em todo o Estado, são 3.058 casos prováveis de Chikungunya e 1.452 casos confirmados. Dentre os casos confirmados, 21 são gestantes. 

Chikungunya em MS

Em Dourados, a atual situação causada pelo surto de chikungunya motivou o decreto de estado de emergência em saúde pública por parte do Executivo Municipal. 

Inicialmente concentrada na área da Reserva Indígena, a disseminação da doença já atinge bairros como Jardim dos Estados, Novo Horizonte e a região do Jóquei Clube, apontados como áreas com maior incidência de focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor também da Dengue e Zika.

Essa "explosão" dos casos de Chikungunya em 2025 passou a ser observada já desde o início do ano passado, quando até o começo de março Mato Grosso do Sul já anotava 2.122 casos prováveis. 

Através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, por exemplo, é possível notar que a série histórica iniciada em 2015 começa com apenas um óbito registrado naquele ano.

Até 2024 essa arbovirose iria vitimar um total de apenas oito sul-mato-grossenses, já que com 2016 e 17 passando sem qualquer registro de morte por Chikungunya em Mato Grosso do Sul, a doença só voltou a matar um paciente em 2018, ano em que três pessoas morreram.

Porém, nos quatro anos seguintes (de 2019 a 2022) ela voltaria a sumir do radar do sul-mato-grossense. Na sequência, antes de explodir no ano passado, 2023 e 2024 só registraram, respectivamente, três e uma morte por chikungunya em Mato Grosso do Sul, com o ano passado somando o dobro dos óbitos da última década, como bem acompanha o Correio do Estado

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