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Sidrolândia: após reforma do Hospital, Estado vai equipar e ampliar atendimento

Custo total de investimento será de R$ 1,5 mi

RAFAEL RIBEIRO (com assessoria)

13/07/2019 - 10h39
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O Governo do Estado tem a parceria com o município de Sidrolândia em diversos setores, entre eles, o da saúde. Prova disso é a reforma e ampliação do Hospital Elmíria Silvério Barbosa, ação viabilizada com recursos de R$ 1.540.000,00, dos quais R$ 340 são oriundos dos cofres estaduais e R$ 1,2 milhão de emenda do então deputado federal Geraldo Resende, atual secretário estadual de saúde.

A partir da ampliação, o Hospital de Sidrolândia está ganhando um novo centro cirúrgico e obstétrico completo e de última geração, composto por salas para recepção de pacientes, para materiais e roupas esterilizadas, enfermagem, prescrição, parto normal (três salas), sala de pós-cirurgia com quatro leitos, sala de equipamentos, lavagem de materiais, desinfecção química, armazenagem de materiais esterilizados, quarto para médico plantonista, farmácia, sala de higienização (recém-nascido), e dois centros cirúrgicos.

Com as obras concluídas, o Governo deverá viabilizar os recursos para a compra de novos equipamentos, a fim de melhorar o atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde – SUS. Para tanto o secretário Geraldo Resende quer marcar para os próximos dias uma reunião entre a Secretaria de Estado de Saúde, o Município de Sidrolândia e a diretoria da Associação Beneficente mantenedora do hospital.

“Vamos discutir uma nova modelagem para o Hospital Elmíria Silvério Barbosa a fim de construirmos uma parceria, na qual vamos rediscutir a produção dos serviços de saúde pelo Município de Sidrolândia. Nesta nova formatação, certamente será possível ampliar o atendimento à população, evitando que, ao contrário do que acontece hoje, muitos sidrolandenses tenham que buscar atendimento na rede pública de Campo Grande, trazendo transtornos enormes a nossa capital”, explica o secretário.

 Apoio

Desde o início do ano, o Governo do Estado já transferiu recursos para a saúde de Sidrolândia que somam R$ 1.689.310,32. Os repasses foram feitos para o Fundo Municipal de Saúde do Município utilizar no pagamento de serviços como equipes do Programa Saúde da Família (PSF), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), Agentes Comunitários de Saúde (ACS), Centro de Especialidades Odontológicas, Saúde Mental, Unidade de Pronto Atendimento (UPA), entre outros.

Outra conquista que é resultado da parceria com o governo do Estado foi a entrega, em abril deste ano, de uma caminhonete L-200 para ações de vigilância, de uma van para transporte de pacientes que necessitam tratamento em Campo Grande, principalmente os renais crônicos, que fazem hemodiálise três vezes por semana na capital. Sidrolândia também recebeu, em abril deste ano, uma ambulância do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

A destinação da caminhonete e da ambulância foi articulada por Geraldo Resende quando exercia o mandato de deputado federal, em parceria com o Governo do Estado. A van foi resultado de uma emenda de R$ 190 mil que o secretário destinou ao Município, na condição de parlamentar federal, ainda em 2019. Van para transportes de pacientes que necessitam tratamento  em Campo Grande, principalmente os renais crônicos – hemodiálise 3 vezes por semana em CG.

PROCON

Bancos e operadoras lideram ranking de reclamações em MS

Bradesco, Vivo, Claro, Energisa e Banco BMG estão entre as empresas mais acionadas pelos consumidores em 2025

15/03/2026 16h00

Ao todo, o Procon realizou 22.980 atendimentos entre janeiro e dezembro do ano passado

Ao todo, o Procon realizou 22.980 atendimentos entre janeiro e dezembro do ano passado Divulgação

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Serviços bancários, de telefonia e de energia elétrica concentraram a maior parte das reclamações registradas por consumidores em Mato Grosso do Sul ao longo de 2025. Dados divulgados pelo Procon estadual mostram que instituições financeiras e operadoras de telecomunicações lideram o ranking de empresas mais demandadas do Estado. 

