Cidades

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Serra rompe o silêncio e adota discurso com temas nacionais

Serra rompe o silêncio e adota discurso com temas nacionais

Redação

03/03/2010 - 05h47
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Três dias depois da divulgação da mais recente pesquisa Datafolha (no sábado, dia 27), o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), rompeu o silêncio, mudou o tom e adotou discurso político e nacional. Ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da pré-candidata do PT à Presidência, ministra Dilma Rousseff, durante inauguração do novo complexo industrial da Case New Holland, em Sorocaba, o governador fez, em seu discurso, uma defesa enfática do papel da indústria para o desenvolvimento econômico do País, citou o papel do expresidente Fernando Henrique Cardoso para a retomada e modernização da indústria automobilística e discorreu sobre a importância dos programas de sua administração, no governo paulista, para o combate à crise econômica global. Serra vem sendo pressionado por membros do PSDB e do DEM a assumir sua candidatura ao Palácio do Planalto, principalmente depois que a diferença entre ele e pré-candidata do PT caiu de 14 pontos para apenas quatro pontos na última pesquisa Datafolha. Essa mostra indica Serra com 32% das intenções de voto, contra 28% de Dilma. “Eu pessoalmente participei dessa modernização em 1995 quando muitas fábricas, inclusive a Ford, estavam para deixar o Brasil em função da valorização cambial, juros e retirada de tarifas (de importação). Nós fizemos um programa de modernização que impulsionou bastante o setor e ele veio se expand i ndo em condições de muito boa qualidade e produtividade”, afirmou Serra, em Sorocaba. “Nos preocupa hoje em dia, uma preocupação que é compartilhada pelo ministro Miguel Jorge (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que também participou do evento), a questão das exportações do setor (automobilístico). No ano passado, tivemos um déficit de US$ 3,7 bilhões nessa área, incluindo autopeças, e é importante que a indústria se desenvolva também exportando, não apenas atendendo, embora seja seu motor principal, ao mercado interno”, disse. O governador demonstrou ceticismo sobre a capacidade de geração de empregos pelos setores agropecuário e de serviços. “Muitas vezes se desenvolvem teorias de que o Brasil pode vir a ser um País primário exportador, como era no passado, exportando commodities, matérias-primas e alimentos e com isso crescer. Ou então que o moderno agora, o chique, é a economia de serviços”, reiterou. E continuou: “Ambas essas teses estão erradas e são falaciosas. Nós não vamos conseguir gerar os empregos num País de 180 milhões de habitantes e que ainda tem uma grande parte da sua força de trabalho subempregada, quando não desempregada, sem a indústria”. Serra avaliou que o governo federal adotou medidas corretas para conter os impactos da crise internacional no País ao reduzir impostos e aumentar o volume de financiamentos por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Aqui em São Paulo cooperamos com isso quando tínhamos a Nossa Caixa (...). Conseguimos manter um nível de investimentos em 2009 que foi o mais elevado de nossa história por parte do governo do Estado e ajudou muito na manutenção do nível de emprego e ocupação em todo o território paulista”, disse. Operário Serra voltou a fazer referência às suas origens e tentou associar sua imagem aos trabalhadores da fábrica. “Eu pessoalmente tenho uma identificação com a indústria na minha origem, porque sou de um bairro operário, morava numa vila operária”, afirmou, citando a Mooca. “Morei numa casa que era ‘pegada’ a uma fábrica e tinha uma caldeira vibrando dia e noite. Quando desligavam a caldeira eu não conseguia dormir porque estava acostumado com o barulho. Na origem, pra mim, a indústria está muito associada à minha infância e ao meu desenvolvimento”, afirmou.

Saída

Desembargador federal abandona ações da Lava Jato após punição do CNJ

Loraci Flores de Lima pegou uma suspensão de 60 dias

09/08/2026 20h00

Desembargador Loraci de Lima

Desembargador Loraci de Lima Foto: Divulgação

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O desembargador Loraci Flores de Lima renunciou às ações da antiga Operação Lava Jato sob sua relatoria no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4). Ele comunicou a decisão à Corte por meio de um despacho de cinco linhas após ser punido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por supostamente ter ignorado uma determinação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), de paralisar processos criminais da Lava Jato. Loraci alega ‘incompatibilidade’ para continuar exercendo sua função jurisdicional nas ações.

