Cidades

CRIME

Suspeito matou casal degolado pois foi roubar e acabou reconhecido pelas vítimas

Ele chegou a usar camiseta como disfarce, mas foi reconhecido pelo médico

NILCE LEMOS E MARESSA MENDONÇA

18/09/2015 - 16h50
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O homem que matou casal degolado na última sexta-feira (11), em Jaraguari foi preso na noite de quinta-feira (17) em um matagal às margens da BR-040 em Campo Grande. Willian Nogueira de Souza, de 28 anos, ficou escondido durante dois dias no local pois sabia que já havia sido descoberto pela polícia. Na delegacia, ele confessou o crime,  e disse que matou porque foi reconhecido pelas vítimas. 

Nogueira morava na casa ao lado da residência das vítimas para quem costumava prestar serviços esporádicos. Na noite do crime, ele usou uma camiseta na cabeça para não ser identificado, mas acabou sendo reconhecido quando anunciou o assalto. O médico chegou a retirar o disfarce usado pelo suspeito, que acabou amarrando o casal.

A mulher foi morta no quarto do casal, enquanto o homem aguardava na sala. Nogueira ordenou que o homem entregasse o dinheiro e a senha do cartão de crédito, utilizando uma faca para ameaçar a vítima. Depois de conseguir os dados, o ladrão golpeou o médico com uma facada no pescoço e fugiu no carro do casal, levando o cartão e R$ 250 em dinheiro.

Os corpos do casal foram encontrados na terça-feira (15), em decorrência das baixas temperaturas, que impediram que o mau cheiro fosse percebido pela vizinhança. Nesse período, o suspeito retornou à casa por duas vezes para deixar o veículo que acabou pegando novamente em outra ocasião. “ Ele voltou lá na noite de sexta e de sábado”, declarou o delegado Edilson dos Santos, do Grupo Armado de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras).

De acordo com o delegado, Nogueira foi descoberto depois de fazer compras com cartão da vítima em São Gabriel do Oeste. “Ele abasteceu R$ 50, depois comprou uma caixa de cerveja, depois abasteceu mais R$ 50 e comprou mais uma caixa de cerveja em outra conveniência”, detalhou o delegado. Em São Gabriel mora a esposa do suspeito, o irmão dela, e o filho do casal, de 5 meses.

O cunhado de Nogueira, identificado como Lucas do Nascimento será investigado por favorecimento pessoal. Ele acompanhou o suspeito durante as compras e sabia que o cartão era roubado.

Em relação a hipótese de estupro, levantada logo no início das investigações, o delegado não descartou. “Ele negou, mas vamos aguardar o laudo do Imol”, disse.

Nogueira será investigado por latrocínio duplamente qualificado. Conforme a polícia, o rapaz era foragido da justiça pelo crime de roubo.

O CRIME

O crime brutal que terminou na morte do médico Abner da Silva, de 79 anos, e da esposa dele, Irene Soares, de 52 anos, aterrorizou moradores do assentamento Vale Verde, localizado a 30 quilômetros de Jaraguari, distante 47 quilômetros da Capital. O casal foi morto degolado e a mulher teria sido estuprada.

Números

Apenas 76 países enviaram delegações à COP15 em Campo Grande

Organização espera reunir cerca de 2 mil pessoas, entre delegados, cientistas e povos indígenas

26/03/2026 17h45

Ministra Marina Silva

Ministra Marina Silva Foto: Marcelo Victor

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A 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias (COP15) começou nesta segunda-feira (23) com um dado que chama atenção: há mais participantes acompanhando o evento de forma virtual do que presencial. Dos 133 países signatários do tratado, apenas 76 enviaram delegações, enquanto o restante optou pela participação remota.

Naa entrada do Pantanal, a maior zona úmida tropical do planeta, a conferência reúne espera reunir cerca de 2 mil pessoas, entre delegados, cientistas, povos indígenas, comunidades locais e organizações de conservação. O encontro ocorre em um contexto ambiental crítico para a região, que enfrenta seca, incêndios florestais e mudanças no uso do solo.

A abertura da conferência também foi marcada pela divulgação de novos relatórios que apontam um cenário preocupante para a biodiversidade global. Segundo o documento “Estado das Espécies Migratórias do Mundo: Relatório Provisório (2026)”, quase metade (49%) das espécies listadas na Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias (CMS) apresenta tendência de queda populacional, enquanto cerca de uma em cada quatro já está ameaçada de extinção em nível global.

