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STF derruba regras de altura em cargos de segurança pública

Candidatos eliminados por altura podem buscar medidas administrativas ou judiciais para retomar sua participação

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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em repercussão geral, que a exigência de altura mínima para ingresso em cargos do Sistema Único de Segurança Pública (como as polícias militares estaduais) só é válida se estiver prevista em lei e seguir os parâmetros adotados pelo Exército: 1,60 metro para homens e 1,55 metro para mulheres.

A decisão, proferida no Recurso Extraordinário (RE) 1.469.887 e relatada pelo ministro Luís Roberto Barroso, uniformiza o entendimento sobre o tema e passa a orientar todos os processos semelhantes no país. A tese fixada agora tem efeito vinculante, o que significa que todos os tribunais deverão seguir a mesma diretriz ao julgar casos envolvendo concursos públicos da área de segurança.

Com isso, estados e municípios não poderão mais fixar regras superiores ao limite federal. Na prática, editais em andamento deverão ser revisados, e candidatos eliminados exclusivamente por altura podem buscar medidas administrativas ou judiciais para retomar sua participação. A decisão também impede novas “loterias jurídicas”, nas quais candidatos de estados diferentes eram tratados de forma desigual. Agora, a régua é nacional

Origem do debate

A decisão foi motivada pelo caso de uma candidata à Polícia Militar de Alagoas que havia sido reprovada no teste físico por medir 1,56 metro — quatro centímetros abaixo da exigência do edital local, que previa altura mínima de 1,60m para mulheres e 1,65m para homens. O STF reconheceu que a regra estadual era mais rigorosa do que a prevista na Lei Federal nº 12.705/2012, que disciplina o ingresso no Exército, e determinou que a candidata continuasse no concurso.

Para o ministro Barroso, embora seja legítimo exigir altura mínima em cargos que envolvam atividade policial ou militar, o parâmetro deve respeitar a lei federal e os princípios da razoabilidade e da isonomia. O Supremo já havia firmado entendimento semelhante em decisões anteriores, mas agora com aplicação obrigatória em todo o território nacional.

O que está em vigor

Até agora, cada estado estabelecia suas próprias exigências, com diferenças que chegavam a cinco ou dez centímetros. Havia editais que exigiam 1,65m ou até 1,70m, criando um cenário de desigualdade e insegurança jurídica. Candidatos plenamente capacitados eram excluídos por critérios físicos desproporcionais, mesmo estando dentro do padrão nacional adotado pelas Forças Armadas.

Com o novo entendimento, estados e municípios não poderão mais fixar regras superiores ao limite federal. A uniformização traz benefícios para todos: previsibilidade para os candidatos e segurança jurídica para as administrações públicas, que deverão ajustar suas legislações e editais às diretrizes do Supremo.

Essa decisão impede que candidatos sejam eliminados por exigências arbitrárias. o STF entende que os concursos públicos devem avaliar mérito, preparo e vocação, não os centímetros. Para a advogada Laís Ferreira, o posicionamento do Supremo é um marco de equidade.

“O Supremo corrigiu uma distorção que há muito tempo gerava injustiça. O critério de altura não pode ser utilizado como barreira social. A partir de agora, o que vale é a capacidade, o preparo e a dedicação do candidato. Essa padronização traz segurança jurídica e garante isonomia entre todos que sonham em servir na segurança pública”, avalia.

A advogada Iris Matos reforça que a decisão também tem um impacto simbólico importante, especialmente para mulheres e pessoas de baixa estatura.

“Durante anos, muitos candidatos — em especial mulheres — foram impedidos de seguir carreiras para as quais estavam plenamente aptos. O Supremo restabelece o princípio da razoabilidade e reconhece que a competência e o comprometimento devem estar acima de características físicas que nada influenciam na qualidade do serviço prestado”, destaca.

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CIDADE MORENA

CCZ confirma 4° morcego com raiva em Campo Grande

Quarto caso de morcego infectado pelo vírus em Campo Grande foi encontrado na varanda de uma residência do bairro Jardim Campo Alto

26/03/2026 10h14

Arquivo/Correio do Estado/Paulo Ribas

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Através do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), o Executivo Municipal confirmou ainda ontem (25) o quarto morcego positivo para o vírus da raiva em território campo-grandense neste ano, o que segundo o Poder Público reforça que a circulação viral permanece ativa na capital. 

Conforme repassado pela Médica Veterinária do CCZ, Dra. Cristina Pires de Araújo, o quarto caso de morcego infectado em Campo Grande foi encontrado na varanda de uma residência do bairro Jardim Campo Alto, em que a moradora tomou todas as medidas necessárias e isolou o animal antes de ligar para o CCZ. 

