Cidades

SANEAMENTO

Tarifa social de água beneficia 6,5% da população de Campo Grande

A Águas Guariroba dispõe até 50% de desconto para pessoas de baixa renda, pacientes com câncer ou doenças renais crônicas

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A tarifa social é um benefício que reduz o valor das contas de água e esgoto adotado por diversas empresas brasileiras. Em Campo Grande não é diferente, o programa da concessionária Águas Guariroba tem mais de 20 mil famílias beneficiadas, ao todo são 60 mil pessoas ou seja, 6,6% da população total da Capital, promovendo saneamento e dignidade para famílias de baixa renda e pessoas em tratamento de câncer e doenças renais crônicas.

O desconto nas contas de água e esgoto é de até 50%, o que, de acordo com a empresa, é o porcentual instituído pela legislação municipal em 2001 para os serviços de abastecimento. 

Os interessados na tarifa social devem atender a alguns requisitos, como: renda familiar inferior a meio salário mínimo vigente; ser proprietário de um único imóvel, no qual a família deve residir, ou er o contrato de locação; ser consumidor monofásico de energia elétrica – o consumo não pode ultrapassar 220 kW por mês; e não consumir mais que 20 metros cúbicos de água por mês. 

Pessoas com câncer ou doenças renais crônicas, com comprovação por laudo, também podem ser contempladas pelo programa, atendendo também ao requisito de renda per capita máxima de até dois salários mínimos. 

Este é o caso de Vilma Rosa da Cruz Sandeski, de 52 anos, que é paciente oncológica e beneficiária do programa. Ela relata que o desconto obtido pela tarifa social gera economia que a ajuda na compra de remédios e vitaminas, necessários para o tratamento, assim como frutas, legumes e outros tipos de comida. 

“Cheguei a pagar R$ 300, R$ 200 em uma época, e agora pago de R$ 40 a R$ 50. Se todos que fizessem o acompanhamento de doença tivessem a tarifa social, ia ajudar bastante”, informa a cuidadora de idosos, que no momento está sem poder trabalhar em função do tratamento de câncer e aguarda ainda o seu auxílio-doença. 

A aposentada Francisca Borges Ribeiro, de 73 anos, faz parte das mais de 20 mil famílias beneficiadas pelo programa e conta que aprendeu com os pais a economizar água. 

“Fui criada com balde d’água na cabeça, eu sei o valor que a água limpa tem, não desperdiço uma gota de água, acho um absurdo a pessoa abrir uma torneira e derramar água. Então eu sempre gastei pouco, mas, com a tarifa [social], minha conta diminuiu de R$ 80 para menos de R$ 20”, comenta Francisca, que relata ter passado por dificuldades para manter as contas em dia com a aposentadoria que recebe. 

O diretor-presidente da Águas Guariroba, Themis de Oliveira, aponta que o objetivo da concessionária é que todos tenham acesso à água tratada e esgoto. 

“Como operadora de um serviço público essencial à vida, entendemos que servir as pessoas é uma das nossas maiores vocações, por esse motivo, procuramos contribuir com as pessoas que estão em situação de vulnerabilidade”, diz. 

Além desse projeto, a Águas Guariroba tem outras ações de impacto social, como o programa Afluentes, que tem ligação direta com a população e lideranças comunitárias e está relacionado ao projeto Bolha de Sabão, que incentiva o empreendedorismo nas comunidades por meio de oficinas que ensinam a transformar óleo de cozinha usado em sabão. 

A concessionária também aponta ações sociais que levam negociações de débitos com condições facilitadas para bairros e educação ambiental para as escolas, por meio de gibis, teatro e palestras, promovidas pelo programa Sanear. 

CADASTRO

Os cadastros para o programa podem ser feitos durante o ano todo e só de forma presencial. Os interessados têm a opção de ir ao atendimento itinerante nos bairros ou solicitar a inclusão na tarifa social nos locais de atendimento da concessionária. 

