Cidades

Caso de repercussão

STJ anula decisão e devolve processo contra dono de frigorífico acusado de abuso sexual

Processo contra Zeca Lopes deve retornar ao Tribunal de Justiça de MS para analisar pedido de absolvição do Ministério Público, que teria sido ignorado

Continue lendo...

A 5ª Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu aceitar recurso da defesa do empresário José Carlos Lopes, conhecido como Zeca Lopes, e anular sua condenação por suposto estupro de menores de idade. A decisão foi tomada durante sessão da turma nesta terça-feira (26). 

Nos embargos apresentados pela defesa de Zeca Lopes foram levantados não só a tese de que o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) havia pedido absolvição com relação a uma das vítimas - o que teria sido ignorado pelo juízo -, como também a tese de nulidade por violação ao reconhecimento fotográfico realizado pelas mesmas. 

Na prática, o STJ, em processo relatado pelo ministro Joel Ilan Paciornik, determinou o retorno do processo ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS) para analisar os embargos de declaração de Zeca Lopes, dono do frigorífico Frigolop. 

Relembre o caso

Em abril de 2015, Zeca Lopes e outras três mulheres foram acusados de participação em exploração sexual de crianças e adolescentes, além de associação criminosa e estupro. O caso veio à tona por meio das declarações de Fabiano Otero, que fez um acordo de delação premiada em abril de 2015. Ele foi detido após tentar chantagear o ex-vereador Alceu Bueno usando gravações de duas meninas.

Em conversas telefônicas autorizadas pela Justiça, o empresário negociou com Rosedélia Alves Soares atividades de natureza sexual envolvendo meninas. Conforme a acusação, Zeca Lopes teria praticado o crime de estupro contra duas menores, com idades de 11 e 13 anos, em diversas ocasiões.

A defesa ressalta que o juiz do caso se baseou em elementos precários de informação, que foram colhidos durante a investigação. Um desses elementos é o reconhecimento por fotografia. 

Suspensão e retomada

O processo chegou a ser interrompido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul em 2016, após a defesa do empresário argumentar que não havia fundamento na acusação de que ele tinha mantido relações sexuais com uma jovem menor de 14 anos. Na ocasião, Lopes admitiu ter ido a um motel com a garota, mas negou qualquer contato físico.

Entretanto, o julgamento foi retomado após a alteração de decisão pelo então vice-presidente do tribunal, desembargador Paschoal Carmello Leandro.

Em 2017, o juiz da 7ª Vara Criminal de Campo Grande, Marcelo Ivo de Oliveira, condenou Lopes a uma pena de 19 anos de prisão.

Além disso, ele condenou Rosedélia Alves Soares e outras duas mulheres por facilitação de prostituição infantil, exploração sexual de crianças e adolescentes, associação criminosa e estupro.

Naquela época, o empresário apelou ao Tribunal de Justiça na tentativa de anular a sentença. A defesa do empresário argumentou que a interceptação telefônica, realizada pela Polícia Militar, foi um equívoco. Além disso, Lopes alegou não ter conhecimento da idade de uma das vítimas no momento do encontro em um motel.

“A turma por unanimidade, reconheceu em parte, o recurso de J.C.L (José Carlos Lopes), dando parcial provimento a fim de determinar que o TJ-MS reexamine os embargos de declaração propostos, julgando-se prejudicados todos os demais recursos interpostos”, citou o ministro Reynaldo Soares da Fonseca, da Quinta Turma do STJ.

Assine o Correio do Estado

Saída

Desembargador federal abandona ações da Lava Jato após punição do CNJ

Loraci Flores de Lima pegou uma suspensão de 60 dias

09/08/2026 20h00

Desembargador Loraci de Lima

Desembargador Loraci de Lima Foto: Divulgação

Continue Lendo...

O desembargador Loraci Flores de Lima renunciou às ações da antiga Operação Lava Jato sob sua relatoria no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4). Ele comunicou a decisão à Corte por meio de um despacho de cinco linhas após ser punido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por supostamente ter ignorado uma determinação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), de paralisar processos criminais da Lava Jato. Loraci alega ‘incompatibilidade’ para continuar exercendo sua função jurisdicional nas ações.