O estudo indica que a pressão sobre essas espécies é resultado de uma combinação de fatores, como sobre-exploração, destruição de habitats, poluição, mudanças climáticas e a presença de espécies invasoras.

Ao longo da semana, os participantes discutirão propostas de inclusão de novas espécies nas listas de proteção, além de ações conjuntas, resoluções e decisões que irão orientar as políticas de conservação nos próximos anos. As deliberações finais devem ser submetidas à aprovação no próximo domingo (29).

A Conferência das Partes é o principal órgão deliberativo da CMS e se reúne a cada três anos. O encontro tem como objetivo avaliar avanços, atualizar compromissos e reforçar medidas de proteção às espécies migratórias, sempre com base em evidências científicas sobre ameaças, tendências populacionais e estratégias de conservação eficazes. O evento é realizado no Bosque dos Ipês. 

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Epidemia

Idoso é a 6ª vítima de Chikungunya de 2026 em MS

Óbitos pela doença em 2026 já correspondem a um terço do total em 2025

26/03/2026 17h30

Óbitos pela doença em 2026 já correspondem a um terço do total em 2025

Óbitos pela doença em 2026 já correspondem a um terço do total em 2025 Divulgação

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Um idoso de 72 anos é a 6ª vítima confirmada decorrente da Chikungunya. A morte do homem aconteceu no dia 19 de março, mas estava em investigação, sendo confirmada no boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (SES) desta quinta-feira (26). A vítima era do município de Bonito e foi a primeira morte fora de Dourados. 

O idoso possuía outras comorbidades, como hipertensão arterial e diabetes e apresentou os sintomas iniciais no dia 13 de março, apenas seis dias antes do óbito. 

De acordo com o boletim epidemiológico da SES, o município de Bonito tem 56 casos da doença confirmados e 74 em investigação, colocando a cidade com risco vermelho para incidência de Chikungunya, quando há mais de 300 casos a cada 100 mil habitantes. 

Em apenas três meses, 2026 já registrou pouco mais de um terço das mortes registradas em todo o ano de 2025, considerado o ano mais letal da doença no Estado, com 17 óbitos. 

Além do idoso, as outras cinco vítimas eram moradores de aldeia indígenas em Dourados:

  • mulher de 69 anos (Aldeia Jaguapiru, no dia 26/02);
  • homem de 73 anos (Aldeia Jaguapiru, no dia 09/03);
  • bebê de 3 meses (Aldeia Bororó, no dia 10/03);
  • mulher de 60 anos (Aldeia Jaguapiru, no dia 12/03);
  • bebê de 1 mês (Aldeia Jaguapiru, no dia 24/03).

Em todo o Estado, são 3.058 casos prováveis de Chikungunya e 1.452 casos confirmados. Dentre os casos confirmados, 21 são gestantes. 

Chikungunya em MS

Em Dourados, a atual situação causada pelo surto de chikungunya motivou o decreto de estado de emergência em saúde pública por parte do Executivo Municipal. 

Inicialmente concentrada na área da Reserva Indígena, a disseminação da doença já atinge bairros como Jardim dos Estados, Novo Horizonte e a região do Jóquei Clube, apontados como áreas com maior incidência de focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor também da Dengue e Zika.

Essa "explosão" dos casos de Chikungunya em 2025 passou a ser observada já desde o início do ano passado, quando até o começo de março Mato Grosso do Sul já anotava 2.122 casos prováveis. 

Através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, por exemplo, é possível notar que a série histórica iniciada em 2015 começa com apenas um óbito registrado naquele ano.

Até 2024 essa arbovirose iria vitimar um total de apenas oito sul-mato-grossenses, já que com 2016 e 17 passando sem qualquer registro de morte por Chikungunya em Mato Grosso do Sul, a doença só voltou a matar um paciente em 2018, ano em que três pessoas morreram.

Porém, nos quatro anos seguintes (de 2019 a 2022) ela voltaria a sumir do radar do sul-mato-grossense. Na sequência, antes de explodir no ano passado, 2023 e 2024 só registraram, respectivamente, três e uma morte por chikungunya em Mato Grosso do Sul, com o ano passado somando o dobro dos óbitos da última década, como bem acompanha o Correio do Estado

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