A Águas Guariroba disponibiliza atendimento no Centro, na Rua Marechal Cândido Mariano Rondon, n° 1.808, nas Moreninhas, na Rua Mucuri n° 8, no Fácil Guaicurus, na Avenida Gury Marques, n° 5.464, no Fácil Aero Rancho, na Avenida Marechal Deodoro, n° 2.606, e no Fácil do Bosque dos Ipês, na Avenida Cônsul Assaf Trad, n° 4.696. 

SAIBA 

Em 2023, mais de 15 mil novas ligações foram feitas na Capital, através do Programa Campo Grande Saneada, que teve início em janeiro e já levou saneamento para mais de 150 quilômetros. Entre os locais que possuem frentes de trabalho estão os bairros Lageado, Los Angeles, Tiradentes e Nova Lima.

FEMINICÍDIO

Sobrinho mata tia e 8º feminicídio interrompe 15 dias sem registros do crime

Suspeito seguiu em direção ao córrego para limpar os vestígios das vestimentas

23/03/2026 12h33

Reprodução

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Durante a manhã desta segunda-feira (23), uma mulher, identificada como Fátima Aparecida da Silva, de 58 anos, foi encontrada morta em Selvíria, interior do Estado, a menos de 400 quiômetros de Campo Grande. O suspeito, conhecido por "Maurição" é apontado como sobrinho da mulher.

Segundo as informações, a Polícia Militar foi acionada após denúncias de funcionários de um posto de combustível próximo virem o homem com a roupa suja de sangue ir na direção do Córrego Arroz Doce.

Populares relataram à jornais locais que anteriormente a vítima e o suspeito estavam bebendo, e haviam iniciado uma discussão.

Os policias militares foram até o local e encontraram o sobrinho se lavando no córrego. Os agentes deram voz de prisão e o conduziram até à Delegacia da Polícia Civil, onde irá dar depoimento do caso.

A perícia foi até a residência da mulher, e constataram a morte da vítima. O caso segue em investigação para desvendar a arma do crime.

Escalada de feminicídios

Com a morte de Ereni Benites, Mato Grosso do Sul passa a registrar sete feminicídios em pouco mais de 50 dias de 2026.

Levantamento recente aponta que, entre janeiro e o início de março, o estado já havia contabilizado seis casos em diferentes municípios, muitos deles cometidos por companheiros ou ex-companheiros das vítimas.

A morte mais recente antes deste caso ocorreu no início da manhã de sábado (7), em Anastácio, a 122 quilômetros de Campo Grande. Leise Aparecida Cruz, de 40 anos, foi encontrada morta em casa, na Rua Professora Cleusa Batista. O principal suspeito é o marido da vítima, Edson Campos Delgado, que acabou preso.

Inicialmente, Edson disse às autoridades que havia encontrado a esposa sem vida e levantou a hipótese de suicídio. No entanto, durante as investigações, confessou ter asfixiado a mulher.

Também no dia 6 de março morreu Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 52 anos, que estava internada após ser brutalmente agredida pelo marido em Três Lagoas.

Ela foi atacada com golpes de marreta no dia 3 de março. Após o crime, foi socorrida e transferida para o Hospital da Vida, em Dourados, mas não resistiu aos ferimentos.

No dia 25 de fevereiro, Beatriz Benevides da Silva, de 18 anos, foi assassinada em Três Lagoas. O autor do crime foi o namorado da jovem, Wellington Patrezi, que procurou a polícia e confessou o feminicídio.

Em 22 de fevereiro, Nilza de Almeida Lima, de 50 anos, foi morta a facadas em Coxim. O principal suspeito é o próprio filho da vítima, de 22 anos.

Em 24 de janeiro, a aposentada Rosana Candia Ohara, de 62 anos, foi assassinada a pauladas pelo marido em Corumbá.

Já o primeiro feminicídio de 2026 em Mato Grosso do Sul ocorreu em 16 de janeiro, na aldeia Damakue, em Bela Vista. A vítima, Josefa dos Santos, de 44 anos, foi morta a tiros pelo marido, que em seguida tirou a própria vida.

Em 8 de março, Ereni Benites, de 44 anos, foi o sétimo feminicídio. Morta carbonizada no dia internacional da mulher pelo ex-companheiro.