Ao todo, o Procon realizou 22.980 atendimentos entre janeiro e dezembro do ano passado. Desse total, 12.811 foram queixas relacionadas a produtos ou serviços, que passaram por análise técnica para comprovação da relação de consumo. Após essa etapa, 6.445 reclamações foram classificadas como fundamentadas, ou seja, quando há indícios de descumprimento das normas previstas no Código de Defesa do Consumidor.

De acordo com o levantamento, apenas 41% dessas reclamações foram atendidas pelas empresas, enquanto a maior parte terminou sem solução direta apresentada ao consumidor. 

Entre as companhias com maior número de reclamações estão dois bancos, duas operadoras de telefonia e uma concessionária de energia elétrica: 

  • Banco Bradesco
  • Telefônica Brasil (Vivo)
  • Claro S.A.
  • Energisa Mato Grosso do Sul
  • Banco BMG

Entre essas empresas, o banco Bradesco aparece com 197 reclamações fundamentadas, sendo a companhia mais acionada pelos consumidores sul-mato-grossenses no período analisado.

Principais motivos das reclamações

Os registros do Procon apontam que os problemas mais frequentes variam conforme o setor, mas seguem alguns padrões.

No caso dos bancos, as principais queixas envolvem cobrança de serviços não contratados, problemas com cartão de crédito e crédito consignado, além de dificuldade para cancelamento de contratos.

Já nas operadoras de telefonia, consumidores relataram cobranças indevidas, oferta não cumprida, instabilidade ou má qualidade de internet e telefonia, além de dificuldades para cancelar planos.

No setor de energia elétrica, as reclamações mais comuns dizem respeito a cobranças consideradas abusivas, informações insuficientes sobre o serviço e problemas no faturamento da conta de luz.

Base de dados pública

O cadastro de reclamações fundamentadas é publicado anualmente pelos órgãos de defesa do consumidor e reúne casos em que houve análise técnica da relação de consumo.

Além do relatório estadual, o site do Procon também disponibiliza dados produzidos por 20 dos 45 Procons municipais de Mato Grosso do Sul, ampliando o monitoramento sobre a relação entre empresas e consumidores no Estado.

O levantamento completo pode ser consultado na página oficial do Procon-MS.

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DADOS ALARMANTES

Tentativas de feminicídio em 2026 quase dobram em relação ao ano passado

Além das sete mortes já registradas este ano, ano também acumula 27 tentativas de assassinato, se consolidando como uma das épocas mais violentas para mulheres em MS

15/03/2026 15h31

Tentativas de feminicídio já acumulam 27 registros em 2026

Tentativas de feminicídio já acumulam 27 registros em 2026 Foto: Gerson Oliveira / Arquivo

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Números atualizados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS) confirmam que 2026 já é um dos piores anos para as mulheres no território sul-mato-grossense, já que, além dos sete feminicídios registrados, houveram também 27 tentativas de assassinato em 75 dias, quase o dobro de 2025 no mesmo período analisado.

Desde o dia 1º de janeiro deste ano, 27 mulheres já sofreram alguma tentativa de assassinato por companheiros ou familiares homens, dos quais oito ocorreram em janeiro, 10 em fevereiro e 9 nas duas primeiras semanas de março, média de uma tentativa a cada 72 horas. Os números ficam mais alarmantes quando comparados com os anos anteriores.

Em 2025, também nos primeiros três meses, somaram-se 14 tentativas de feminicídios (seis em janeiro, cinco em fevereiro e três em março), a metade do acumulado em 2026. No ano passado, a estatística terminou com 88 tentativas. Já no ano anterior, em 2024, foram 19 tentativas no primeiro trimestre, também abaixo em comparação com 2026.

