Cidades

FIM DO DESPERDÍCIO

Sustentabilidade na construção civil

Sustentabilidade na construção civil

BRUNA LUCIANER

08/02/2011 - 08h45
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Reflita sobre o conceito de “construção sustentável”. O que você imaginou? Tijolos ecológicos, madeira certificada e aquecimento solar? Tudo isso faz parte, mas o conceito de sustentabilidade engloba incontáveis princípios muito mais simples e de fácil aplicação. O mais importante deles e que, sozinho, garantiria facilmente o status de “sustentável” a qualquer obra, é a redução do desperdício. 

Projetos de residências evoluem ano após ano; modernizam-se os materiais, os formatos, os espaços, mas o grande erro do desperdício persiste. Estima-se que aproximadamente 30% de tudo que entra numa obra vira resíduo. Vira lixo. Materiais nobres como madeira e metais ajudando a entupir aterros e detonar com recursos naturais, sem falar no encarecimento indiscutível da construção. “Veja um exemplo simples: compramos pregos por quilo e usamos indiscriminadamente, com exagero e abundância. Mas pense no tempo que o ferro demora para formar-se na natureza. Consumimos muito mais do que a natureza tem capacidade de repor”, ilustra a arquiteta Andrea Naguissa Yuba.

Andrea é a pessoa perfeita para explicar esses princípios. Ela ministra a disciplina de sustentabilidade no curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), o que a torna uma das responsáveis pela aplicação do conceito pelos futuros profissionais do Estado. “O interesse dos alunos pelo assunto é nítido e crescente. Logo, ele estará incorporado a todas as outras disciplinas e se tornará uma preocupação constante na construção civil”, estima a arquiteta.

Ela acaba de construir a própria casa incorporando os tais conceitos que deveriam fazer parte de toda e qualquer construção. E atenção: os tijolos são convencionais, os pregos são convencionais, o cimento é convencional. O que tornou a obra “sustentável” foi o processo produtivo, preocupado com o desperdício, e a aplicação de detalhes estruturais diferentes, mas básicos: tubulação que separa águas de pias, chuveiros e vaso sanitário, tubulação que capta água da chuva para reaproveitamento, tubulação preparada para receber aquecimento solar. “São investimentos pequenos; alguns metros de canos, alguns registros a mais e pronto. Mas a economia que isso trará é incontestável”, explica.

Quando ela fala em “economia”, se refere à economia de dinheiro e de recursos naturais. O casamento entre sustentabilidade ambiental e econômica que deveria ser uma constante em qualquer empreendimento.

Além das tubulações eficientes, Andrea investiu na iluminação e ventilação natural e na ampliação da área verde permeável do terreno. Como ela fez isso é a parte mais legal da história. A residência ganhou o famoso “telhado verde”, que refresca o ambiente e auxilia na captação de águas pluviais. “Foi o investimento mais caro de toda a obra. Foi necessário reforçar toda a estrutura para suportar o peso do telhado”, explica.

Um telhado convencional, com telhas de cerâmica sobre estrutura de madeira, pesa cerca de 50 quilos por metro quadrado. A estrutura da casa de Andrea foi calculada para suportar 250 quilos por metro quadrado. O investimento foi consideravelmente alto e, periodicamente, a arquiteta terá que subir no telhado para cortar a grama. O risco de infiltração existe mas, segundo a arquiteta, não é maior do que o de um telhado convencional, desde que bem cuidado. “O telhado verde não vai dar problema porque é verde, vai dar problema porque é telhado. Todo tipo de material demanda manutenção, senão estraga”, esclarece.

Andrea resolveu “experimentar” essas novidades na casa dela, com a autoridade de quem entende do assunto e com plena consciência do custo um pouco mais alto e do trabalho que teria. Se valeu a pena? “Claro que sim. Não vim até aqui para desistir e, se preciso, faria tudo de novo. Muito em breve todas as casas serão construídas pensando do reúso da água, na iluminação natural e na otimização da área verde permeável. Isso não tem volta”.

Hotel

Se a casa da arquiteta já chama atenção por causa das características, imagine um hotel com 11 mil metros quadrados e 350 leitos todo projetado com base nos conceitos de sustentabilidade. O empreendimento está em fase de ajustes para aprovação e financiamento e deve ser construído ao lado do Parque dos Poderes, em Campo Grande.

“Apenas 19 empreendimentos possuem o selo de ecossustentabilidade no Brasil, 16 em São Paulo e três no Rio de Janeiro. Vamos trazer esse selo para Campo Grande”. O objetivo é do arquiteto gaúcho Jeferson Queiroz, responsável pelo projeto. O escritório de Jeferson, com sede no Rio Grande do Sul, foi procurado pelos idealizadores do hotel justamente em função da experiência em projetar empreendimentos sustentáveis de alta complexidade.

