Cidades

Período decisivo

Semana será decisiva para regras do IPTU, no Judiciário e no Legislativo

Frentes caminham de forma paralela e podem produzir efeitos diretos e imediatos sobre os valores cobrados dos contribuintes neste ano

Continue lendo...

A próxima semana promete ser decisiva para o futuro das regras que definem o valor do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) em Campo Grande.

Enquanto no Judiciário aguarda-se uma decisão sobre o mandado de segurança coletivo impetrado pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional de Mato Grosso do Sul (OAB-MS), no Legislativo Municipal a Câmara de Vereadores se prepara para votar, já na terça-feira, a manutenção ou derrubada do veto da prefeita Adriane Lopes (PP) ao projeto que suspende o aumento da taxa do lixo embutida no carnê do imposto.

As duas frentes caminham de forma paralela e podem produzir efeitos diretos e imediatos sobre os valores cobrados dos contribuintes neste ano.

De um lado, a OAB-MS questiona no Judiciário a legalidade do reajuste aplicado pela prefeitura, apontando aumento real da carga tributária sob o rótulo de mera atualização monetária. De outro, vereadores enfrentam forte pressão do Executivo para manter o veto que restabeleceu a cobrança da taxa do lixo nos moldes definidos pelo decreto municipal.

No campo Judicial, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) deu parecer favorável à concessão de liminar no mandado de segurança ajuizado pela OAB-MS. A expectativa é que o Poder Judiciário decida, nesta semana, neste processo. 

A manifestação foi assinada pela promotora de Justiça Paula da Silva Volpe, que entendeu estarem presentes os requisitos para a suspensão imediata das cobranças consideradas excessivas, decorrentes tanto do aumento da taxa do lixo quanto da redução do desconto para pagamento à vista do IPTU, que caiu de 20% para 10%.

No parecer, o MPMS refutou os argumentos apresentados pelo Município de Campo Grande e reconheceu a legitimidade da OAB-MS para propor a ação coletiva, ressaltando o dever institucional da entidade de defender a ordem Jurídica. Segundo a promotora, a controvérsia não trata de situações individualizadas, mas de atos administrativos e normativos de efeitos gerais, que incidem de forma uniforme sobre todos os lançamentos do IPTU deste ano.

A promotoria também destacou que houve majoração indireta do imposto, uma vez que imóveis cujas características físicas permaneceram inalteradas tiveram aumento expressivo no valor cobrado, em razão da mudança de enquadramento e da elevação da alíquota aplicada, que passou de 1,5% para 3,5% em alguns casos. Um dos exemplos citados no parecer mostra um imóvel cujo IPTU saltou de R$ 425,37 para 
R$ 1.118,15, sem qualquer alteração estrutural.

Outro ponto considerado central pelo MPMS é o descumprimento do princípio da anterioridade nonagesimal. Conforme a análise, como o fato gerador do IPTU ocorreu em 1º de janeiro deste ano, a lei que promoveu o aumento deveria ter sido publicada até 3 de outubro de 2025 para produzir efeitos válidos. No entanto, a Lei

Complementar Municipal nº 550/2025 só foi publicada em 27 de outubro daquele ano, com efeitos antecipados para 5 de novembro, o que, segundo o MPMS, viola a Constituição.

Além disso, o parecer sustenta que o Decreto Municipal nº 16.422/2025 extrapolou os limites da simples recomposição inflacionária ao adotar o IPCA-E de 5,32% e, simultaneamente, introduzir critérios administrativos adicionais que resultaram em aumentos assimétricos e substanciais da carga tributária, sem respaldo em lei formal específica.

Câmara

Enquanto isso, no Legislativo Municipal, a disputa política se intensifica. No sábado, secretários do Executivo participaram de uma reunião emergencial com vereadores na Câmara Municipal para tentar convencer os parlamentares a manter o veto da prefeita Adriane Lopes ao Projeto de Lei Complementar nº 1.016/2026, que suspende os efeitos do decreto que elevou a taxa do lixo.

