Cidades

Previsão

Semana terá ligeira queda nas temperaturas e chuvas fortes em MS

Há alerta para ocorrência de tempestades, acompanhadas de raios e rajadas de vento no início da semana

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A semana em Mato Grosso do Sul deve ter sol e variação da nebulosidade ao longo do período, com ligeira queda nas temperaturas, que devem ficar abaixo de 30°C na maioria das regiões do Estado.

Previsão do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) indica a possibilidade de ocorrência de tempestades, que podem ser acompanhadas de raios e rajadas de vento já nesta segunda-feira (12).

Há dois alertas vigentes do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), sendo um de perigo potencial de chuvas intensas e outro de perigo para tempestades em diversos municípios, incluindo Campo Grande.

Conforme os alertas, a previsão é de chuva entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, ventos intensos entre 60 e 100 km/h, e queda de granizo. Devido à estas condições, há risco de queda de árvores e alagamentos.

De acordo com o Cemtec, essa condição meteorológica é favorecida pelo intenso transporte de calor e umidade sobre a região, associado à atuação de áreas de baixa pressão atmosférica.

"Além disso, o deslocamento de cavados contribui para a formação de instabilidades em Mato Grosso do Sul. São previstos acumulados significativos de chuva, acima de 30 mm/24h, principalmente nas regiões sudeste e leste do estado", diz o órgão, em nota.

As temperaturas devem oscilar entre 19°C e 30°C nas regiões sul, Cone-sul e grande Dourados. Já nas regiões pantaneira e sudoeste, a mínima prevista é de 22°C e a máxima de 34°C.

Em Campo Grande, a mínima é de 20°C e a máxima não deve passar de 30°C.

Trimestre de calor e pouca chuva

No próximo trimes, que abrange o período de maio, junho e julho, Mato Grosso do Sul deve enfrentar chuvas irregulares, temperaturas acima da média e aumento da probabilidade de formação do El Niño, segundo previsão climática do Cemtec.

Conforme a análise climática sazonal, historicamente os acumulados médios de precipitação para o trimestre variam entre 100 e 300 milímetros na maior parte do Estado, podendo atingir de 300 a 400 milímetros no extremo sul.

Apesar desse padrão histórico, a projeção para este ano indica distribuição irregular das chuvas, com possibilidade de volumes acima da média nas regiões extremo norte e noroeste.

Em relação às temperaturas, a média histórica varia entre 18°C e 22°C em grande parte do território, com registros menores no extremo sul e mais elevados no noroeste.

No entanto, os modelos climáticos apontam para temperaturas próximas ou ligeiramente acima da média, o que pode resultar em dias mais quentes e períodos prolongados de calor.

Com relação ao El Niño–Oscilação Sul (Enos), os modelos mais recentes indicam 61% de probabilidade de desenvolvimento do fenômeno no trimestre analisado, com tendência de persistência e intensificação ao longo do segundo semestre de 2026, segundo o prognóstico.

A probabilidade é de que inicialmente o El Niño seja de intensidade fraca a moderada a partir do trimestre julho-agosto-setembro, com possibilidade de evolução para níveis moderados a fortes entre a primavera e o início do verão.

Esse conjunto de fatores pode favorecer a ocorrência de ondas de calor mais frequentes.

“A tendência climática para os próximos meses exige atenção e monitoramento contínuo, especialmente diante da possibilidade de consolidação do El Niño ao longo do ano”, destaca a equipe técnica do Cemtec.

Operação Tomada de Contas

PF deflagra operação em MS e mais dois estados para investigar contratos públicos

Conforme divulgado, é apurado tratamento diferenciado na liberação de recursos públicos

29/10/2026 08h19

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A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (29), a Operação Tomada de Contas em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e São Paulo para investigar possíveis irregularidades na gestão de contratos administrativos.

Conforme divulgado pela PF, a investigação também apura pagamentos a servidores do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), cujo presidente teria sido preso nesta manhã. Mais de 180 policiais federais participam da operação, que cumpre 26 mandados de busca e apreensão.

A apuração investiga o possível uso da suspensão de contratos administrativos como forma de pressionar fornecedores, além de tratamento diferenciado na liberação de recursos públicos.

Autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), a operação também apura divergências em pagamentos a empresas, movimentações financeiras atípicas envolvendo servidores públicos e saques recorrentes em espécie.

A investigação busca identificar possíveis relações entre créditos bancários e retiradas realizadas nas dependências da instituição.

