Cidades

Cidades

Surto de ebola na África deve demorar até 4 meses para ser controlado, diz OMS

Surto de ebola na África deve demorar até 4 meses para ser controlado, diz OMS

Agência Brasil

08/04/2014 - 21h00
Continue lendo...

A OMS (Organização Mundial da Saúde) afirmou hoje que precisará de dois a quatro meses para conter uma epidemia "desafiadora" do vírus ebola no oeste da África.

O vírus mortal ainda está se espalhando em três regiões críticas de Guinée Forestière, região do sudeste do país a cerca de 900 km da capital da Guiné, Conacri, cidade que relatou 20 casos até o momento, informou a agência das Nações Unidas.

"Estamos diante de surtos mais desafiantes os quais tivemos que enfrentar até o momento. Começou na Guiné, já se expandiu até a Libéria, e há vários focos. O fato de que seja em diferentes localidades complica seu controle", advertiu em entrevista coletiva o diretor-geral adjunto para Segurança Sanitária da OMS, Keiji Fukuda.

Até o momento foram detectados 157 casos na Guiné onde surgiu a primeira confirmação, no dia 22 de março , dos quais 101 doentes morreram e 67 puderam ser confirmados por testes de laboratório.

Na Libéria, país que faz fronteira com a região sudeste do país, onde primeiro foi detectado o foco, foram identificados 21 casos, dez mortes, e destas, cinco foram confirmadas em laboratório.

A OMS não recomenda viagens a nenhum destes países até o momento. Por enquanto, as suspeitas de casos em outros países da região não se confirmaram.

Em Serra Leoa, dois pacientes dos quais se suspeitava deram negativo nos testes; no Mali, se duvida de quatro pacientes doentes, dois dos quais ficaram descartados com os testes de laboratório, e de outros dois aguardam resultados; e em Gana todos os casos suspeitos foram descartados.

O principal problema do ebola é que é uma doença altamente contagiosa, que não tem tratamento específico e com taxas de mortalidade que chegam a 90%, embora por enquanto, a porcentagem de pacientes infectados e que morreram está em torno de 65%.

O contágio acontece através do contato direto com o sangue e com os fluidos e tecidos corporais das pessoas ou animais infectados.

Outro aspecto que complica o controle deste surto é o fato de que tenha surgido na África Ocidental, uma região onde a doença não tinha aparecido antes.

Este fato, explicou Fukuda, é em certo sentido negativo, não só pelo fato de que o vírus tenha se expandido, mas porque não há conhecimento geral do mesmo, nem médico entre a população, o que contribui para o pânico.

Preparo
Uma boa notícia é o fato de que entre os 50 especialistas enviados pela OMS à Guiné se encontram vários médicos de Uganda, República Democrática do Congo (RDC) e Gabão, países que sofreram surtos anteriormente e sabem como agir para combatê-lo.

O terceiro aspecto "desafiante" destacado por Fukuda são "os rumores gerados" e que dificultam o controle epidemiológico ao surgir falsos alarmes, ou ao contrário, ao esconder casos por medo de discriminação.

Finalmente, o quarto aspecto que contribui para dificultar o controle é que a doença tenha chegado à capital, onde os contatos entre as pessoas são mais assíduos e, sobretudo, podem ocorrer com desconhecidos, o que dificulta enormemente a tarefa de rastrear a trajetória do vírus.

Além disso, a agência das Nações Unidas assumiu que, até o momento, as autoridades de saúde foram "passivas" ao detectar os casos depois de os pacientes terem sido levados para os hospitais.

"Deveríamos insistir que os trabalhadores de saúde sejam os que vão às comunidades para tentar detectar os casos", afirmou Stéphane Hugonnet, médico da OMS, e que acaba de voltar da Guiné.

Hugonnet assumiu que, dada a experiência em outros surtos de ebola, espera-se que surjam casos durante os próximos quatro meses.

"O que não quer dizer que assim aconteça, só que há uma possibilidade de que apareçam", especificou Hugonnet, que por sua vez, destacou que é "bastante fácil parar as transmissões" se a população tomar consciência das medidas necessárias para evitar o contágio.

Por enquanto, as pessoas que estão mais em perigo de contrair a doença são os trabalhadores de saúde, os familiares dos doentes, e as pessoas que participam de funerais e que entram em contato com o corpo do falecido.

