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"Semana do saco cheio" terá interdições nas ruas da Capital; confira

A Agetran ainda alerta para que condutores e pedestres redobrem a atenção nas áreas afetadas e planejem rotas alternativas para evitar transtornos

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Com a chegada da famosa "Semana do saco cheio", a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) divulgou as interdições em diversas ruas entre os dias 09 e 13 de outubro.

A Agetran ainda alerta para que condutores e pedestres redobrem a atenção nas áreas afetadas e planejem rotas alternativas para evitar transtornos.

Interdições Programadas:

  • Dia 9 de Outubro

Evento: Obras de água para as vias
Local: Rua Odinese, entre a Rua Plutão e a Rua Alfenas
Horário: 07h às 18h

  • Dia 10 de Outubro

Evento Social
Local: Av. Zulmira Borba, nº 850 (faixa de estacionamento)
Horário: 10h às 23h

Evento Cultural
Local
: Av. Paes Barreto, entre a Rua Ronald de Carvalho e a Rua Odorico Mendes
Horário: 19h às 00h

  • Dia 11 de Outubro

Evento Social Infantil
Local
: Rua Pilares, entre a Rua Cachoeira do Campo e a Rua Pará
Horário: 07h às 12h

Evento Comunitário
Local
: Rua José Rodrigues de Melo (rua sem saída)
Horário: 10h às 23h

Evento Social
Local
: Av. Gualter Barbosa, nº 1729, entre a Av. Zulmira Borba e a Rua dos Pracinhas
Horário: 13h às 17h30

Evento Social Infantil
Local
: Rua Mirim, entre a Rua Jussara e a Rua Barra Mansa
Horário: 08h às 17h

Evento Social Infantil
Local
: Rua Tenesse, entre a Rua Livorno Bicudo e a Rua João de Farias
Horário: 14h30 às 17h30

  • Dia 12 de Outubro

Evento Social
Local
: Rua Jerônimo de Albuquerque, entre a Rua Zulmira Borba e a Rua dos Pracinhas
Horário: 08h às 18h

Evento Social Infantil
Local
: Rua João Alves Pereira, entre a Rua Adelaide Maia Figueiredo e a Rua Elídio Pinheiro
Horário: 07h às 16h

Evento Social Infantil
Local
: Rua José Correia da Costa, nº 305, Rua Barnabé Honorário da Silva e Rua João Batista Oliveira de Souza
Horário: 06h às 14h

Evento Social Infantil
Local
: Rua Independente, entre a Rua Venezuela e a Rua Álvaro Machado
Horário: 13h às 19h

Evento Social Infantil
Local
: Rua José Pedrossian, entre a Rua Itapema e a Rua Palestra Itália
Horário: 14h às 18h

Evento Social Infantil
Local
: Rua Ronald de Carvalho até a Rua Paulo Soares Valentin
Horário: 16h às 20h

Evento Social Infantil
Local
: Rua dos Guaranis, entre a Rua Tulipas e a Rua Gibralar
Horário: 14h às 18h

Evento Social Infantil
Local
: Rua João Pereira da Silva, entre a Rua José Francelino Teixeira Gomes e a Rua Joaquim Nossa
Horário: 14h às 22h

Evento Social Infantil
Local
: TV. Sérgio Roberto Pedrosa, entre a V. Tancredo Neves e a Rua Tokuei Nakao
Horário: 08h às 17h

Evento Social Infantil
Local
: Rua Brazzaville, entre Johannesburgo (final da rua)
Horário: 09h às 17h

Evento Social Infantil
Local
: Rua Joaquim Amarilho, esquina com Bento José da Silva
Horário: 14h às 17h

Evento Social Infantil
Local
: Rua Calarge, entre a Rua Iria Loureiro Viana e a Rua 13 de Maio
Horário: 13h às 18h

Evento Social Infantil
Local
: Rua Brazenor de Albres Lima, nº 80
Horário: 09h às 22h

Evento Social Infantil
Local
: Rua Elenir Amaral, entre a Rua Sagarana e a Rua Edmundo de Almeida
Horário: 14h às 19h

Evento Social Infantil
Local
: Rua Lizando, entre a Rua Carlos Castilho e a Rua Zacarias Mourão
Horário: 09h às 15h

Evento Social Infantil
Local
: Av. Pôr do Sol, entre a Rua Rio Galheiro e a Rua Heitor Vieira de Almeida
Horário: 12h às 19h

Evento Religioso
Local
: Rua Ismael Silva, entre a Rua Ana Cintra e a TV. Chaval; RV. Chaval, entre a Rua Jardim e a Rua Sérgio Porto
Horário: 08h às 21h

Evento Social Infantil
Local: Rua Alcebiades Barbosa, entre a Rua Maria Lopes Contos e a Rua Florisbela Brites dos Reis
Horário: 12h às 18h30

Evento Social Infantil
Local
: Rua Clineu da Costa Moraes, entre a Rua Sem. Queirós e a Rua Amin Lescani
Horário: 08h às 17h30

