Cidades

plano de saúde

Deficitário, Servimed fez mais de 1,3 milhão de atendimentos em 2025

Usuários do plano de saúde da prefeitura de Campo Grande são atendidos em 12 hospitais e oito prontos-socorros

Continue lendo...

Com cerca de 45 mil servidores e familiares beneficiários, o plano de saúde dos servidores municipais de Campo Grande, o Servimed (Serviço de Assistência à Saúde do Servidor Municipal), foi responsável por mais de 1,3 milhão de atendimentos em diversas áreas da saúde ao longo de 2025, como consultas médicas, exames, procedimentos cirúrgicos, odontologia, entre outros.

Conforme informações divulgadas pela prefeitura de Campo Grande, esta assistência foi possível graças à atuação de uma rede credenciada composta por 1.396 prestadores, incluindo 12 hospitais, cinco prontos-socorros adultos e três pediátricos, com atendimento voltado exclusivamente para a Capital.

Mas, por conta do grande número de servidores que está abandonando o plano de saúde, o faturamento está ficando comprometido, 

Prova disso é que no ano passado o Servimed, faturou quase R$ 137 milhões, mas teve despesas que superram os R$ 155. Ou seja, contabilizou déficit de R$ 1,5 milhão.

O plano de saúde é custeado com a contribuição de servidores (4,2% para os ativos e 7% para inativos), além de 1,5% a 8% conforme o dependente. Existe ainda a chamada coparticipação, de 30% sobre todos os serviços utilizados. Os usuários também pagam ainda o chamado fator moderador, que varia de acorco com o tipo de atendimento. A administração municipal, por sua vez, paga 6% sobre o salário.

Além da cobertura ampla por convênios, o Servimed também mantém atendimento ambulatorial em sede própria, somando 34.924 atendimentos em 2025, voltados a casos de baixa complexidade.

Prevenção

Entre as ações promovidas ao longo do ano, destacadas pela prefeitura de Campo Grande aparece a 6ª Semana de Atenção à Saúde do Servidor, com serviços gratuitos de orientação e prevenção de doenças. Durante o evento, os servidores puderam realizar aferição de pressão arterial, testes de glicemia, IMC, acuidade visual, tonometria e exame de fundo de olho.

Outra iniciativa destacada pela administração foi o lançamento do Projeto “Cuidando de Quem Cuida”, iniciado em julho. A proposta visa criar ambientes de trabalho mais saudáveis, promover o bem-estar emocional dos servidores e prevenir o estresse e o esgotamento profissional.

Com foco em saúde mental, o projeto também reforça o respeito às relações humanas no ambiente público.

Participação, escuta e reconhecimento

Além dos atendimentos médicos e ações educativas, o ano de 2025 marcou também a renovação do compromisso institucional com a escuta ativa e a gestão participativa.

Tomaram posse neste ano os novos membros do Comitê Gestor e do Conselho Fiscal do Servimed, com mandato até 2029. Os conselhos são responsáveis por acompanhar e definir as diretrizes de assistência à saúde dos servidores.

Justiça

Homem é retirado do STF após tentar entrar dizendo ser "imperador"

Ele proferia frases desconexas e não chegou a ser preso

08/10/2026 21h00

Foto: Divulgação / STF

Continue Lendo...

Um homem foi contido nesta quinta-feira (8) pela equipe de segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) após tentar entrar no edifício-sede da Corte, onde está localizado o plenário.

O episódio ocorreu após ele se aproximar da marquise do prédio e começar a proferir frases desconexas. O homem se identificou como "imperador das Forças Armadas do Brasil".

Segundo o STF, ele não chegou a ser preso e foi conduzido para a parte externa do tribunal.

Na semana passada, o Supremo registrou uma tentativa de invasão. Um homem foi preso pela Polícia Judiciária, que realiza a segurança interna do STF, ao tentar pular as grades que fazem a proteção do edifício-sede.

O esquadrão antibomba da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) precisou ser chamado após o homem jogar uma mochila em uma parada de ônibus localizada em frente ao Supremo.

Após a realização do trabalho de varredura, a PM descartou a presença de explosivos.

Justiça

Moraes determina emissão de mandado de prisão contra Eduardo Bolsonaro

Pena foi definida no processo do tarifaço contra exportações do Brasil

08/10/2026 20h00

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes Divulgação/STF

Continue Lendo...

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (8) a expedição de um mandado de prisão contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos.

A medida foi determinada após o ministro mandar executar a condenação de Eduardo a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. A pena foi definida no processo que trata do tarifaço do governo de Donald Trump contra as exportações brasileiras.

Moraes também determinou o cancelamento dos passaportes do ex-parlamentar.

Na prática, Eduardo não deve cumprir a pena enquanto estiver no exterior. O ex-deputado é aliado de Trump, e um eventual pedido de extradição dificilmente será cumprido pelo governo norte-americano.

Ao determinar as medidas, Moraes decretou o trânsito em julgado da ação penal em que Eduardo foi condenado pelo STF, ou seja, o fim da possibilidade de apresentação de recursos.

No mês passado, a Primeira Turma do Supremo rejeitou o recurso protocolado pela Defensoria Pública da União (DPU) para anular a condenação.

O ex-deputado não apresentou defesa particular e foi defendido pelo órgão.

Em junho deste ano, o colegiado concordou com a acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e entendeu que há provas para concluir que o ex-deputado articulou o tarifaço dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras para tentar evitar a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo da trama golpista.

Além disso, outras medidas, como a revogação dos vistos de ministros da Corte e do governo federal e a aplicação das sanções econômicas da Lei Magnitsky, também tiveram o mesmo objetivo, conforme o entendimento da Corte. 

Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

Abandono e perda do cargo de escrivão 

Em setembro deste ano, o Ministério da Justiça e Segurança Pública demitiu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal, por abandono de cargo. 

A decisão, publicada na edição de 21 de setembro do Diário Oficial da União, tem como base processo administrativo disciplinar que concluiu pela ocorrência de faltas injustificadas por período superior a 30 dias consecutivos.

Segundo a portaria, a demissão teve por base a Lei nº 15.047, de 2024, que prevê a penalidade para casos de abandono de cargo. 

Eduardo Bolsonaro integrava o quadro de pessoal da Polícia Federal e estava afastado da função para exercer mandato eletivo na Câmara dos Deputados.
 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).