Cidades

CAMPO GRANDE

Servidores municipais ativos devem atualizar dados funcionais

Sem cadastro, ponto não será mais considerado

RAFAEL RIBEIRO (com assessoria)

16/07/2019 - 12h15
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Os servidores públicos municipais ativos da administração direta, autarquias, fundações e empresas públicas, da Prefeitura de Campo Grande, devem atualizar seus dados funcionais. O recadastramento é obrigatório e será mediado pela Secretaria Municipal de Gestão (Seges). O mesmo será realizado de acordo com o mês de aniversário do servidor, conforme calendário abaixo publicado na edição extra desta segunda-feira (15) do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande). A medida deve atingir cerca de 20 mil pessoas.

Aniversariantes Janeiro e Fevereiro – Julho 2019
Aniversariantes Março e Abril – Agosto 2019
Aniversariantes Maio e Junho – Setembro 2019
Aniversariantes Julho e Agosto – Outubro 2019
Aniversariantes Setembro e Outubro – Novembro 2019
Aniversariantes Novembro e Dezembro – Dezembro 2019

O Decreto nº  13.930, de 15 de julho de 2019, que dispõe sobre o recadastro, além de validar dados cadastrais do funcionalismo, visa confirmar a condição do quadro de pessoal dos órgãos e entidades do Executivo, dando mais transparência.

Devem-se recadastrar os servidores estatutários efetivos e comissionados ativos, os contratados e os convocados do quadro temporário. No caso do servidor cedido residir em outro município ou em outra unidade da federação deverá comparecer pessoalmente a uma agência da instituição financeira dentro do território nacional e remeter, via Carta registrada ou Sedex, à Secretaria Municipal de Gestão o formulário de recadastramento.

O formulário de Recadastramento está disponível no Portal do Servidor no mês de calendário do recadastramento do servidor. O servidor deve emitir o seu formulário ‘Recadastramento Anual 2019’ no Portal do Servidor, no site http://www.campogrande.ms.gov.br/servidor, assiná-lo e colher assinatura da chefia imediata. Depois, com os documentos pessoais e o comprovante de endereço atualizado, comparecer a uma agência do Banco Bradesco. A agência do Bradesco localizada na Avenida Afonso Pena, 2.440, terá uma equipe montada especialmente para atender os servidores. 

O Servidor Público deve comparecer, preferencialmente, entre os dias 11 e 25 de cada mês. Ao se recadastrar, o servidor receberá um comprovante de realização do recadastramento. O mesmo deverá encaminhar ao RH do órgão de lotação: o formulário, o comprovante e a cópia dos documentos pessoais, quando alterados.

Os servidores que não cumprirem o prazo para atualização terão seus pagamentos suspensos. O intuito é elaborar a folha de pagamento do Município por meio dos dados fornecidos no recadastramento.

O secretário-adjunto de Gestão, Igor Peixoto, explica que, a partir desse recadastramento será possível ter maior e melhor dimensão da efetividade do trabalho realizado pelo Município. “Essa medida serve para que a Prefeitura tenha maior conhecimento de quem são os servidores, possa atualizar as informações como por exemplo, se o servidor passou por cursos de especialização ou outros títulos. Também será possível avaliar em quais áreas há maior necessidade ou excesso de efetivo. Além do que será possível avaliar o desempenho dos servidores em diversas áreas a fim de propor requalificação e promover maiores incentivos”, explica.

O objetivo é também atender o sistema do e-social – projeto do Governo Federal que tem por objetivo coletar informações trabalhistas, previdenciárias e tributárias, armazenando-as em um Ambiente Nacional Virtual.

A Gerência de Recursos Humanos de cada Órgão deverá centralizar o atendimento ao servidor quanto aos casos particulares. A Gerência de Cadastro Funcional da Secretaria Municipal de Gestão (GECAF/SUGRH/SEGES) estará disponível para auxiliar as secretarias e órgãos municipais quanto às dúvidas do processo de recadastramento. Para tirar dúvidas ou mais informações, os servidores poderão entrar em contato ou esclarecimentos poderão Estaremos à disposição no telefone 4042-1321 ramal/VoilP 1513/1471/1472.

Agora é lei

Estado passa a ter cadastro de agressores de mulheres

Sistema público permitirá consultar informações de pessoas condenadas por crimes de violência doméstica em Mato Grosso do Sul

09/03/2026 10h33

Crédito: Gerson Olivieira / Correio do Estado

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O governador Eduardo Riedel (PP) sancionou a Lei nº 6.552, de 6 de março de 2026, que cria o Cadastro Estadual de Pessoas Condenadas por Crimes Praticados no Contexto de Violência Doméstica e Familiar no Estado.

A publicação foi feita no Diário Oficial de Mato Grosso do Sul nesta segunda-feira (9), após um fim de semana em que duas mulheres morreram nas mãos dos companheiros, sendo uma delas no Dia Internacional da Mulher.

A partir da sanção, o Estado passa a ter um cadastro público com dados de agressores condenados por crimes de violência contra a mulher.

Serão inseridos neste cadastro:

  • dados pessoais completos, foto e características físicas;
  • idade da pessoa cadastrada;
  • histórico de crimes.

Também será incluída no cadastro uma foto frontal para facilitar a identificação durante a consulta.

Quem pode acessar?

O acesso, segundo o artigo 4º da lei, poderá ser feito por todos os cidadãos, respeitado o sigilo das investigações policiais e dos processos judiciais em andamento.