O desembargador pegou uma suspensão de 60 dias - sanção, na prática, já cumprida porque havia ficado afastado durante 72 dias liminarmente, no curso do Processo Administrativo Disciplinar. Ele negou o descumprimento de ordem de Toffoli.

Loraci abdicou do acervo da Lava Jato a partir da ‘compreensão firmada pelo CNJ’. Sua decisão atende, segundo ele, o disposto no artigo 122 do Código de Processo Penal - norma que impõe ao magistrado afastamento espontâneo da causa em que haja impedimento ou incompatibilidade, sob pena de as partes contestarem sua permanência nos autos.

As ações que estavam sob a tutela do desembargador tiveram origem na 13.ª Vara Criminal Federal de Curitiba, base da Lava Jato.

Recursos e apelações contra sentenças e decisões da 13.ª Vara chegaram ao TRF-4, que fica sediado em Porto Alegre e mantém jurisdição também no Paraná. O TRF-4 ficou, assim, conhecido como o Tribunal da Lava Jato.

A decisão do CNJ atingiu também um colega de Loraci, o desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores, do TRF-4, igualmente acusado de ignorar determinação de Toffol. Nos autos do Processo Administrativo Disciplinar, seus advogados negaram ‘descumprimento deliberado de decisões’. Segundo os advogados, a decisão foi tomada de forma colegiada e fundamentada.

Por decisão unânime, o Conselho Nacional de Justiça aplicou a pena de disponibilidade por 60 dias aos desembargadores federais Os conselheiros concluíram que Loraci e Thompson descumpriram ordem expressa de Toffoli para suspender ações penais relacionadas à Lava Jato. Nos últimos anos, o magistrado do STF tem proferido uma série de liminares para anular ou suspender os efeitos de provas, delações e atos judiciais da investigação, com base no entendimento de que houve parcialidade e conluio entre o então juiz Sérgio Moro, hoje senador, e procuradores do Ministério Público Federal.

O caso analisado pelo CNJ teve origem em uma decisão da 8.ª Turma do TRF4 sobre a atuação do então juiz da 13.ª Vara Federal de Curitiba Eduardo Appio, sucessor de Moro. Em setembro de 2023, os desembargadores declararam a suspeição de Appio em um processo. Eles ampliaram esse entendimento a todas as ações da operação conduzidas por Appio e anularam os atos praticados por ele.

Ao definir a punição dos desembargadores, o conselheiro relator Rodrigo Badaró afirmou que ‘não há prova conclusiva de incompatibilidade permanente com a magistratura’ e aplicou a sanção de disponibilidade por 60 dias. Como ambos já haviam ficado fora da Corte por 72 dias, a punição foi dada como integralmente cumprida.

 

Bem-estar animal

Atendimento veterinário gratuito será oferecido em bairro da Capital

Consultório Móvel da SUBEA disponibilizará consultas, vacinação e avaliação para castração

09/08/2026 17h31

Divulgação/Subea

Continue Lendo...

Moradores de Campo Grande poderão contar com atendimento veterinário gratuito para cães e gatos entre os dias 10 e 14 de agosto. Durante o período, o Consultório Móvel da Superintendência de Bem-Estar Animal (SUBEA) estará instalado na Praça do Jardim Carioca, na Rua Aracy de Almeida, em frente ao nº 548.

A ação tem como objetivo ampliar o acesso aos serviços de saúde animal e oferecer atendimento mais próximo às famílias que possuem cães e gatos. Entre os serviços disponibilizados estão consultas veterinárias, vacinação antirrábica, vermifugação, aplicação de carrapaticida e avaliação clínica necessária para o agendamento de castração.

Atendimento por ordem de chegada

Para organizar o atendimento, serão distribuídas diariamente 15 senhas para consultas clínicas e outras 15 senhas destinadas exclusivamente à avaliação para castração. As vagas serão preenchidas por ordem de chegada.

Para ser atendido, o responsável pelo animal deverá apresentar documento oficial com foto, comprovante de residência em Campo Grande e CadÚnico atualizado.

Serviço

Período: 10 a 14 de agosto, de segunda a sexta-feira
Local: Praça do Jardim Carioca – Rua Aracy de Almeida, em frente ao nº 548
Serviços: consultas clínicas, vacinação antirrábica, vermifugação, aplicação de carrapaticida e avaliação para castração.
 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).