Evento Religioso
Local
: Rua Marquês de Herval, nº 3661, entre a Rua Jerônimo de Albuquerque, Avenida Abrão Anache nº 35, Rua Francisco Pereira Coutinho, Avenida Gualter Barbosa e chegada na Rua Marquês de Herval nº 3661
Horário: 07h às 10h

Dia 13 de Outubro

Evento Social
Local: Rua Calógeras, entre a Av. Mato Grosso e a Rua Antônio Maria Coelho
Horário: 15h às 23h

Evento Social Infantil
Local
: Rua 57, entre a Rua 50 e a Av. Duque de Caxias
Horário: 07h às 23h

Evento Social Infantil
Local
: Rua Carlota dos Santos, entre a Rua Feliz Vas da Silva e a Rua Abraão Caetano de Macedo
Horário: 07h às 12h

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julgamento

Conversas de Major Carvalho expuseram como funcionava rede de tráfico de drogas

Julgamento do Pablo Escobar Brasileiro e outros 30 acusados chegou ao terceiro dia na Bélgica

09/09/2026 18h52

Ex-major da PM de MS, Sérgio Roberto de Carvalho

Ex-major da PM de MS, Sérgio Roberto de Carvalho Foto: VRT News

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No terceiro dia de julgamento do ex-major da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul Sergio Roberto de Carvalho na Bélgica, o Ministério Público Federal daquele país mostrou como foi possível descobrir detalhes sobre o último carregamento de cocaína enviado do Brasil para a Europa pertencente a organização criminosa. A interceptação de mensagens entre o ex-policial foi fundamental para isso acontecer.

Segundo o Ministério Público Federal da Bélgica, foi graças a mensagens obtidas através da criptografia do serviço de mensagens EncroChat que os investigadores conseguiram reconstruir integralmente o último carregamento de cocaína da organização.

Matéria de sites belgas apontam que a magistrada federal Marianne Capelle analisou hora a hora  das mensagens trocadas pelos suspeitos, entre eles o ex-major Carvalho, no período entre o final de março de 2020 e o começo de abril do mesmo ano. 

“Sergio Roberto de Carvalho, o fornecedor da cocaína, envia então fotos dos contêineres onde a cocaína está escondida, bem como fotos dos números dos contêineres e dos lacres, e inclui uma lista detalhada dos contêineres que de fato contêm cocaína e dos demais que contêm apenas minério de manganês”, revelou o Ministério Público da Bélgica ontem, no julgamento.

Essas informações teria sido mandadas para celular de membros da organização criminosa gerida por Flor Bressers, tratado com um dos cabeças da quadrilha. 

A remessa chegou neste período das mensagens trocadas ao Porto de Roterdã, na Holanda, onde foi interceptada pela alfândega e pela polícia do país.

Ainda segundo apurou o Minitério Público Federal, foi identificado por meio dessas mensagens, “uma considerável inquietação dentro da organização criminosa quando os contêineres inicialmente não foram liberados pela alfândega e ameaçaram passar por uma inspeção minuciosa”.

A carga foi finalmente liberada em 14 de abril de 2020. Porém, a alfândega holandesa já havia descoberto e substituído a cocaína, e decidiu vigiar os contêineres para prender os responsáveis pela coleta.

No dia seguinte a organização transferiu dois contêineres para um armazém em Best, município holandês. A polícia de lá invadiu o local e prendeu cinco suspeitos naquela ocasião.

O carregamento interceptado era de 3,2 toneladas de cocaína. Porém, ainda segundo as mensagens, a rede que tinha major Carvalho como um dos cabeças, contrabandeou pelo menos 45 toneladas de cocaína por meio de portos europeus em um período de seis meses.

As investigações também descobriram que a empresa de tratamento de água Kriva Rochem, da Bélgica, estava envolvida no contrabando de cocaína a partir do Brasil.

JULGAMENTO

O julgamento começou em 15 de setembro de 2025 e tem quase um ano em andamento, com inúmeras paralisações durante este período e foi retomado na última segunda-feira (7).

São mais de 30 acusados, entre ex-major da PM de MS. O local onde os acusados ficam durante o júri, uma espécie de cabine de vidro, também é questionada pelos advogados. 

MAJOR CARVALHO

O ex-major Carvalho foi preso na Hungria em 2023, com um passaporte mexicano falso e era procurado pelas polícias do Brasil e pela Europa. Atualmente ele está detido na Bélgica.

Conhecido como “Pablo Escobar brasileiro”, a Polícia Federal (PF) estima que Major Carvalho tenha movimentado R$ 2,25 bilhões entre os anos de 2018 e 2020, com exportações de cocaína à Europa. 
 
O ex-major ingressou na Polícia Militar de Mato Grosso do Sul no fim da década de 1980 como comandante do Batalhão Militar de Amambai, área de fronteira do Estado com o Paraguai.  

Na década de 1990, Carvalho já estava envolvido com atos ilícitos, como o contrabando de pneus. Anos depois, o ex-major foi pego contrabandeando uísque.

