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CAMPO GRANDE

'Táxi black' rodará com mesmo valor de bandeira do convencional

Decretos que atualizam as legislações foram publicados hoje (23) e trazem novas categorias para as ruas da Cidade Morena

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Como publicado hoje (23) através do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), a versão do "táxi black" que faz parte do “pacotão” de modernizações que busca tornar esse serviço mais atrativo na Capital começará a rodar com o mesmo valor de bandeira do convencional. 

Criada agora a categoria de luxo, o chamado "táxi executivo", ou "black" (em menção ao tipo de serviço semelhante oferecido em aplicativos de transporte), busca atender maiores padrões de conforto dos usuários. 

O texto do decreto é claro em reforçar, em seu oitavo artigo, que enquanto não houver a fixação de um valor tarifário diferenciado através de um ato específico, será aplicada na categoria de luxo a tarifa que é vigente para o serviço de táxi convencional. 

Através do Diogrande o Executivo concluiu nesta quarta (23) a oficialização dos dois últimos pontos que estão ligados à atualização deste serviço: uma versão de luxo para os táxis e a possibilidade de taxistas rodarem até mesmo com caminhonetes na Cidade Morena.  

Essa onda de mudanças foi anunciada na última segunda-feira (21) pela prefeita Adriane Lopes (PP), com evento de assinaturas realizado no teatro Octávio Guizzo, no Paço Municipal, quando a menção de que até caminhonete pode ser táxi em Campo Grande já passou a chamar mais atenção. 

Com assinatura da chefe do Executivo e dos diretores-presidentes das agências municipais de Regulação dos Serviços Públicos e de Transporte e Trânsito (Agereg e Agetran), respectivamente nas pessoas de Paulo Silva e Ciro Vieira, as duas últimas atualizações foram publicadas em conjunto por meio do decreto de número 16.744. 

Vale lembrar que ainda ontem (22), como bem acompanha o Correio do Estado, o Executivo da Capital começou a oficializar a modernização das licenças para táxis, que passaram desde a prorrogação da vida útil dos veículos que completam uma década neste ano até autorização para taxistas poderem rodar pelas faixas exclusivas para ônibus, porém sem mencionar até então a categoria executiva que havia sido anunciada, nem o trecho que diz respeito às caminhonetes. 

Agora, a possibilidade dos taxistas usarem até mesmo caminhonetes para rodarem em Campo Grande e a categoria de "táxi de luxo" já passa a valer com o decreto que entra hoje mesmo em vigor. 

Táxi de luxo e caminhonetes

Assim como os demais veículos a serem empregados como táxi, os da categoria "black" também precisam estar registrados em nome do permissionário e licenciados no município de Campo Grande, e, como de costume, estar classificado como "de aluguel". 

Porém, diferente dos demais, enquanto os táxis comuns e até as caminhonetes que devem integrar a frota a partir de agora precisam ser brancos, esses veículos de luxo precisam ter suas cores informadas como preta. Além disso, o prazo de vida útil da categoria executiva é diferente dos demais, exatamente a metade da uma década estipulada para os convencionais, sendo no máximo cinco anos de fabricação. 

Quanto ao valor da bandeira tarifária do táxi executivo em Campo Grande, que por enquanto deve ser a mesma da opção convencional, as Pastas de Regulação dos Serviços Públicos e de Transporte e Trânsito citam que a "eventual fixação de valor tarifário diferenciado será precedida do procedimento regulatório e das demais etapas previstas na legislação municipal".

O Executivo fixa que o total de "táxis executivos" fica limitado ao teto de 20% do total de alvarás em vigor na Capital, ficando a cargo da Agereg a regulamentação do procedimento para preencher essas respectivas vagas que será executado pela Agetran. 

O município faz questão de reforçar que enquadrar um veículo na categoria executiva não implica na criação, ampliação ou mesmo outorga de um novo alvará, sendo exclusivamente uma alteração na permissão preexistente, permanecendo portanto inalterados "seu número, sua titularidade e o ponto de estacionamento em que esteja cadastrado". 