O ano mais recente que ultrapassa a marca registrada atualmente é 2023, quando Mato Grosso do Sul catalogou incríveis 41 tentativas de assassinato contra mulheres nos primeiros 90 dias do ano, uma média próxima de uma tentativa a cada dois dias. Naquele ano, o Estado terminou com 126 registros.

Vale destacar que tentativa de feminicídio é crime hediondo no Brasil, como prevê a Lei 14.994/2024 do Código Penal, e é caracterizado quando o agente tenta matar uma mulher por razões da condição de sexo feminino, mas não consuma o ato por circunstâncias alheias à sua vontade. Geralmente, a pena para este tipo de crime alcança entre oito a 10 anos de prisão.

Violência doméstica

Conforme dados do Monitor da Violência contra a Mulher, MS registrou 4.378 casos de violência doméstica em 2026. Considera-se violência doméstica qualquer ato de agressão (física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial) que cause dano à mulher, no âmbito familiar, doméstico ou de relação íntima, baseando-se no gênero para impor sofrimento, controle ou humilhação, previsto dentro da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/06).

Recentemente, um caso ganhou repercussão em Campo Grande por envolver o médico e diretor-presidente da Secretaria Municipal de Esporte (Funesp), Sandro Benites, após uma mulher de 43 anos, que afirma ser companheira de Sandro nos últimos seis anos, período em que ela relata ter sido alvo de humilhações, ameaças, repressões e controle emocional. 

Com isso, a mulher registrou boletim de ocorrência por violência psicológica e conseguiu medida protetiva contra Sandro. Um dia após o caso vir à tona, ele foi exonerado do cargo pela prefeita Adriane Lopes (PP), sob justificativa de "esclarecer fatos de caráter pessoal".

Feminicídios em 2026

O caso mais recente aconteceu no dia 8 de março, justamente no Dia Internacional da Mulher. A indígena Ereni Benites, de 44 anos, morreu carbonizada após a casa onde morava pegar fogo durante a madrugada, em uma aldeia no interior do estado, no município de Paranhos.

O principal suspeito do crime é o ex-companheiro da vítima, de 52 anos, que foi preso em flagrante pela polícia.

Com a morte de Ereni Benites, Mato Grosso do Sul passa a registrar sete feminicídios em pouco mais de 50 dias de 2026.

A 6ª morte ocorreu no início da manhã do dia 7 de março, em Anastácio, a 122 quilômetros de Campo Grande. Leise Aparecida Cruz, de 40 anos, foi encontrada morta em casa, na Rua Professora Cleusa Batista. O principal suspeito é o marido da vítima, Edson Campos Delgado, que acabou preso.

Inicialmente, Edson disse às autoridades que havia encontrado a esposa sem vida e levantou a hipótese de suicídio. No entanto, durante as investigações, confessou ter asfixiado a mulher.

Também no dia 6 de março morreu Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 52 anos, que estava internada após ser brutalmente agredida pelo marido em Três Lagoas.

Ela foi atacada com golpes de marreta no dia 3 de março. Após o crime, foi socorrida e transferida para o Hospital da Vida, em Dourados, mas não resistiu aos ferimentos.

No dia 25 de fevereiro, Beatriz Benevides da Silva, de 18 anos, foi assassinada em Três Lagoas. O autor do crime foi o namorado da jovem, Wellington Patrezi, que procurou a polícia e confessou o feminicídio.

Em 22 de fevereiro, Nilza de Almeida Lima, de 50 anos, foi morta a facadas em Coxim. O principal suspeito é o próprio filho da vítima, de 22 anos.

Em 24 de janeiro, a aposentada Rosana Candia Ohara, de 62 anos, foi assassinada a pauladas pelo marido em Corumbá.

Já o primeiro feminicídio de 2026 em Mato Grosso do Sul ocorreu em 16 de janeiro, na aldeia Damakue, em Bela Vista. A vítima, Josefa dos Santos, de 44 anos, foi morta a tiros pelo marido, que em seguida tirou a própria vida.

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