Olhando as fotos e lendo os detalhes do projeto, orçado em R$ 20 milhões, é fácil impressionar-se com os detalhes futuristas e, ao mesmo tempo, naturais. “Trouxemos a ideia do Pantanal para dentro do prédio. Pensamos na arborização interna, no conforto climático e no respeito ao hóspede. O cliente permanecerá no prédio com a sensação de respeito a ele e ao meio ambiente”, relata o arquiteto.

Algumas das características que merecem destaque na obra são: captação de água da chuva, reaproveitamento de água da chuva para limpeza de pátios, regas de plantas e vasos sanitários, cobertura verde para diminuir a incidência térmica, quebra sóis nas fachadas expostas diretamente, misto de vidro laminado refletivo e vidro duplo para diminuir o ruído da via rápida, telas solares para proteção da incidência térmica, possibilidade de sistemas de geração de energia através de células fotovoltaicas por placas ou películas diretamente aplicadas ao vidro, chuveiros econômicos reduzindo em até 50% o consumo de água, aquecedores solares para os chuveiros, piscina, e demais dependências, iluminação por leds e sistema de ar condicionado inteligente com baixo consumo, 40% mais econômico que os existentes hoje no mercado.

Ainda de acordo com Jeferson, os materiais de acabamentos a serem empregados serão certificados e terão selo de garantia de fabricação comprometidas com o meio ambiente. “Haverá uma arquiteta de nosso escritório especialmente enviada para a obra. Ela permanecerá em Campo Grande até o final, para garantir que todos os condicionantes ecossustentáveis do sistema escolhido, bem como dos materiais a serem empregados, estejam de acordo com o estabelecido”.

Outro detalhe importante é a localização da obra. Segundo Jeferson, trata-se de uma área pouco explorada comercialmente por estar longe do centro da cidade. O hotel deve atrair novos moradores e serviços para a região e a mão-de-obra local deverá ser valorizada. “Tudo o que for possível será contratado na cidade e região de Campo Grande.

Alguns sistemas já verificados que tornarão a obra mais rápida e eficiente e que não estão à disposição em Campo Grande já estão sendo providenciados. Uma equipe especializada realizará o treinamento de mão-de-obra e profissionais para atender a qualidade e segurança exigida pelo sistema”, explica. A construção do hotel Bezier deve ser iniciada no segundo semestre do ano e ele deve ficar pronto daqui a 18 meses.

O custo final da obra, segundo Jeferson, ficou aproximadamente R$ 5 milhões maior do que se houvesse sido projetado da maneira “convencional”. “Mas ele foi concebido com essa finalidade, de estabelecer uma relação com os hóspedes e com o planeta sem agressão”, reitera o arquiteto.

novo caso

Sesau confirma 5º caso de raiva em morcegos neste ano

Secretaria alerta que vacinação de animais é a melhor forma de prevenção

05/04/2026 08h30

Sesau confirma 5º caso de raiva em morcego na Capital

Sesau confirma 5º caso de raiva em morcego na Capital FOTO: Paulo Ribas/Correio do Estado

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A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) em Campo Grande emitiu um alerta no último sábado (4) chamando a atenção da população da cidade para a importância da vacinação de gatos e cachorros contra a raiva após a confirmação do 5º caso de morcego infectado pela doença na Capital desde janeiro deste ano. 

O caso mais recente foi encontrado no Centro da cidade, após a secretaria ser acionada para retirar o animal. Os outros casos ocorreram nos bairros Vivendas do Bosque, Centro, Santa Fé e Jardim Campo Alto, todos confirmados por exames laboratoriais que detectaram a presença do vírus. 

Os três primeiros registros foram feitos no mês de fevereiro e o 4º caso foi registrado em março. 

De acordo com a equipe técnica, o município possui espécies de morcegos que se alimentam de frutos e insetos e que, em seu habitat natural, não oferecem riscos à população. No entanto, esses animais podem, eventualmente, portar o vírus da raiva e transmiti-lo a outros mamíferos, como cães, gatos e até seres humanos.

O último caso de raiva em humanos em Campo Grande ocorreu em 1968. No interior do Estado, porém, foi registrado um caso em 2015, em Corumbá.

Com o cenário de casos confirmados, a Sesau reforça as orientações de que, qualquer morcego que seja encontrado em situação anormal, seja caído no chão, vivo ou morto, ou dentro de residências, deve ser considerado suspeito. 