"Recolhemos e o animal foi encaminhado para exames laboratoriais onde foi constatada a presença do vírus da raiva. Estou aqui para lembrar a população que, ao encontrar um morcego vivo ou morto, isolem o animal com um pote, balde ou pano e ligue para o CCZ para fazer o recolhimento", complementa a profissional. 

Além disso, esse caso se diferencia dos demais registrados até então, que foram encontrados em andares mais altos, o que reforça que esses animais podem aparecer em todos os tipos de imóveis, por isso é importante seguir algumas recomendações, como por exemplo: 

  • Não toque: nunca manipule o animal ao encontrar morcego em situação atípica (voando baixo, pendurado em locais baixos, dentro de casa ou caído), vivo ou morto. 
     
  • Isole o animal: caso não seja possível cobrir o animal com um balde, isole o cômodo onde ele se encontra para evitar o contato de pessoas e animais da residência.
     
  • Ligue para o CCZ: com o contato imediato, é possível solicitar o recolhimento seguro e o encaminhamento para análise laboratorial.
     
  • Vacine-se: importante manter a vacina antirrábica de cães e gatos em dia (anual), para proteger o pet e sua família em caso de contato acidental com algum morcego contaminado. 

"Embora os casos anteriores tenham ocorrido em regiões como o Santa Fé e Vivendas do Bosque, o registro no Jardim Campo Alto demonstra que morcegos positivos podem ser encontrados em qualquer bairro. A prevenção salva vidas", complementa o CCZ em nota.

Como acionar o CCZ

Localizado na Av. Sen. Filinto Müller, número 1601, do bairro Vila Ipiranga em Campo Grande, o CCZ possui alguns canais que são disponibilizados para atendimento ao público, o que inclui um número de WhatsApp voltado somente para o envio de mensagens: (67) 99142-5701, que podem ser enviadas de segunda a sexta, das 7h às 17h. 

Abaixo, você confere também os horários do setor de recolhimento: 

  • Segunda a Sexta (7h às 17h): 2020-1801 ou 2020-1789
  • Plantão Noturno (17h às 21h): 2020-1794
  • Finais de Semana e Feriados (6h às 22h): 2020-1794

 

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Conferência das Partes

PF age na COP15 em Campo Grande e fiscaliza segurança privada do evento

Polícia Federal tanto compõe e estrutura esquema especial de segurança, quanto garante que as demais forças de proteção estejam atuando dentro das conformidades legais

26/03/2026 09h44

Agentes estão  empregados de forma estratégica e preventiva

Agentes estão empregados de forma estratégica e preventiva "em pontos sensíveis e em áreas de interesse operacional".  Reprodução/PF/CS.SRMS

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Até o próximo domingo (29), a Polícia Federal atua e também fiscaliza a segurança privada da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), realizada no espaço Bosque Expo em Campo Grande. 

Nessas duas frentes, a PF tanto compõe e estrutura um esquema especial de segurança quanto garante que as demais forças de proteção estejam atuando dentro das conformidades legais. 

Durante essa semana acontecem ações de fiscalização dos vigilantes privados que atuam durante a Conferência, que basicamente garantem que toda a segurança contratada da COP15 "esteja de acordo com a legislação vigente". 

Como bem esclarece a PF, através do setor de comunicação social da superintendência regional em Mato Grosso do Sul, essa fiscalização da segurança privada é essencial em eventos de grande porte, garantindo um ambiente seguro e regulado para servidores, público e os profissionais que realizam o evento. 

Esquema de segurança

Além de fiscalizar a segurança privada, o emprego das chamadas equipes especializadas do Comando de Operações Táticas (COT) estrutura um esquema especial responsável por reforçar as ações preventivas e proteger as autoridades e delegações participantes. 

Dessas medidas, por exemplo, cabe destacar que esses agentes estão empregados de forma estratégica e preventiva "em pontos sensíveis e em áreas de interesse operacional". 

Ou seja, esses agentes do Comando de Operações Táticas (COT) trabalham a todo o tempo durante a COP15 com objetivo de identificar e de neutralizar eventuais ameaças. 

"A atuação envolve vigilância qualificada, posicionamento tático em locais estratégicos e capacidade de pronta resposta a incidentes que podem comprometer a segurança das autoridades, das delegações estrangeiras, do público e das estruturas relacionadas ao evento", complementa a PF em nota.

Além disso, como bem acompanha o Correio do Estado, até mesmo "fuzis anti drones" estão sendo usados pela Polícia Federal durante a COP15, para inclusive neutralizar eventuais voos irregulares de aeronaves remotamente pilotadas (RPAs) nas áreas sob proteção.

É importante esclarecer que há protocolos específicos para inclusive resposta imediata, por isso a PF reforça que o emprego de aeronaves remotamente pilotadas nas áreas de interesse da segurança do evento deve observar as normas vigentes e eventuais restrições temporárias de espaço aéreo estabelecidas para a COP15.
 

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