Cidades

Habeas corpus

Advogado de delegado envolvido com desvio de droga é solto após decisão do STJ

Amilton Ferreira havia sido preso por ser suspeito de vazar informações sobre a Operação Infiltrados

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu pela soltura do advogado Amilton Ferreira de Almeida, suspeito de repassar informações sigilosas da Operação Infiltrados, que investiga a participação de policiais no desvio de drogas. O ministro Reynaldo Soares da Fonseca apontou ilegalidades na prisão.

Segundo a decisão, o advogado atuou como intermediário na transmissão das informações. A prisão temporária foi decretada pelo prazo de 30 dias, sob a suspeita de atrapalhar a investigação da organização criminosa.

“Em primeiro lugar, as fundadas razões de autoria ou participação exigidas pela lei devem dizer respeito a um dos crimes previstos no rol legal. No caso, o único delito atribuído ao paciente é o de embaraço à investigação de organização criminosa, que não consta do art. 1º, III, da Lei n. 7.960/1989”, explica a decisão do STF.

Ao analisar o caso, o ministro entendeu que o delito atribuído ao advogado não está entre aqueles que autorizam a prisão temporária. A decisão também apontou que outro crime mencionado no ato da prisão, o de favorecimento pessoal, previsto no Código Penal, também não faz parte da lista.

O magistrado destacou que as referências a crimes supostamente praticados pelo delegado investigado não poderiam ser utilizadas para justificar a prisão do advogado por meio de uma interpretação extensiva da legislação. Segundo o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), a medida só pode ser aplicada quando os indícios dizem respeito a um dos crimes expressamente previstos em lei.

Outro ponto considerado foi a falta de demonstração concreta de que a liberdade de Amilton colocaria em risco o andamento das investigações. Para o ministro, parte dos fundamentos apresentados para justificar a custódia estava relacionada à necessidade de ouvir o investigado e delimitar sua participação nos fatos, o que caracterizaria prisão para averiguações, prática vedada pela legislação.

Por fim, a decisão também considerou que o próprio Ministério Público informou, em 29 de setembro, que as medidas autorizadas haviam sido cumpridas integralmente e que não havia prejuízo para o prosseguimento das diligências. Na ocasião, o juízo de origem também registrou que, em princípio, não havia risco de comprometimento das medidas já executadas.

Prisão

No dia 29 de setembro, o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), prendeu o advogado Amilton Ferreira de Almeida, por suspeita de vazamento de informação sobre o mandado de prisão ao delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa, interferindo no cumprimento da ordem judicial durante a primeira fase da Operação Infiltrados.

Os agentes do Gaeco estiveram no escritório de advocacia Ferreira & Almeida, localizado na Rua 14 de Julho, no Centro de Campo Grande, para cumprir um mandado de prisão temporária e dois mandados de busca e apreensão, na segunda fase da Operação Infiltrados, denominada de Obstructio.

No dia da deflagração da ação, enquanto Hoffman ainda estava foragido, o advogado afirmou ao Correio do Estado que não sabia o paradeiro de seu cliente. Horas depois, o ex-chefe da Denar se apresentou à Corregedoria da Polícia Civil.

No documento que baseia a investigação, os promotores do Gaeco reforçavam que, em caso de deferimento do pedido, fosse imposto sigilo absoluto nos mandados de prisão preventiva a serem expedidos, “uma vez que qualquer conhecimento prévio, por falta de adoção das cautelas possíveis, pode vir a frustrar o êxito dos trabalhos”.

ELEIÇÕES 2026

Ônibus serão gratuitos em Campo Grande no domingo de eleição

Transporte coletivo funcionará com frota de dias úteis durante o segundo turno

20/10/2026 12h23

Ônibus do transporte coletivo de Campo Grande terão passagem gratuita neste domingo (25)

Ônibus do transporte coletivo de Campo Grande terão passagem gratuita neste domingo (25) Divulgação/Prefeitura Municipal de Campo Grande

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Os moradores de Campo Grande poderão utilizar o transporte coletivo gratuitamente no próximo domingo (25), quando será realizado o segundo turno das eleições de 2026. A medida confirmada pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), prevê a circulação dos ônibus com a programação habitual dos dias úteis, para facilitar o deslocamento dos eleitores até os locais de votação. 

Assim como ocorreu no primeiro turno, em 4 de outubro, não haverá cobrança de passagem nas linhas do transporte coletivo urbano da Capital. 

A gratuidade atende à Resolução nº 23.751/2026 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determina a oferta de transporte público gratuito nos dias de votação, com frequência compatível à praticada de segunda a sexta-feira.

No domingo, os eleitores de Mato Grosso do Sul voltarão às urnas para escolher o presidente da República. A disputa pelo Governo do Estado foi definida ainda no primeiro turno. 

De acordo com a Agetran, todas as linhas do transporte coletivo de Campo Grande deverão operar conforme o plano funcional dos dias úteis, evitando a redução da frota normalmente registrada aos domingos.