Participaram do encontro o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), Marcelo Miglioli, e o secretário de Governo (Segov), Ulisses Rocha. A estratégia do Executivo foi apresentar tabelas de arrecadação e despesas para demonstrar que a manutenção da taxa, nos valores atuais, seria necessária para evitar um colapso financeiro nos serviços de coleta de lixo.

Segundo dados apresentados na reunião, o Município gastou R$ 179,7 milhões em 2025 com os serviços relacionados aos resíduos sólidos, enquanto a arrecadação com a taxa do lixo somou apenas 
R$ 41,8 milhões, gerando um deficit de aproximadamente R$ 137,9 milhões.

O presidente da Câmara Municipal, vereador Epaminondas Neto, o Papy, confirmou que o encontro teve momentos de tensão e revelou que a maioria dos vereadores segue inclinada a derrubar o veto do Executivo. 
Segundo ele, os secretários tentaram sensibilizar os parlamentares diante dos desafios fiscais enfrentados pelo município, mas o desgaste na relação entre Câmara e Prefeitura ficou evidente. A votação do veto está prevista para a sessão ordinária de amanhã.

Assine o Correio do Estado 

Cidades

OAB-MS divulga calendário de vacinação contra gripe

Campanha da advocacia prevê aplicação de doses em Campo Grande e em mais de 30 subseções do interior entre abril e maio

27/03/2026 21h25

Campanha pretende vacinar milhares de advogados

Campanha pretende vacinar milhares de advogados Arquivo

Continue Lendo...

A maior campanha de vacinação contra a gripe já realizada pela advocacia brasileira começou a ser implementada pelo Conselho Federal da OAB, com a distribuição de 105 mil doses da vacina contra a Influenza para advogadas e advogados em todo o país.

A aplicação nas seccionais ocorre de forma escalonada, conforme cronogramas definidos pelos estados.

A iniciativa é promovida em parceria com o Fundo de Integração e Desenvolvimento Assistencial dos Advogados e com a Coordenação Nacional das Caixas de Assistência dos Advogados.

O fornecimento das doses ocorre por meio de contrato firmado com o Instituto Butantan. As vacinas são do tipo influenza trivalente monodose, que protegem contra duas cepas de Influenza A (H1N1 e H3N2) e uma de Influenza B.

Em Mato Grosso do Sul, a vacinação será coordenada pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso do Sul, que divulgou calendário com atendimento em diversas subseções do estado entre abril e maio.

Cronograma

Em Mato Grosso do Sul, a vacinação será coordenada pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso do Sul, conforme o seguinte cronograma:

  • Campo Grande — 01/04/2026, das 08:00 às 18:00

  • Campo Grande — 02/04/2026, das 08:00 às 18:00

  • Aquidauana — 27/04/2026, das 08:30 às 09:30

  • Miranda — 28/04/2026, das 08:30 às 09:30

  • São Gabriel do Oeste — 28/04/2026, das 14:30 às 15:30

  • Rio Verde — 28/04/2026, das 17:00 às 18:00

  • Corumbá — 29/04/2026, das 08:00 às 09:30

  • Coxim — 29/04/2026, das 16:00 às 16:30

  • Sonora — 30/04/2026, das 08:00 às 08:30

  • Pedro Gomes — 30/04/2026, das 13:30 às 14:00

  • Sidrolândia — 04/05/2026, das 08:00 às 09:00

  • Maracaju — 04/05/2026, das 14:30 às 15:30

  • Camapuã — 04/05/2026, das 08:30 às 09:30

  • Figueirão — 04/05/2026, das 14:30 às 15:00

  • Jardim — 05/05/2026, das 14:00 às 15:00

  • Costa Rica — 05/05/2026, das 15:30 às 16:30

  • Bela Vista — 06/05/2026, das 13:30 às 14:30

  • Chapadão do Sul — 06/05/2026, das 15:00 às 16:00

  • Bonito — 07/05/2026, das 14:30 às 15:30

  • Cassilândia — 07/05/2026, das 08:00 às 09:00

  • Inocência — 07/05/2026, das 14:30 às 15:00

  • Nioaque — 08/05/2026, das 08:30 às 09:00

  • Água Clara — 08/05/2026, das 08:00 às 08:30

  • Ribas do Rio Pardo — 08/05/2026, das 15:00 às 15:30

  • Bataguassu — 11/05/2026, das 12:30 às 13:30

  • Fátima do Sul — 11/05/2026, das 08:00 às 09:00

  • Caarapó — 11/05/2026, das 15:30 às 16:00

  • Brasilândia — 11/05/2026, das 16:00 às 16:30

  • Três Lagoas — 12/05/2026, das 08:00 às 10:30

  • Amambai — 12/05/2026, das 15:30 às 16:30

  • Aparecida do Taboado — 13/05/2026, das 08:00 às 09:00

  • Paranaíba — 13/05/2026, das 14:30 às 15:30

  • Selvíria — 14/05/2026, das 11:00 às 11:30

  • Nova Alvorada do Sul — 18/05/2026, das 09:00 às 09:30

Cada subseção é responsável pela organização local da imunização e pela divulgação de horários específicos de atendimento.

A campanha tem como objetivo ampliar a proteção dos profissionais da advocacia em um período de maior circulação de vírus respiratórios, especialmente entre aqueles que atuam diariamente em fóruns, audiências e repartições públicas.

Advogadas e advogados devem consultar sua subseção ou a Caixa de Assistência local para confirmar horários e orientações específicas sobre a vacinação.

Cidades

Ministério da Saúde firma parceria para produzir remédio oncológico nacionalmente

A ideia é que a produção local amplie o uso da terapia no Sistema Único de Saúde, onde já é utilizada no tratamento de melanoma

27/03/2026 19h00

Crédito: Marcelo Casal Jr / Agência Brasil

Continue Lendo...

O Ministério da Saúde anunciou na quinta-feira, 26, um termo de compromisso de transferência de tecnologia com a farmacêutica estadunidense Merck Sharp & Dohme (MSD) para viabilizar a produção nacional do medicamento oncológico pembrolizumabe (comercializado como Keytruda).

A ideia é que a produção local amplie o uso da terapia no Sistema Único de Saúde (SUS), onde já é utilizada no tratamento de melanoma. O medicamento é um tipo de imunoterapia. Ele atua reativando células de defesa do paciente, fortalecendo a resposta imunológica contra a doença.

Além da oferta no tratamento do melanoma, o uso da terapia para pacientes com câncer de mama, pulmão, esôfago e colo do útero está em análise na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).

A cooperação segue o modelo de Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) e prevê que a MSD atue em conjunto com o Instituto Butantan.

"Essa é uma PDP que começa agora e ao longo de 10 anos o Instituto Butantan vai incorporar essa capacidade produtiva e ser capaz de produzir no Brasil um medicamento que é muito importante", destaca Fernanda De Negri, secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação, em comunicado à imprensa.

Doenças negligenciadas

Durante o evento de oficialização, o governo também anunciou a criação da primeira encomenda tecnológica voltada ao combate de doenças que atingem populações vulneráveis, como hanseníase, tuberculose, doença de Chagas e leishmaniose.

Para isso, o ministério firmou um acordo de cooperação técnica (ACT) com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), que vai viabilizar a iniciativa. A expectativa é que a chamada pública seja lançada ainda em 2026.

A parceria prevê apoio técnico da ABDI em etapas como definição de demandas, escuta de mercado, avaliação de riscos tecnológicos e seleção de instituições participantes, enquanto o ministério será responsável pelas decisões e diretrizes estratégicas e implementação do instrumento.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).