Até o momento, a maior epidemia de ebola foi a de Uganda, no ano 2000, quando 425 pessoas contraíram a doença.

O período de incubação do vírus é de entre 2 e 21 dias. É por isso que a OMS poderá falar de controle do surto somente depois de 42 dias sem que se tenha detectado nenhum novo caso, um cenário que por enquanto não se vislumbra a curto prazo. 

Encontro Virou Golpe

Homem paga R$ 300 por acompanhante, cai em golpe e é ameaçado em MS

Vítima fez pagamento via Pix por encontro que não aconteceu e depois recebeu ameaças de um suposto integrante de "comando"; cinco pessoas foram denunciadas

06/10/2026 16h42

Delegacia de Polícia Civil de Naviraí, responsável pela investigação que identificou cinco suspeitos no golpe da falsa acompanhante. Foto: Divulgação/PCMS

Delegacia de Polícia Civil de Naviraí, responsável pela investigação que identificou cinco suspeitos no golpe da falsa acompanhante. Foto: Divulgação/PCMS Foto: Divulgação/Policia Civil MS.

Continue Lendo...

Um encontro marcado pela internet terminou em ameaças e extorsão em Naviraí, no sul de Mato Grosso do Sul. Após pagar R$ 300 por um suposto programa com uma acompanhante que não apareceu, a vítima passou a ser intimidada por uma pessoa que dizia integrar um “comando” e afirmava ter informações pessoais sobre ela e seus familiares.

A investigação conduzida pela Polícia Civil identificou cinco suspeitos de participação no esquema. Todos foram indiciados e, após a conclusão do inquérito, denunciados pelo Ministério Público Estadual pelo crime de extorsão praticada por duas ou mais pessoas.

O caso começou quando a vítima encontrou na internet o anúncio de uma suposta acompanhante e iniciou uma conversa pelo WhatsApp. Durante o contato, foi solicitado o pagamento antecipado de R$ 300 via Pix.

Após realizar a transferência, a vítima seguiu para o endereço informado, mas não encontrou a mulher anunciada. O serviço não foi realizado e, posteriormente, as investigações apontaram que os próprios moradores do imóvel desconheciam a pessoa que aparecia no anúncio.

A situação ganhou contornos mais graves pouco depois. A vítima começou a receber mensagens enviadas de outro número. O interlocutor dizia pertencer a um “comando”, afirmava possuir dados pessoais do homem e passou a fazer ameaças contra ele e seus familiares.

Diante das intimidações, a vítima realizou uma segunda transferência, desta vez de R$ 70. O pagamento, porém, não encerrou as ameaças, levando o homem a procurar a Polícia Civil e registrar a ocorrência.

Mesmo endereço teria sido usado contra outra vítima

Durante a apuração, policiais da Seção de Investigações Gerais da Delegacia Regional de Polícia de Naviraí (SIG/DRP) foram até o endereço indicado no anúncio. Os moradores disseram não conhecer a suposta acompanhante.

Um dos residentes contou ainda que outro homem já havia aparecido anteriormente no mesmo imóvel procurando pela mesma mulher, elemento que reforçou a suspeita de que o endereço estaria sendo utilizado para enganar diferentes vítimas.

O avanço da investigação revelou que o número de telefone usado no primeiro contato aparecia em anúncios de acompanhantes publicados em diferentes pontos do País, mas vinculado a nomes e fotografias distintos.

Segundo a Polícia Civil, foram encontrados perfis relacionados ao número em Naviraí e Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul; Cosmópolis, em São Paulo; e no Rio de Janeiro.

Os investigadores também cruzaram números telefônicos, perfis utilizados nos anúncios e informações financeiras. A análise bancária confirmou que os dois pagamentos feitos pela vítima, somando R$ 370, foram enviados para uma conta pertencente a um dos investigados.

De acordo com a Polícia Civil, o conjunto das informações permitiu estabelecer conexões entre cinco pessoas e os diferentes meios supostamente empregados para aplicar o golpe.

Cinco são denunciados

Ao término do inquérito, cinco pessoas, de 25, 27, 28 e 31 anos, foram indiciadas pela Polícia Civil pela prática, em tese, de extorsão cometida por duas ou mais pessoas.