Também terão acesso integrantes das Polícias Civil e Militar, conselhos tutelares, membros do Ministério Público e do Poder Judiciário.

Informações que constarão no cadastro

  • Constarão no sistema as seguintes informações do condenado por crimes de violência contra a mulher:
  • dados pessoais completos, foto e características físicas;
  • grau de parentesco e/ou relação entre o cadastrado e a vítima;
  • idade do cadastrado e da vítima;
  • circunstâncias e local em que o crime foi praticado;
  • endereço atualizado do cadastrado;
  • histórico de crimes.

Cargos públicos

A lei estabelece que a pessoa que tiver o nome incluído no cadastro não poderá assumir cargo público em Mato Grosso do Sul.

“Vale destacar que o Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da ADI 6620, declarou constitucional lei do Estado de Mato Grosso que cria o cadastro estadual de pessoas condenadas por crimes praticados em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher, elementos que contribuem para a aprovação de legislação análoga também no Estado de Mato Grosso do Sul”.

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CRIME

Vítima do 7° feminicídio em MS morre carbonizada no Dia da Mulher

Após incêndio, o ex-companheiro da vítima foi preso em flagrante suspeito de ser o autor do crime

09/03/2026 09h30

O principal suspeito do crime é o ex-companheiro da vítima, de 52 anos, que foi preso em flagrante pela polícia.

O principal suspeito do crime é o ex-companheiro da vítima, de 52 anos, que foi preso em flagrante pela polícia. Foto: Divulgação / Polícia Civil

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O Dia Internacional da Mulher, celebrado no último domingo, 8 de março, terminou com mais um caso de feminicídio em Mato Grosso do Sul. A indígena Ereni Benites, de 44 anos, morreu carbonizada após a casa onde morava pegar fogo durante a madrugada, em uma aldeia no interior do estado, no município de Paranhos.

O principal suspeito do crime é o ex-companheiro da vítima, de 52 anos, que foi preso em flagrante pela polícia.

De acordo com o boletim de ocorrência, equipes policiais foram acionadas por volta da 1h da madrugada após a informação de um incêndio em uma residência localizada na aldeia.

Diante da possibilidade de haver vítima no interior do imóvel, foram mobilizadas equipes da Perícia Criminal e do Instituto Médico Legal (IML) para atender a ocorrência. No local, foi constatado que Ereni Benites morreu dentro da própria casa, atingida pelas chamas.

Informações preliminares apontam que, antes do incêndio, a vítima estava em uma residência próxima consumindo bebida alcoólica com outras pessoas. Em determinado momento, ela retornou para sua casa.

Pouco tempo depois, o imóvel foi tomado pelo fogo. Ereni acabou presa dentro da residência e morreu carbonizada. Testemunhas que estiveram com a vítima antes do ocorrido devem ser ouvidas pela Polícia Civil para esclarecer as circunstâncias do incêndio e a dinâmica do crime.

Durante as diligências iniciais, o ex-companheiro da vítima foi apontado como suspeito e acabou preso em flagrante. O caso é investigado como feminicídio, quando o assassinato ocorre em contexto de violência doméstica ou por razões de gênero.

Escalada de feminicídios

Com a morte de Ereni Benites, Mato Grosso do Sul passa a registrar sete feminicídios em pouco mais de 50 dias de 2026.

Levantamento recente aponta que, entre janeiro e o início de março, o estado já havia contabilizado seis casos em diferentes municípios, muitos deles cometidos por companheiros ou ex-companheiros das vítimas.

A morte mais recente antes deste caso ocorreu no início da manhã de sábado (7), em Anastácio, a 122 quilômetros de Campo Grande. Leise Aparecida Cruz, de 40 anos, foi encontrada morta em casa, na Rua Professora Cleusa Batista. O principal suspeito é o marido da vítima, Edson Campos Delgado, que acabou preso.

Inicialmente, Edson disse às autoridades que havia encontrado a esposa sem vida e levantou a hipótese de suicídio. No entanto, durante as investigações, confessou ter asfixiado a mulher.

Também no dia 6 de março morreu Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 52 anos, que estava internada após ser brutalmente agredida pelo marido em Três Lagoas.

Ela foi atacada com golpes de marreta no dia 3 de março. Após o crime, foi socorrida e transferida para o Hospital da Vida, em Dourados, mas não resistiu aos ferimentos.

No dia 25 de fevereiro, Beatriz Benevides da Silva, de 18 anos, foi assassinada em Três Lagoas. O autor do crime foi o namorado da jovem, Wellington Patrezi, que procurou a polícia e confessou o feminicídio.

Em 22 de fevereiro, Nilza de Almeida Lima, de 50 anos, foi morta a facadas em Coxim. O principal suspeito é o próprio filho da vítima, de 22 anos.

Em 24 de janeiro, a aposentada Rosana Candia Ohara, de 62 anos, foi assassinada a pauladas pelo marido em Corumbá.

Já o primeiro feminicídio de 2026 em Mato Grosso do Sul ocorreu em 16 de janeiro, na aldeia Damakue, em Bela Vista. A vítima, Josefa dos Santos, de 44 anos, foi morta a tiros pelo marido, que em seguida tirou a própria vida.

A Polícia Civil segue investigando o caso de Ereni Benites para esclarecer as circunstâncias do incêndio e confirmar a dinâmica do crime.

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