O Consórcio Guaicurus, responsável pelo serviço na Capital, ficará encarregado de acompanhar a movimentação de passageiros e poderá ampliar a quantidade de veículos em circulação, caso seja necessário.

O monitoramento terá atenção especial a três períodos de maior demanda: das 4h40 às 8h30, das 10h30 às 13h30 e das 16h às 18h30.

Durante a operação, a Agetran também acompanhará o funcionamento do sistema e poderá determinar ajustes na quantidade de ônibus para garantir o atendimento à população.

SEGURANÇA PÚBLICA

Quadrilha suspeita de furtar caminhonetes em MS é alvo de operação e quatro acabam presos

Um dos suspeitos, de 19 anos, confessou participação em 12 furtos de veículos em cinco municípios do Estado

20/10/2026 12h15

Ação conjunta entre PRF e Polícia Civil resultou na prisão de quatro suspeitos de integrar quadrilha especializada em furtos de caminhonetes em Mato Grosso do Sul

Ação conjunta entre PRF e Polícia Civil resultou na prisão de quatro suspeitos de integrar quadrilha especializada em furtos de caminhonetes em Mato Grosso do Sul Divulgação/Polícia Civil

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Uma operação conjunta entre a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS) resultou na prisão de quatro suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em furtos de caminhonetes Toyota Hilux e SW4. O grupo atuava em diferentes municípios do Estado e, conforme as investigações, parte dos veículos era levada para o Paraguai. 

Entre os presos está um jovem de 19 anos, que confessou participação em 12 furtos de veículos nas cidades de Campo Grande, Dourados, Ribas do Rio Pardo, Naviraí e Mundo Novo. Ele também admitiu ter incendiado uma das caminhonetes furtadas em Dourados. 

As investigações tiveram início após uma prisão em flagrante realizada pela PRF no dia 11 de outubro, em Eldorado, município localizado na região sul do Estado. Na ocasião, os policiais abordaram um automóvel suspeito de prestar apoio logístico aos responsáveis por furtos de caminhonetes registrados em Dourados.

O motorista foi preso e encaminhado à Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), onde foram realizados os procedimentos de praxe. A partir da ocorrência, as forças de segurança intensificaram o compartilhamento de informações para identificar outros envolvidos e esclarecer a atuação da quadrilha.

Com a análise de imagens das câmeras de segurança, cruzamento de dados e levantamentos de inteligência, os investigadores conseguiram estabelecer conexões entre furtos ocorridos em Dourados, Campo Grande, Ribas do Rio Pardo e outras cidades sul-mato-grossenses.

Outras prisões

Já no dia 18 de outubro, uma nova abordagem da PRF, desta vez no município de Japorã, resultou na recuperação de uma Toyota Hilux que havia sido furtada poucas horas antes em Dourados. O motorista foi preso em flagrante e encaminhado à Defron.

Um dia depois, em 19 de outubro, outros dois suspeitos foram presos durante uma abordagem na BR-163, em Eldorado. Ambos foram levados à Defron, em Dourados, para os procedimentos cabíveis.

Durante os interrogatórios, um dos investigados, de 19 anos, revelou detalhes sobre a atuação do grupo criminoso. Segundo seu depoimento, ele era responsável por abrir as caminhonetes e transportar parte dos veículos furtados até o território paraguaio.

O jovem também confessou ter participado de outros 12 furtos em cinco municípios e assumiu a responsabilidade por incendiar uma das Hilux.

Com as novas prisões, o número de suspeitos detidos nas ações realizadas entre os dias 11 e 19 de outubro chegou a quatro.

Ainda conforme a investigação, a quadrilha atuava principalmente durante a madrugada e tinha como alvos caminhonetes estacionadas em vias públicas.

Os integrantes possuíam funções específicas dentro do esquema criminoso. Enquanto alguns ficavam responsáveis por localizar os veículos, abrir as portas e dar partida nas caminhonetes, outros prestavam apoio logístico e realizavam o transporte até a região de fronteira.

Após os furtos, os veículos eram retirados rapidamente das cidades e levados em direção ao Paraguai, onde, segundo a suspeita da polícia, seriam entregues a receptadores.

A preferência pelos modelos Toyota Hilux e Hilux SW4 também chamou a atenção dos investigadores, que passaram a relacionar ocorrências registradas em diferentes municípios.

A operação contou com a participação da Delegacia Especializada de Fronteira da PRF em Dourados, da Defron, da Delegacia Especializada de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), das delegacias regionais de Naviraí e Dourados, por meio da Seção de Investigações Gerais (SIG), e da Delegacia de Polícia de Ribas do Rio Pardo.

Apesar das quatro prisões, as diligências continuam para identificar outros possíveis integrantes da quadrilha, além de financiadores e receptadores dos veículos furtados.

As equipes também trabalham para localizar as outras caminhonetes que ainda não foram recuperadas.

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