O grupo foi indiciado, em tese, por extorsão cometida por duas ou mais pessoas. O crime ocorre quando alguém constrange uma vítima, mediante violência ou grave ameaça, com o objetivo de obter vantagem econômica indevida.

A pena prevista para extorsão é de quatro a dez anos de prisão, além de multa, podendo ser aumentada quando o crime é praticado por duas ou mais pessoas.

Com a conclusão do trabalho policial, o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário. A 3ª Promotoria de Justiça de Naviraí analisou os elementos reunidos durante a investigação e ofereceu denúncia contra os cinco investigados.

A Polícia Civil orienta que pessoas abordadas em golpes semelhantes não façam novos pagamentos diante de ameaças. A recomendação é preservar mensagens, áudios, números de telefone, comprovantes de transferências e demais registros das conversas e procurar uma delegacia para registrar a ocorrência.

 

Chuvas acima da média

Do seco ao alagado: chuvas mudam cenário do Pantanal e acendem alerta

Vídeo mostra propriedade cercada pela água no Nabileque após temporais; previsão indica chuvas acima da média em MS

06/10/2026 16h25

Morador registrou cheia após chuva intensa no  Nabileque

Morador registrou cheia após chuva intensa no Nabileque Reprodução/Mais MS Notícias

Continue Lendo...

Depois de meses marcados pela falta de chuva, o Pantanal do Nabileque, na região de Corumbá, voltou a ter áreas tomadas pela água após as chuvas dos últimos dias. Um vídeo gravado na região mostra uma propriedade rural com a água passando sobre o aterro e impedindo o acesso por terra. O cenário chama atenção justamente pelo contraste com o período de estiagem que marcou o Pantanal e ocorre no início de uma temporada em que a previsão aponta para mais chuva em Mato Grosso do Sul.

Em Corumbá, a Defesa Civil registrou 80,8 milímetros de chuva em 24 horas até a manhã de segunda-feira (5). A precipitação provocou pontos isolados de enxurrada e alagamento no município.

O episódio no Nabileque, porém, não significa que uma grande cheia já tenha se instalado no Pantanal. A régua de Ladário, uma das principais referências para acompanhar o comportamento do Rio Paraguai na região, marcava 1,20 metro nesta terça-feira (6), com elevação de 5 centímetros em relação à medição anterior.

O nível ainda está distante das marcas observadas em anos de cheias mais expressivas. No fim de setembro, o Serviço Geológico do Brasil (SGB) apontava que o Rio Paraguai permanecia dentro da faixa de normalidade, mas abaixo da mediana histórica para o período.

A mudança rápida entre períodos de pouca água e episódios de chuva intensa expõe uma das características mais marcantes do Pantanal: o nível dos rios e a quantidade de água espalhada pela planície podem mudar conforme o comportamento das chuvas nas diferentes partes da bacia.

No caso do Nabileque, a água registrada nas imagens pode estar relacionada às chuvas que atingiram a região e ao escoamento local, sem necessariamente representar uma elevação generalizada do Rio Paraguai.

O próprio monitoramento oficial mostra que o comportamento do rio ainda é desigual ao longo da bacia. Enquanto pontos do sistema apresentam elevação após as chuvas recentes, a régua de Ladário permanece em patamar relativamente baixo.

A situação exige acompanhamento porque o Pantanal pode responder às chuvas de forma diferente conforme o local e o volume acumulado nas cabeceiras e afluentes. O que hoje aparece como alagamento localizado pode ganhar outra dimensão caso os volumes de chuva se mantenham elevados nas próximas semanas.

Mais chuva

O cenário pode mudar conforme as chuvas avancem pelas bacias que alimentam o Pantanal. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuvas acima da média histórica no Estado durante outubro.

Para o trimestre de mês de número 10 a dezembro, o quadro climático também está associado ao avanço do El Niño, fenômeno confirmado em junho e que, segundo o Painel El Niño 2026-2027, tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro.

O fenômeno não permite prever, sozinho, uma cheia no Pantanal, mas altera os padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do país. Por isso, os órgãos federais que acompanham o El Niño recomendam atenção contínua às condições meteorológicas e hidrológicas.

 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).