Já para aqueles que querem usar os conhecidos veículos de carga, tipo caminhonete, no serviço de táxi do transporte público individual de passageiros, é necessário cumprir os requisitos técnicos, vedações e padrões que devem ser publicados pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito, mas ainda atender alguns outros pontos. 

Entre esses padrões específicos, essa caminhonete precisa ser da cor branca e estar classificada como veículo de aluguel, além de ser licenciada no município de Campo Grande e estar registrada em nome do permissionário. 

Essas caminhonetes brancas a serem empregadas como táxi precisam ainda obedecer a data limite estipulada como vida útil, também fixada em 10 anos. Em outras palavras, os veículos precisam ter sido fabricados de 2016 em diante. 

Importante frisar que, obrigatoriamente, o transporte de bagagens e objetos deve ser realizado simultaneamente ao do passageiro que for dono desses itens. 

"Todo permissionário em situação regular pode optar pela utilização de veículo da espécie de carga, tipo caminhonete, para realizar o serviço da modalidade táxi do transporte público individual de passageiros, desde que substitua o veículo atualmente vinculado ao respectivo alvará por outro que atenda integralmente aos requisitos previstos neste artigo e na portaria prevista em seu § 1º, hipótese em que permanecerão inalterados o número e titular do respectivo alvará, bem como o ponto de estacionamento em que esteja atualmente cadastrado", completa 

Diretor-presidente da Agetran, Paulo Ferreira explica, em nota divulgada pelo Executivo, que toda essa inclusão não se dá de forma automática e comenta sobre o limite de até 20% da frota nas novas categorias. 

“Isso vale tanto para os motoristas que optarem por trocar o veículo por um que atenda ao público executivo, por exemplo, quanto para os novos alvarás que serão emitidos”, completa ele. 

 

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Recurso

MEC libera novas formações online para professores

Cursos são gratuitos e em diversas áreas; confira a lista

15/10/2026 22h00

Foto / Divulgação

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Neste 15 de outubro, quando é celebrado o Dia dos Professores, o Ministério da Educação (MEC) liberou dez novas formações gratuitas para docentes por meio da plataforma Avamec (Ambiente Virtual de Aprendizagem do Ministério da Educação). Entre os novos cursos estão computação, fundamentos da IA generativa, redes sociais para o uso consciente e criativo e educação antirracista. A lista completa está disponível aqui. 

Podem participar dos cursos os professores do ensino fundamental e médio, além de gestores escolares de todas as etapas da educação básica.

Os cursos são organizados em módulos e unidades, com materiais multimídia, atividades interativas e avaliações. Os concluintes recebem certificado, sem cobrança de taxas.

A plataforma online reúne cursos e outras ações de formação desenvolvidas pelo MEC e por instituições parceiras.

Como participar 
Antes de realizar a inscrição em um dos cursos de formação, os interessados devem ler todas as informações e conferir carga horária, critérios de avaliação e conteúdo do curso na página da plataforma Avamec.

Para participar de um curso, basta entrar na página da formação e confirmar a inscrição, informando os dados solicitados.

O MEC explica que, se houver mais de uma turma com adesão aberta, será necessário selecionar uma delas para prosseguir sua inscrição. 

A plataforma reúne ainda 694 cursos, 499 instituições e 13.501 turmas.

Professores do Brasil

Dados do Censo Escolar da Educação Básica mostram que o Brasil tinha, em 2025, 2.407.049 de professores, o que representa um aumento de 10,05%, em uma década. Esses profissionais atuam nas 178,8 mil escolas de educação básica no Brasil.

As mulheres continuam sendo maioria (78,8%) na docência da educação básica. Já o número de professores do sexo masculino passou de 435.965 para 510.660 no mesmo período, alta de 17,1%.