O desembargador pegou uma suspensão de 60 dias - sanção, na prática, já cumprida porque havia ficado afastado durante 72 dias liminarmente, no curso do Processo Administrativo Disciplinar. Ele negou o descumprimento de ordem de Toffoli.

Loraci abdicou do acervo da Lava Jato a partir da ‘compreensão firmada pelo CNJ’. Sua decisão atende, segundo ele, o disposto no artigo 122 do Código de Processo Penal - norma que impõe ao magistrado afastamento espontâneo da causa em que haja impedimento ou incompatibilidade, sob pena de as partes contestarem sua permanência nos autos.

As ações que estavam sob a tutela do desembargador tiveram origem na 13.ª Vara Criminal Federal de Curitiba, base da Lava Jato.

Recursos e apelações contra sentenças e decisões da 13.ª Vara chegaram ao TRF-4, que fica sediado em Porto Alegre e mantém jurisdição também no Paraná. O TRF-4 ficou, assim, conhecido como o Tribunal da Lava Jato.

A decisão do CNJ atingiu também um colega de Loraci, o desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores, do TRF-4, igualmente acusado de ignorar determinação de Toffol. Nos autos do Processo Administrativo Disciplinar, seus advogados negaram ‘descumprimento deliberado de decisões’. Segundo os advogados, a decisão foi tomada de forma colegiada e fundamentada.

Por decisão unânime, o Conselho Nacional de Justiça aplicou a pena de disponibilidade por 60 dias aos desembargadores federais Os conselheiros concluíram que Loraci e Thompson descumpriram ordem expressa de Toffoli para suspender ações penais relacionadas à Lava Jato. Nos últimos anos, o magistrado do STF tem proferido uma série de liminares para anular ou suspender os efeitos de provas, delações e atos judiciais da investigação, com base no entendimento de que houve parcialidade e conluio entre o então juiz Sérgio Moro, hoje senador, e procuradores do Ministério Público Federal.

O caso analisado pelo CNJ teve origem em uma decisão da 8.ª Turma do TRF4 sobre a atuação do então juiz da 13.ª Vara Federal de Curitiba Eduardo Appio, sucessor de Moro. Em setembro de 2023, os desembargadores declararam a suspeição de Appio em um processo. Eles ampliaram esse entendimento a todas as ações da operação conduzidas por Appio e anularam os atos praticados por ele.

Ao definir a punição dos desembargadores, o conselheiro relator Rodrigo Badaró afirmou que ‘não há prova conclusiva de incompatibilidade permanente com a magistratura’ e aplicou a sanção de disponibilidade por 60 dias. Como ambos já haviam ficado fora da Corte por 72 dias, a punição foi dada como integralmente cumprida.

 

Bem-estar animal

Atendimento veterinário gratuito será oferecido em bairro da Capital

Consultório Móvel da SUBEA disponibilizará consultas, vacinação e avaliação para castração

09/08/2026 17h31

Divulgação/Subea

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Moradores de Campo Grande poderão contar com atendimento veterinário gratuito para cães e gatos entre os dias 10 e 14 de agosto. Durante o período, o Consultório Móvel da Superintendência de Bem-Estar Animal (SUBEA) estará instalado na Praça do Jardim Carioca, na Rua Aracy de Almeida, em frente ao nº 548.

A ação tem como objetivo ampliar o acesso aos serviços de saúde animal e oferecer atendimento mais próximo às famílias que possuem cães e gatos. Entre os serviços disponibilizados estão consultas veterinárias, vacinação antirrábica, vermifugação, aplicação de carrapaticida e avaliação clínica necessária para o agendamento de castração.

Atendimento por ordem de chegada

Para organizar o atendimento, serão distribuídas diariamente 15 senhas para consultas clínicas e outras 15 senhas destinadas exclusivamente à avaliação para castração. As vagas serão preenchidas por ordem de chegada.

Para ser atendido, o responsável pelo animal deverá apresentar documento oficial com foto, comprovante de residência em Campo Grande e CadÚnico atualizado.

Serviço

Período: 10 a 14 de agosto, de segunda a sexta-feira
Local: Praça do Jardim Carioca – Rua Aracy de Almeida, em frente ao nº 548
Serviços: consultas clínicas, vacinação antirrábica, vermifugação, aplicação de carrapaticida e avaliação para castração.
 

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