Sílvio Andrade, de Corumbá
A sessão de eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Corumbá foi precedida de agressões físicas, xingamentos, acusações graves e ofensas morais, como "corno" e "agiota". O pretendente a uma cadeira na Casa, suplente Alberto Guimarães (PTB), teria dado um soco, segundo vereadores, no eleito João Bosco Souza (PT), mas o caso foi abafado. Bosco tentava evitar uma briga entre Guimarães e o vereador Rufo Vinagre (PR) quando foi agredido, de acordo com relatos de quem estava presente à sessão.
Ex-vereadores e novatos discutiam acerca do número de cadeiras a serem ocupadas nesta legislatura. Guimarães, ex-vereador, paralisou a sessão para cobrar sua posse, gerando tumulto e bate-boca.
A polêmica começou já na virada do ano, quando o prefeito reeleito Ruiter Cunha de Oliveira (PT) e os onze vereadores se preparavam para posse na madrugada do dia 1º, no Porto Geral. Manobra do Legislativo pretendia incluir a posse de quatro suplentes, antecipando a validade da proposta que aumenta o número de vereadores, mas cuja constitucionalidade ainda nem sequer foi julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A Justiça Eleitoral de Corumbá precisou intervir para vetar a posse dos quatro suplentes. A matéria completa está na edição de amanhã do jornal Correio do Estado.
Caixas de picanha e bacon estavam no interior de um Onix (Foto: Divulgação / Polícia Civil)