Os professores da educação básica e superior podem solicitar a Carteira Nacional Docente do Brasil.  O documento tem validade de dez anos e reconhece a profissão. Com a carteira, os profissionais da educação têm acesso a benefícios como cartões de crédito com condições específicas para os docentes, descontos em hotéis e facilitação do uso da meia-entrada em eventos culturais (cinemas, teatros e shows). Também há descontos em lojas físicas e de e-commerce credenciadas.

Para solicitar a CNDB, os professores precisam estar com o Cadastro de Pessoa Física (CPF) regular junto à Receita Federal e possuir cadastro ativo no e-Social pelo empregador. 

O acesso deve ser feito pelo sistema oficial do MEC, com a senha da conta Gov.br. 

Voos Cancelados

Gol vai suspender voo direto de Campo Grande ao Rio 6 meses após retorno

Ligação retomada em agosto será encerrada em janeiro de 2027; rota entre São Paulo e Bonito também está entre os 38 cortes anunciados pela companhia aérea.

15/10/2026 20h11

Avião da Gol durante pouso; companhia vai suspender voo direto entre Campo Grande e Rio de Janeiro a partir de fevereiro de 2027.

Avião da Gol durante pouso; companhia vai suspender voo direto entre Campo Grande e Rio de Janeiro a partir de fevereiro de 2027. Foto: Divulgação Gol.

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A companhia aérea Gol vai suspender os voos diretos entre Campo Grande e o Rio de Janeiro a partir de fevereiro de 2027, menos de seis meses depois de retomar a ligação entre as duas capitais. A decisão faz parte de uma ampla redução das operações da empresa, que prevê o encerramento de 38 rotas nacionais e internacionais, incluindo duas que atendem Mato Grosso do Sul.

A última operação entre o Aeroporto Internacional de Campo Grande e o Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, está prevista para 30 de janeiro de 2027.

A mesma data marca o encerramento programado da ligação entre o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e Bonito, um dos principais destinos turísticos do Estado.

As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (15) pelo portal especializado Melhores Destinos, que identificou inicialmente 20 rotas afetadas e, após uma atualização do levantamento, encontrou outras 18.

A relação foi confirmada pela Gol ao veículo, e as datas correspondem às últimas operações previstas no sistema de venda de passagens.

No caso de Campo Grande, a decisão representa um recuo na ampliação das opções de transporte aéreo anunciada pela companhia há poucos meses.

A ligação com o Rio de Janeiro havia sido retomada em 3 de agosto, depois de mais de uma década sem operação regular pela empresa.

Com a suspensão, passageiros que utilizam o trajeto direto poderão precisar recorrer a voos com conexão em outros aeroportos para chegar à capital fluminense, dependendo das alternativas disponíveis no período.

A empresa atribui a reorganização de seus voos ao aumento expressivo do preço do querosene de aviação, combustível utilizado pelas aeronaves, que passou a representar uma parcela maior dos custos operacionais.

Voo havia sido retomado em agosto

O encerramento da rota contrasta com os planos de expansão apresentados pela própria Gol em junho deste ano, quando anunciou o retorno dos voos diretos entre Campo Grande e o Rio de Janeiro.

Na ocasião, a companhia informou que a ligação voltaria a funcionar em 3 de agosto de 2026, com três frequências semanais em cada sentido, utilizando aeronaves Boeing 737 com capacidade para até 186 passageiros.

As partidas de Campo Grande foram programadas para as terças, quintas e sábados, às 2h50, com chegada ao Galeão às 6h. No sentido contrário, os voos saíam do Rio de Janeiro às segundas, quartas e sextas-feiras, às 21h, com previsão de pouso na Capital sul-mato-grossense às 22h25.

O retorno da ligação era apresentado como uma alternativa para facilitar o deslocamento de passageiros a negócios e turismo, além de permitir conexões com destinos nacionais e internacionais atendidos pelo aeroporto carioca.

