As temperaturas em Mato Grosso do Sul atingiram dois extremos ao longo de 2025. Enquanto em Porto Murtinho a temperatura máxima chegou a 42,1°C no mês de janeiro, Sete Quedas registrou -0,9°C no mês de junho.
A variação de temperaturas, sistematizadas por meteorologistas do Centro de Monitoramento de Tempo e Clima (Cemtec), contribuíram para uma temperatura média anual acima da média histórica, se mantendo em uma tendência de crescimento.
As temperaturas médias do ano de 2025 no Estado foram de 25,1°C, reforçando um comportamento vinculado ao aumento gradual das temperaturas observada ao longo das últimas década como efeito das mudanças climáticas.
A maior temperatura média anual já registrada no Estado foi no ano de 2024, mas as altas temperaturas em 2025 reforçam o cenário consistente de aquecimento no Estado.
Fonte: CemtecDe acordo com os dados do Cemtec, Porto Murtinho registrou temperaturas acima dos 36°C durante 105 dias, um período equivalente a quase um terço de todo o ano.
Além deste município, outros seis ficaram mais de um mês acima dessa temperatura: Corumbá (83 dias), Coxim (73), Três Lagoas (68), Paranaíba (54), Bonito (53) e Dourados (40).
Outras onze cidades tiveram dias com calor acima dos 40°C durante o ano.
Enquanto isso, Ponta Porã só teve um dia com temperatura acima de 36°C, no dia 10 de janeiro.
A umidade relativa do ar chegou a níveis críticos em localidades como Amambaí e Ponta Porã, que registraram 8% de umidade relativa no mês de setembro. Outras cinco cidades tiveram dias com até 10% de umidade, situação considerada crítica para a saúde.
No outro extremo, foram registradas temperaturas negativas e girando em torno de zero grau em oito localidades do Estado no mês de junho durante uma forte frente fria.
A menor temperatura registrada foi no município de Sete Quedas, que chegou a -0,9°C no dia 24 de junho. Em Rio Brilhantes, as temperaturas chegaram a -0,7°C e em Maracaju, os termômetros chegaram a -0,4°C. Na Capital, a menor mínima foi de 4,6°C, no mesmo dia.
O relatório do Cemtec também mostrou os dados de rajada de vento observados ao longo do ano. Segundo os dados, a maior rajada de vento registrada foi de 145 km/h, no dia 13 de outubro, no município de Santa Rita do Pardo, durante uma tempestade que atingiu a cidade devido à atuação de cavados aliados ao intenso calor e umidade.
O maior volume de chuva registrado no ano passado foi no município de Sete Quedas, onde a chuva acumulada chegou a 181,6 milímetros no dia 12 de dezembro. Conforme boletim publicado pelo Cemtec, em Sete Quedas, no mês de dezembro ocorreram 349,6 milímetros.
Em Campo Grande, o maior acúmulo de chuva foi registrado no dia 13 de dezembro, quando choveu 111,6 milímetros.
No volume de precipitação acumulada anual, 14 municípios tiveram chuvas abaixo do média esperada e três tiveram chuva acima da média.
A partir da análise, o município com maior acumulado de chuva foi Campo Grande, com 1.729,0 milímetros durante 2025, um valor 273 milímetros acima da média histórica anual. Por outro lado, Corumbá teve o menor acumulado anual, com 807,2 milímetros, um valor 190,8 milímetros abaixo da média histórica anual.
“De forma geral, os dados meteorológicos observados ao longo de 2025 em Mato Grosso do Sul evidenciam um ano marcado por elevados extremos térmicos, episódios pontuais de frio intenso, variabilidade na distribuição das chuvas e ocorrência de eventos meteorológicos severos, como tempestades acompanhadas
de rajadas de vento expressivas. A temperatura média anual acima da climatologia reforça a tendência de aquecimento observada nas últimas décadas, enquanto o regime pluviométrico apresentou contrastes regionais, com municípios registrando acumulados significativamente abaixo ou acima da média histórica”, finalizou o relatório.