No Brasil, o Porto de Paranaguá (PR) era o preferido da quadrilha de Carvalho para as remessas de drogas ao Velho Continente.

denúncia aceita

Ex-diretor de presídio vira réu por receber propina de facção para facilitar crimes na cadeia

Policiais penais eram pagos por criminosos para liberarem entrada de drogas, celulares e para beneficiar detentos do Presídio Estadual de Dourados

09/09/2026 18h41

Policiais penais recebiam propinas de internos da Penitenciária de Dourados

Policiais penais recebiam propinas de internos da Penitenciária de Dourados Foto: Dourados News

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O juiz Marcel Goulart Vieira, da 2ª Vara Criminal de Dourados, aceitou denúncia contra o ex-diretor da Peninteciária Estadual de Dourados (PED), Rangel Schveiger, e mais 10 pessoas, entre servidores, detentos e uma advogada, por envolvimento em crimes cometidos dentro do estabelecimento prisional, dentre eles tráfico de drogas, corrupção de servidores públicos e um homicídio.

Ao aceitar a denúncia, o magistrado afirmou que estão presentes prova da materialidade do crime, bem como indícios suficientes da autoria. Assim, todos viraram réus pelos crimes de pelos crimes de corrupção ativa e passiva, favorecimento real, fraude em licitações e advocacia administrativa.

Segundo a denúncia, o ex-diretor, outros policiais penais e a advogada desenvolveram uma verdadeira organização criminosa dentro da PED, mediante recebimento de valores pagos por presos e seus familiares para facilitarem a prárica de crimes de tráfico de drogas e porte de arma, além de permitir a entrada de aparelhos celulares na unidade.

Schveiger utilizava das prerrogativas do cargo para comercilizar celulares dentro do presídio e também tinha relação financeira e comercial comum interno que ficava na cantina.

Ainda conforme a denúncia, foi verificado um esquema para pagamento e facilidades dentro da PED e da Gameleira II visando garantir benefícios a um detento apontado como liderança da facção criminosa Comando Vermelho (CV), além de outros internos indicados por ele.

As investigações apontaram que em uma das negociações, foi pago R$ 9 mil para um policial permitir o ingressso de um celular na unidade e R$ 300 mil a outro, para que um preso tivesse exclusividade na venda de droga e portasse uma pistola .9 mm dentro da penintenciária.

Na denúncia, o Ministério Público Estadual também pediu o afastamento das funções e da perda de acesso aos sistemas de informação dos acusados, mas o juiz não acolheu os pedidos.

"Isso porque, conquanto os supostos delitos tenham sido praticados durante o exercício da função pública, verifica-se que os fatos datam do ano de 2024, não havendo notícias contemporâneas nos autos de que os acusados estariam abusando de suas funções ou utilizando- se indevidamente dos sistemas mencionados pelo MPE, razão pela qual deixo, por ora, de determinar a suspensão", disse o magistrado ao receber a denúncia.

O processo segue em fase de prazo para manifestação da defesa dos acusados.

Foram denunciados:

  • Aline Guerrato Foroni - advogada
  • Aluizio Boteiro Chastel Villazante - policial penal
  • Eduardo de Jesus de Oliveira, vulgo Cachoeirinha - detento
  • Eduardo Trigueiro dos Santos Silva - policial penal
  • Gislaine de Souza Fonseca Schveiger - policial penal
  • Herberte Gonçalves Mareco, vulgo PM aposentado - detento
  • Luciano da Silva Cunha, vulgo Pescoço de Frango - detento
  • Luis Élio Gonçalves Filho, vulgo Cabeça de Porco ou Gordão - detento
  • Mauro Pereira dos Santos - policial penal
  • Rafael Garcia Ribeiro - policial penal
  • Rangel Schveiger - policial penal e ex-diretor da PED

Operação Sátrapa

Conforme reportagem do Correio do Estado, a quadrilha foi desmantelada durante a Operação Sátrapa, deflagrada em fevereiro de 2025 pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/MS), com o objetivo de apurar os crimes cometidos dentro do presídio.

As investigações tiveram início em 2024, após a polícia receber informações de que um policial penal estaria ingressando no Presídio Estadual de Dourados com droga e celulares.

Ele chegou a ser preso em flagrante em julho do mesmo ano, transportando cerca de 1,5kg de entorpecentes para o interior da unidade prisional. Durante a operação, o diretor foi afastado do cargo e passou a ser monitorado com tornozeleira eletrônica.

Além do diretor, outros servidores também estariam envolvidos em ao menos um homicídio, cometido dentro do presídio, a mando de um interno que afirmava ser líder de uma facção criminosa e que atualmente cumpre pena no sistema federal.

A esposa do apontado como mandante, que é advogada, também foi denunciada e virou réu. O juiz determinou que a denúncia seja comunicada a Ordem dos Advogados do Brasil seccional de Mato Grosso do Sul (OAB/MS).

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