A própria companhia destacou, quando anunciou a retomada, que o trecho havia sido operado regularmente entre 2012 e 2015, sendo reativado como parte de uma estratégia de ampliação das opções de viagens a partir de Mato Grosso do Sul.

O histórico de tentativas de fortalecer essa ligação já havia sido acompanhado pelo Correio do Estado. Em julho de 2024, o jornal publicou a reportagem, que apontava a previsão de retomada de voos diretos para o Rio de Janeiro, com três frequências semanais.

Naquele momento, a expectativa era de que a ampliação das rotas contribuísse para aumentar a chegada de visitantes ao Estado e facilitar viagens de moradores da Capital.

Em junho de 2026, a retomada foi novamente anunciada, desta vez com data definida para o início das operações. Agora, pouco mais de dois meses após o retorno dos voos, a companhia confirmou que a ligação deixará sua programação no começo do próximo ano.

Bonito também perderá ligação direta com São Paulo

Além da Capital, o município de Bonito aparece entre os destinos atingidos pela redução das operações da Gol.

A empresa prevê encerrar, também em 30 de janeiro de 2027, a rota direta entre o Aeroporto de Congonhas, na cidade de São Paulo, e o aeroporto de Bonito.

A ligação representa uma das alternativas para turistas que desejam chegar diretamente à região da Serra da Bodoquena, sem a necessidade de desembarcar em Campo Grande e seguir viagem por rodovia.

A retirada da rota pode reduzir as opções de acesso aéreo ao destino, especialmente para visitantes que partem da capital paulista, um dos principais mercados emissores de turistas para Mato Grosso do Sul.

O impacto efetivo dependerá da oferta mantida por outras companhias aéreas e da possibilidade de novas operações substituírem o trecho.

A suspensão ocorre justamente em um período de movimentação turística, já que janeiro integra a alta temporada de viagens de férias.

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre eventual retomada das duas ligações sul-mato-grossenses após janeiro de 2027.

Gol confirma retirada de 38 rotas pelo Brasil

A suspensão dos voos em Mato Grosso do Sul faz parte de uma redução nacional das operações da Gol, que prevê o encerramento de 38 rotas domésticas e internacionais.

Entre os trechos afetados estão as ligações entre Cuiabá e Congonhas, Manaus e Fortaleza, Teresina e Guarulhos, além de destinos internacionais como Buenos Aires, Miami, Orlando e Bogotá.

Algumas rotas deixarão de operar ainda em dezembro de 2026, mas a maioria dos cancelamentos está prevista para janeiro de 2027. A companhia também reduzirá a frequência de voos em outros trechos, sem interromper completamente as operações.

Alta do combustível pressiona companhias aéreas

A Gol atribui o cancelamento das rotas ao aumento do preço do querosene de aviação (QAV), que passou a representar cerca de 40% dos custos operacionais da companhia, ante aproximadamente 30% anteriormente.

O encarecimento está relacionado à alta do petróleo no mercado internacional, agravada pelos conflitos no Oriente Médio.

Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o litro do combustível passou de R$ 3,64 em março para R$ 6,45 em maio, recuando para R$ 4,98 em agosto.

Diante do aumento das despesas, a empresa informou que está reorganizando seus voos e continuará oferecendo alternativas aos passageiros por meio de conexões próprias ou parcerias com outras companhias aéreas.

O que acontece com quem já comprou passagem?

Passageiros afetados pela suspensão das rotas têm direito a ser transferidos gratuitamente para outro voo ou receber o dinheiro da passagem de volta, conforme as regras da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A Resolução nº 400 da agência determina que alterações programadas sejam comunicadas com antecedência mínima de 72 horas. A reacomodação poderá ocorrer em voos da própria companhia ou de outras empresas, conforme as regras aplicáveis.

Quem já comprou passagens entre Campo Grande e o Rio de Janeiro ou entre Congonhas e Bonito para viagens a partir de fevereiro de 2027 deve acompanhar a reserva e procurar a Gol para verificar as alternativas disponíveis.

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