Agora, Fátima Aparecida da Silva, de 58 anos, é o 8º caso de feminicídio do Estado, e interrompeu 15 dias sem registros do crime.

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preso em campo grande

Marcinho VP processa policial por chamá-lo de chefão do Comando Vermelho

Estado do Rio de Janeiro também é réu na ação, que pede indenização de R$ 100 mil por danos morais

23/03/2026 11h44

Marcinho VP está preso na Penitenciária Federal em Campo Grande

Marcinho VP está preso na Penitenciária Federal em Campo Grande Arquivo

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O traficante Márcio Nepomuceno dos Santos, o Marcinho VP, preso na Penitenciária Federal de Campo Grande, entrou com um processo na Justiça do Rio de Janeiro pedindo indenização de R$ 100 mil por danos morais ao ex-chefe da Polícia, delegado Felipe Curi, e ao Estado.

Segundo informações do jornal O Globo, o traficante alega ter sido alvo de acusações falsas, após o policial afirmar que ele seria um dos chefões da facção criminosa Comando Vermelho.

Ainda segundo as alegações de Marcinho VP, as declarações não teriam qualquer respaldo em investigações, relatórios oficiais ou decisões judiciais, assim como não constam no sistema penitenciário federal.

Ainda não há decisão no processo.

Marcinho VP está preso há quase 30 anos, que serão completados em setembro deste ano. Atualmente, Marcinho VP cumpre pena na Penitenciária Federal de Campo Grande.

Ele é apontado como nome proeminente da criminalidade do Rio de Janeiro, sendo apontado como um dos principais chefes do Comando Vermelho, ao lado de Fernandinho Beira Mar.

Preso desde 1996, o encarceramento não impediu que Marcinho VP continuasse no mundo no crime. Mesmo de dentro do presídio, ele ordenou uma série de crimes que foram cometidos por outros faccionados. Nos últimos 14 anos, ele cumpre pena em unidades federais.

Em novembro de 2024, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, por meio da Vara de Execuções Penais, autorizou a renovação, por mais três anos, da permanência de Marcinho VP no sistema penitenciário federal.

Na decisão, o juiz afirmou que a manutenção de Marcinho VP no sistema federal segue necessária para dificultar articulações criminosas no Rio de Janeiro.

A decisão cita a megaoperação deflagrada em 28 de outubro de 2024 nos complexos do Alemão e da Penha, áreas consideradas reduto de Marcinho VP, para alertar sobre o "risco do retorno do apenado ao sistema penal do estado".

O histórico de transgressões do criminoso também foi apontado como motivo pela sua permanência.

A Justiça considerou que a lei permite a renovação do prazo de permanência por um novo período, caso permaneçam os motivos da transferência. No caso de Marcinho VP, o interesse coletivo de segurança pública.

Possível liberdade

Conforme reportagem do Correio do Estado, Marcinho VP pode ser colocado em liberdade a partir de setembro. Para evitar que ele deixe a cadeia, autoridades se mobilizam para manter o traficante longe das ruas.

Marcinho VP possui cinco cartas de execução de sentença por homicídio, associação criminosa, corrupção ativa, desacato, associação para o tráfico (duas vezes) e tráfico de drogas. Acumuladas, as penas superam 55 anos, mas a legislação em vigor na época das condenações estipulava os 30 anos como tempo máximo de cumprimento.

Desde 2019, quando entrou em vigor o Pacote Anticrime, o limite aumentou para 40 anos, mas a nova regra só se aplica a processos iniciados após esse ano.

Caso haja algum novo mandado de prisão provisória, a saída iminente do traficante do presídio pode ser frustrada. É nesta seara que têm havido batalhas judiciais entre acusação e defesa.

Para tentar impedir a soltura iminente, delegados e promotores buscam diversas alternativas, enquanto a defesa do traficante tenta derrubar mandados em vigor e evitar novas condenações.

A mobilização contra a liberdade se baseia no fato de que mesmo preso há quase três décadas, o cárcere não impediu que Marcinho VP continuasse a cometer crimes, se tornando um dos principais nomes do Comando Vermelho mesmo atrás das grades, sendo considerado um dos detentos de maior periculosidade, segundo as autoridades.

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