Ainda não foram divulgados detalhes da operação no que se refere a Mato Grosso do Sul. 

MEIO AMBIENTE

Siderúrgica no Pantanal estoura cota legal para abastecer ArcelorMittal

Compras da empresa superam a cota da fábrica em Aquidauana, expõem atalho regulatório e acendem alerta ambiental; atividade da siderúrgica é investigada pela Polícia Civil

29/10/2026 07h50

Simasul produz ferro-gusa em Aquidauana

Simasul produz ferro-gusa em Aquidauana Divulgação

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Levantamento exclusivo do Correio do Estado em relatórios comerciais e licenças ambientais da Simasul Siderurgia Ltda., instalada em Aquidauana, no Pantanal Sul-Mato-Grossense, revela um descompasso direto entre o que a empresa produz e o que as autorizações dadas pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) permitem.

Os documentos de movimentação de vendas mostram que as compras feitas por um único cliente corporativo, a multinacional ArcelorMittal Brasil S.A., consomem e, em meses de pico, ultrapassam sozinhas toda a capacidade de produção de ferro-gusa autorizada pelo órgão ambiental do Estado para o complexo industrial.

A única autorização definitiva da fábrica é a Licença de Operação nº 001697/2023, concedida pelo Imasul. Esse documento permite apenas o funcionamento do alto-forno 2, fixando um teto máximo de produção de 300 toneladas por dia.

Em um mês comercial padrão de 30 dias, a capacidade legal da usina para atender todo o mercado é de exatamente 9 mil toneladas. Qualquer volume fabricado ou vendido acima desse limite ocorre sem licença ambiental definitiva.

Entretanto, o relatório de volume de vendas da siderúrgica entre março e julho deste ano mostra que o fornecimento feito apenas para a ArcelorMittal atingiu 45.544,70 toneladas de ferro-gusa.

Isso representa uma média mensal de 9.108,94 toneladas destinadas à multinacional, o equivalente a cerca de 303,6 toneladas por dia. Na prática, a demanda de um único comprador já superou, na média, a cota diária global permitida para toda a usina.

A evolução mês a mês confirma que era impossível atender a esses contratos dentro dos limites estabelecidos pelo Imasul. Em março, a Simasul vendeu 8.686,51 toneladas de ferro-gusa para a ArcelorMittal, ocupando mais de 96% de toda a capacidade autorizada da fábrica.

Em abril, as vendas para a multinacional subiram para 9.646 toneladas, ultrapassando o teto mensal da licença. Em maio, o volume atingiu o pico de 10.143 toneladas, o que representa uma média de 327 toneladas diárias entregues a um só cliente.

Em junho, foram comercializadas 7.313 toneladas. Em julho, as entregas voltaram a subir e alcançaram 9.756,19 toneladas, correspondendo a 325 toneladas por dia.

Para conseguir entregar essa quantidade de ferro-gusa, a Simasul precisou manter dois altos-fornos ligados simultaneamente. O problema é que o alto-forno 1 não tem licença de operação definitiva.

A unidade vinha funcionando amparada por autorizações temporárias de comissionamento, concedidas pelo Imasul com prazo inicial de 120 dias e renovação por mais quatro meses.

A manobra do comissionamento provisório no alto-forno 1 foi usada para contornar um travamento técnico no alto-forno 2, onde a Simasul ficou dois anos e meio sem realizar o monitoramento obrigatório de fumaça e poluentes (descumprindo a Condicionante nº 14 de sua licença).

Essa omissão impediu a elaboração do Estudo de Dispersão Atmosférica exigido pelo Imasul para emitir a licença de operação definitiva do novo forno.

Ao tentar justificar a falta de medições em fevereiro de 2024 alegando “chuvas intensas”, a siderúrgica foi desmentida pela fiscalização, que comprovou a existência de 18 dias secos no mês adequados para os testes, o que resultou em uma multa de R$ 120 mil e no enquadramento por prestação de declaração enganosa sob a Lei de Crimes Ambientais.

Simasul produz ferro-gusa em Aquidauana

Outro lado

A ArcelorMittal afirmou manter políticas de ética, conformidade e sustentabilidade, exigir o cumprimento de normas legais e ambientais de seus fornecedores e monitorar a cadeia de suprimentos.

A Simasul classificou a investigação policial como decorrente de denúncia anônima. A empresa afirmou colaborar com as apurações e negou operar sem licença.

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