A principal recomendação é de não tocar no animal, isolar o local para evitar o contato de outras pessoas, especialmente crianças, ou animais, e acionar o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) para realizar a retirada  adequada do animal. 

Em casos normais, onde o morcego esteja voando à noite ou abrigados durante o dia, a secretaria esclarece que o comportamento é considerado natural, não apresentando riscos nem havendo necessidade de serem manipulados.

Em caso de contato acidental com morcego em situação suspeita, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde com atendimento 24 horas para avaliação e possível início do protocolo de atendimento antirrábico humano pós-exposição. 

Proteção coletiva 

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) reforça que manter a vacinação antirrábica de cães e gatos em dia é fundamental para impedir a circulação do vírus no ambiente urbano.

Os animais domésticos vacinados funcionam como uma barreira sanitária, interrompendo a cadeia de transmissão entre mamíferos e protegendo toda a comunidade. 

Além das campanhas itinerantes de vacinação antirrábica realizadas nos bairros, o CCZ funciona como posto fixo de vacinação durante todo o ano, permitindo que os tutores levem seus cães e gatos para imunização a qualquer momento.  

O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h às 21h, e aos sábados, domingos e feriados, das 6h às 22h, na Av. Senador Filinto Müller, 1.601 – Vila Ipiranga. 

Como acionar o CCZ 

O atendimento para recolhimento de morcegos suspeitos funciona nos seguintes horários: Telefone geral: (67) 3313-5000 

  • Segunda a sexta-feira, das 7h às 17h: (67) 2020-1801 / (67) 2020-1789
  • Segunda a sexta-feira, das 17h às 21h, e aos sábados, domingos e feriados, das 6h às 22h: (67) 2020-1794 

Caso o animal seja encontrado fora dos horários de atendimento, a orientação é isolá-lo com cuidado, utilizando balde, caixa ou pano, evitando qualquer contato direto, e acionar o CCZ assim que o serviço for retomado. 

"A Sesau destaca que segue monitorando a situação e mantém ações contínuas de vigilância e prevenção, garantindo resposta rápida e proteção à população", assegurou a secretaria em nota. 

Loterias

Resultado da Loteria Federal 6054-2 de hoje, sábado (04/04)

A Loteria Federal é a modalidade mais tradicional das loterias da Caixa, com sorteios realizados às quartas e sábados; veja números sorteados

04/04/2026 19h00

Foto: Reprodução

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A Caixa Econômica Federal realizou a extração 6054-2 da Loteria Federal na noite deste sábado, 4 de abril de 2026, a partir das 21h (de Brasília). O sorteio ocorreu no Espaço da Sorte, em São Paulo.

Resultado da extração 6054-2:

5º prêmio: 85835

4º prêmio: 44218

3º prêmio: 54560

2º prêmio: 36911

1º prêmio: 19022

O sorteio da Loteria Federal é transmitido ao vivo pela Caixa Econômica Federal e pode ser assistido no canal oficial da Caixa no Youtube.

Como jogar na Loteria Federal

Os sorteios da Loteria Federal são realizados às quartas e sábados, sempre às 20h (horário de MS).

Para apostar na Loteria Federal você escolher o bilhete exposto na casa lotérica ou adquiri-lo com um ambulante lotérico credenciado. Você escolhe o número impresso no bilhete que quer concorrer, conforme disponibilização no momento da compra.

Cada bilhete contém 10 frações e pode ser adquirido inteiro ou em partes. O valor do prêmio é proporcional à quantidade de frações que você adquirir.

Com a Loteria Federal, são diversas as chances de ganhar. Você ganha acertando:

  • Um dos cinco números sorteados para os prêmios principais;
  • A milhar, a centena e a dezena de qualquer um dos números sorteados nos cinco prêmios principais;
  • Bilhetes cujos números correspondam à aproximação imediatamente anterior e posterior ao número sorteado para o 1º prêmio;
  • Bilhetes cujos números contenham a dezena final idêntica a umas das 3 (três) dezenas anteriores ou das 3 (três) dezenas posteriores à dezena do número sorteado para o 1º prêmio, excetuando-se os premiados pela aproximação anterior e posterior;
  • A unidade do primeiro prêmio.

Premiação

Você pode receber o prêmio em qualquer lotérica ou nas agências da Caixa.

Caso o prêmio bruto seja superior a R$ 2.259,20, o pagamento deve ser realizado somente nas agências da Caixa, mediante apresentação de comprovante de identidade original com CPF e do bilhete (ou fração) original e premiado.

Valores iguais ou acima de R$ 10 mil são pagos no prazo mínimo de dois dias úteis a partir de sua apresentação em Agência da Caixa.

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