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PANTANAL EM CHAMAS

Comissão do Senado vai acompanhar ações de enfrentamento aos incêndios no Pantanal

Estima-se que a área queimada no Pantanal desde o início do ano seja de mais de 2 milhões de hectares
10/09/2020 12:59 - Clodoaldo Silva


Nos próximos 90 dias, uma Comissão Temporária Externa do Senado Federal vai acompanhar as ações de enfrentamento aos incêndios no Pantanal. 

O colegiado foi criado ontem com aprovação de um requerimento do senador Welligton Fagundes (PL-MT), em sessão remota. 

Quatro senadores acompanharão as atividades na região, visitando a área afetada e cobrando ações. 

Estima-se que a área queimada no Pantanal desde o início do ano seja de mais de 2 milhões de hectares.

O objetivo do colegiado é garantir que sejam adotadas providências para evitar novas queimadas, bem como as ações de proteção da fauna e da flora, das populações diretamente atingidas e do impacto na economia da região. 

O trabalho dos senadores deve correr por meio de visitas in loco, reuniões, debates com os envolvidos, incluindo órgãos federais, estaduais e municipais, ONGs, pesquisadores e especialistas.

A senadora Simone Tebet (MDB-MS), que deve integrar o colegiado, lamentou a destruição do bioma do Pantanal e pediu medidas urgentes para conter as chamas. 

Há cerca de um mês, ela apresentou uma Indicação ao Governo Federal para que incluísse o Pantanal no Conselho Nacional da Amazônia Legal. 

“Estamos diante da maior seca dos últimos 50 anos. O Pantanal está sendo devastado, destruído. O incêndio não para", lembrou ao solicitar a sua inclusão na Comissão, "para que possamos avançar com algumas sugestões e ideias”, disse a senadora Simone Tebet.

Entre janeiro e agosto de 2020, houve aumento de 205% das queimadas no Pantanal, em comparação ao mesmo período de 2019. A maior preocupação é com os danos ambientais e os impactos negativos à saúde da população local. 

A falta de infraestrutura e dificuldades logísticas também prejudicam o trabalho dos Bombeiros e de brigadistas do Ibama e do ICMBio.

“A reação rápida e enérgica do poder público para eliminar focos de incêndios, impedir novos desmatamentos e, assim, evitar novas queimadas é imprescindível”, afirmou Fagundes. Ele acredita que a Comissão pode propor medidas emergenciais e construir soluções com os governos locais e o Governo Federal, com vistas a evitar desastres futuros.